I Still Believe

11 O dragão de Storybrooke


Notas iniciais
Voltei mais cedo! Tudo bem? Espero que estejam animados nesse maravilhoso domingo (nem tanto). Eu venho dizer que provavelmente só vou postar um novo capítulo no início de janeiro, porque pretendo me ocupar em desenvolver mais capítulos e adiantar minhas demais histórias postadas em outra plataforma (o Wattpad, rs, e minha conta é LilyMDuncan caso vocês estejam interessados em ler minhas outras loucuras). Mas se forem bonzinhos, eu posso postar de novo antes do Natal e todo mundo sai feliz EEEEEE. Espero que curtam o capítulo!

Floresta Encantada – Antes de tudo

Malévola andava de um lado para o outro com o seu cajado em mãos. Ela estava ansiosa e ainda mais irritada, porque percebia que uma silhueta estranha se aproximava do seu castelo. Ela não sabia de quem se tratava, mas tinha certeza que arrancaria os membros dessa pessoa assim que ela tocasse a entrada de sua casa.

Tinha acabado de finalizar a maldição e não queria que ninguém soubesse. Afinal, preparava-a há mais de cinco anos, detalhe por detalhe. Tinha sido difícil, mas ela conseguira chegar no resultado desejado, graças à ajuda da Fada Negra. Ela finalmente podia colocar em prática sua vingança contra os ridículos heróis que ousavam se pôr contra seus planos. Branca de Neve e o Príncipe Encantado não escapariam dessa vez.

Tudo tinha acontecido há cinco anos. Os famosos heróis da Floresta Encantada invadiram a sua casa e alegaram que mudariam o destino terrível de sua filha, a qual sequer tinha sido concebida ainda. Eles disseram que tinham sido visitados por uma fada e ela os alertou a respeito do perigo se aproximando. Branca de Neve, tão ingênua e amedrontada, tinha certeza que tudo o que precisariam estaria no castelo de Malévola, esquecendo-se de certificar o que exatamente precisariam.

Em um ato de desespero, a futura mãe da Salvadora encontrou um ovo de dragão mágico e mandou-o para longe usando um Feijão Mágico, objeto que abria portais para outros reinos, porque pensava que o ovo quebraria a linha do destino da sua filha. Mas ovo não estava petrificado e guardava o bebê de Malévola, a qual se enfureceu no mesmo instante.

Branca de Neve e Príncipe Encantado, sem saber, mandaram a inocente criança para um reino desconhecido e, desde então, Malévola tentava recuperá-la em vão, porque não sabia para onde ela tinha ido. Mas com a maldição pronta, podia varrer os heróis para um mundo ruim e prendê-los como forma de punição. Ela sabia que a atitude não traria sua filha de volta, mas a vingança devia ser concluída.

E aquele era o momento perfeito, porque os Encantados finalmente esperavam a filha tão desejada. Malévola queria ver seus rostos derrotados e destruídos quando tirasse o doce bebê de seus braços. Ela não podia estar mais animada para puni-los.

O portão de entrada foi escancarado de forma bruta, arrancando todo o silêncio que prevalecia no ambiente. Rainha Má, então, surgiu diante dos olhos da outra. Ela se vestia elegantemente com o seu vestido negro aberto em decote e coroa decorada com ouro puro.

— Malévola! – Rainha Má cumprimentou de maneira cordial.

A dona do castelo caminhou receosa em sentido oposto, observando de canto de olho o que a ex-amiga pretendia aprontar. Ela não confiava nem um pouco na mulher e não queria provar de suas desconfianças.

— O que você faz aqui?

— Por que tanta grosseria? – Rainha Má andou devagar pelo ambiente e fingiu se atentar aos detalhes. – Eu vim aqui fazer uma visita. Mas eu não vou me demorar, porque também vim pegar algo muito importante e pretendo colocar minhas ideias em prática.

— Você não vai tirar nada daqui! – Malévola avisou, rangendo os dentes. – Não há nada aqui para você.

— Não? – Rainha Má se curvou um pouco para soltar uma risada funesta. Ela apontou para o cajado na mão dela. – O que seria isso?

Malévola recuou dois passos e colocou o cajado nas suas costas, a fim de escondê-lo. Ela não pretendia dar o que tinha encaixado no objeto: a pérola gigante cuja importância no ritual da maldição era primordial.

