I Still Believe

5 Amor verdadeiro


Notas iniciais
Ei, amantes de SwanQueen. Como vocês estão? Nada pra fazer nesse sábado. Eu estou na bad kkkkk. Trouxe um capítulo enorme para vocês e estou contente demais com as interações. Obrigadinha ♥

ATUALMENTE

Emma aguardou no quarto, segurando a camiseta com força, prestes a rasgá-la. Ela não conseguia descer e encarar Regina, porque sabia que uma briga dolorida sairia da conversa. Queria receber informações suficientes para entender o que aconteceu nos últimos dez anos, e não aceitava ter assuntos importantes escondidos dela.

Espreitou-se em direção a janela, assistindo o filho ser levado por um dos motoristas. Provavelmente era o horário de aula. Agradeceu profundamente por ninguém parar os deveres apenas porque ela voltou dos mortos. Todos tinham assuntos a tratar, principalmente ela.

Pensou no que Regina tinha dito sobre resolver algo naquela tarde. O que seria? Nunca tinha desconfiado da mulher e raramente sentia algum ciúme. Infelizmente a desconfiança cada vez aumentava diante daquela camiseta. Sentia-se terrivelmente traída e a dor era pior do que uma faca fincada até a carne.

A garganta estava seca, assim como os lábios. Ela sentia os ombros pesarem, mas não fazia questão de cair. Levantou-se da cama, ajeitou os cabelos e limpou o rosto do restante das lágrimas. Ela precisava passar pelo hall sem ser vista pela Regina e procurar pelo melhor amigo, porque sabia que ele daria as respostas que ela procurava.

Saiu do quarto novamente e desceu as escadas devagar. Um degrau por vez, lentamente e sem desespero. Ficou um pouco mais contente ao perceber que ninguém se encontrava em casa. Pegou um casaco no suspensório do hall e agradeceu pelo clima estar um pouco mais frio e ela poder sair de casa com aquelas vestes sem ninguém olhá-la estranho.

Queria poder pegar alguma carona ou encontrar o seu antigo fusca amarelo – caso ele ainda existisse –, mas sabia que não podia chamar atenção para si. Saiu andando apressadamente, percebendo que o clima estava ainda mais frio do que pensava.

Poucas pessoas andavam na rua naquele horário; ainda era cedo demais para se levantarem, principalmente na temperatura gelada da cidade. Ela demorou cerca de dez minutos até finalmente chegar na casa na qual julgava ser de August. Pelo menos era a residência dele há dez anos, e esperava com todas suas forças que ainda fosse, porque não queria sair de porta em porta perguntando sobre o paradeiro dele.

Olhou para a garagem e a moto tão conhecida estava estacionada sob as árvores. Definitivamente aquele era o lar certo. Bateu à porta de madeira descascada e aguardou o amigo abrir.

Aliviou-se por não demorar muito para ser atendida. August surgiu na entrada, o cabelo bagunçado e o rosto inchado de tanto dormir. Ele parecia um pouco confuso, mas tentou abrir um sorriso amigável.

— Você caiu da cama hoje? – ele brincou.

Emma queria muito poder retribuir o carinho e reagir a brincadeira, mas estava terminavelmente entristecida com os últimos eventos. Dessa forma, limitou-se apenas em chacoalhar os ombros, deixando evidente sua falta de paciência para qualquer humor.

— Eu descobri.

August a encarou profundamente, coçando a barba avermelhada pendendo no queixo.

— O quê?

— Regina esteve com alguém. Não esteve? – Emma precisou ir ao ponto.

August, percebendo o quão devastada estava a amiga, puxou-a delicadamente para dentro da casa e fechou a porta atrás dela. Ele apertou o seu ombro gentilmente, lançando um olhar compreensivo.

— Dez anos se passaram, Emma. Você não pode culpá-la.

A resposta não melhorou sua situação. Ela voltou a chorar, mas dessa vez permaneceu em silêncio. Mordeu os lábios e continuou o fitando com ferocidade, tentando tirar alguma resposta melhor com o ato.

— Ela mentiu para mim.

— Não, Emma. Escute – August a direcionou para uma poltrona. – Ela contaria tudo para você, mas estava esperando o momento certo. Ela conversou comigo a respeito e disse que preferia esperar até você estar realocada de novo. Você não acha que seriam muitas informações?

