I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
2 Capítulo 2 - Traumatized.
Notas iniciais
– Rach? Rach, você viu meus mangás do Dragon Ball? Eu juro que deixei-os em cima da mesa ... – A voz de Quinn soou de uma maneira quase preocupada. Ela amava aqueles mangás quase tanto quanto amava Charlie. –
– Eu já falei pra você guardar suas coisas depois que as usa. Mas eu não sei onde estão, pergunte para a Char. – Rachel pode ser escutada da cozinha. –
– Aham ... Char, você viu meus mangás? – Indagou a loira, adentrando a sala apenas para encontrar sua filha fissurada em alguma página dos seus tão amados mangás. –
– Aqui ... Sabe, mãe, o Batman é mais forte que o Goku? –
– Não ... O Goku não é humano. – Respondeu a loira mais velha, como se fosse óbvio. –
– É, mas ... O Superman ganha do Goku, e o Batman ganha do Superman ... Isso torna o Batman mais forte? –
Quinn não podia acreditar no que havia escutado; Sua filha, sua própria filha, achava o Batman melhor que o Superman?!
– Char, quem te disse que o Batman ganha do Superman? –
– Tia Sant. E ela e Tia Marls começaram a brigar depois disso. –
“Típico das duas.” – Pensou a loira. –
– Ok ... Mas acredite, o Batman perde pro Superman. – Disse Quinn, ajustando os óculos em seu rosto. –
– Não perde não. – Respondeu a pequena, cruzando os braços. Tão Rachel. –
– Perde sim. –
– Não. –
– Sim. –
– Não! –
– Sim. –
– Mamãe! – Charlie gritou, para o desespero de Quinn. –
Rachel nunca gostou que a loira brigasse com Charlie por coisas a respeito da cultura geek. De acordo com ela, Charlie tem direito de gostar do que quer.
– Sim? – A atriz adentrou a sala, parecendo muito feliz para nove horas da manhã. Ou talvez Quinn que não fosse uma pessoa da manhã mesmo. –
– A mãe tá brigando comigo! – Disse a garotinha, apontando para a loira em pé a sua frente. –
– Super-heróis? – Uma sobrancelha foi arqueada no rosto da judia. –
– Sim. – Responderam em uníssono. –
– Não tenho nada a ver com isso. – Ela deu de ombros, antes de voltar para a cozinha para terminar o café da manhã. –
As duas loiras arquearam as sobrancelhas; Elas eram as cópias perfeitas uma da outra, tirando os olhos, é claro.
– Você tem que passar menos tempo com a tia Sant. – Quinn murmurou entre os dentes. –
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– Você envenenou a mente da minha filha. Agora ela acha que o Batman é melhor que o Superman. – A loira observava a latina com um olhar mortal. –
– Mas o Batsy é melhor que o Superman. – Respondeu Santana, cruzando os braços. –
– Não é não. –
– É sim. –
– Vai começar?! – Kitty observava a prima e a amiga com os olhos semicerrados. –
Todos os casais estavam sentados em volta da piscina da casa de Marley e Kitty, enquanto as crianças brincavam por ali. Charlie tentava montar alguma coisa de Lego com os primos enquanto Valerie acariciava levemente a cabeça de Gollum, o cachorro feio porém amável, chegava a ser fofo.
– Olha, Kitty, você não tá entendendo ... Isso é super importante! A vida da minha filha será baseada na escolha de seguir um dos lados. Batman ou Superman, simples. –
A loirinha apenas revirou os olhos; Se nem com Marley ela conseguia falar quando se tratava de super-heróis, imagine com Quinn.
Marley observava atentamente os filhos e as “sobrinhas” brincando, quando em um lampejo uma ideia lhe veio em mente.
– Quinnie, Sant, me acompanhem por favor. – Pediu a morena, levantando-se e se dirigindo para dentro da casa. –
...
– Valerie, olha aqui! – Pediu a latina com o celular e mãos, filmando sua filha que usava um moletom com a touca de um Bulbasaur. –
Charlie usava um do Charmander, Nash um do Super Mario e Naomi do Squirtle. Quando suas esposas apareceram com aquelas roupas um pouco estranhas, as três se entreolharam, arqueando as sobrancelhas.
– Mãe ... Você tá filmado isso? – Indagou Charlie, levando o olhar para a mãe loira. –
– Sim! E vai se preparando, você vai se vestir de Hit Girl na próxima Comic Con! –
– Sério?! – A garotinha loira sorriu, um sorriso semelhante ao de Rachel com traços do de Quinn. –
– Sério! – Ela respondeu, sorrindo de volta para Charlie. –
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Quinn adentrou a casa e coçou ligeiramente a cabeça antes de acender a luz da sala de estar da casa de Judy. Ela só tinha ido buscar o convite de casamento que Sam enviou para ela, afinal, ele se casaria com Mercedes em Lima em pouco tempo. Sinceramente, Quinn não colocava muita fé, afinal seu irmão gêmeo já traiu a atual noiva na adolescência inúmeras vezes, mas ela tinha que estar lá, não é mesmo?
