I Wanna See You Be Brave
3 Capítulo 3
Narrador
Ao chegar no aeroporto foi um drama, só o Noah, que já estava irritado ficou uma pouco mais com todo o choro e o drama, apesar de todos saberem que ele estava doido pra fazer o drama dele também.
H: Oh meu Deus, meus bebês estão nos largando Leroy!
L: Eu sei que é difícil deixá-los ir, mas nos vamos visitá-los e eles precisam crescer.
Disse os dois homens menores chorando.
N: pais não é necessário esses dramas todos, nós não estão indo pra guerra, é só um pais diferente e nem é tão longe assim e também não é como se fossemos os abandonar e quando ficarem velhos colocá-los em um asilo.
H: ouse fazer isso que eu arranco esse moicano com a pinça.
Todos deram um riso melancólico, só aquela família sabia o quanto era difícil a despedida, os laços construídos por anos em meio a dificuldades e conquistas estavam se desfazendo, Noah e Rachel Berry, estavam oficialmente saindo debaixo das asas dos pais, e para Leroy e Hiram aquilo era o fim do mundo.
O casal achava que os filhos seriam para sempre aquelas crianças que necessitam dos cuidados dos pais, não que agora crescidos não precisassem, principalmente Rachel, o único problema era que é muito complicado constatar que seus bebês cresceram e que não são mais um bebê, agora já adultos, estão seguindo suas vidas.
L: vocês vão comer coisas saudáveis? E no horário?
R: vamos pai!
N: Nós não temos 5 anos, sabemos nos cuidar.
H: responde direito Noah, e sim vocês só embarcam quando prometerem que não vão dormir tarde e vão comer direito e no horário.
R: ; N: Sim papi!
H: Ótimo! Estrelinha, por favor, toma seus remédios na hora e você não pode beber nada com álcool, entendeu?- Rachel acenou com a cabeça já cansada daquelas recomendações- E você, Noah, use camisinha, não quero um neto agora, ainda sou muito novo, e também você pode pegar alguma doença.
N: Credo vai agourar outro!
L: isso é sério, apesar de não concordamos com esse seu jeito, só pedimos que tome cuidado.
R: eu sei que esse é o momento família feliz, mas essa é a última chamada para o vôo.
L: tudo bem então, acho que é hora de ir....
Todos se abraçaram chorosos e depois Noah e Rachel partiram em direção ao portão de embarque.
N: tem certeza que é isso que você quer?
R: está meio tarde pra essa pergunta.
N: ainda dá tempo de desistir, só lembrando.
R: não Noah, não dá, e mesmo se desse eu não iria.
Noah beijou a testa da irmã e deram um último adeus aos pais, e embarcaram para Nova York, a cidade que provocaria mudanças boas e ruins em ambos os jovens.
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Em Nova York Quinn Fabray dividia sua atenção entre seu consultório e Santana, sua melhor amiga, estavam em uma discussão sobre o que fariam durante o final de semana, já que a loira estaria de folga no sábado e a latina não queria ficar em casa.
Q: Santana eu tenho que trabalhar, não fico conversando com as pessoas igual a você.
S: Barbie escuta aqui, eu não converso com as pessoas como você diz, eu as ajudo a resolver seus problemas.
Q: desde quando o Satã ajuda alguém?
S: desde que formei no mesmo ano que você, sua imbecil.
Q: ihh, ta nervosinha, a Brittany não compareceu ontem à noite não?
S: Meu amor, eu tenho uma vida sexual, diferente de você, e minha Britt é magnífica só de pensar na noite de ontem sinto meu orgasmo próximo..
Q: Idiota!
S: Você que entrou nesse assunto, afinal vamos sair ou não? Essa é a ultima vez que eu pergunto.
Q: Vamos Santana, eu dirijo não vou beber tenho plantão no domingo.
S: ainda me pergunto por que você trabalha naquele hospital se você não precisa, a sua clinica te sustentaria muito bem e o que você ganha lá é miséria.
Q: eu não trabalho lá pelo o que eu ganho ou porque minha clinica não dá dinheiro, eu trabalho lá, pois amo o que eu faço, e eu gosto de ser útil.
S: ok Madre Tereza!
Q: Santana, vou desligar eu tenho que trabalhar.
S: até sábado, quem sabe não encontra o amor da sua vida.
Q: Tchau Santana.
Quinn desligou o seu celular e avisou a sua secretária, Dani, que ela poderia mandar o próximo paciente entrar. O dia transcorreu tranquilo, Quinn agradeceu aos céus por isso, geralmente as pessoas gostam de ir ao médico durante os finais de semana e marcar consultas na sexta-feira, sua agenda sempre era mais cheia nesse dia.
Ela amava o que fazia, não conseguia se ver fazendo outro coisa, seus pais sempre a apoiaram, mas não queriam que sua única filha fizesse medicina, era uma carreira muito exaustiva, também quem sabe com sorte eles conseguiriam convencer a pequena Fabray a assumir as empresas da família.
Russel e Judy não ficaram decepcionados quando Quinn se formou como a primeira da turma mesmo sendo pra medicina e não nada que correspondesse a uma possível admissão na diretoria das empresas Fabray.
Dizer que Quinn estava receosa com o que aconteceria final de semana, era pouco, afinal nunca se sabe o que se esperar de Santana Lopez. Vulgo, Satã, como ela gostava de chamar a melhor amiga, era um tanto quanto, sem noção, adorava arrumar encontros românticos inusitados, que sempre acabavam de uma forma vergonhosa.
Santana só fazia, pois tinha medo da amiga terminar sozinha, ser tão focada no seu trabalha e não ter tempo para si. Quinn era uma das melhores em sua área, mas era rara às vezes que a viam com alguém, ela era tão focada que esquecia que precisava de alguém ao seu lado pra construir uma família.
Ao acordar no sábado Quinn só conseguia pensar no que Santana aprontaria nesse final de semana, ainda que durante as semanas anteriores, a latina mencionava constantemente que a loira precisava de alguém pra cuidar dela, pra estabelecer vínculos amorosos e em um futuro próximo ter seus filhos.
Quinn chegou à conclusão que o mínimo que podia fazer era relaxar enquanto não dava à hora de se arrumar, para a próxima loucura que Santana a empurraria.
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