I Love...
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Era chegado o dia em que Ferdinando voltaria para casa, seu pai decidiu fazer uma festa para recebê-lo, e claro, convidou toda elite do Rio de Janeiro para um baile de máscaras. A família Falcão também fora convidada e quando receberam o convite ficaram todos surpresos.
_ Pedro, meu querido! Gritava dona Tê, indo da sala até a cozinha, onde o restante da família tomava o café da manhã.
_ Que foi mulher?
_ Você não vai acreditar, o Senador Epaminondas Napoleão mandou para nossa família um convite para um baile de máscaras que ele vai dar para receber o filho.
_ Como é Teresa?! Perguntava Pedro surpreso.
_ Sim pai, o mensageiro Rodapé veio trazer o convite.
_ Mas o que esse senhor dos diabos quer com a gente pai? Perguntava Gina.
_ Filha, tenha modos. Mas o que deu nele para querer nossa família na casa dele?
_ Não sei Pedro, mas nós vamos, pois vai ser muito bom pra você e um evento social vai ser maravilhoso para eu colocar o papo em dia com as damas da sociedade e vai ser bom para nossas filhas que vão poder reencontrar com os noivos delas que estão para chegar.
_ Como assim nossos noivos Dona Teresa?! Indagava Gina.
_ O Renato também vem mãe?
_ Filha, seu pai mais o Senador combinaram um casamento seu e do Ferdinando filho dele e a Juliana vai poder ver o noivo, que está voltando sim filha.
_ Mas eu já disse pra você e para o meu pai que eu não vou casar com esse frangote que está voltando, quem decide o que vai acontecer na minha vida sou eu.
_ Regina Falcão, eu ainda sou seu pai e mereço respeito!
_ Mas o senhor fez a maior besteira da sua vida quando aceitou essa proposta desse infeliz, o senhor sabe que eu gosto muito de você, mas isso eu não aceito é nunca. Ah, e essa festa não vai ter a minha ilustre presença. Licença que isso já me cansou. Disse ela, para logo depois sair da sala de jantar.
_ E você filha, não vai falar nada? Perguntava Pedro a Juliana que estava surpresa, assim como todos e não havia pronunciado nada até agora.
_ Desculpe pai, mas o senhor conhece minha irmã, e sinceramente, vocês acertaram em escolher pelo menos um bom noivo pra mim, um noivo que eu gosto bastante, mas a minha irmã nunca se deu bem com o Nando, eles viviam brigando e eu acho que essa ideia de se combinar casamento quando a criança nasce é coisa do século passado, nós devemos conhecer e nos apaixonar por quem a gente quiser.
_ Isso é besteira sua. Dizia Pedro indignado com as palavras da filha.
_ Seu pai tem razão e a gente só faz isso pensando no bem de vocês.
_ Eu sei mãe, eu gostei da escolha que fizeram para mim, mas a Gina não gosta do Nando, deixem que ela escolha o amor da vida dela.
_ Se é assim que você quer, tá certo. Dizia Pedro. _ Mas como ela é mais velha, tem que casar primeiro, você só se casa depois que ela casar.
_ Mas que culpa eu tenho?
_ Nenhuma, já que eu cedi você vai ter que ceder também.
_ Isso é injusto.
_ Mas alguém disse pra você que o mundo é justo, se um cede o outro também tem que ceder em alguma coisa para que o mundo funcione como tem que funcionar.
_ Então vocês façam o que quiserem, mas meu casamento já é coisa certa.
_ Você vai se casar sim minha filha, como manda o figurino e seguindo a tradição, depois de sua irmã.
_ O que eu tenho que fazer para que vocês me deixem casar em paz?
_ Simples, convença a sua irmã a casar com o filho do Senador que seu casamento estará garantido.
_ Mas pai, isso vai ser impossível.
_ Filha eu sempre quis o bem de vocês duas e garanto a você que o filho do Senador é o melhor partido que eu poderia encontrar pra ela, tenta convencer ela a primeiro ir nesse baile, depois mostra a ela que isso não é tão ruim assim, eu sei que você pode, ela sempre te ouve.
_ Tá bem, sei que minha irmã tem esse gênio forte, mas no fundo eu acho que ela pode mudar e se apaixonar por alguém. Juliana então se levantou da mesa e foi para o quarto dela e da irmã.