A casinha era um tanto confortável. Embora muito menor do que a própria casa, esta conseguia ser agradável e todos os móveis estavam devidamente arrumados, assim como a decoração estilosa. Eles estavam na pequena sala, e próximo dali se via um balcão abrindo para a cozinha. Ainda a alguns passos também se encontrava um corredor onde três portas decoradas estavam posicionadas – provavelmente os quartos e o banheiro.

— Eu preferia que tivesse me contato de primeiro momento – ela chorou, abaixando a cabeça.

— Ela separou dele, Emma. Assim que soube que você estava de volta – ele confidenciou. – Eu nunca a vi olhá-lo amorosamente, mas ela sempre fez isso com você, mesmo quando eram apenas amigas. Você é o amor verdadeiro dela, Emma, por isso ela fez questão de escolhê-la. Ela sofreu muito, por anos, e todos nós achamos que assim seria melhor para ela se recuperar aos poucos. Uma companhia, alguém para ela confiar. Ninguém queria te substituir, tampouco ela, mas precisávamos vê-la sorrir outra vez.

Emma o ouviu com atenção, cada palavra fazendo o coração tombar mais um pouco, disposto a saltar para fora de sua boca. Mas ela prendeu o órgão dentro do peito, as lágrimas despencando de seus olhos como uma cachoeira descontrolada.

Ela era egoísta por querer que a esposa não tivesse ficado com ninguém? Mas doía profundamente imaginá-la com outra pessoa e ela estava farta de tantas dores.

— Eu sinto que passei uma semana fora. Você sabe o quanto isso machuca?

— Eu sei perfeitamente, Emma – ele pegou em suas mãos. – Por isso estamos aqui para ajudá-la. Está sendo ainda mais difícil para você, todos nós sabemos, mas não vamos desistir até deixá-la feliz de novo.

— Eu só queria que isso acabasse – ela soluçou. – Eu queria que tudo voltasse ao normal.

— Você precisa abrir os olhos e dar essa oportunidade. Adianta sofrer mais? Regina a escolheu.

Emma hesitou.

— Quem é ele?

August recuou um pouco, suspirando diante da pergunta.

— Eu não quero me intrometer nisso. Eu acho que você deveria falar com ela. Eu acho que isso é o certo.

— Eu pensei que você poderia me ajudar.

— Mas eu ajudaria no quê? Você precisa tirar a história a limpo, e só vai conseguir quando conversar com ela – ele deu de ombros. – Você precisa ter paciência e entender o lado dela. Eu tenho certeza que ela entende o seu, principalmente por ter tentado poupá-la dessa dor, embora não tenha sido o melhor caminho.

— Quem fez isso, August? – Emma precisou perguntar. – Quem é o culpado por tudo isso que está me acontecendo?

— Essa pessoa já não se encontra mais aqui, Emma. Desde que você se foi, essa pessoa desapareceu de Storybrooke – ele falou, baixinho. – Prometa que não vai atrás de vingança? Você sabe que isso nunca acaba bem. Nós fizemos um voto para não contar o que aconteceu, para evitar que seu coração voltasse a escurecer com tanto ódio.

Ela piscou algumas vezes, tentando voltar ao presente. O que ele tinha acabado de dizer? August tinha deixado a entender que ela possivelmente se tornaria a Senhora das Trevas, o ser com mais magia negra de todos os reinos. Juntando o que tinha acabado de ouvir com o fato de ter sido receptáculo de uma Maldição era de imaginar que eles tinham medo de ela se tornar algo tão perigoso.

De fato a ideia fazia total sentido dentro de sua mente, mas ainda não queria acreditar que eles escondiam o passado apenas por causa daquilo. Eles sempre confiaram um no outro. Por que não confiariam agora?

Ela levantou da poltrona e tomou coragem para se aproximar da porta, o choro ainda tentando ser comprimido dentro dela.

— Eu vou falar com ela – anunciou sem fitá-lo.

August veio de encontro, envolvendo-a com os braços fortes e deixando-a mais vulnerável. Eles eram inseparáveis, e aquele apoio era fundamental para o seu estado psicológico.

Ela retribuiu o abraço, embora sentisse que cairia a qualquer momento. Limpou de novo as lágrimas manchadas no rosto, deu um último olhar amistoso e saiu pela porta.

•✚•

Emma aguardou ansiosamente a chegada de Regina em casa. Ainda era cedo, de modo que Henry permanecia na escola, e elas podiam falar sozinhas sem nenhuma interrupção.

