Notas iniciais
Os primeiros capítulos serão mais descritivos, desenvolvendo melhor o "eu" de cada personagem.

Rachel (pov)

Ainda não sei ao certo o porquê de eu estar me mudando, sempre vivi em uma bolha e ir para um lugar onde somente terei meu irmão como apoio parece loucura, e talvez seja ainda mais pra alguém como eu.

Quando recebi minha admissão em NYU, fiquei surpresa afinal não achava que iria conseguir, esse foi pontapé inicial para minha nova vida, não que a que eu tenho seja ruim, pelo contrário, apesar do preconceito devido eu ter dois pais e isso ser pouco aceito, eu não era considerada uma criança comum, sempre tive problemas pra me socializar e dentre outras coisas. Com o tempo fui me fechando, os únicos que tinha acesso a mim eram meus pais e meu irmão, Noah, nunca tive amigos muito menos um namorado, nem se quer lembro-me de me sentir atraída por alguém, e isso é estranho, afinal tenho 20 anos, era pro meus hormônios estarem gritando, mas talvez isso seja mais problema que veio no pacote chamado “EU”.

A minha mudança está sendo um pouco dramática, para todos, para meus pais eu estou querendo dar um passo maior do que as minhas pernas permitem, eles me apoiam totalmente em minhas escolhas, apesar de nunca ter realmente escolhido algo tão decisivo, mas eles têm medo, apesar de eu ter que levar meu irmão no pacote, eles acham que não vou conseguir viver na cidade que nunca dorme, Nova York, segundo eles são muitas pessoas e elas não param, vai ser muito diferente da minha vida na Itália. Para mim, é loucura, não sei se esse é meu sonho, sempre amei fotografia, apesar de não explorar muito esse meu lado, agora eu quero uma vida nova, não vou poder viver pra sempre nas asas da minha família, preciso trilhar meu próprio caminho.

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Ao começar arrumar minhas malas, meus pais começaram, a chorar e dizer que já estavam com, saudades, infelizmente eu não podia contrariar eles, ainda nem tinha saído de casa e já estava com saudades dos nossos momentos.

Leroy, meu papai, disse pra eu levar o essencial, pois eu poderia comprar o que faltava lá e também teria uma variedade maior, quando ele falou minha vontade foi de jogar todas as minhas coisas dentro da mala e se pudesse levar meu quarto junto, só de imaginar que terei que enfrentar as movimentadas ruas de Nova York as comprar me dava calafrios, todas aquelas pessoas correndo e esbarrando em você, as buzinas, o falatório, comecei a repensar se era realmente uma boa ideia sair de casa, mas logo espantei meus pensamentos, se eu queria começar, teria que ser de algum jeito e nada melhor do que compras na Big Apple para testar isso.

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Estava dando uma última olhada no meu quarto, para checar se eu não estava esquecendo de nada, quando Noah começa a me gritar do andar de baixo, querendo saber se eu desistir. Ele sempre foi muito protetor e as vezes isso me irritava, ele por ser mais velho que eu assistiu de perto como foi minha vida até agora, nunca tocamos no assunto, mais tenho quase certeza que ele se lembra de todos, pois desde da primeira crise, ele tem a mania de perguntar se eu estou bem a todo momento.

Quando desço as escadas me deparo com o Noah jogado no sofá e meus pais já com cara de que estavam prestes a começar uma bela cena de drama e com direito a muitas lágrimas. Quando penso em dizer alguma coisa e o Noah começa seu discurso.

N: Rach tem certeza que você quer ir? Você não poderia fazer uma faculdade aqui e até mesmo morar sozinha garanto que nossos pais concordam com isso, pensa melhor ainda da tempo de desistir.

R: Noah eu sei o que eu quero e o que estou fazendo, ainda concordei de você ir comigo, talvez eu deva repensar nessa possibilidade, já estou imaginando o martilho que vai ser você pegando no meu pé...

N: e você realmente acha que iria pra Nova York sozinha? Rachel nem se você não tivesse problema nenhum e fosse “normal — ele disse fazendo aspas com as mãos- eu deixaria você ir sozinha.

R: e quem você pensa que é pra decidir se eu posso ou não ir a algum lugar? Noah, eu entendo sua proteção mais ela tem limites, você ser meu irmão mais velho não significa que você tenha algum controle sobre mim.

Leroy e Hiram estavam tão absortos na emoção de seus bebês estarem se mudando que demoraram um pouco pra constatar o que estava acontecendo. Até que Hiram resolver intervir.

H: Noah, eu sei que você só quer o bem da sua irmã mais pega leve, e estrelinha em hipótese alguma você iria mudar de país sozinha, você sabe muito bem que isso não é possível, nos te apoiamos construir uma historia sua, mais não vamos deixar de cuidar de você e por isso que o Noah vai com você.

R: vocês falam como se eu fosse uma incapacitada que surtou e agora quer uma vida que não pode ter.

L: Rach, ninguém esta falando isso, nos estamos falamos que você precisa de cuidados, só isso, você precisa de alguém lá caso aconteça alguma coisa.

R: mas eu estou bem, se eu tomar os remédios nada vai acontecer.

H: isso não é verdade estrelinha...

N: eu acho loucura vocês terem a deixado ir, a mudança vai ser muito brusca, ela não vai saber lidar muito bem com isso, ela nunca lidou muito bem com mudanças simples imagina com essa.

H: não fale assim da sua irmã, é claro que ela vai conseguir, se achássemos que não com certeza ela não iria.

L: o tempo que vocês estão discutindo, já era pra estarmos a caminho do aeroporto, por mais difícil que seja deixar vocês partirem não quero que vocês percam o voo.

N: eu ainda não concordo com essa maluquice ela podia muito bem fazer a faculdade aqui e começar a tal vida que ela quer, e depois não seria má ideia ela entrar pra um convento..

R: Noah, ninguém pediu sua opinião, e anda logo pega suas coisas, e convento? Sério isso? Você tem sérios problemas...

H: eu não acho má ideia um convento estrelinha.

R: vocês são loucos, o Noah pode transar com a Itália todo e não posso ter um namorado? Quem sabe eu não encontro meu príncipe encantado.

N: só por cima do meu cadáver!

L: Noah!

Notas finais
Espero que vocês gostem e comentem! Eu gosto do comentários.. Até o próximo, postarei assim que possível!