— Eu sei que você quer se vingar da Branca de Neve. Eu também quero isso. Mas não vamos conseguir fazer nada dessa forma.

— Eu só quero mandar todos esses porcos sujos da Floresta Encantada para um novo reino, onde eles não vão se lembrar de quem um dia foram – Rainha Má contou os seus planos casualmente, pondo ambas mãos na cintura. – O que você me diz? Se você me ajudar, pretendo dar um lugar especial para você no meio de tudo isso.

— Não! Eu quero encontrar minha filha e você não pode me impedir – Malévola ergueu o cajado no ar e concentrou-se para tirar dali uma névoa enegrecida.

Sem pensar muito, lançou-a em linha reta para bater contra o peito da invasora. Rainha Má, porém, tinha ficado muito forte com o tempo e era quase impossível pará-la. Ela desviou sem muito esforço e ajeitou os cabelos antes de caminhar com exatidão. Ela parou frente a frente com a antiga amiga e segurou-a pelo pescoço. Com a mão livre, invocou uma bola de fogo e atirou nos objetos cortantes que vacilavam para fincar na sua carne atrás de suas costas.

— Então você não me tem no mesmo time – Rainha Má sussurrou de forma diabólica.

Malévola sentia o oxigênio esvanecendo do seu corpo, mas tentou não ceder. Ela não podia desistir, mesmo sabendo que a outra era definitivamente mais forte. Ela queria lutar pela sua filha e faria isso até o fim de sua vida. Ninguém poderia dizer o que ela tinha de fazer, por isso ela se debatia violentamente.

Rainha Má enfiou a mão dentro do seu peito e arrancou-lhe o coração pulsante e negro. Ela se admirou com o brilho do órgão, mas não se demorou muito: logo já estava com a pérola na mão e preparava-se para ir embora. Soltou-a sobre o tapete vermelho e deu as costas.

— Não – Malévola tossiu, tentando recuperar o fôlego. – Você não pode fazer isso.

— Eu posso e eu vou – Rainha Má balançou os ombros. Ela ergueu o coração da outra. – E eu vou ficar com isso, caso eu ainda precise de você.

Malévola negou com a cabeça, mas estava fraca demais para conseguir correr atrás. No instante seguinte, a Rainha Má tinha desaparecido e ela estava na estaca zero novamente.

ATUALMENTE

Regina agradeceu com todas suas forças por ser tão obcecada pela segurança do seu filho e ter colocado um rastreador no celular do menino. Acionou o programa no próprio aparelho e esperou o caminho surgir. Animou-se ao perceber que tinha dado certo. Ela estava terrivelmente preocupada e doía-lhe o coração imaginar que algo tinha acontecido com o seu menino.

Emma, por sua vez, mantinha-se no banco do passageiro enquanto a esposa dava partida em direção ao endereço marcado. Ela aproveitou para enviar algumas mensagens de texto para os seus pais alertando sobre o sumiço do filho. Precisava que todos ficassem juntos e só assim encontrariam o garoto rapidamente.

— Tem certeza do caminho? – Emma segurava com força no banco de couro, primeiro porque o carro avançava em alta velocidade, segundo porque ela não conseguia conter a ansiedade.

— Só vamos ter certeza quando chegarmos – Regina mal tirava o olhar da estrada.

Elas não demoraram para chegar no lugar marcado. Era praticamente o centro da cidade, uma parte específica onde acontecia uma série de obras para dar acabamento a algumas ruas, as quais facilitariam o trajeto dos moradores. O GPS dizia que elas estavam no endereço certo, mas não conseguiam ver o menino em nenhum lugar.

— Não, não, não – Emma se desesperou, andando em volta daqueles entulhos. – Henry! Henry! – Gritou.

Mary Margaret e David Nolan apareceram para ajudá-las na busca. Eles também saíram chamando o neto em todos os cantos e a tensão entre a família só aumentava. Regina tinha o coração subindo à garganta e sentia-se embriagada. Ela apenas pensava em tirar a vida de quem machucar o seu filho, por mais que os seus dias de vilã já tinham acabado.