Juliana bateu a porta e pediu licença.
_ Poço entrar Gina?
_ Você já entrou.
_ Que grosseria, eu não fiz nada com você.
_ Desculpe. Agora fala o que você quer?
_ Quero conversar com você sobre o que aconteceu lá em baixo.
_ Mas eu não quero falar disso.
_ Minha irmã, eu só quero entender o porquê de você ficar tão brava só com o que o papai fez, isso não é o fim do mundo.
_ Ah Juliana, eu mal tinha nascido e o papai já arrumou um homem pra mim, sem se importar com o que eu ia achar, simplesmente fez e agora depois de tudo que aconteceu ele ainda quer que eu me case com esse fulano.
_ Espera... Você disse que algo aconteceu?
_ Falei?
_ Falou e agora você vai me contar tudinho.
_ Eu não quero falar disso.
_ Mas vai falar, porque eu quero entender o porquê de você ter tanta aversão pelo Ferdinando.
_ Só se você jurar que isso não vai sair daqui?
_ Claro minha irmã.
Flashback
A alguns anos atrás dois adolescentes saíam da escola conversando alegremente sobre o que mais se falava na cidade, política.
_ Ah Nando, essa história de república é muito boa, vem pra ajudar a dar voz pra todos nós.
_ Por um lado eu vejo vantagens sobre isso, mas meu pai fala que nós sendo de família nobre, perderemos nosso poder perante a sociedade.
_ Isso é besteira Ferdinando, seu pai não sabe o que diz. Olha pra você e pra mim.
_ Estou olhando.
_ Nós temos tudo do bom e do melhor, eu estou usando um vestido, obrigada pela minha mãe, porque diz que uma moça da alta sociedade tem que se vestir assim, mas a primeira coisa que eu faço quando chego em casa é colocar uma calça e uma blusa bem larga, já você sempre usando um paletó, calça social, sapato social, gravata feito um homenzinho, então agora olhe a sua volta,tá certo a gente ter tudo e essas pessoas ali como... Disse apontando para um menino aparentemente da mesma idade dos dois trabalhando com a roupa toda rasgada e suja. _ Aquele rapaz, com certeza não tem tantas roupas assim como nós, que podemos até reclamar do que vestimos, você acha que se dermos a chance deles pelo menos escolher quem irá lutar por eles não seria mais justo do que simplesmente pegar tudo pra gente e não pensar nessas pessoas que também são importantes pra nós.
_ Gina, olha o que você está dizendo, essas pessoas fazem o que sabem e deixá-las escolher alguém para lhes representar não vai adiantar nada, eles não sabem nem ler.
_ Mas eles sabem ouvir e falar, e com a democracia a voz deles tem que ser ouvidas.
_ Nisso eu concordo, eles tem que lutar pelos seus direitos, mas eles vão ser sempre assim, sempre dependendo de alguém como nós para lutar por eles assim como meu pai sempre diz.
_ Claro, você está com medo do seu papaizinho, era como eu imaginava, um covarde.
_ Você me chamou de quê?
_ Covarde, pois só alguém que não tem opinião própria para pensar em um negócio desses.
_ Gina, eu não sou um covarde.
_ Então prove, enfrente seu pai.
_ Eu vou te provar que eu não sou um covarde de um jeito que eu sempre quis.
_ Que você sempre...
Gina não conseguiu terminar sua pergunta, sentiu-se prensada na parede da fachada de sua casa e Ferdinando agarrado nos seus lábios, dando um beijão de tirar o fôlego de qualquer um que passasse pelos dois no momento do mesmo. Quando Gina enfim estava quase cedendo ao beijo a sua consciência tomou conta de si e jogou Ferdinando no chão com o empurrão que o deu.
_ Você... nunca mais chegue perto de mim seu safado, eu posso não ter o jeito, mas sou uma moça de família seu infeliz! Ao dizer isso, abriu a porta de sua casa e entrou tão depressa que Ferdinando não teve nem tempo de lhe pedir desculpas.
Fim do flashback
_ Eu não acredito que o Nando fez isso com você, sempre fui amiga dele e sempre soube que ele gostava de você, mas daí a te agarrar a força eu já acho uma invenção sua.
_ Se você não acredita problema é seu, mas nunca mais eu quero chegar perto desse infeliz. Ah e se você disser que esse frangote gosta de mim outra vez, eu não respondo por mim, sou sua irmã e gosto muito de você mas não mexe comigo não.
