I Still Believe

10 Esconderijo sob a cidade


Notas iniciais
Ei, ei, meus amores. Vocês estão bem? Estou atualizando a história mais uma vez em homenagem aos meus 1k de visualizações no Wattpad, outra plataforma que também posto essa história, além de outras. Se quiserem dar uma conferida por lá, meu usuário é "LilyMDuncan". Sejam bem-vindos!

Emma e Regina tinham decidido que a melhor alternativa naquele momento era desenvolver o Feitiço Localizador e encontrar o verdadeiro culpado. Desse modo, ambas tinham se trancado no antigo e poderoso cofre de Regina, localizado no coração da floresta. Elas estavam atentas em todos ingredientes e objetos mágicos dispostos no local, procurando os itens necessários para iniciar com perfeição o plano delas.

O clima estava denso, por mais que tudo – ou quase tudo – estivesse sido resolvido entre elas. Mas ninguém conseguia relaxar com o perigo iminente na cidade, sendo que toda população estava sob as garras do novo vilão. Elas tinham esperança no final de tudo, embora ainda não estivesse perto de terminar aquele feitiço ou encontrar o culpado.

— Qual foi a última vez que viemos aqui? – Emma perguntou, enquanto separava os utensílios livres de poeira. – Eu ainda tenho na memória, mas isso funciona de forma diferente com você – Ela se sentia terrivelmente tensa por trazer de volta à conversa algo que a machucava bastante. Mas precisava se livrar do medo. – Você se lembra?

— Lembro – Regina respondeu de prontidão. Ela sorria de lado. – Eu vim aqui depois de uma briga. Eu queria me esconder de você, mas você sempre me conheceu bem e sabia que eu estaria aqui. Então veio me procurar.

— Mesmo depois que você me disse nunca seríamos como meus pais.

Regina ergueu o olhar.

— Você sabe o porquê eu disse isso.

Emma tentou sorrir, mas a lembrança ainda a afetava; dentro de sua cabeça, aquele acontecimento não tinha se passado há muito tempo. A lembrança ainda estava fresca na sua mente.

— Você pensava que sempre seria vilã.

— Às vezes ainda penso – Regina confessou. – Quando você se foi, eu pensei que era a minha culpa, porque um vilão não merece finais felizes. E, agora, penso que todo esse mal que nos ataca é por minha causa.

— Regina – Emma suspirou. – Você não pode manter esse pensamento. Faz... Tanto tempo.

— Eu sei, eu sei – Regina se sentiu envergonhada. – Mas tudo o que você faz uma hora volta. E eu já fiz muitas maldades. Eu não sei se eu tenho tempo de vida suficiente para pagar tudo o que eu fiz.

— As coisas não funcionam assim – Emma enfiou alguns ingredientes desconhecidos dentro de uma vasilha, exatamente como a esposa tinha pedido para fazer. – Só o fato de se arrepender tudo muda. Agora temos uma família e estamos juntas nessa de novo. Eu não acredito que você tenha se esquecido disso.

— É claro que não! Eu amo vocês. Eu amo tudo o que construímos – Regina tentou dar um sorriso de lado, mas a expressão entristecida dificultava tal ato. – Eu só...

— O quê? – Emma indagou no momento que a prefeita parou na sua hesitação.

— Eu tenho medo de perder você novamente.

Emma deixou um suspiro doloroso escapar dos lábios e assentiu brevemente, porque entendia o ponto de vista dela. Mas ela queria fazê-la pensar de outra forma, afinal ela estava ali e pretendia ficar para sempre. Ela deixou os utensílios de lado e aproximou-se de Regina para pegar suas mãos. Em um sinal mudo de carinho, ela a apertou com firmeza nos braços, mostrando que tudo ficaria bem, algo que as palavras não podiam dizer naquele momento.

Elas se beijaram com ternura, cercando-se de paixão. Emma de forma doce; Regina com euforia. Mas elas não ficaram muito tempo no contato prazeroso, porque no instante seguinte o celular de Regina tocou e ela precisou se separar um pouco para ver o que se tratava.

— Desculpa – Regina pediu, tirando o celular do bolso e atendendo-o, enquanto Emma continuava beijando o seu pescoço. Ela se contorceu, tentando afastá-la, mas sem muita vontade. – Alô?

Sra. Prefeita? — uma vozinha feminina soou do outro lado da linha.

— Sim, pois não? Quem fala? – Regina sorria para a mulher a sua frente, sendo recebida com o mesmo sorriso de empolgação.

Vivian Sutton. Eu sou amiga do Henry.

— Sim, sim – Regina assentiu. – Oi, Vivian. Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

Na verdade, sim Vivian parecia aflita. Henry saiu há mais de uma hora e ainda não voltou. Ele... Ele estava com uma ideia louca de procurar evidências pela cidade e ajudá-las, mas eu não pensei que ele sairia realmente para fazer isso. Mas eu estou preocupada, porque ele não atende minhas ligações.