Regina se aproximou da esposa e subiu em uma pedra enorme, tornando-a um pouco mais alta. Ela se concentrou para buscar Henry pelo olhar, mas não encontrou nenhum vestígio dele. Por que o programa tinha mandá-los ali? Ela voltou a olhar o aparelho e percebeu que o sinal do celular do filho tinha desaparecido.

— Emma – ela chamou, indicando o que tinha acabado de descobrir.

— Sumiu – Emma constatou assim que se aproximou o suficiente. – Por que sumiu?

— O único lugar da cidade que o sinal se perde é entre os túneis – Regina constatou.

Elas se entreolharam e, como se pensassem juntas, colocaram os corpos em posição e usaram de seus poderes para retirar os entulhos da passagem. Os pais da Salvadora também vieram de apoio e retiraram as menores pedras do caminho. Rapidamente eles tinham o espaço livre e não hesitaram ao ficar sob a terra.

— Henry! – David gritou.

— Henry! Estamos aqui! – Mary Margaret fez o mesmo.

Emma e Regina saíram correndo juntas pela trilha que se estendia logo a frente. Emma estava na dianteira iluminando o caminho, enquanto aproveitava para chamar pelo filho. Ela sentia o suor frio descer pela testa e fazia diversas preces para que o seu menino surgisse inteiro.

Elas pararam assim que viram um enorme salão. Emma, no instinto, agarrou a mão da prefeita e soltou um pesado suspiro. Ela jamais saberia que aquilo estava abaixo de seus pés, ainda menos que ossos de um suposto dragão estivessem intactos no canto de uma das paredes. O lugar, por mais sujo e destruído, ainda carregava uma beleza estonteante.

— Mãe! Mãe! – Henry saiu detrás de uma mesa atirada no chão e correu para abraçá-las.

No mesmo instante, Emma e Regina relaxaram diante do contato. Elas estavam aliviadas que o menino estava bem, mas se preocupavam com o que tinham acabado de encontrar.

— Eu conheço esse lugar – Regina olhou a volta, ainda sem soltar do filho, o qual parecia assustado. – Eu já vim aqui antes.

— Claro que veio! – Henry falou, alto. Ele puxou o livro de capa dura e abriu certeiro na página que precisava, mostrando aos presentes. – Aqui é o castelo da Malévola.

— Sim – Regina se surpreendeu, arregalando os olhos. Ela teve um lampejo de memórias e sentiu-se enjoada. Lembrava-se do dia que viera naquele lugar, roubara a maldição e ainda levara o coração da mulher, o qual jamais devolvera.

— E aquilo é o resto mortal dela? – David apontou para os ossos e abriu uma careta.

Mary Margaret imediatamente se aproximou da filha e tomou sua mão. Emma a encarou sem entender, mas sentia que algo estranho pairava sobre a cabeça deles. Por mais que ninguém soubesse o que tinha acontecido, Mary Margaret e David Nolan se martirizavam por todos os anos que se seguiram desde o terrível dia em que eles mandaram o bebê de Malévola para um reino desconhecido. Eles tentaram recuperá-lo, mas não conseguiram encontrá-lo.

— Nós precisamos sair daqui – Emma alertou.

— Não tão cedo – uma voz rouca brandou.

Eles se viraram de prontidão e viram a figura que surgia majestosamente. Regina reconheceu sem muito esforço o rosto franzido e expressão debochada de Malévola. O antigo dragão adormecido sorriu de lado e abriu os braços como se estivesse aguardando aquele momento há muito tempo.

— Você – Regina recuou.

— Rainha Má – Malévola cumprimentou.

Emma se colocou na frente do filho.

— O que isso significa?

— Uma reunião entre velhos amigos – Malévola falou animadamente. Ela olhou para os causadores de suas dores mais profundas. – Branca de Neve. Encantado. Como vão?

Emma fitou os pais e percebeu a hesitação deles. Ela ainda não sabia o que eles escondiam, mas também não queria ficar e descobrir, colocando a vida de Henry em perigo. Ela projetou um raio de luz contra a vilã, mas esta estilhaçou o poder da outra. David, na proteção, ergueu a espada reluzente no ar e tentou acertá-la em cheio no rosto, mas ela conseguiu arrebatá-lo para longe.

— Vocês são inúteis – Malévola se entediou. – Eu prefiro contar o que vocês fizeram, Branca e Encantado, porque assim podemos ver qual time a filha de vocês pertence. Sabemos o que ela passou e talvez isso seja demais.