_ Calma, eu não disse nada demais, eu só acho que você ficou brava com ele por besteira.
_ Besteira nada, eu sou uma moça de família, onde já se viu ficar beijando um homem sem está casada e pior, no meio da rua. Vem cá, por que você está dizendo que isso é uma besteira? Por algum acaso você, uma pirralha tem alguma experiência? Você nem casada é.
_ Gina, nós estamos em pleno século XX, são outros tempos, e se você não sabe assim como você eu tenho um pretendente.
_ Fala logo! Você já beijou ou não?
_ Não sei, eu só conto se você prometer que vai ao baile de máscaras e que vai ficar na casa do Senador Epaminondas.
_ Ahhh não! Disse Gina se levantando da cama dela onde as duas estavam sentadas e indo em direção ao armário que as duas dividiam.
_ Então você vai ficar sem saber.
_ Poxa Julianaa!
_ Ué, vou te contar algo muito importante, não posso contar sem garantias.
_ Tá bom Juliana eu vou, mas agora conta!
_ Claro que não, você vai ter que ir e permanecer primeiro nessa festa, e depois eu te conto.
_ AHHH! Você disse que ia contar! Disse Gina com raiva.
_ Vamos combinar o seguinte então, na festa eu te conto, e para garantir se eu não quiser te contar, você vai embora sem ver seu noivo.
_ Quem tem noivo aqui é só você. E você tem que aprender a ser uma mulher de palavra.
_ Não vou nem comentar, aguarde e vá a festa que você vai saber se sou uma mulher de palavra ou não.
*
Os dias se passaram e no porto da cidade do Rio de Janeiro a família Napoleão estava toda à postos esperando o navio em que Ferdinando chegará.
Não demorou muito e logo Pituca avistou um navio chegando. Então decidiu avisar aos pais que estavam comprando milho cozido para a menina.
_ Mãe, pai o navio do Nando está chegando! Dizia a menina aos pulos apontando para o navio que já estava atracando.
Pituca saiu correndo em direção ao navio, mas antes que chegasse perto, esbarrou em um menino bastante sujo, com as roupas rasgadas que vinha correndo para o lado oposto quando os dois se esbarraram. Os dois pararam, se olharam durante alguns segundos, ele a ajudou a se levantar e falou:
_ Desculpe! Preciso ir! E saiu correndo. Pituca apenas viu dois guardinhas correndo atrás do menino.
_ Minha filha, você está bem? Esses pivetes não tem respeito com nada, tomara que esses guardas prendam ele e que deixem ele lá até morrer. Disse Epaminondas expressando sua indignação com o que aconteceu com a filha.
_ Eu estou bem papai, mas ele não me machucou, eu estou bem.
_ Não importa, ele vai ter o que merece, eu vou me encarregar disso.
_ Ah Epaminondas, sua filha já disse que o menino não a machucou! E por algum acaso você sabe quem é esse menino para fazer algo contra ele?
_ Claro que sei, ele é o Serelepe, um garoto que vive vagando por essa cidade, até entrar na mercearia do Giácomo para roubar comida ele já entrou.
_ Epaminondas esquece esse menino, se ele rouba é porque sente fome e quando ninguém quer dar ele tem que fazer alguma coisa para se alimentar, mas mudando de assunto, seu filho já está desembarcando.
_ Graças a Deus! Disse Epaminondas abrindo um largo sorriso.
_ Meu pai!
_ Filho! Os dois se olharam e rapidamente se abraçaram fortemente.
_ Catarina... Minha madrasta preferida. Disse dando um abraço apertado na madrasta.
_ Preferida? Por acaso você tem outra madrasta menino?
_ Brincadeirinha minha querida, como você está?
_ Estou bem.
_ Mas e essa menina tão grande e cumprida? Da última vez que vi minha irmã ela ainda era um bebezinho com cara de joelho.
Todos riram com a brincadeira de Ferdinando, menos a menina. Ela apenas fez uma cara de desagrado e ficou de braços cruzados.
_ Ah venha cara garotinha... Disse fazendo cosquinha na irmã e a pegando no colo. _ Eu estava com muita saudade da minha pequena. A beijou.
_ Eu também maninho. Disse o abraçando.
