Notas iniciais
E como havia falado, consegui postar esse capítulo hoje ! :D Muito obrigada pelos comentáriosss <4 Vou responder um por um! Bem, tenham uma boa leitura e espero que gostem!

POV Beatrice Prior
Hoje é meu aniversário, completo 20 anos e não poderia deixar passar em branco, não é atoa que vou fazer uma pool party aqui no jardim de casa com mais de 80 convidados, não vejo a hora dos meus pais receberem a notícia.
– Tris os garçons já chegaram com a empresa da comida, posso mandar pra cozinha?
– Chris não perca seu tempo com isso, a Drea é a encarregada de cuidar de tudo isso.
– Ai amiga é que eu já estou pronta e você sabe que eu sou muito agoniada!
– Então pergunte a Drea pois eu estou totalmente sem tempo para cuidar disso — digo tirando da minha pele a máscara de argila que passei no rosto.
– Tudo bem então! — diz saindo do quarto contente.
Termino de tirar a pasta e faço minha maquiagem; corro no closet e visto meu maiô, por cima coloco um quimono longo de renda preta. Faço cachos nas pontas do meu cabelo que agora estão roxas — pintei a algumas semanas — e coloco meu salto quinze preto.
Dou uma última olhada no espelho e vejo que estou perfeita como sempre. Desço as escadas e vou até o Jardim que está todo decorado e cheio de garçons de sunga servindo alguns convidados que já chegaram.
Cumprimento todos e vou curtir minha festa do jeito que eu gosto, sem regras e sem ninguém mandando em mim.
– Nossa Tris, você arrasou com essa festa! — diz Zoe, uma amiga, me estendendo a toalha assim que saio da piscina.
– Está gostando? Planejei até os mínimos detalhes! — dou um piscadinha e me seco.
– É claro que sim! Agora venha, está na hora de cantar os parabéns! — jogo a toalha no chão e vou com ela até a mesa do bolo.
Depois dos parabéns, passaram algumas horinhas e a galera começou a ir embora, ficaram só os mais chegados na piscina curtindo a vista privilegiada que tínhamos para o céu.
– Beatrice, acho que temos um convidado um pouco atrasadinho — diz Catarina pra mim.
– Nossa, esse é bem rebelde! Chegar na hora que a festa acaba! — diz Al sorrindo e os meninos acompanham ele.
– Nossa, Albert — diz Lynn entediada com a piadinha.
– Tudo bem, já estou indo lá ver quem é — saio bufando da piscina e vou pingando pela casa toda até chegar na porta de entrada.

