I See Dead People

11 Capítulo X - Lucky Strike


Notas iniciais
Socorro, esse já é o capitulo dez, estou me surpreendendo como essa historia está fluindo perfeitamente bem. Boa leitura :3

Estávamos em uma espécie de quadra no lado direito da casa, eu não fazia ideia que esse lugar existia aqui. Acabamos de votar qual jogo seria e ganhou queimada. Eu não gosto muito de jogos com bola, pois elas tem uma forte tendência sobrenatural de irem parar minha cara.

– Quem vai tirar time? – Matt, o garoto estranho de ontem, perguntou. Ninguém se pronunciou. – Posso tirar um dos times?

Triz se pôs a frente das outras pessoas que estavam lá., eram só algumas, a educação física foi divida por algum critério de Rosaly, ela também fez os horários. Agora estavam na quadra eu, Clary, Triz, Diana, Tiff, Rob, Matt, Adam, e mais dois meninos desconhecidos.

– Eu quero tirar time também. – Triz sorriu forçado para Matt, e o mesmo revirou os olhos.

Eles tiraram par ou impar e aparentemente Matt ganhou, então ele escolheu um dos garotos desconhecidos.

– Robert – Triz escolheu.

– Adam. – Ele sorriu como se soubesse que Adam joga bem.

– Hayden. – Ela se lascou se acha que eu jogo bem.

– Clary. – Matt falou e Triz ficou realmente indignada por ele ter escolhido sua amiga, afinal, ele provavelmente escolheu ela por pirraça, pois ela já deixou bem claro a todos que detesta qualquer tipo de esporte.

E por ai foi, no final as equipes ficaram: Triz, eu, Rob, Diana e um outro menino que não ouvi o nome. E a outra equipe de Matt com os que restaram. Rosaly chegou um pouco depois para fiscalizar tudo, e assim começamos o jogo.

A bola começou com Matt, que tentou acertar Triz. Ela desviou com facilidade, ele bufou por isso. Robert pegou a boca e jogou em direção a Clary, acertou bem na cara dela, ela o olhou com um certo ódio, mas depois sorriu.

Clary foi com a bola para o lado dos queimados, se preparando para jogar a bola, enquanto isso Rob veio até mim.

– Ela vai tentar me queimar, assim que ela fizer isso, você pega a bola, vou desviar. – Ele murmurou.

Parece que as pessoas levam a serio os esportes aqui, principalmente Triz e Matt, que estavam concentrados na bola.

Clary colocou a bola perto de seu próprio rosto e sussurrou algo, não consegui ler os lábios dela, estava falando sozinha?

Então a bola simplesmente voou na cabeça de Rob, que caiu com o susto. Triz lançou um olhar severo por Clary ter usado magia.

Rob foi para o outro lado dos queimados e antes de jogar a bola, piscou para mim, ele lançou para direção de Adam, que desviou confuso. Peguei a bola rápido e joguei em Adam que ainda estava meio perdido.

E por ai foi, até que finalmente só sobrasse Matt e Triz na área dos não-queimados. Eles jogavam altas bolas um nos outros e quando finalmente achei que esse jogo acabaria, me enganei, já que na hora que Matt ia conseguir acertar a bola em Triz, ela ficou "invisível". Ele começou a gritar algo sobre não ser justo quando a Triz jogou a bola nele.

– Te queimei. – Ela sorriu vitoriosa.

– Não, você trapaceou!

– Clary também. – Ela deu de ombros. – Então ganhamos, aceite a derrota.

– Chega, vão tomar um banho pois logo será o almoço. – Rosaly ordenou, antes que começasse uma briga maior.

Era incrivelmente o modo como eles competiam, mas eu diria que ali tinha mais do que ódio mutuo.

***

Na hora do almoço, fui uma das primeiras a almoçar e agora tínhamos que resolver o problema da festa. Clary e Triz estavam comigo e resolveríamos parte disso. Dividimos o plano todo em partes:

Parte 1 – Planejamento da festa;

Parte 2 – Festa (distração);

Parte 3 – A fuga.

Diana estava falando com Rosaly nesse momento, tentando descobrir as musicas favoritas dela para podermos fazer uma seleção que tocará na festa. Enquanto isso, conversamos com Taylor.

Ela estava sentada em um canto com um ar superior, seu cabelo ruivo estava amarrado em um rabo de cavalo alto. Sentamos ao lado dela, que olhou esnobe para a gente, quase desistir de tentar.

– Perderam alguma coisa aqui?

– Agora não, Taylor, vamos parar de ser infantil por um minuto, okay? – Clary respirou fundo.

– Tá, o que querem?

– É sobre a sua ideia de fazer uma festa para Rosaly. – Comecei.

– Nós queremos apoia-la, porém vamos acompanhar tudo, ou seja, ajudar você, não confiamos completamente na sua organização, talvez. – Triz explicou.

– Okay, temos que resolver a musica e o arrecadamento de dinheiro para a comida.