_ Então... Vamos para casa, estou com saudade da comida de Amância.
_ Vamos sim meu filho. Você não sabe, mas nós preparamos uma bela festa pra te receber hoje a noite, com tudo que há de direito.
_ Meu pai... não precisava de tanta frescura. Essa recepção que estou tendo é a melhor que eu podia pedir.
_ Frescura nada rapaz, você como o filho de um Senador da República tem que ser recebido com todas as honras da sociedade, pois saiba que eu convidei todas as pessoas importantes, inclusive a família Falcão, na qual não falo faz alguns anos, depois que o Pedro votou contra mim naquela Assembleia.
_ Eu não acredito que você chamou também aquela filha deles, a Gina?
_ Claro, todos estão convidados, e ela principalmente, sua futura esposa.
_ Como? Disse Ferdinando, interrompendo o caminho que todos seguiam até a casa da família. _ Minha o quê? Você e o Pedro ainda não tiraram essa ideia da cabeça de vocês depois de tantos anos?
_ Sua futura esposa sim senhor, eu não sou homem de faltar com minha palavra não, se eu prometi casamento, é porque vai ter casamento. O Pedro é um homem importante e mesmo nossa amizade estando um pouco abalada, eu faço muito gosto que você se case com a filha dele.
_ Por acaso o senhor conhece a Gina?
_ Mas é claro rapaz.
_ Então senhor deve conhecer o jeito meio... grosso dela?
_ Ah Ferdinando você com medo de uma mulher.
_ Eu não tenho medo de mulher meu pai, eu apenas não quero ver a Gina por motivos pessoais.
_ E quais motivos seriam esses?
_ O que eu posso te dizer é que ela não quer me ver na frente dela.
_ Meu filho, mostre que você é um Napoleão, mostre a ela toda a sua virilidade tenho certeza que nem uma mulher como ela resistiria a um encanto de um Napoleão.
_ Você realmente não conhece a Gina.
_ AH vamos deixar esse papo pra depois, depois do baile de máscaras de hoje a gente conversa e vamos ver se você não vai querer essa moça como sua esposa,eu te garanto, ela mudou, pelo menos a aparência, ela não é mais aquela menina de antigamente, confia no seu pai
_ Duvido muito. Disse Ferdinando baixo, mas totalmente curioso para reencontrar a menina mulher na qual era apaixonado quando eram pequenos, ao mesmo tempo que a curiosidade se instalava em si, o medo de se encontrar cara a cara com a pessoa que mais magoou antes de ir para o exterior o assombrava. “Como será que ela está? ... pior como será que ela vai me receber depois daquele beijo roubado?” Pensava.
Foi assim que eles chegaram a casa da família e quando chegou deu de cara com seu melhor amigo de infância José Aparecido, mais conhecido como Zelão que hoje trabalha como segurança da família.
_ Zelão! Disse Ferdinando todo empolgado em ver o amigo que correu para abraçá-lo, e Zelão, por sinal nem se mexeu.
_ Zelão! Pode abraçar seu amigo, não precisa ficar tão formal agora não rapaz, só na hora da festa. Ó, eu quero que você coloque a máscara que lhe dei e que fique vigiando tudo na festa.
_ Sim senhor Senador. Disse ao patrão para logo depois voltar a atenção ao amigo. _ Nando, que bom te ver de volta. Disse apenas o dando um pequeno abraço.
_ É bom ver você também meu amigo. Mas me diga, como estão as coisas por aqui?
_ Estão tudo bem.
_ Eu quero saber dos nossos amigos de antigamente, o Roda, a Juliana... a Gina. Esse último nome ele pronunciou quase inaudível. _ O Renato você não precisa me falar porque eu encontrei com ele lá em Portugal na faculdade de medicina.
_ Ah senhor...
_ Vamos para de me chamar assim, eu sou seu amigo desde criança, nós crescemos juntos.
_ Mas o senhor é filho do meu patrão agora.
_ Não importa, vamos sempre continuar sendo amigos e isso se você preferir só me chame assim na frente do meu pai, pois eu conheço a fera, tá certo?
_ Tudo bem Ferdinando.
_ Assim está melhor, mas agora conte.
