Notas iniciais
Desculpa a demora. Viajem de família inesperada. E aqui mal tem sinal de celular! Anyway... aproveitem e desculpem pela confusão. ps: FELIZ ULTIMO DIA DO ANO!!!!

Acompanhei Malfoy pelos corredores, um tanto distraída devido ao ocorrido há alguns minutos atrás. O silêncio era interrompido apenas pelo som de nossos passos sendo ecoados pelas paredes.

Estava tão absorta em meus pensamentos que, quando dei por mim, já estávamos no sétimo andar. Estanquei no meio do corredor e ele virou-se para mim, de certo por não mais ouvir meus passos ecoando com os seus, seu semblante parecia claramente questionar-me o motivo disso.

–O que estamos fazendo no sétimo andar?- Questionei. — A entrada para o gabinete da diretora fica no segundo. –Sua feição apenas voltou ao seu estado serio e ele virou-se, voltando a andar. — Vai pular de uma janela até a torre dela?- Disse sarcasticamente, já impaciente.

Ele apenas continuou a andar. Detestava ser ignorada.

Apressei o passo e parei na frente dele, atrapalhando-o a continuar. Ele soltou um suspiro irritado.

– Para a aluna mais inteligente da escola, demorou um pouco para você perceber que não estávamos indo ver McGonagall. – Comentou com tom de tédio.

Queria responde-lo, rebater seu comentário idiota. Queria muito. Cheguei a abrir minha boca... Mas as palavras me escaparam. Ele estava certo. Eu havia subido cinco lances de escadas a mais! Deveria tê-lo parado antes...

Ele passou por mim e parou pouco atrás de mim.

– Acho que, além de suas memórias da noite passada, a bebida levou também suas lembranças de como chegar ao seu próprio quarto.

Virei-me no mesmo instante, apenas para vê-lo prosseguir rumo ao corredor que daria no Salão dos Monitores. Apressei-me a acompanha-lo. Sabia que não podia impedir que ele entrasse, afinal, ele tinha a senha.

Malfoy tornara-se monitor junto comigo e os respectivos representantes da Lufa-Lufa e Corvinal, contudo preferia continuar no dormitório da Sonserina. Usara uma desculpa de que assim poderia manter os Sonserinos sob vigilância de forma mais eficiente. Mesmo assim, no Salão ainda existia um quarto reservado a ele e, às vezes, ele era requisitado no mesmo para resolver assuntos da monitoria.

Não sabia o que ele estava tramando... E isso estava me deixando nervosa.

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Estávamos no meu quarto.

Malfoy passara pela passagem na minha frente e havia seguido direto para cá. Ao entrar passou os olhos rapidamente pelo quarto e em seguida dirigiu-se a uma poltrona ao lado da minha cama, onde se encontrava até agora, lendo um livro que tirara de sua mochila.

Passei as ultimas horas sentada em cima da cama, atônita, tentando entender o que estava acontecendo e olhando para ele. Tudo o que estava acontecendo não fazia sentido. Fora tão rápido. E havia toda a questão do Voto Perpétuo a ser considerada. ¨E do desejo.¨ Sim, do desejo.

–Droga!- praguejei baixo. Foi involuntário. E olhando para o loiro, ele pareceu não ouvir.

Até mesmo minha consciência lembrava-me disso.

Malfoy sempre foi alvo de cobiça. Alto, inteligente, físico de dar inveja, sorriso encantador, olhos misteriosos e aquele ar sedutor que ele emanava... Claro que em contra medida tinha sua arrogância, sarcasmo e etc. Só que isso não impediu que houvesse uma atração, apenas a impediu de ser em grande escala.

Mas agora... Todo aquele tempo gasto tentando lembrar-se de como fizera o Voto e acabara na cama do sonserino a fez pensar em como havia sido deitar-se com ele. Como teriam sido seus toques? Qual seria o gosto de seus lábios? Tudo isso só havia feito a atração tornar-se maior e evoluir para desejo.

Queria tocar-lhe, mas não poderia. Não iria. Ainda estava confusa e, no fundo, sabia que ainda guardava certo rancor pelas desavenças ao longo dos anos. Nem mesmo sabia se poderia fazer isso. Se era seguro.