Enquanto esperava, o pai veio visitá-la. Queria enxotá-lo antes que a prefeita retornasse, porque não queria nenhuma plateia na hora da discussão. Mas o pai sempre foi um homem doce e gentil, de modo que fazer isso com ele não era certo. Principalmente por ambos dividirem uma saudade imensa.

Direcionou-o rumo a cozinha, pegando algumas frutas para oferecer, além de suco e café, mas ele não quis aceitar nada.

— E ai? Como estão as coisas? – ele perguntou, um pouco receoso de puxar uma conversa com a filha.

David Nolan, mais conhecido como Príncipe Encantado, era alguns centímetros mais alto e carregava no topo da cabeça os mesmos cabelos dourados dela. Possuía intensos olhos azuis cheios de bondade, braços fortes e uma postura galante. Mas as marcas de expressões por causa do tempo começavam se fazer presentes no seu rosto lívido, apesar da situação não o deixar menos bonito.

Antes de existir Storybrooke, a maioria dos habitantes da cidade viviam na Floresta Encantada. Regina, sua mãe e o seu pai eram alguns deles. Naquele mundo, eram conhecidos apenas por Rainha Má, Branca de Neve e Príncipe Encantado, porque os seus outros nomes ainda não tinham sido criados.

Diante de tanta desgraça e confusão, a Rainha Má prometeu se vingar de Branca de Neve, tudo porque a jovem criança na época não tinha conseguido guardar um segredo, o que ocasionou na morte de Daniel, o primeiro namorado da grande vilã.

Após tantas investidas sem sucesso diante de sua vingança, a Rainha Má roubou a terrível maldição sem volta de sua inimiga, Malévola, levando todos os moradores da Floresta Encantada para um novo mundo. Mas existia uma Salvadora no meio daquilo tudo, e Rainha Má não sabia da existência dela; Emma Swan representaria tudo aquilo que ela nunca imaginou ter novamente.

Branca de Neve e Príncipe Encantado, com ajuda da Fada Azul e Gepeto, colocaram Emma ainda bebê em uma árvore mágica, protegida da maldição. Depois de vinte e oito anos, ela retornaria para livrá-los da condenação, salvando-os do mal.

E assim aconteceu, mas quando retornou, não aceitava o seu destino. August, conhecido também como Pinóquio, guiou-a por todos os anos sem cessar, a fim de fazê-la acreditar em magia. Apenas assim poderia quebrar a maldição. Demorou muito tempo até ela conseguir o grande feito, mas ninguém esperava que ela acreditaria em seres de contos de fadas graças à própria dona da maldição.

O amor recíproco por Regina livrou a família e todos os outros daquela sentença, fazendo a Rainha Má experimentar novamente o sentimento há muito tempo esquecido. Mas, dessa vez, o amor era verdadeiro, a mais forte das magias existentes.

Infelizmente todos tinham parado no tempo por causa da maldição, e os pais continuavam com a mesma aparência de vinte e oito anos atrás. Mas na segunda Maldição, porém, os minutos tinham se fixado apenas para ela. Naquele instante, o pai definitivamente tinha envelhecido dez anos. Finalmente já não pareciam irmãos.

— Mais confusas a cada segundo – ela o respondeu, piscando algumas vezes e tentando se manter presente.

— Aconteceu alguma coisa? – o pai pareceu preocupado, aproximando-se para olhá-la melhor.

— Está tudo bem – ela precisou mentir. Odiava mentir. – Você e mamãe moram no mesmo lugar?

— Sim – ele sorriu. – Você pode nos visitar a qualquer momento. Não paramos nossos deveres, porque queríamos deixá-la menos sufocada com a volta. Você não sabe o quanto estamos felizes!

— Eu sei, pai – Emma deu um sorriso fraco. – Eu estou feliz por ter deixado vocês felizes. É tudo o que mais quero. Vocês já me perderam duas vezes, e eu não quero que isso aconteça de novo.

— Se depender de mim, você jamais vai se perder da gente. Eu prometo – ele massageou os seus ombros, depositando um beijo doce na testa dela. – Eu queria dizer que agora sou xerife. Eu adoraria que você retornasse para o posto, mas faça isso quando tiver disposta. E se quiser.

— Obrigada. De verdade. Mas acho que você combina com essa estrelinha – ela apontou para o broche dourado preso no bolso da jaqueta dele.