_ Bom, o Roda está como sempre foi, meio avoado, aéreo, brincalhão como sempre, já as meninas Falcão eu não sei muito não, depois que você foi pra Portugal e depois daquela confusão entre sua família e a delas nós não nos vimos mais, eu só as vejo agora por foto nos jornais, a Juliana está uma linda moça Ferdinando, tão linda que eu não sei nem como descrever. Disse com os olhos cheios de lágrimas.
_ Tá, mas e a irmã, a Gina?
_ Eu não sei, como eu disse, eu não falei mais com elas, eu só as vejo quando a família dela aparece nos jornais. E claro, como sempre a Gina tentando se esconder, ela não gosta muito de aparecer como você sabe.
_ Mas nem na rua, mesmo que de passagem você não a ver.
_ Na verdade não, principalmente quando ela está com a irmã.
_ Ah Zelão, você ainda não esqueceu a Juliana? Você sabia que ela está comprometida com o Renato?
Zelão não aguentou, deixou uma lágrima escorrer, mas logo a enxugou.
_ Eu sei Ferdinando. Eu sei que ela nunca foi pra mim, mas é mais forte do que eu, não sou que nem o senhor que está comprometido com a mulher que ama.
_ Quem foi que te disse que eu gosto da Gina?
_ Você, a alguns anos atrás.
_ Ah, mas isso já fazem anos, eu passei muito tempo fora, eu já esqueci essa moça.
_ Você tem certeza do que está falando?
_ Tenho... Claro que tenho. Disse não dando muita certeza a Zelão, este que por sinal preferiu não questionar, para que ele não ficasse bravo com ele e não o despedisse quem sabe.
_ Tá bom então, mas o seu pai convidou a família delas.
_ Eu sei, ele já me disse, e eu não gostei nenhum pouco disso.
_ Mas por quê?
_ Porque eu não quero ver a Gina depois de tudo que aconteceu.
_ O que aconteceu?
_ A briga... é a briga entre nossas famílias.
_ Ah mas isso quem tem que ficar com receio de chamar os Falcão é seu pai, afinal, a briga ou a diferença é entre seu pai e o Pedro Falcão.
_ Tá bom Zelão. Vou entrar e tomar um bom banho antes dessa bendita festa.
Ferdinando então entrou em casa, cumprimentou Amância e sua filha Rosinha. Subiu e foi para seu quarto tomar seu banho e descansar, até que é chegada a hora do baile de máscaras.
*
Na casa dos Falcão, Dona Tê que já está impaciente ao ajudar a filha a se arrumar.
_ Gina! Não se mexe, deixa eu terminar de fazer essa trança e colocar essa coroa.
_ Ah mãe! Para quê essa besteira de coroa?
_ Para combinar com sua máscara que parece de uma princesa.
_ Eu já nem queria ir nesse bendito baile.
_ É, como a Juliana conseguiu te convencer a ir nesse baile?
_ Ouvi meu nome? Disse Juliana chegando no quarto depois de sair do banheiro onde estava terminando de se arrumar.
_ Sim filha, eu estava perguntando como você conseguiu convencer ela a ir nesse baile?
_ Eu só falei com jeitinho com ela e você sabe que a Gina sempre me escuta.
_ Você já terminou com essa palhaçada de me arrumar mãe? Quero sair logo desse quarto para não ter que ouvir tanta besteira.
_ Calma menina. Só falta a coroa.
_ Nossa minha filha, mas você está muito linda!
_ Tá bom, agora vamos logo que o pai já deve está dormindo naquele sofá nos esperando. Disse Gina já saindo do quarto e descendo as escadas.
_ Está bem sua apressadinha! Vamos minha filha, você já está pronta? Perguntou a Juliana.
_ Estou mãe.
A família então saiu de casa em direção a cada dos Napoleão.
Na porta da casa de Epaminondas havia um repórter e um fotógrafo do jornal da cidade cobrindo a chegada dos convidados. Quando a família Falcão chegou o repórter pediu autorização para a foto da família e de algumas declarações do patriarca da família Gina que não gostava de nada disso, e antes que tirassem a foto saiu de perto e foi direto para a festa, pois não gostava de tirar fotos e quando conseguia, saía de perto como foi o que acabou de fazer. Gina então entrou na festa, e os olhares de todos se voltaram para ela, inclusive o de um rapaz vestido de príncipe, este que ficou encantado com tanta beleza, der repente os olhares dos dois se encontram e o encantamento foi inevitável.
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