I Told A Lie (Dramione)
4 Acordo
Notas iniciais
No dia seguinte, sondou a mesa das cobras enquanto tomava seu desjejum na sua própria mesa, ao lado de Gina. O salão estava cheio, mas em nenhum local em conseguia visualizar os característicos cabelos platinados.
Sentia os olhares da ruiva queimarem em sua pele. Sabia que seu comportamento estava atiçando a curiosidade dela. Pode confirmar isso quando, ao virar sua atenção para ela, encontrou-a com as sobrancelhas erguidas e sua famosa cara de quem dizia: -Desembuche ou arrependa-se.
Suspirou. Não se sentia pronta para dizer. Não sabia o que dizer. Mas sabia que não conseguiria deixar a Wesley no escuro, assim como sabia que paciência não era uma das qualidades dela.
–Vai me contar logo? Ou terei que descobrir à minha maneira?
Escondeu o resto nas mãos, enquanto apoiava os cotovelos na mesa, e suspirou novamente.
–Me dá só mais um tempinho? – perguntou com a voz abafada.
Ao não ouvir resposta abaixou as mãos e olhou a amiga diretamente, tentando fazer com que atendesse ao seu pedido.
–E eu posso dizer não?- disse, derrotada.
Ambas dera um pequeno sorriso e então voltaram ao seu café.
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No fim das contas, não achou Malfoy e seguiu para a primeira aula que, por sinal, estava prestes a terminar.
Quando isso aconteceu juntou-se suas coisas na mochila e andou em direção à saída. Estava pensando que teria de esperar até o horário do almoço para procura-lo novamente.
Não chegou a arquitetar um modo de acha-lo, pois se sentiu ser puxada para o lado pouco após passar pelo porta.
–Mas que diabos...
Não pode terminar de praguejar. Assim que viu quem a puxara seu cérebro começou a trabalhar em outras frases para dizer-lhe ao invés de simples sentenças de revolta para com a brutalidade utilizada para tira-la do meio da multidão.
–Malfoy...
–Vamos. Sua próxima aula já irá começar.
–O que?!
Malfoy a segurara pelo pulso, a puxava pelos corredores sem parecer se importar com os olhares dos demais alunos enquanto ela tentava soltar-se.
–Me solta! –disse enquanto tentava desvencilhar-se dele.
Ele não o fez. Continuou a andar como se os esforços dela não fossem nada. Ele continuava andando, e nem ao menos se virar, quando sua voz se fez ouvir, indiferente.
–Vai chegar atrasada. Você não quer isso, quer?
–Não, eu não ....Pera.- ela se cortou.- Para!
Sem reação novamente, ela irritou-se. Retirou sua varinha das vestes e encostou-a na nuca do loiro.
–Eu mandei parar, Malfoy.
Ele soltou um suspiro pesado antes de virar-se para ela, ainda sem solta-la.
–Agora, que tal algumas respostas, Malfoy?
–Agora não, Granger. –Sua face estava séria, assim como seu tom de voz. Qualquer pessoa, com o mínimo de juízo, o obedeceria.
Mas ela não era qualquer pessoa.
–Agora sim, Malfoy! – Disse alterando um pouco a voz. – Não achou que eu ia passar por isso tudo e não ter minhas perguntas, achou?- soltou com uma risada pequena e debochada.
Ele limitou-se a revirar os olhos.
–Por Merlim, diga alguma coisa!
Ele a soltou e voltou a andar.
–Estamos atrasados. — Disse.
Aquilo a fizera chegar ao limite. Em um momento de raiva, ela explodiu um archote pouco a frente de onde ele estava.
–´Tá achando que eu estou blefando, Malfoy?
Ele voltou a olha-la. E quando ele começou a andar em sua direção, ela achou que finalmente ele a estava levando a sério e iria lhe dar o que queria.
–Você me deve respostas.
Ele parou pouco a centímetros dela. Estava perto, muito perto. O suficiente para quebrar a concentração dela por instantes. Instantes do qual ele tirou proveito e tomou-lhe as varinhas das mãos.
–Eu não lhe devo nada. – Disse pausadamente. – Mas, se prometer acompanhar-me, quieta, até sua aula, eu posso responder suas duvidas.
Ela bufou.
–E por que você quer tanto me levar para a sala? O que você ganha com isso?
Ele não respondeu.
–O que esta tramando, Malfoy?
–Quer ou não suas respostas?
–Claro que sim, mas...
–Então temos um acordo- disse esticando a varinha tomada para que ela pegasse.
Levantou o braço para pega-la e estava quase encostando nela quando ele a tirou do alcance novamente.
–Antes, prometa-me mais uma coisa.
Agora fora ela a rolar os olhos.
–Não abuse, doninha. Não confio em você.
–Tem certeza que quer ficar sem sua varinha?
Ele levou a varinha dela ao próprio bolso. Iria ficar com ela, já que não haveria acordo.
–Tá bom. Para!- disse rápido, exasperada. – O que mais você quer?
–Fique longe do Finnigan.
–Simas?
–E dos amiguinhos dele.- completou.
– Por que, diabos, eu faria isso?
–Apenas prometa, Granger.
–Não. Não vejo razão para...
–Prometa! –ele disse em um tom mais alto e autoritário.
–Tá!- respondeu no mesmo tom.
Ele sorriu de lado e entregou-lhe a varinha.
–Agora que estamos resolvidos, vamos.- Ele virou-se e seguiu pelo corredor, mas parou para olhar para ela, parada no corredor.- Estamos realmente atrasados agora, Granger. E você prometeu me deixar acompanha-la.
Ela passou a mão pelos cabelos derrotada e bufou novamente antes de segui-lo.
–Contanto que cumpra sua parte...
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