– Mãe? – Chamou com o tom de voz um pouco elevado. Nada. –
– Mãe? – Novamente o silêncio reinou após isso. –
Estranho, Judy geralmente costumava ter alguma coisa para fazer a essas horas, desde levar sua cadela estranha ao pet shop ou assistir a alguma novela chata que ela gostava.
Quinn parou em frente a porta de madeira do quarto de sua mãe, talvez ela estivesse dormindo ... Bem improvável e quase incapaz, mas ela resolveu tentar a sorte. Ela deu uma batidinha na porta que foi incorrespondida.
A loira abriu-a somente para se traumatizar, ao ver Judy e Shelby abraçadas na cama de casal bagunçada, cobertas dos seios para baixo. No mesmo instante ela fechou a porta, aproveitando que as duas não tinham visto-a ali.
– ... Eu preciso de um tapa na cara. Bem forte. – Ela sussurrou para si mesma, passando nervosamente as mãos pelos cabelos. –
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Alguns dias após superar o pequeno trauma, Quinn encontrou um humor na situação; Então as duas estavam se pegando, hein? Do lado menos ... Estranho ... Da moeda, chegava a ser uma situação engraçada. Porém ela decidiu guardar isso tudo para si mesma, nunca se sabe o que Judy faria se todos ficassem sabendo de uma maneira que não fosse por ela ou Shelby, mas tudo bem, cada coisa tem sua hora.
...
– Rach, tá meio cedo pra fazer compras, não acha? – Indagou a loira em meio a um bocejo, empurrando o carrinho atrás de Rachel. –
Charlie estava num estado meio dormindo meio acordada enquanto estava sentada no carrinho de frente para Quinn.
– Quinnie, são onze da manhã. – Respondeu ela, ficando na ponta do pé para pegar algo na prateleira mais alta. –
A loira quase riu de sua esposa, mas ela lembrou-se o quão brava a judia poderia ficar. (principalmente com TPM, isso é coisa que não se brinca)
– Mãe, eu tô com sono. – A loirinha deu um bocejo, coçando os olhos. –
– Você podia ter ficado em casa, lembra? – Quinn respondeu, e ela assentiu. –
– Já disse, são onze da manhã. Porque estão caindo de sono? –
Quinn logo desconversou; Ninguém precisava saber que quando ela terminou sua maratona de filmes do Batman com Charlie já eram quase cinco da manhã.
– Ok ... Amor, como eu sei que você não vai saber comprar minhas comidas vegan, vá terminando as compras com Char já que faltam poucas coisas e nós nos encontramos no caixa, certo? – A atriz beijou a bochecha de sua esposa e a testa de sua filha, antes de sumir entre as prateleiras. –
Assim que Charlie se certificou que Rachel não estava mais a seu alcance, a pequena se virou para a mãe loira com o mesmo sorriso que Rachel usava quando queria alguma coisa.
– Mãe, podemos comprar doces? – Indagou a pequena. –
– Você tem mesmo seis anos de idade? – Quinn arqueou uma sobrancelha, existiam diferenças obvias entre Charlie e ela quando tinha a mesma idade de sua filha. –
– Quase sete! – Assegurou a pequena Berry-Fabray. –
A loira deu de ombros e seguiu caminho até a seção de doces, tirando-a do carrinho e a colocando no chão.
– Ok, escolha alguma coisa. – Disse Quinn, antes de olhar em volta. –
Rachel, TPM, o que a magia de um doce não pode fazer, certo?
Depois de escolher um dos favoritos de sua esposa, a loira virou-se apenas para encontrar ... O nada.
– Char? – Ela chamou, um pouco mais alto do que o desejado. –
– Charlie? – Talvez ela estivesse entrando em pânico. –
– Charlotte?! – É, ok, ataque de pânico. –
Ela olhou em volta, nenhum sinal de uma garotinha loira com uma camiseta do Lanterna-Verde, merda!
...
Quinn corria empurrando o carrinho, talvez tivesse atropelado uma velha senhora e derrubado algumas pilhas de caixas de cereais, mas agora isso pouco importava; Rachel a mataria se alguma coisa acontecesse com seu bebê.
Ao dobrar uma sessão, Quinn conseguiu avistar Rachel a alguns metros de distância. Oh não.
– Quinnie! – A judia exclamou, sorridente. –
– Oh ... Hey, amor! Haha, já pegou o que queria? – Indagou nervosamente a loira. –
– Sim, e você, Char? – A atriz indagou para a filha que estava ao seu lado, para o alivio de Quinn. –
– Peguei! – Respondeu ela, sorridente. –
Rachel assentiu e passou por Quinn, murmurando algo como “Então vamos.”
– Char! Oh meu Deus, como você ... ? –
– A mamãe não fica sabendo que você me perdeu e eu ganho mais doces. – A garotinha propôs. Ela poderia ser uma boa negociante algum dia. –
– ... Tia Sant está te influenciando muito. – Respondeu a loira, arqueando uma sobrancelha. -
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