– Seja quem for... — digo abrindo a porta e dando de cara com o motoboy, que carrega em suas mãos uma embalagem de dourada com um laço vermelho por cima.
– Me desculpe a demora, mas eu precisava...
Me sinto tonta e não consigo ouvir mais nada do que ele diz. De repente apago e não vejo, não ouço e não sinto mais nada.
☆☆☆
Acordo deitada em uma cama a qual nunca havia visto antes. Olho ao redor e me parece tudo tão estranho que me causa tontura; ao jugar pelo espaço parece um hospital. O que diabos estou fazendo aqui? Me descubro do lençol branco e percebo que ainda estou com meu maiô, só que com uma calça de moletom e um agasalho por cima.
– Drogaa! Será que alguém pode me explicar o que está acontecendo? — grito na esperança de ser ouvida. Cruzo os braços e reviro os olhos.
– Amor! — Christina entra no quarto desesperada alguns segundos depois acompanhada de Drea..
– O que aconteceu? O que estou fazendo no hospital?
– Tenho notícias ruins... Pra começar você desmaiou e ficou muito tempo sem acordar, decidimos te trazer ao hospital pois não era normal. Depois você abandonou sua festa e deixou os convidados preocupados.
Arh! Nem aí pra eles, quero saber é de mim.
– E pra terminar.... o Tobias, está aí fora... Ele te trouxe até aqui no carro dele; foi muito fofo- Ela diz mordendo os lábios e fazendo uma cara maliciosa.
– O que? Manda ele ir embora agora, fala que eu morri ou que eu já fui pra casa!
– Tris, para de ser rabugenta! Graças a ele você não caiu de cabeça na mesa do abajur... — Drea me repreende.
– Eu não pedi ajuda- levanto as mãos me rendendo e Chris sorri enquanto Drea me encara decepcionada.
– Você não vale nada...
– Boa noite senhoritas — uma doutora entra no quarto e nós a encaramos — Eu gostaria de falar á sós com a senhorita Prior...
– Tudo bem, já estou saindo. Te espero amiga! — ela pisca e sai.
– Estamos te esperando lá fora, vou tentar despistar o tal Tobias- Adriel fala e sai do quarto.
– Então? — pergunto antipática.
– O que tenho pra falar é sobre seu desmaio. É algo sério porém nada grave.
– E o que seria? Não gosto de rodeios, seja direta por favor.
– Tudo bem; você está grávida — ela diz sorrindo e eu a encaro.
– Você faz aborto? — pergunto.
– Mas senhorita... — ela fica pasma
– Ah então obrigada — me levanto da cama e saio do quarto sem dar ouvidos ao que ela diz.
Descalça e vestida de moletom, saio andando pelos corredores do hospital atrás das meninas.
Mas que droga! Estou grávida? Que cara idiota, não se preveniu e eu esqueci a pílula. Amanhã mesmo marcarei uma consulta pra saber mais sobre essa tal gravidez.
– Beatrice?
– Não sua mãe — digo com desdém olhando para Albert que estava sentado na recepção do hospital — Cadê as meninas?
– Estão conversando com o motoboy- ele sorri- Agora vem, vou te levar pro carro.
Monto em cima de suas costas e ele me carrega até o estacionamento onde Will estava com seu carro nos esperando.
– Mandei mensagem pra elas, já estão vindo- diz Al.
Alguns minutos e as meninas chegam e entram no carro também.
– E aí, o que foi que a medica disse? — pergunta a Adriel.
– Que eu estou grávida — digo olhando a paisagem pela janela do carro que para na mesma hora me jogando um pouco pra frente.
– O que? — Todos perguntam ao mesmo tempo.
– Ai gente o que foi? Coisa mais normal.
– Beatrice dessa vez você se superou... — Will diz dando partida no carro.
– Você descobre que está grávida e fica... assim? Amiga qual seu problema?
– Dona Natalie vai me matar... — Drea cochicha.
– Escuta, eu já sei o que vou fazer. Vai dar tudo certo tanto pra mim, quanto pra criança e também pro pai que por um acaso é o motoboy. E não precisa ficar neurótica Drea, meus pais não precisam saber.
– Mas se eu não contar pra sua mãe, ela...
– Ela nada! Eu mando nos meus pais, ela não vai te despedir, confie em mim.
– Você não está pensando em abortar né Tris?
– Albert, se concentra na sua vida que a minha já está tudo planejado.
– Nossa; definitivamente você é muito estranha, se fosse eu estaria chorando e tentando me matar.
– Que pena Chris.

– Mas é sério Tris, nós somos seus amigos e tudo que você precisar você pode contar com a gente. Principalmente pra cuidar do seu filho- Will diz todo fofo e eu reviro os olhos.

– Vocês não sabem de nada- digo sorrindo.
Chegamos em casa e fui atender ao telefone que tocava sem parar.
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Até que enfim atendeu esse telefone! O que aconteceu com você mocinha? Fiquei sabendo que passou mal e foi parar no hospital!
– Primeiramente, muito obrigada por lembrar do meu aniversário. Depois, não pude atender pois o som da música estava alta demais.
– Ah meu amor, eu ia te dar os parabéns mas é que fiquei preocupado com você.
– Aham.
– Felicidades, tudo de bom sempre! Estou morrendo de saudades. Sua mãe mandou o mesmo.
– Tá bom.
– Mas voltando ao som alto... Beatrice você deu uma festa?
– Sim pai, meu aniversário!
– Mas você prometeu que não dari...
– Prometi que não faria festas dentro de casa, e olha só como tenho palavra... fiz do lado de fora, no Jardim!

***********
Desligo o telefone e vou para o quarto tomar um banho; foi um ótimo dia tirando a última parte, mas vai dar tudo certo se sair como planejei.
Me deito apenas com uma blusa de pijama e uma calcinha box.
Fico girando na cama sem sono, então, pego uma ice no frigobar e me sento na cama de frente para o espelho, logo abro a garrafa
– Um brinde á mim mesma e a mais ninguém! — digo levantando a garrafa e me encarando do outro lado no espelho. Depois dou uma boa golada e deixo a garrafa de lado; pego minha caneta dentro da bolsa e fico fazendo fumaça até pegar no sono.

Notas finais
Esse foi o cap de hoje, espero que tenham gostadoo! Não deixem de comentar, bjsss até mais meus amores♥