Notas iniciais
Olá kridjenhos♡♡♡ Passando aqui pra postar mais um cap. #chateada com vcs! Demorei pela falta de coments, mas vou postar pq tem leitora que sempre incentiva ♡ Boa leitura!

Hoje sai de casa com um único objetivo: achar os pais da criança que carrego em meu ventre.

Fiz o sacrifício de acordar cedo para ir à clínica e quando acordo cedo meu mal humor matinal costuma ser pior do que o normal.

Coloquei um short jeans desfiado, uma regata cavada preta Jack Daniels e uma ankle boot Preta de salto fino. Fiz minha maquiagem e coloquei um óculos no rosto, mesmo com maquiagem estou com cara de sono.

– Você quer que eu vá com você senhorita? — diz Drea descendo atrás de mim nas escadas enquanto caminho até a cozinha para pegar uma garrafa de água.

– Claro que não Drea, não sou uma criança — pego a garrafa na geladeira.

– Mas age como tal — Catarina cochicha mas acabo ouvindo.

– É mesmo? Mas olha só — passo o dedo sobre a bancada da cozinha — Aqui está sujo. Antes de vir querer cuidar da minha vida, vê se faz seu trabalho direito — digo saindo da cozinha e indo até a garagem.

– A senhorita acha certo usar salto em plena gestação? Suas pernas vão inchar! — Drea diz me seguindo.

– Vou usar salto alto até na hora do parto — digo abrindo o carro e jogando minha bolsa dentro.

– Não acha melhor colocar uma calça jeans?

– Drea, faça o favor de me deixar em paz. Vou de salto mesmo, vou de short jeans mesmo, vou do jeito que eu quiser. Eu sei muito bem o que eu faço — entro dentro do carro e dou partida.

– Não parece — saio da garagem e deixo ela falando sozinha.

– Agora vi mesmo, em vez de governanta minha mãe contratou foi uma babá — falo sozinha enquanto dirijo até a clínica.

Deixo o carro com o manobrista assim que chego e entro na clínica.

– Beatrice Prior — digo a recepcionista com desdém enquanto coloc a bolsa em cima do balcão.

– Só um minuto — ela digita algumas coisas no computador enquanto a encaro — Você já pode ir até a sala cinco, doutor Maycon está te aguardando à dez minutos — dou um sorriso debochado e sigo até a sala cinco.

– Bom dia — digo tirando o óculos do rosto e colocando pendurado na blusa.

– Bom dia senhorita... — ele fica me encarando e dou de ombros — Tá bom já entendi, não vai pedir desculpas pelo atraso. Vamos lá, fazer a ecografia.

– Não quero fazer ecografia.

– E como você quer saber sobre seu bebê? Você quer que eu invente ou que eu imagine o que está acontecendo aí dentro? — diz simpático mas ignoro a gracinha.

– Se for possível — ele me olha e abaixa a cabeça.

– Por favor, facilita as coisas — pede com educação e então me levanto deixando a bolsa sobre sua mesa e sigo ele até a sala para fazer ecografia.

Foi tudo muito chato. Ficar ouvindo o som de um coração, ficar sabendo sobre a formação de um feto... Me entediei por completo.

– E então, você está com 12 semanas, três meses. Já sabe o que quer, menina ou menino?

– Pra mim tanto faz, não sou eu quem vou cuidar — digo olhando os papéis grudados na parede do consultório. Desvio meu olhar pra ele que me encara.

– Como assim?

– Aliás, que bom que falou isso. Você não conhece nenhum casal que não possa ter filhos, que esteja querendo um?

– Você... senhorita você...

– Sim. Melhor que aborto ou que deixar em um abrigo, não acha?

– Acho que o melhor seria você cuidar do seu filho! Você não tem vergonha? Um filho é uma bênção de Deus, tantas mulheres querendo ter filho e você jogando fora essa bênção?

– Então me considero uma ótima pessoa, estou ajudando uma mulher que não pode ter filhos a ser mãe...

– Meu DEUS! — ele cobre a cabeça com as mãos- Dá pra ver muito bem que você tem ótima condição financeira, ter um filho não é problema pra você. Não faça isso menina, você vai se arrepender.

– Bem, já terminou? Vou deixar meu número aqui caso você conheça alguém — coloco um papelzinho em cima da mesa dele — Qualquer coisa me liga.

Saio da clínica e vou ao shopping até dar a hora de ir para a faculdade.