— Eu só quero que as coisas voltem ao normal – ele suspirou.

— Eu sei disso. Você não precisa se preocupar, pai. Todos estão fazendo um ótimo trabalho – Emma apertou a mão dele. – Eu ainda preciso de tempo para me readaptar. Mas prometo aparecer na delegacia para visitá-lo no trabalho.

— A Chapeuzinho Vermelho é minha ajudante – ele sorriu, colocando ambas mãos na cintura. – Ruby é ótima nisso.

— É, ela já foi minha ajudante uma vez. Tenho certeza que estão se dando bem.

A porta da entrada se abriu e ela ouviu passos se aproximando da cozinha. Regina surgiu com um guarda-chuva em mãos, o rosto cansado, provavelmente de uma grande conversa.

— David. Emma – ela cumprimentou, adiantando-se para beijar a esposa nos lábios.

Emma se afastou sem perceber, e o rosto acabou sendo alvo do beijo. Sentiu-se tola por agir assim, principalmente por tudo estar bem entre elas mais cedo. Desejou que ninguém tivesse percebido, mas a prefeita direcionou um olhar abatido e dolorido.

— Oi, Regina – o pai saudou de volta. – Bom, eu preciso seguir caminho. Mas espero poder vê-la de novo ainda hoje, Emma.

— Tudo bem, pai – ela deixou ser beijada no topo da cabeça de novo. – Tchau.

Assistiu-o sair, sentindo-se desesperada de repente. Ela e Regina estavam sozinhas pela primeira vez desde que descobrira a camiseta, e ficava com medo de inciar a conversa.

— Precisamos conversar – Regina retirou o casaco, parecendo bastante cansada. Ela sentou em uma das cadeiras, pousando calmamente ambas mãos na mesa.

— Precisamos mesmo – Emma falou, ainda em pé. Sabia que, se sentasse, ela dificilmente se levantaria depois.

Elas se encararam, uma sentindo algo estranho pairar sobre a outra. Emma cruzou os braços, a respiração se desregulando e a pressão do seu corpo abaixando. Ela queria sair daquilo sem derrubar uma lágrima, mas sabia que a missão seria impossível.

— O que aconteceu? – Regina se preocupou, fazendo menção de levantar.

Emma recuou um passo, mostrando que não queria nenhum contato físico, senão perderia a cabeça facilmente.

— Eu entendo. Eu entendo – ela disse mais para si mesma. – Dez anos se passaram e eu não podia esperar que tudo ainda fosse o mesmo. Não é?

— Emma… – Regina sussurrou, olhando-a com firmeza. – O que aconteceu, meu amor?

— Quem era o seu namorado, Regina? – ela soltou de uma vez.

Viu a esposa se remexer na cadeira, claramente incomodada. Regina tinha os olhos marejados, e a hesitação a deixava terrivelmente ansiosa. Mas precisava dar o tempo da mulher responder sem atropelar a situação.

— Robin – Regina falou um pouco acima de um sussurro. Ela estava abalada também. – Eu sinto tanto por não ter contado antes, mas eu não queria que você sofresse por isso. Saiba que eu jamais quis ficar com outra pessoa. Eu desejei você noite e dia, mas todos os nossos familiares achavam melhor que eu seguisse em frente. Eu permaneci em luto por você durante anos, Emma, embora sentisse no meu íntimo que estava viva.

— Você esteve com Robin – Emma sentiu as lágrimas escorrerem e a cabeça girar. Quase não tinha ouvido o restante das palavras dela. – Sim, certo, tudo bem. Eu não podia esperar que você estivesse me esperando dez anos.

— Eu esperaria! Juro que esperaria – Regina respondeu de prontidão, sentindo-se dolorida com aquela acusação. – Mas eu estava adoecendo, lidando com minhas alucinações e vendo você em todo canto da casa. Então o que eu sentia a respeito de você ainda estar viva conseguia ser escondido dentro de mim. Eu pensava que isso também era outra visão. Outra merda de imaginação tentando tirar minha sanidade e me corroendo por dentro.

Emma continuou chorando, assistindo-a marejar ao seu lado. As palavras tinham desparecido de sua mente. Ela hesitou um pouco antes de tornar a falar:

— Mas dói tanto, Regina. Eu voltei e achava que não tinha se passado tanto tempo. Então eu me sinto traída.