– E a decoração?

– Já resolvi isso. – Ela assumiu um ar presunçoso. – A decoração rem no porão, provavelmente de outra festa que fizeram, lá também tem uma caixa de som também, só as musicas.

– Ótimo, eu e Hayden cuidamos da decoração, Diana cuidará da seleção de musica.

– Posso arrecadar o dinheiro para comida e em seguida peço para ir ao shopping a Rosaly, ela não irá desconfiar porque eu geralmente vou, mas alguma de vocês precisa ir comigo para ajudar a carregar as coisas.

– Eu vou. – Triz deu de ombros.

Ótimo, estava tudo caminhando bem, o que me deixava aliviada. Voltamos para o quarto para planejar a parte três

– Quem vai com a gente na fuga? – Triz perguntou.

– Robert, Adam e Matt – Respondi.

– O quê? – Ela gritou.

– Calma, amiga. – Clary sorriu. – Você sabe que ele vai ser bastante util.

– Traidoras! Vocês vão mesmo levar meu arqui-inimigo nisso?

– Você supera. – Clary disse. – Alias, vocês sabem que nunca iria para lugar nenhum sem meu lobo, certo?

– Sim, já sabemos que o Totó vai.

– Totó? – Perguntei. Era esse o nome do tal lobo?

Clary revirou os olhos.

– Não chame ele assim, ele detesta.

Triz riu.

– Eu estou rindo, mas ainda estou com raiva!

***

Mais tarde, eu estava com Diana no quarto decidindo sobre as musicas. Triz e Clary haviam saído a pouco tempo, deixando a porta aberta.

Entre as bandas e cantores favoritas de Rosaly, identifiquei muitos que eu gosto, Diana começou a falar sobre uma musica que ela gosta do Guns N' Roses, e então o assunto do momento era a banda. Conversamos por muito tampo sobre ela, quando alguém bate na porta, mesmo com ela aberta. Era Robert.

Knock-knock-knickin’ on heaven’s door. – Rob cantarolou fazendo referencia a uma musica a uma musica do Guns e o fato de ele ter batido na porta.

Diana e eu rimos.

– Escutando nossa conversa, Rob? – Diana lançou um olhar de falsa reprovação.

– Era meio impossível não escutar quando vocês estavam quase gritando animadamente sobre alguma musica.

– Hey, vou saindo, até depois. – Diana rapidamente saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Eu fiquei sem entender.

Fui até onde Robert estava.

– Clary me contou sobre o planejamento da festa e da fuga, se você quiser, eu posso ajudar na decoração também.

– Eu adoraria, eu também estava ajudando Diana com as musicas como você percebeu.

– Sim... Você invocou minha mãe novamente?

– Não... Por que eu faria isso? – Perguntei sem entender.

– Ah, esqueci de te falar... Bom, minha mãe vai achar sua mãe e te passar o endereço.

– Mas não íamos invocar seu pai para isso?

– Sim, mas houve uma mudança de planos... – Rob pareceu pensar um pouco. – Meu pai provavelmente não vai informar onde sua mãe está.

Ele parecia esconder algo.

– Existe algo que eu não sei?

– Esquece isso. – Ele suspirou. – Eu queria te agradecer, de verdade, eu não tive oportunidade de te dizer o quanto o que você fez significou para mim sem que você esteja caindo de sono.

– Relaxa, você pode contar comigo... Pode contar qualquer coisa. – Me referi a algo que ele provavelmente estivesse escondendo.

– Eu achei que nunca conseguiria falar com ela... Obrigado. – Ele sorriu e desviou o olhar.

Ele parecia com vergonha e meio perdido. Não resisti, puxei ele para um abraço, que de inicio fez com que ele se surpreendesse, mas depois correspondeu.

Ele se afastou um pouco me olhando, mas não me largou. Ficamos um tempo assim, bem parecido com o que tinha acontecido ontem de madrugada. As luzes abaixaram, o que me fez rir, levando ele a rir também.

– Desculpa, não fiz de proposito. – Ele se referiu as luzes.

– Percebi.

Então a porta se abre, era Triz.

– Oh, Deus, eu interrompi vocês! Desculpa, devia ter batido na porta!

– Triz, você não tem que bater na porta do seu próprio quarto para entrar nele. – Rob disse rindo.

– É, mas mesmo assim, estraguei todo o clima que estava rolando.

– Tudo bem, não estava rolando nada. – Falei.

Rob me encarou como se dissesse “não mesmo?”. Mas nem eu sabia o que estava acontecendo ali, resolvi não me preocupar com isso agora. O que quer que esteja acontecendo com Robert, não é uma prioridade ser resolvido enquanto eu não encontrar com minha mãe.

Notas finais
HEEEEY, postarei o próximo em breve, não revi esse porque o notebook da minha mãe desligou, sorte que não perdi o capitulo tudo, porque se não provavelmente não estaria postando agora. Enfim, me digam o que acharam!