I See Dead People

12 Capítulo XI - Emergency


Notas iniciais
IM SO SORRY Demorei muito, eu sei, desculpem mesmo, mas minha vida está beem corrida, já escrevi um monte de capitulos no meu caderno, o problema é que eu tenho tempo de digitar, então aqui estou eu, nas vesperas de prova digitando para vocês porque eu vacilei nessa demora. Enfim, obrigada pela paciencia que estão tendo. Boa leitura.

Não conseguia dormir, talvez por conta da minha ansiedade, fora que a uns cinco minutos atrás uma dor de cabeça enorme e repentina me atingiu. Podia ouvir Triz murmurando enquanto dormir, coisas incompreensíveis.

Senti um arrepio e o quarto se tornou mais frio. Cobri o pé, que estava fora do edredom. Escutei um barulho, o som de um livro caindo. Eu realmente queria acreditar que era a sombra de Diana fazendo algum tipo de brincadeira, mas no fundo eu sabia que não, já que ela nunca fez isso de madrugada enquanto Diana já estava dormindo.

Ignorei o medo que brotava em mim, mas não conseguia deixar de lado a sensação de desconforto. Pensei em levantar para tomar um remédio de dor de cabeça, porém desisti quando ouvi outro barulho. Fiquei estática, agora eu tinha certeza que não era a única ali acordada, talvez fosse a única que está viva e acordada.

Abri meus olhos e fitei uma figura ao pé da minha cama. Uma mulher com cabelos pretos até a cintura, usava um vestido preto decotado com detalhes vermelhos, seus olhos verdes e fundos se destacavam, já ela era pálida, seu nariz estava vermelho como se estivesse chorando a alguns minutos atrás, mas isso não fazia com que ela fosse menos intimidadora. A mulher me encara fixamente seria, sem expressão, ou talvez aquela expressão fosse desconhecida para mim.

Me sentia desnorteada, eu queria correr dali, entretanto também estava curiosa sobre aquela mulher.

– Q-quem é você?

Ela não respondeu, apenas ficou me encarando, agora eu notava uma certa raiva no seu olhar, ela parecia com alguém, eu tinha certeza que já havia visto essa expressão de raiva antes, mas não de um jeito tão ruim como ela está fazendo.

– O que você quer? – Minha voz saiu firme dessa vez e senti um certo orgulho de mim.

A mulher sorriu, não de felicidade, era um sorriso ruim e vazio, de escarnio.

– Não vai me responder? Okay, eu tenho poder para tirar você daqui.

– Talvez você não queria me escutar. – Sua voz era áspera, senti um arrepio quando escutei e tive certeza de que aquela mulher não estava ali com boas intenções.

Fechei os olhos e me concentrei para tira-la daqui, o que foi um pouco difícil, eu sentia que minha dor de cabeça aumentar, era como se ela estivesse se opondo ao meu poder.

Abri os olhos, não tinha mais ninguém, não que eu precisasse ver para saber disso, a tensão do ar diminui e estava mais calor, minha dor de cabeça havia sumido. Porém eu estava suada, o que é uma pena, já que não levantaria depois sozinha no escuro depois disso para tomar banho.

***

– Vou fazer os cálculos para as passagens, arrecado o dinheiro e já compro, relaxa que já planejei tudo. – Matt entregou uns papeis para mim – Aqui tem a lista do que levar e alguns planos para cada um.

Examinei os papeis, haviam o nome de cada um, olhei o de Triz, achei incrível ele ter feito um para ela, já que a maturidade dos dois em relação a eles mesmo é zero. No de Triz estava escrito "Ps: seja um pouco legal, precisamos estar unidos para dar tudo certo. — Matt". Achei bem fofo da parte dele.

– Por que você e Triz não se entendem?

– Não é como se nos conhecêssemos realmente, sabe? Então é impossível ver o lado bom dela, nossas famílias se detestam, então desde que a vi, era um odio mutuo obrigatório.

– Serio? Acho que você deviam dar uma chance para se conhecerem, você dois são pessoas legais. – Me segurei para não soltar um "seria um perfeito Romeu e Julieta".

– Talvez... – Deu de ombros – Enfim, vou indo.

– Okay, está aqui o endereço. – Dei um papel no qual havia anotado o endereço que a mãe de Rob me passou.

***

Mais tarde, lembrei de que tinha combina com Clary e Robert para arrumar as decorações. Eu nunca havia visitado o porão, por isso tive uma certa dificuldade de achar a entrada dela. Quando desci, Rob estava vasculhando algumas coisas com Clary, estava bem escuro.

– Como vamos levar isso tudo para os quartos sem que Rosaly veja? Robert reclamou sem perceber minha presença.

– Triz está distraindo ela, falando sobre a educação física, eu sinceramente não sei o que ela tanto fala! Alias, você pode acender essa luz?

