I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
31 Capítulo 29 - Central Park.
Notas iniciais
Charlie estava num barquinho improvisado no meio do mar, ao redor só tinha água até onde a vista alcançava e abaixo de si, dois tubarões rodeavam a madeira flutuante. Porém, quando uma onda de uns dez metros de altura apareceu foi tarde de mais, o ‘barco’ foi virado e a loira caiu no mar, e quanto mais tentava nadar, mais rápido parecia afundar, até que uma paz instalou-se por todo seu corpo, e ela entregou-se ao cansaço.
Assim que acordou, a primeira coisa que os olhos castanhos focaram foram seus irmãos mais novos que riam enquanto molhavam-a com arminhas de água. Em um pulo acabou caindo no chão, lutando para respirar enquanto parecia se afogar aos poucos.
– Viu, eu disse que ela acordaria. – Disse Damian, e Harmony assentiu. –
– Mas ela está bem? – Indagou a mais nova, demonstrando preocupação com a garota jogada no chão. –
– ... Ótima ... Só que vocês dois não vão ficar por muito tempo! – Em um movimento rápido, a mais velha puxou-os até a cama, onde logo jogou-se em cima dos pequenos e começou a fazer cócegas por onde podia. –
Quando os três começaram a ofegar, eles cairam um por cima do outro em um abraço desengonçado, e pelo mais incrível que pareça, acabaram pegando no sono novamente.
...
Quinn apertava as coxas de Rachel com força, enquanto a atriz prendia as pernas em torno da cintura de pele alva para aumentar o contato entre as intímidades. A loira mordia com vontate o seio direito enquanto massageava o esquerdo, a judia segurava-se para não gemer alto, uma vez que Charlie estava de volta, e ela não era mais uma criança.
A loira foi subindo os beijos com marcas vermelhas que foram se tornando arroxeadas, logo parando e consentrando-se no ponto de pulso da baixinha, que não pode segurar um gemido consideravelmente alto.
– A Char está aí ... – Murmurrou contra o pescoço moreno, e um gemido frustrado veio de sua esposa. –
– Eu sei ... E-ela foi filha única por sete anos ... E-está acostumada com isso. – Falou, enquanto segurava os cabelos loiros contra seu pescoço, sentindo cada mordida na carne daquela região. –
– Touché. –
As mãos soltaram-se dos seios médios para cravar os dedos na cintura da pequena que gemeu ao toque, e ela mordeu o lábio inferior da judia quando Rachel passou as unhas por suas costas, deixando marcas que foram avermelhando-se em poucos segundos.
Pouco depois que a loira aumentou as investidas, em um gemido as duas alcançaram o ápice juntas. Riram sem ar, e Rachel retirou com a ponta dos dedos uma mecha loira do rosto de Quinn, beijando-a lentamente em seguida.
– Bom dia. – A atriz desejou, logo rindo sem ar novamente. –
– Bom dia. –
...
– Certo, então se cuidem e eu amo vocês. – Ela beijou a bochecha de cada um dos gêmeos, o topo da cabeça de Charlie e os lábios de Quinn. –
– Não explodam a casa e crianças não voam, Marley. Eu amo vocês. – Kitty repetiu o ato da amiga, beijando seus gêmeos e depois a esposa. –
– Sant, não assista Pânico na Floresta com elas de novo, por favor. Eu amo vocês. – Pediu Brittany doce como sempre, beijando as duas garotas e em seguida Santana. –
– Também amamos vocês. – Todos disseram em uníssono, e as três mulheres assentiram e deixaram a casa. Era Sábado de cuidar dos filhos, afinal. –
Quinn se esticou no sofá como um gato preguiçoso, e olhou para as duas morenas (e Charlie) ao seu lado, esperando alguma ideia incrivelmente idiota sobre o que elas iriam fazer. Santana afundou-se sobre a almofada, Charlie acabou notando que ficaria sem espaço e deitou-se no tapete com as crianças e Marley se apoiou contra o braço do sofá. Um suspiro entediado veio em coro.