Ando pelos corredores com sacolas cheias de coisas inúteis que eu provavelmente já tenho em casa, vou olhando as vitrines, tudo muito sem graça.

Distraída de tudo passo por uma loja de bebês, nunca havia entrado em uma antes e então decidi matar a curiosidade.

Caminho pelas araras e que coisas mais cafonas, tudo muito claro, muito sem vida.

Acabo esbarrando em uma mulher que pela aparência tem a mesma idade que eu ooh até mais nova um pouco.

– Me desculpa! — ela diz ofegante e se agacha pegando uma criança no colo — Esses bebezinho dão muito trabalho! — diz sorrindo orgulhosa enquanto olha o bebê.

– Seu filho? — pergunto olhando o lindo bebezinho.

– Sim, paixão da minha vida. Mas é custoso...

– Me desculpa a pergunta mas... Você não se arrepender de ter tido ele? — ela me olha assustada.

– Mas é óbvio que não! Ele foi o melhor erro que eu cometi em toda minha vida. Não sei o que seria de mim sem ele — ela o aperta em seus braços e ele começa a sorrir, é uma cena linda, pra quem tem coração e gosta dessas baboseiras.

Saio da loja e vou comer um hambúrguer no Mcdonalds. Passo algum tempo sentada no banco do shopping observando as pessoas que passam até dar hora de ir para a faculdade.

– Como foi lá!? — diz Christina empolgada e acompanhada dos meninos assim que piso na faculdade.

– Normal.

– Como assim normal? Não sabe o sexo? — Albert pergunta.

– Pra que? Não vai mudar em nada na minha vida. Nem se eu quisesse não ia dar pra descobrir, estou com 12 semanas.

– Nossa, insensível. Se importe pelo menos com seu filho — diz me beliscando

– Ai Will! Quer saber? eu vou falar logo pra vê se vocês param de me encher! Eu não vou ficar com a criança, vou doar ela para um casal que não pode ter filhos.

– O que? — dizem em uníssono e param de andar enquanto eu continuo seguindo até a sala de aula.

– Tris você é rica! Dá muito bem pra pagar uma babá, você nem vai ter muito trabalho — Will corre parame alcançar.

– Pois é Tris você já tem 20 anos, não vai ser nenhuma vergonha ter um filho agora.

– Albert tem razão amiga, não vá fazer uma coisa por impulso agora pra se arrepender depois.

– Escuta aqui você três. Não é por causa de dinheiro, de falta de tempo, ou de vergonha. Até porque, quem me conhece sabe que a coisa que eu menos tenho é vergonha na cara.

– Então porque não quer assumir seu filho?

– Porque eu não estou afim mesmo, Will.

Eles me encaram por um tempo e dou de ombros. Logo balançam a cabeça.

– Você não é o sol e o mundo não gira em torno de você. Me avise o dia em que você vai crescer e vai perceber que tem muita gente que se importa com você mas que você não dá a mínima.

– Eu sempre fui sozinha Christina, ninguém nunca se importou comigo! Não tem porque eu dar valor nas pessoas — explodo —

– E quanto a mim Beatrice!? — ela fala no mesmo tom — E quanto a nós? — diz se referindo aos meninos também — Somos apenas seus capachos não é mesmo? — Não respondo nada e percebo que muitas pessoas ao nosso redor nos observam — Nem precisa responder, vamos gente — eles dão as costas mas logo Christina volta — E quanto ao seu bebê, acho melhor você dar pra alguém cuidar mesmo, vai ser melhor pra ele — Ela vai embora com Will e Albert me encara por uns segundo, depois segue eles.

– Isso, vão embora mesmo! Já estou acostumada a ser abandonada pelas pessoas!- grito bem alto e saio da faculdade enfurecida.

Mais do que antes estou decidida a achar pais para a criança que carrego em meu ventre, e não vou sossegar até encontrar as pessoas certas, de hoje não passa.

Notas finais
Bem, como podemos ver a Tris não é aquela típica garota certinha e boazinha. Geralmente, nas outras fics o Tobias ocupa o papel de "bad boy" que não quer nada com a vida. Eu quis fazer diferente nessa minha fic, inverti os papéis porque não queria uma coisa clichê. Espero que tenham gostado, não deixem de comentar, Pls! Quanto mais comentários, mais rápido eu vou postar! Bjs, até mais ♡♡♡