I Need You
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Pov Beatrice Prior
Acordei cedo com enxaqueca e fui tomar um banho pra esfriar a cabeça e ver se parava pelo menos um pouco. O tempo continua muito quente, minha pressão parece estar abaixando.
Coloco uma blusa preta tomara que caia e um short branco colado da Nike. Passo um rímel e deixo meu cabelo secar naturalmente.
Vou até a cozinha lanchar e tomar um remédio.
– Bom dia — digo ao entrar na cozinha. Christina está mexendo no celular, Drea tomando café e Catarina preparando o meu desjejum.
– Você dizendo bom dia? — pergunta Christina assustada — Essa gravidez tá te fazendo bem!
– Não comenta Christina, vai que acaba a magia.
– Cuide da sua vida Catarina! É simples, é revolucionário! — Sinto uma pontada forte na cabeça e coloco a mão onde dói e me apoio na bancada da cozinha.
– Tris!? Tudo bem? — abro os olhos e elas me olham preocupadas.
– Estou bem já. Relaxem, eu estou bem.
– Tem certeza?
– Sim Drea, já disse.
Depois de comer fui pra sala assistir televisão com a Luísa, não tinha nada interessante.
Ouvi a campainha tocar quando ia subir as escadas e então fui atender, quando abri tive uma surpresinha, a qual já esperava.
– Tobias... — ele me olha zangado.
– Eu não vou permitir que você faça o que tem em mente — diz com os olhos severos mas seu tom é gentil.
– Aff- reviro os olhos e dou as costas dando passagem pra ele entrar — Já falei que está decidido — escoro no balcão e ele fica de frente pra mim.
– Não! Não está nada decidido, eu sou o pai e estou no meu direito de reclamar. Se você não quiser cuidar dele ou dela, me dá a Guarda que eu vou cuidar muito bem, eu te prometo.
– A é? Hmmm, e quem você vai colocar pra ser a mãe dele? Lauwren? Nossa, ela vai ser uma ótim... — uma pontada na cabeça me atinge novamente e sufoco o grito entre os dentes.
– O que está acontecendo aqui? — diz Drea entrando na sala e se aproximando de mim.
– Beatrice? — Tobias faz o mesmo muito preocupado.
– Não foi nada, me deixa! — a campainha toca de novo e eu vou atender. Tenho mais uma surpresinha, a qual não esperava tão cedo.
– Be... Beatrice? — Minha mãe e meu pai ficam paralisados ao me ver, dou um tchauzinho para quebrar a tensão.
– O que? Minha filha! — meu pai diz gritando e entrando dentro de casa, minha mãe o segue.
– Tentem não gritar, minha cabeça está explodindo! -digo esgotada.
– Saio por 8 meses de casa, quando volto minha filha tem uma tatuagem, pintou as pontas do cabelo de roxo e está grávida! Drea! Porque não me contou?
– Porque eu menti pra ela, disse que vocês já sabiam- minto para salvar a pele de Drea.
– Tobias... Eaton... — diz meu pai encarando ele — O que um Eaton faz na minha casa, pode me explicar dona Beatrice?
– Ele é pai do seu neto — digo com desdém.
– O que!? — ele me olha assustado enquanto Tobias fica imóvel.
– Ouvi uma gritaria e... eita. — diz Christina descendo as escadas.
– Eu sabia Andrew! Sabia que a gente não podia confiar em deixar essa garota sozinha! — minha mãe diz forçando o choro e passando a mão na cabeça.
– Mãe, menos por favor. Esse papo de mãe que se preocupa com a filha não combina com você — digo revirando os olhos. É incrível como ela consegue ser falsa.
– E você rapaz, por um acaso isso foi um plano do seu pai pra me infernizar!? — Meu pai se aproxima de Tobias que anda pro lado se distanciando.
– Menos você também pai. A gente fez porque a gente quis, sem paranoias. E querem saber? Estou subindo pro meu quarto. Vocês não calam a boca, não sabem respeitar a dor de cabeça alheia — pego Luísa no sofá e vou pra escada.
– Esse negócio nojento ainda está aqui?
– A porta é bem ali mãe — digo apontando pra porta, depois continuo a subir as escadas.
– Beatrice a gente tem que conversar — diz Tobias me olhando lá de baixo quando estou lá no topo.
– Você não tem nada que conversar com minha filha senhor Eaton! Já não basta ter manchado a honra dela? — Christina começa a rir bem alto do que ele diz e todos olham pra ela.
– Desculpa– diz abaixando a cabeça e contraindo os lábios pra disfarçar a risada.
– Pai, o que você e o pai dele ou sei lá quem tem de briguinha não tem nada a ver comigo e com o Tobias e muito menos com nosso filho que vai nascer daqui a alguns dias- Todos me encaram surpreendidos quando digo nosso filho — Vocês que se resolvam.
Começo a descer as escadas para falar com Tobias e sinto aquela dor infernal de novo só que bem mais forte. Tento me equilibrar mas não consigo achar o corrimão, acabo me desequilibrando para frente e batendo com a cabeça, não sinto mais nada depois disso.
☆☆☆
Acordo no mesmo quarto que estive da ultima vez que desmaiei na faculdade e no meu aniversário. Olho para minha barriga que já não está mais tão grande daquele jeito e meu coração acelera, será que já dei a luz e não estou sabendo?
Olho para a porta que abre fazendo um barulho irritante e uma enfermeira chega com algo embrulhado nos braços.
– É o meu bebê? — pergunto pra ela que nina nos braços o que creio ser uma criança. Seu rosto está coberto com uma máscara e só vejo seus olhos escuros. Seu cabelo está Preso em uma toca e só seus olhos estão a mostra. Ela não me responde, só vai se aproximando mais e mais de mim — Cadê o meu filho? — pergunto mas ela para do meu lado e me mostra um bebezinho bem bonitinho, ele está dormindo — Ele é... lindo– digo segurando seus dedinhos pequenos e sorrindo ao olhar seu rosto- Esse é o meu bebê?
– Sim. Na verdade, ele era seu. Não é mais — ela levanta ele impedindo que eu possa ver seu rosto.
– Ei, me da meu filho vagabunda! — fico estressada.
– Não. Você não o quis, agora ele não vai mais ser seu! — Ouço um chorinho e ela começa a balançar ele com um pouco mais de força.
– Me dá ele agora! — grito e o choro do neném fica mais alto.
– Diga adeus para sua mãe pequeno — ela diz parada em frente a minha cama olhando pra ele. Já nervosa levanto da cama com muita dificuldade e muita dor, parece que fui atropelada. A mulher corre e sai do quarto fechando a porta.
– Volta aqui! — grito- Alguém me ajuda! — ando o mais rápido que consigo e tento abrir a porta que está trancada — Socorro! — bato desesperada na porta várias vezes mas ninguém aparece- Me ajuda pelo amor de Deus! Roubaram meu filho! Roubaram bem filho! — começo a chorar desesperada. Não posso fazer nada, estou trancada nesse quarto com dores infernais e mal consigo andar direito enquanto meu filho é levado para longe de mim.
Um desespero enorme invade meu corpo e então ouço a porta abrir, me afasto para que ela abra e a enfermeira que levou meu filho aparece sem máscara sorrindo, não consigo ver direito seu rosto pois meus olhos estão embaçados de lágrimas.
– Cadê ele?- Corro pra cima dela na inútil tentativa de soca-la e sair do quarto mas sinto alguma coisa espetar meu pescoço e então apago novamente.
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