— Sobre o que ela está falando? – Emma perguntou a mãe, estranhando aquela atitude.

Regina lançou algumas bolas de fogo, a magia cortando o vento e iluminando o espaço com suas chamas cheias de vontade de derreter a pele de alguém. Malévola se protegeu com a sua famosa névoa negra e riu alto diante da tentativa simplória dos seus adversários.

— Há muitos anos os seus pais tiraram minha filha de mim – Malévola avançou com velocidade, nocauteando a prefeita com o punho e derrubando-a no chão. –, porque queria protegê-la.

— O quê? – Emma estremeceu.

Malévola enviou um manto negro para prender os heróis no chão e empurrou Henry para o outro lado, porque precisava chegar próxima da Salvadora. Emma, infelizmente, queria fazer aquilo do jeito difícil. Ela se precipitou ao ver a família rendida e tentou acertar a inimiga com seu feixe de luz, conseguindo pouco sucesso, porque a mulher apenas recuou alguns passos e desequilibrou.

— Vamos facilitar, Emma – Malévola trancou o rosto. – Eu poderia ter destruído você quando tinha tempo, antes da sua querida esposa ter roubado minha maldição e lançado vocês para essa cidade de merda. Eu conseguiria minha vingança, não existiria Salvadora e seus pais sofreriam pelo resto da eternidade, exatamente como aconteceu comigo.

— Não sabíamos! – Mary Margaret chorou, debatendo-se contra o solo. – Malévola, por favor, escute. A gente não sabia que você esperava um bebê. Nunca teríamos feito aquilo.

— Mas vocês fizeram! – Malévola gritou.

Emma aproveitou o momento de distração e pegou a espada do pai atirada no chão. Empunhou com firmeza e rodopiou-a no ar, acertando o braço de Malévola e assistindo-a gemer de dor. O sangue pingou o carpete e ela arregalou os olhos. Por mais que Emma estivesse em dúvida do que fazer, sabia que não podia punir sua família por conta de algo que aconteceu antes mesmo de ela nascer.

David e Mary Margaret se ocuparam em se livrar da escuridão e correram para ajudar o neto se erguer. Emma se juntou a esposa, a qual permanecia desacordada; ela tinha batido com força a cabeça em uma quina. Ela se sentiu perdida e começou a chorar, protegendo o corpo de Regina com o próprio, à medida que Malévola se aproximava para acertá-la no rosto.

Emma caiu de lado e sentiu o sangue jorrar do corte em seus lábios. Ela levantou a mão e disparou em abundância o seu poder. Ela sequer viu para qual lado estava indo a luz, mas sabia que tinha acertado Malévola algumas vezes. Ela queria sair dali e colocar a família em segurança, embora mal estivesse conseguindo sair do mesmo lugar.

Malévola, sentindo-se enfraquecida, deixou a capa vermelha cair do lado de seus pés e abriu os braços para a transformação. Emma assistiu com os olhos arregalados e o peito inflado, subindo e descendo conforme sua agonia crescia. Malévola virou um enorme dragão imponente em um piscar de olhos e tomou distância para voar.

— Emma! – Mary Margaret agachou do lado da filha. – Precisamos sair daqui.

Emma sentiu a esposa se remexendo nos seus braços e encarou-a por segundos, notando que ela tinha acordado. Regina se assustou ao ver qual rumo a batalha tinha tomado e usou o resto de suas forças para teleportar sua família para longe.

Eles caíram no solo da prefeitura e Emma, no mesmo instante, entrou em convulsão. A mesma visão de sua morte passou pela sua cabeça em questão de segundos e, no término, ela virou o rosto para vomitar ali mesmo. A mãe a segurou, extremamente preocupada, perguntando se ela estava bem. Ela não sabia o porquê voltou a rever aquilo, mas tinha certeza que Malévola tinha algo a ver com a situação.

Notas finais
Malévola ♥ Já disse que amo essa mulher? Tem tanta treta envolvida que eu não sei lidar. Prometo que nessa segunda fase (sim, eu separei quatro fases mais ou menos, entre dez e quinze capítulos cada uma) terá mais SwanQueen de uma forma como vocês nunca viram rs. Comentem, favoritem, recomendem e chorem um pouquinho comigo :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.