I Love...

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Bom pessoal, aqui estou eu novamente com uma proposta a vocês, essa é uma história Ginando com algumas pitadas de Zeliana, com um contexto um pouco diferente da novela. Espero sinceramente que gostem, pois espero que me digam se querem que eu continue a história, pois não estou com muito tempo, então se gostarem continuarei quando meu tempo permitir, pois minha faculdade e estágio me tomam muito tempo, mas acho que consigo um tempinho para escrever para vocês. Beijos.

O ano era de 1910, a República brasileira estava instaurada a pouco tempo no país, as lutas para que tal coisa acontecesse afetou parcialmente duas famílias muito influentes na capital do país, Rio de Janeiro.

A primeira família, a família Napoleão era liderada por Epaminondas Napoleão, patriarca da família, este que com a nova situação do país virou Senador da República. Embora tenha sido um dos homens que mais lutou para que a República não fosse instaurada, acabou mesmo que a contra gosto, senão morreria de fome, conseguindo um cargo púbico. Ele tem uma esposa bem mais jovem e dois filhos. Maria Catarina, a esposa é uma mulher elegante, alegre, simpática. Liliane, ou melhor Pituca, filha do casal, é uma menina carinhosa, alegre e brincalhona. Já Ferdinando é filho do primeiro casamento de Epaminondas com Sandra, uma mulher cuidadosa, carinhosa, meiga que infelizmente morreu durante um dos conflitos durante o impasse da mudança do Império para a República. Epaminondas ficou tão abatido com a morte da esposa que decidiu mandar seu filho Ferdinando para estudar em Portugal, ele é um rapaz encantador, carinhoso e adora ajudar as pessoas e pelo fato de odiar injustiças, decidiu cursar Direito na Universidade de Coimbra e está prestes a voltar formado.

Já a segunda família, chamada família Falcão é liderada por Pedro Falcão, um homem sonhador , determinado, atual governador do estado e era um dos políticos a favor da mudança política do país, por causa dessa atitude, sua amizade com Epaminondas ficou um pouco abalada. Teresa sua esposa é uma mulher que sempre o apoia, cuida da casa e das filhas. O casal tem duas filhas Regina e Juliana. A primeira é uma menina de gênio forte, luta pelo que acredita e não gosta de seguir os padrões socialmente imposto a uma mulher, fora obrigada pela mãe a cursar o Ensino Normal junto com a irmã, mesmo a contra gosto cursou mas não atua na área, prefere trabalhar com seu pai em seu gabinete. Já a filha mais nova Juliana é completamente o oposto da irmã, adora ajudar a mãe, é carinhosa, sonhadora e diferente da irmã, tem orgulho de ser professora e atua com maior prazer em sua área de formação.

A vinte e dois anos atrás quando as duas famílias ainda eram amigas, e a política era algo que os unia cada vez mais.

A família Napoleão, ainda com a primeira esposa de Epaminondas, havia dado a luz a um menino forte, saudável há dez meses atrás. Já a família Falcão estava em festa, pois uma linda menina havia nascido, embora o pai quisesse um varão, a menina havia sido igualmente recebida, com todas as honras que a ocasião pedia, com uma grande festa e claro a família Napoleão estava presente.

_ Meu amigo Pedro Falcão! Que felicidade, soube que você acabou de ser pai de uma bela menina.

_ Sim amigo Epaminondas, minha filha é uma maravilha. Tá certo que eu queria um menino, como eu já havia lhe falado, mas eu não conseguiria rejeitá-la só por ser menina nem que eu quisesse, ser pai é a melhor coisa do mundo amigo.

_ Claro que é. Você não me vê com meu menino, eu sou um homem reservado, forte, mas quando estou com meu filho varão, tudo muda, me derreto todo.

_ Quem diria meu amigo.

_ Mas amigo Pedro, eu quero lhe fazer uma proposta.

_ Claro, sou todo ouvidos.

_ Bom, eu ando ouvindo que o Imperador já está cedendo a pressão desse povinho que quer que seja instaurado a República nesse país de quinta que nós ajudamos a construir.

_ O amigo está falando uma besteira, eu sou completamente a favor da República, isso é uma forma de fazer com que todos tenham voz e melhor, voz essa que deverá ser ouvida por todos, pois haverá quem os ouça.

_ Você está é muito equivocado Pedro, esse povinho não pode ter voz, imagina, vai ter pé rapado achando que é dono do mundo. Mas não é isso que eu quero falar com você, pois eu vou te fazer mudar de ideia e você vai ver que eu tenho razão.

_ Eu não sou homem de mudar de ideia.

_ Enfim, o que eu quero propor a você é que para que esse povinho não teme conta do nosso país e que nós nobres do Império, permaneça no lugar que nos pertence.

_ Tá bom, fale qual é a sua proposta.

_ Eu quero que nossos filhos se casem, pois só assim poderemos garantir que nossas famílias permanecem no seu lugar de direito.

_ Como? Você quer que minha filha Regina se case com seu filho Ferdinando para que eles garantam a continuidade de nossa nobreza?

_ Claro, vamos garantir que o sangue azul permanecerá, você acha que eu quero que meu filho se apaixone por qualquer uma por ai, claro que não, prefiro que ele case com sua filha, mesmo que um dia a política venha a nos distanciar, porque nessa vida tudo pode acontecer, mas amigo, isso é uma boa garantia para o futuro de nossos filhos. Então, aceita?

_ Você garante que não vai voltar atrás na vossa decisão?

_ Nem que eu seja seu inimigo mortal.

_ Isso é uma proposta absurda, se eu for seu inimigo eu não ia querer minha filha casada com seu filho.

_ Amigo, o máximo que vai acontecer é que nós não iremos concordar com a opinião do outro, pois eu já conheço o seu lado e respeito, mas isso não quer dizer que eu vá querer ser seu inimigo mortal. Aceita ou não aceita?

_ Tudo bem, eu aceito, nossos filhos vão se casar e eu faço o muito gosto nessa união. E para selar, um brinde!

_ Claro, a união de nossas famílias!

_ As nossas famílias!

E assim, a união que vai mudar para sempre a vida dessas duas crianças.

Os anos foram se passando e no ano seguinte, durante os diversos conflitos Sandra, mãe de Ferdinando é atingida por uma bala perdida que fora fatal. Juliana, filha de Pedro e Teresa, nasce dois anos após o nascimento de Gina, como ficou conhecida. A República então é instaurada no Brasil. As famílias se distanciam pouco a pouco durante os anos. Epaminondas se casa novamente. Gina e Ferdinando se falavam pouco, o essencial , até que Epaminondas decide que o filho deve estudar na Europa, então o manda estudar lá. Pituca nasce. E então chegamos ao ano de 1910, ano em que Ferdinando volta para o Brasil, formado em Direito.

Notas finais
Sei que não está do jeito que costumo escrever, mas e aí, continuo?