Rob procurou a lâmpada com os olhos e sem dificuldade acendeu a luz, notando minha presença, isso fez com que ele pulasse para trás e pisasse no pé de Clary.

– Não faz mais isso! Você está ai a quanto tempo?

Eu ri, eu também ficaria com medo, afinal porões são o clássico cenário onde aparecem espíritos nos filmes.

Demorou bastante, não sei como Triz conseguiu enrolar Rosa por tanto tempo. Distribuímos as decorações entre os nossos quartos, isso fez com que não ficasse muita coisa entulhada em um quarto só.

Quando terminamos, Clary foi atrás de Triz para avisar a ela, enquanto eu e Robert somos para o jardim, relaxar um pouco, já que estávamos cansados de carregar coisa para um lado e para outro e do cansados do ar empoeirado do porão.

Rob sentou na sombra de uma arvore, fiz o mesmo, ficando ao lado dele. Aqui é ideal para ler um livro, um dia faria isso.

Meus pensamos rapidamente voaram para a mulher de preto que apareceu no meu quarto essa madrugada. Não vou mentir afirmando que não estava curiosa a respeito dessa mulher e o que ela tem a dizer, porém eu não queria sentir o medo e a agonia que senti quando a vi.

Por isso, não me sentia segura para invoca-la sozinha, talvez com Robert ao meu lado, eu não tivesse tanto medo, porém algo me dizia pra não tentar isso.

– O que aconteceu? – Rob estava me encarando a um tempo e eu nem havia percebido.

– Nada, por que?

– Você está encarando a grama a um tempo, e geralmente você não fica calada por tanto tempo, principalmente quando está comigo.

– É? Não fico calada com você? Isso significa que você tem me observando quando estou falando com outras pessoas?

– Talvez. – Ele deu de ombros. – Vamos deixar essa pergunta no ar. – Fez uma pausa. – Então, o que aconteceu?

– Hey. – Adam brotou do nada assim como as arvores.

– Oi. – Rob o cumprimentou, o que era estranho já que eles não se falavam tanto. – Bom, a Hayden estava prestes a me contar uma coisa importante, então...

Percebi que Robert estava querendo que Adam saísse dali, então interrompi.

– Não, acho que Adam pode ajudar nisso, então quero compartilhar isso com os dois.

Contei sobre tudo a mulher de preto, e o que senti em relação a aparição.

– Você devia ter me chamado, eu poderia ajuda-la a expulsar. – Adam falou.

– Eu estava com muito medo para me mexer.

– Não acho que você devia tentar invocar essa mulher, acho até que deve pedir para Clary fazer algum feitiço do proteção. O que quer que ela queira dizer a você, é melhor não saber, as vezes é melhor continuar feliz na ignorância.

– Talvez... Mas eu realmente quero saber o que ela tem a dizer, não sei, vou pensar sobre isso, qualquer coisa para Clary um feitiço de proteção.

Nesse momento, avistamos Clary e Triz vindo em direção a nós.

– Não morre mais, hein Clary. – Adam brincou.

– Estavam falando de mim? – A expressão dela mudou um pouco, antes ela parecia um pouco preocupada.

– Não, imagina. – Rob sorriu fingindo inocência.

– Gente – Triz chamou nossa atenção e todos olhamos para ela. – Clary descobriu um feitiço importante, para fazer com que o Totó volte a ser uma pessoa.

Lembrei do que Diana disse sobre uma possível maldição que alguém da família de Clary fez para o lobo.

– Okay, qual é o feitiço? – Rob perguntou.

– Esse é o problema, está em um livro que não tenho, pesquisei o livro, e achei em uma livraria um tanto perto daqui.

– Nós podemos ir quando fugirmos no domingo – Sugeri. – Falando nisso, Matt pediu para entregar isso a vocês.

Dei os papeis, todos passaram um tempo lendo.

– Quem ele pensa que é para fazer os planos todos? Eu estava fazendo isso! – Triz ficou indignada.

– Você leu a observação que ele colocou?

Ela voltou a olhar o papel, leu e pareceu pensar, considerando isso.

Talvez ela estivesse considerando a opção de ser legal com ele, talvez ela estivesse com mais raiva. Porém ela continuou calada.

Uma certeza que de as coisas seriam melhor entre Triz e Matt me invadiu, foi ai que decidi que se eles não se resolvessem por si só, eu faria com que eles se resolvessem a força

Notas finais
HEEEY, gente, tem um amigo meu que está lendo essa fic, o problema é que o infiliz é um leitor fantasma! Um absurdo! (você provavelmente está lendo isso, njt) Enfim, espero que tenham gostado do capitulo, e o proximo as coisas vão começar a se agitar bastante. Se tiver algum erro me avisem, não tive tempo de revisar. Bjs, até o proximo!