— Você sabe para qual lugar ele foi? – Regina finalmente se separou de Emma e colocou a mão na testa, o coração disparado.

Não, mas sabemos que algumas pessoas sumiram e eu tenho medo que alguma coisa tenha acontecido com ele.

— Vá para casa, Vivian. Eu cuido disso, ok? Obrigada por ter ligado – Regina se apressou em dizer, ouvindo a menina concordando. Desligou o telefone e virou para a esposa, a qual a olhava sem entender. – Henry desapareceu.

Emma não perdeu tempo com perguntas e elas saíram desesperada atrás do filho, torcendo para que a criatura que rondava Storybrooke não o tivesse encontrado primeiro.

•✚•

Henry caiu de barriga e procurou proteger a cabeça com os braços. Rochas e pedregulhos desmoronaram em cima dele. Assim que a sujeira subiu, ele começou a tossir e tentou limpar os olhos a fim de focalizar sua visão. Deixou o corpo cair para trás e ficou sentado naquele corredor escuro e úmido, procurando entender o que tinha acontecido.

Ele estava há poucos minutos andando pela cidade atrás de algumas pistas que fossem incriminar alguém, mas estava fazendo um péssimo trabalho; não encontrara nada suspeito. Mas ele também não pensava em desistir e chegara perto da passagem de esgoto. Ele só lembrava do chão ruir abaixo dos seus pés e ele cair naquele túnel extremamente largo, enquanto o buraco sobre sua cabeça era coberto por entulho.

Ele precisava encontrar outra saída e não podia se desesperar ainda. Ele sabia que as mães o procurariam quando percebessem que ele tinha desaparecido, e torcia para que não demorassem muito. Por mais corajoso que fosse, aquele lugar sob a terra definitivamente não tinha oxigênio infinito, e ele podia ficar sem respirar se ousasse ficar por muito tempo ali.

Tirou da bolsa uma lanterna e bateu no objeto para fazê-lo acender. Logo a sua frente o caminho foi iluminado e ele soltou um suspiro: a passagem estava aparentemente liberada. Levantou-se, ajeitando a mochila no ombro, e seguiu com passos hesitantes.

Ele ficava se culpando de não ter conseguido convencer Vivian de acompanhá-lo. Mas talvez fosse melhor assim, senão ambos estariam presos e ele não se perdoaria caso algo de ruim acontecesse com ela. Infelizmente ficar sozinho naquele lugar escuro e desconhecido não era muito divertido. Ele dava cada passo já esperando que algo fosse atacá-lo.

Virou a esquerda duas vezes e tentou memorizar o caminho caso precisasse retornar no ponto de início. O ar estava impregnado de poeira e vez ou outra ele tossia freneticamente. Cobriu a boca e o nariz com uma das mãos e continuou seguindo sem pensar muito a respeito; ele estava com medo de se desesperar.

Ele parou na entrada de uma suposta caverna (ou era um enorme salão?) e sentiu-se maravilhado com o tamanho daquilo. Ele jamais imaginaria que algo assim poderia estar logo abaixo dos moradores da cidade.

Tentou iluminar a extensão, mas o local era grande demais para aparecer sob uma luzinha fraca de uma lanterna barata. Dessa forma, ele decidiu sair andando devagar pelas paredes e tateou o escuro. Partiu clareando o caminho e encontrou alguns objetos antigos espalhados pelo chão, alguns inclusive quebrados. Quadros mofados por alguma substância marrom preenchiam as paredes descascadas, assim como mesas pela metade ocupavam o espaço.

Destingiu as formas na sombra e levou um susto ao olhar um pouco mais para frente. Na mesma hora a lanterna falhou e ele começou a bater com força nela. Tossiu mais uma vez e sentiu-se tolo por estar tão apavorado sendo que ninguém parecia estar ali fazendo companhia. A luz voltou e ele apontou para o ponto no qual o tinha assustado de princípio.

Um enorme esqueleto de dragão estava posicionado atrás de uma poltrona parecida com um trono. Ele ficou admirado com a beleza e não conseguiu desviar a atenção. Ele nunca tinha visto algo parecido na vida. Pelo menos não pessoalmente. Era algo tirado de filmes e livros.

Livro. Isso era a chave. Ele agachou no chão sujo e tirou o livro Era Uma Vez da bolsa. Por mais absurdo que fosse para algumas pessoas, a história dos moradores de Storybrooke e qualquer outro reino existente estava gravada naquelas páginas amareladas do livro quadriculado. Ele puxou a capa dura e começou a procurar o que queria.

Abriu uma página específica e estendeu-a na sua frente, comparando com o lugar que tinha encontrado sem querer. O trono avermelhado, os quadros, o esqueleto de dragão, as mesas outrora decoradas...

Era a toca da Malévola.

Notas finais
Malévola. rs. O que tudo isso pode significar? Estou ansiosa com a teoria de vocês ♥ Espero que tenham curtido, porque a Malévola é uma das minhas personagens favoritas. Henry só enfia o nariz nos lugares errados, né?