Regina se levantou nesse momento, aproximando-se da esposa com convicção, mesmo que esta tivesse recuado outros dois passos. Ela pegou uma de suas mãos e colocou sobre o peito, fazendo-a sentir o próprio coração bater.

— Isso pertence a você. Com todas minhas forças. Ninguém nunca o teve, apenas você, e eu me sinto ridícula por ter feito o Robin sofrer por isso. Eu nunca devia ter iniciado nada, porque eu sabia que jamais poderia esquecê-la e amar outra pessoa.

Emma sentiu a mão trêmula contra a pele dela. O choro estava sofrido, duvidosamente cessaria tão cedo. Ela não sabia o que falar, o coração disparado e chicoteando suas costelas. Fechou os olhos, suspirou e voltou a abri-los, encarando o mar acastanhado logo à frente.

— Mas dói – ela soluçou alto.

Regina tentava conter o próprio choro, mas a batalha também estava perdida. Ela soltou a mão dela, avizinhando-se com o seu corpo. Ela voltou a abraçá-la e segurou-a com cautela nos seus braços.

Emma queria recuar, manter-se longe, porque tudo aquilo ardia como fogo. Mas ela se manteve próxima, sentindo o calor do corpo da outra contra o seu. Suspirou uma ou duas vezes, o choro alto ecoando pela cozinha. Entrelaçou os braços contra a cintura dela e pousou calmamente a cabeça em seu ombro.

— Eu estou aqui. E a escolheria diante de sete bilhões de pessoas no mundo. Toda vez – Regina falou sobre o ouvido dela. – Eu prometo amá-la hoje, amanhã e em qualquer lugar.

— Eu amo… Eu amo você – Emma fechou os olhos e murmurou. Demorou um pouco para afastá-la gentilmente. – Mas eu preciso respirar um pouco. Só um pouco.

Regina estava claramente magoada, mas assentiu.

— Claro. O tempo que você precisar. Eu prometo te esperar.

— Você é meu amor verdadeiro, Regina – ela tentou suavizar a situação, mesmo que fosse impossível. – E eu quero estar com você. Mas preciso aliviar minha mente primeiro.

— Eu sei, meu amor. E vou respeitar – Regina fungou. – Vou esperar. Você não está sozinha. Qualquer coisa que quiser só precisa me pedir.

— Espere. Sim – Emma assentiu. Ela continuava hesitando, o corpo trêmulo. – Eu quero você.

— Eu também quero você – Regina chorou mais alto.

Elas colaram o corpo e beijaram-se como se não houvesse o amanhã. Elas estavam desesperadas pelo contato. Emma desceu a mão pelo quadril dela, arfando de desejo. Deixou ser guiada para a parede, sentindo os lábios quentes e molhados de Regina passarem pelo seu pescoço como se soubessem o percurso inteiro de sua pele. Segurou os cabelos castanhos da mulher, mordendo os lábios para não gemer alto.

Levou uma mão para entrar sob a camisa social de Regina, a pele febril a chamando. Delirou, apertando os dedos contra o corpo dela. Desejava-a profundamente e queria se deitar com ela, mas sabia que não era o momento. A situação estava tensa demais.

Afastou-a pela segunda vez, segurando o seu rosto delicadamente para beijá-la vigorosamente. Precisou segurar as mãos ansiosas de Regina, que perambulavam pelo seu corpo na esperança de explorá-la um pouco mais.

— Não agora – Emma sussurrou, um gemido escapando da sua boca. – Nós precisamos esperar.

Regina assentiu, finalmente dando uma pausa nas investidas. Ela ainda a mantinha contra a parede, ambas se olhando muito próximas.

— Vou te esperar.

Emma queria desistir de tentar colocar a cabeça no lugar, porque sentia a verdade naquelas palavras. Mas não podia se jogar de cara e depois ganhar uma ferida como recompensação. Precisava fazer aquilo da maneira certa, senão ambas acabariam sofrendo com as incertezas – embora fossem poucas.

— Só um pouco… Até eu pensar. Ok?

— Não se preocupe – Regina tentou sorrir, mas estava triste demais para o ato.

Emma caminhou devagar para fora da cozinha, dando um último olharzinho para ela. Ficou assim por longos segundos, mas saiu antes que pudesse desistir de sua ideia.

Notas finais
Não esqueçam de favoritar e comentar. Amo poder saber o que estão achando ♥