– Alguma ideia? – Indagou a latina, movendo apenas os olhos em direção a Marley. –
– Nah ... Quinnie? – A morena murmurou. –
– ... Char? –
– Uma maratona de Star Wars? – Ela sugeriu, e as crianças pareceram se animar. –
– Vamos fazer isso mais tarde, precisamos de uma ideia de algo pra fazer, tipo, agora. – Respondeu Santana, encarando o teto tediosamente. –
– ... Poderiamos ir jogar paintball, é legal. – A garota sugeriu novamente, e Quinn considerou a ideia, diferente de Santana. –
– Você confiaria uma arma pra aquilo ali? – Indagou a latina, apontando para Marley, que apenas revirou os olhos por trás dos óculos. –
– E sorvete, como uma família comum? Crianças gostam de sorvete, certo? – Foi a vez de Marley que até então estava quieta, se pronunciar. –
Novamente os mais novos se agitaram, e Marley encarou Santana com um sorriso vitorioso, e a latina murmurou algum xingamento em espanhol, porém sentiu a espinha gelar ao notar o olhar ‘Brittany brava’ de Valerie sobre ela.
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Todos tomavam uma casquinha de cremes de diferentes sabores enquanto andavam pelo Central Park, mesmo com o inicio do frio daquela época do ano. ‘O inverno está chegando’, Marley repetia essa frase a cada cinco minutos, não importava o assunto, e aquilo já estava irritando Santana.
– Sabe por quê? O inverno está cheg-
– Cállate la boca! — A latina gritou enquanto levantou a mão para dar um tapa na mais alta, que desviou a tempo. –
Valerie e Sugar começaram a rir da mãe, que apenas lançou-as um olhar mortal, e as duas ficaram quietas no mesmo segundo. Uma ideia passou pela cabeça de Marley, e obviamente, não era coisa boa.
– San, sua casquinha ‘tá com um cheiro estranho. – Ela fez uma cara pensativa, aproximando-se do sorvete nas mãos da latina. –
– Su madre! – Santana aproximou a casquinha ao rosto e Marley sorriu ao ver seu plano se concretizar. Ela bateu a mão na mão de Santana, que afundou o sorvete no nariz sem querer. –
A morena teve um ataque de risos, porém, só ela ria de todo o grupo. Seus filhos engoliram em seco, os gêmeos de Quinn e Charlie arquearam as sobrancelhas, surpresos, e Valerie e Sugar apenas prepararam-se para ouvirem xingamentos que Santana nem sonharia em pronunciar ao lado de Brittany, enquanto Quinn só esperou o momento certo para poder segurar Santana antes que a latina acabasse arrancando os olhos de Marley e fazê-la comer pelas narinas, se isso é possível.
– Enviaré Charlie Charlie que perra, que mejor corre, hija infeliz de puta! – A latina gritou assim que um sorriso maníaco se formou em seu rosto, e Charlie se sentiu um tanto frustrada por ter o mesmo nome de um demônio mexicano. –
Marley gelou na hora, e sem esperar nada, saiu correndo pelo Central Park com Santana em seus calcanhares, sempre xingando-a em espanhol e dando investidas que realmente doeriam se pegasse. Quinn e Charlie apenas bufaram e se entreolharam, com a mesma ideia em mente.
– Certo, não saiam daqui e se algum estranho se aproximar vocês correm, mas será rápido. Se cuidem. – Disse Quinn, e as crianças assentiram. –
Logo as duas sairam correndo atrás das morenas antes que acabassem se matando. Assim que chegaram até a onde as duas rolavam no chão com tapas, chutes e risos vindos de Marley, tentaram separar a briga, que por conta do destino acontecia ao lado do lago que deveria estar frio. Bem frio. Marley rolou por cima das pernas de Charlie, que numa tentativa desesperada de se equilibrar acabou puxando Quinn para baixo e logo as quatro sentiram um desespero desumano quando suas peles entraram em contato com a água fria.
Santana e Marley não sabiam nadar, então coube as duas loiras ‘salvá-las’, uma vez que as duas se debatiam e gritavam que iriam morrer, mesmo que não fosse tão fundo a ponto de se afogar.
Assim que sairam ofegantes da água, elas deitaram-se na grama e ficaram lá por vários segundos, apenas sofrendo em silêncio com o maldito frio. As crianças se aproximaram e ficaram lá esperando que as quatro mostrassem um sinal de vida.
– Fala que o inverno está chegando agora, hija de puta. – A latina esbravejou, usando o máximo de força o possível para conseguir chutar Marley na cintura. -
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