I Make Plans To Break Plans
8 Capítulo 3 - parte 3
Notas iniciais
Obrigado pelos reviews ;*
“Obrigado”. – ele falou acenando com a cabeça. É nessas horas que minhas veias dilatam, eu não sinto borboletas na barriga, mas uma colméia de abelhas lá, fazendo concreto, não mel.Eu tomava o café feliz da vida, quando o vi correr para dentro fechar a porta, deixar a xícara sobre a mesinha e com os olhos arregalados afirmar...“Preciso ir...” – ele andou até a cozinha, onde tinha a porta.“Ahm? O que houve? Não que eu queira você aqui, mas...” – falei indo atrás, olhando pra baixo. Vi que ele escrevia em um pedacinho de papel, mas nem liguei na hora.“Eu sei que você quer...” – ele sorriu convencido, ainda eufórico.“Eu? Ah, mas o que você ta pens...” – comecei a falar, mas fui interrompido por suas mãos me abraçando com algo não identificado nelas e seus lábios me impactando contra a mesa. Arregalei os olhos, não sabendo o que fazer, mas sentindo seus lábios doces pressionados contra os meus, com seus olhos fechados.Ele parou o beijo, ou pode ser chamado de um selinho mais longo, e me olhou nos olhos.“Perseo...” – ele disse, tirando suas mãos das minhas costas que me davam arrepios e tratando de ir destrancar a porta.“?” – fiz.“Meu nome...” – ele disse, abrindo a porta.“E eu perguntei por acaso?” – falei. Ele me ignorou.“Não saia de casa...”.“Como assim?” – falei não entendendo.“Não posso explicar, só não saia”.– ele falou tirando a chave da fechadura.“Você acha que me manda agora? É óbvio que eu vou sair...” – falei girando os olhos.“Não vai. E sobre o beijo... senti saudades...” – ele disse me mandando um beijo e saindo. Ouvi a chave girar na fechadura.“O que você ta fazendo seu doido? Você vem aqui, mandando em mim, invadindo minha casa e agora me tranca aqui? Abre agora! Abre! Já!” – eu falava batendo com força na porta, mas ele nada respondia.Virei eufórico pondo as mãos na cabeça, cheio de duvidas, não entendendo o que ele havia feito agora e nem porque havia me beijado. Não que tivesse sido ruim, mas... O que? Foi ruim, foi horrível. Como ele se atreveu?Andei rápido até a sacada na tentativa de vê-lo lá embaixo ainda. Me dei bem, ao chegar lá, ele tinha acabado de sair do prédio e andava rápido.“Hei você! Aquele ali mesmo, tão vendo? Olha aqui seu delinqüente, vem abri a porta da minha casa agora, eu quero saiiiiir! Abre agora!” – eu percebi que todos olhavam tentando identificar o doido que estava gritando e pra quem estava gritando. Eu apontava. – “aquele ali mesmo de casaco preto, tão vendo? Manda ele abri a porta! Doido vem aqui agora! Você é maluco? Tem problemas cara?? Aaabree!!!” – eu gritava, mas ele ficava cada vez mais longe do prédio, querendo se esconder de mim. Saí emburrado da sacada e me sentei na frente da tv apertando com raiva o botão do controle. “Quem ele pensa que é? Perseo, ui, odeio esse nome, odeio, od...” – fui terminar a frase, mas vi algo que me chamou a atenção sobre a mesa. Levantei e fui até lá. Era meu ursinho. Consertado. Acho que era isso que ele segurava quando me beijou e eu não vi. Peguei o ursinho no colo, deixando cair um papelzinho. Juntei-o no chão e percebi ser aquele que ele escrevia antes de sair. Abri e lá tinha escrito...“volto amanhã, desculpa por isso, mas é para o seu bem... Perseo.”Para o meu bem? Mas... Por quê? Desisto de entendê-lo.Voltei a sentar na frente da tv, agora com o Mike, olhando para baixo, mexendo minha boca e mexendo meus dedos, tentando tirar aquele momento da minha cabeça. Por que sua presença me atormentava tanto? Por que um simples toque seu desmoronava meu mundo? Esqueci por completo da foto que tentava desvendar, me deixando levar por sentimentos bobos e fúteis, e que não deveriam existir. Como eu me odeio. Dentei-me no sofá, rindo bobo para algo inútil que passava na tv.Ele vem amanhã. Será que vem?Fechei meus olhos, e senti-os pesados, o sono se aproximava cada vez mais.Perseo... Perseo... Per... Péra aí, onde que já li esse nome?
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