¨Já dormiu com ele. Que diferença faz? ¨

Fazia diferença. Não se lembrava. Não sabia as condições nas quais realizou o ato.

Podíamos simplesmente ter bebido em demasiado... Mas ele deveria ter estado tão chocado pela manhã quanto eu. Ou, ao menos, aquilo não deveria ter parecido tão normal para ele. ¨Mas todos sabem de sua fama com as garotas... ¨

Poderia ter sido forçada. ¨Ele não seria tão cara de pau de estar sentado no seu quarto se isso tivesse acontecido. ¨ Talvez por isso não tenha memorias do acontecido. Feitiços da memoria não pareciam difíceis para Malfoy. ¨Mas então por que ele estaria no seu quarto agora? ¨

Soltei um suspiro pesado. Minha teoria tinha falhas. Muitas delas.

Para ele parecer tão calmo entrando aqui, devemos ter nos dado bem...¨Podia ter feito as pazes com ele e, devido a bebida, fizeram também mais algumas coisas...¨ Ridículo. A arrogância dele jamais deixaria, e nem meu orgulho me deixaria dormir com ele só por isso.

Danem-se as teorias! Estava quase ficando tão louca com elas que havia até considerado se não havia sido de alguma forma forçada a fazer o Voto com ele e agora tinha que fazer o que ele mandasse (o que poderia explicar o porquê de dormir com ele) ou então se não havia concordado em ´sair` com Malfoy ( o que não fazia sentido... ).¨ Em ambos os casos, duvido que ele ficaria em sentado ali lendo ao invés de fazer outras coisas...¨

Percebeu que já havia passado do estágio de ´quase` . Chegara ao ponto de perguntar-se se não deveria ir tomar banho, pois já estava quase na hora do toque de recolher e Malfoy não parecia que iria embora, ou se deveria chama-lo para irem juntos.

Vi Malfoy levantar-se e devolver seu livro à mochila. Observei cada um de seus movimentos. Em algum lugar da minha mente algo torcia para que o meu último pensamento se tornasse realidade e assim eu pudesse sanar a urgência de toca-lo, mas logo me reprimi. Estava fora de mim.

–Está quase na hora do toque de recolher, Granger. Estou indo. — Disse ao jogar a mochila sob os ombros displicentemente para logo depois sair pela porta.

O QUE? Nada? Não aconteceu nada!?

Esperava que, ao menos, depois de todo esse tempo esquisito que passamos no quarto, ele fosse ao menos responder alguma das dezenas de perguntas que eu havia disparado nele enquanto tentava, e falhava miseravelmente, tirar satisfações nas primeiras duas horas dentro daquele cômodo.

Levantei-me e corri para fora do quarto e do salão comunal, tentando alcança-lo à caminho da masmorra da Sonserina. Mas depois de atravessar a passagem já não podia vê-lo.

Retornara aos meus aposentos depois de tentar inutilmente descobrir para que lado ele havia seguido. Estava frustrada por não ter descoberto nada, mas, acima de tudo, estava revoltada consigo mesma por deseja-lo.

Sentara no chão, ao pé de sua cama, fechando os olhos com força enquanto jogava a cabeça para trás.

O que ele havia feito à ela? Por que não conseguia se lembrava?

Pegara-se mais uma vez imaginando seus toques e pode sentir um calor apossar de seu corpo. Tudo que passava em sua mente era sobre calor; apenas lembrava-se disso daquela noite.

De fato estava fora de si. Mas não mais se importava.

Tudo que queria agora era saber mais sobre Draco Malfoy.

E esse foi seu ultimo pensamento racional antes de perder-se por completo em seu louco desejo e guiar suas mãos para baixo até o meio de suas pernas. Não sabia o que estava fazendo. Nunca antes tivera tais pensamentos depravados. Mas não se importava mais. Queria apenas sanar o calor que lhe dominava.

Notas finais
Devo admitir que eu mesma fiquei confusa escrevendo esse capítulo. Tantas ideias! Mas não podia fugir muito do foco.... então pode ter ficado meio confuso...por isso, desculpem-me.