Notas iniciais
Desculpa os erros, cap não revisado
[...o lêêêê o láááá...]

Que dor de cabeça, afirmei para mim mesmo quando abri os olhos e olhei pra cima. Eu vi o teto, eu estava deitado em algo fofo, cobertas sobre mim. Olhei apavorado pro lado e vi um homem ali olhando pra janela. Janela? Onde? O que?

“aaaaaaaaaah” – dei um berro histérico, colocando minhas duas mãos na cabeça. Ele olhou para mim, colocando a mão no peito como alguém que tivesse acabado de levar um susto. Por que será Douglas? u_ú

“Ai meu deus, o que houve?” – ele disse preocupado.

“Onde eu estou? Quem é você? Quem sou eu?” – abstinência-pós-sono. Normal, toda manhã eu me faço a mesma pergunta.

“¬¬” – ele fez me olhando seriamente. Olhei para um lado, olhei para o outro, reconheci minha coberta, meu travesseiro, meus objetos. – “Você ta na sua casa ” – ele confirmou e com certeza afirmando para ele mesmo que eu tinha problemas, dava para notar no seu rosto.

“Ah ta, ufa, pensei que tinha sido seqüestrado, que tinham me levado após o acidente proposital com a bicicleta e... ahh sangue!” – lembrei do sangue que escorria na minha perna antes e tapei meu rosto com as duas mãos, logo depois abri uma pequena fresta entre meus dedos para poder olhar meu joelho.

“Eu fiz um curativo...” – escutei ele falando, logo depois respirei aliviado e tirei a mão da cara, olhando pra ele, que evitava olhar para o meu joelho. Pude observar que algo vermelho sujava o pano branco. Ele também deve ter medo de sangue.

“Ah ta...” – falei sorrindo, me sentando com os pés pra fora da cama. Virei meu rosto rápido para ele, me tocando que ele estava dentro da minha casa, ou seja, ele me trouxe pra cá, mas... Como? Arregalei os olhos, e corri até meu banheiro e me tranquei.

“O que foi agora?” – ele falou irritado e eu pude ouvir do banheiro, que eu tinha trancado e encostado à cabeça na porta.

“Quem é você?” – falei com voz de criança com a boca perto da fresta da porta.

“Pensei que você já tivesse me identificado”.

“Não... quer dizer, sim, mas... como você sabe que eu moro aqui? E quem disse que eu moro aqui?” – tentei me fazer de bobo, sabe né, essas táticas sempre fazem os vilões dos filmes contarem a verdade.

“Eu... é...” – ele começou. Eu podia imaginar ele gesticulando sem saber o que fazer.

“É um serial-killer?” – perguntei franzindo minha testa, com o rosto colado na porta e as mãos na maçaneta.

“Sim... o que? NÃO!” – ele falou.

“Ladrão?”.

“Não ”.

“Palhaço?”.

“Ahm?”.

“Eu tenho medo de palhaços...” – falei dando uma risadinha sem graça, e levantado meu ombro por hábito.

“Há, engraçado” – escutei ele falando num tom entediado, sarcástico.

“Vaaampiro?”.

“...” – ele nada respondeu. Abri uma fresta da porta e olhei para ele que estava meio horrorizado.

“Esse último foi brincadeira” – falei sorrindo. Ele tentou sorrir de canto. Estranho. – “mas então... como sabe que eu moro aqui?” – ele bufou e se sentou nos pés da cama de frente para a porta do meu banheiro.

“Eu segui você”.

“Seguiu?”.

“É, no outro dia, quando você saiu todo estressado...”.

“Quem é estressado aqui? Eihn? Eu não sou estressado ”.– falei abrindo toda porta e pousando minhas mãos na cintura. Ele riu, girando os olhos.

“Dá pra ver...” – ele disse ficando de pé. O olhei com descaso. Ele saiu e foi em direção a sala. Cara folgado.

“Além de chato é folgado?” – falei o seguindo, andando o mais rápido que conseguia por causa da dor no joelho.

“Você devia era me agradecer por trazer você pra casa depois de ter desmaiado por causa de medo de sangue...” – ele falou irritado na minha frente.

“Mas... er... você também tem medo de sangue...” – falei respirando fundo e sentando no braço do sofá, minha perna doía.

“Eu não... Oo” – ele disse.

“Não? Então por que não olha pro meu joelho? Oo” – falei vendo ele pensar pra responder parando perto da janela da sacada.

“Eu sou obrigado a olhar pra essa coisa aí?” – ele falou tentando mudar de assunto, mas eu percebi. Não respondi. Talvez por falta de fôlego, talvez por não conseguir parar admirar aquele rosto lindo com feições bravas. Era impossível não se admirar, mas eu tentava disfarçar.