I Know That I Left You All Alone
2 Uma nova amiga.
Notas iniciais
Ah, e talvez não tenha muito tomletta nesse capítulo, mas compenso vcs no próximo.
Boa leitura!
POV's Castillo
Estávamos todos sentados quando Angie adentrou a sala e iniciou sua aula. Infelizmente, isso não durou muito, já que Pablo logo a interrompeu porque tinha um "comunicado importante".
– Bom dia, alunos.
– Bom dia. — todos responderam em uníssono.
– Como todos sabem, as aulas iniciaram há três semanas e nós não costumamos aceitar alunos que não tenham feito a rematrícula com antecedência, mas felizmente nós abrimos uma exceção.
– Então vamos ter um novo colega? — Andres perguntou, e toda a soou em um "dã".
– Sim Andres, vocês vão ter um novo colega. E no caso, é NOVA colega. — Pablo respondeu enquanto sorria levemente — Lara, vem cá. — enfiou a cabeça para fora da sala, e quando voltou a nos olhar, uma garota morena adentrou a sala. Apertei a mão de Leon enquanto o encarava com os olhos semicerrados. Um pequeno resumo: aquela garota havia sido namorada dele. — Essa é Lara Baccarini, e creio que alguns de vocês já a conheçam. — lançou um rápido olhar para Leon, o que me deixou ainda mais irritada. Eu não acreditava que teria que estudar com ela. Justo com ela! — Espero que a tratem bem. Pode prosseguir com sua aula, Angie. — balançou a cabeça para Angie, que sorriu, e então saiu da sala.
– Bom Lara, seja bem-vinda. Sente-se! — disse simpática.
– Obrigada. — ela sorriu, sentando-se em uma cadeira vazia que estava próxima da janela. Angie seguiu com a aula, ensinando algumas técnicas de aquecimento para as cordas vocais. O sinal soou, indicando a hora do almoço, e então todos se levantaram, seguindo para o refeitório.
POV's Baccarini
E lá estava eu, estudando no mesmo colégio que Leon Vargas e Violetta Castillo. Meu ex namorado, e minha "rival". Que vida, hein?
Segui todos os alunos até o outro prédio, onde ficava o refeitório, e assim que cheguei ao balcão, optei por uma bandeja que continha um refrigerante e um pouco de arroz com carne, massa e algumas saladas. Não foi difícil encontrar uma mesa vazia, já que todos os alunos daquele colégio andavam em bandos e sentavam sempre juntos.
POV's Heredia
– Tomás, sabia que ela já teve rolo com o Leon? — Maxi me informou enquanto eu encarava a aluna nova sentada sozinha.
– Vou lá falar com ela. — disse, já me levantando.
– Você tá louco? A Violetta nunca mais olharia na sua cara! Ela odeia a Lara.
– E daí? — dei de ombros — Duvido que ela se importe, porque pelo que ela mesmo disse há três semanas, não quer ser mais do que minha amiga. E eu só vou conversar com a garota, ela tá muito solitária. A gente se vê depois. — e ignorando os chamados de Broduey, segui até a mesa em que Lara estava sentada — Oi. — disse, sorrindo e me sentando em seguida.
– Eu te conheço? — franziu o cenho.
– Ah não, desculpa. Me chamo Tomás Heredia.
– E...? — cruzou os braços.
– E que eu quis vir falar contigo.
– Só não entendi o porquê.
– Porque você me parece ser uma boa garota.
– Mas você não me parece um bom garoto. — sorriu irônica — Com licença, eu gostaria de terminar o meu almoço em paz.
– Se você fosse um pouquinho mais ignorante, conseguiria me fazer desistir de tentar ser seu amigo.
– Ah, agradeço pela dica.
– Fiquei sabendo que você já teve algo com o Leon.
– Ai, pelo amor de Deus, não cite esse nome quando estiver perto de mim.
– Com uma condição.
– Você é tão irritante, garoto.
– Eu tenho nome.
– Ava.
– Voltando ao assunto "Leon", eu acho que...
– Diga logo qual a condição. — me interrompeu.
– Você terá que ser minha amiga.
– Não! — jogou a cabeça para trás e bufou — Eu não mereço.
– Ah, qual é. É só conversar comigo e ser simpática. Não é como se fosse te cair um braço ou uma perna.
– Ok. — suspirou.
– E então, como está seu almoço?
– Bom.
– Responde direito.
– Awn, querido amigo Tomás que eu acabei de conhecer, o meu almoço está delicioso. — disse ironicamente e em seguida deu um sorriso falso. Não consegui evitar a gargalhada.
POV's Castillo
Dois meses. Há dois meses eu estava tendo que aguentar aquela droga de mecânica estudando na mesma sala que eu, morando em um quarto que ficava a poucos metros do meu. Há dois meses eu estava aguentando ela grudada com Tomás. Ouvi o barulho da porta do banheiro, e logo a voz de Francesca soou:
– Violetta! Camila! Vocês ainda não levantaram?
– Eu só tava esperando você sair do banheiro. — Cami respondeu.
– E eu não quero viver. Alguém me mate! — disse, afundando o rosto no travesseiro.
– Na na ni na não! — senti um peso na ponta do colchão e julguei que Fran havia se sentado ali. Ouvi novamente a porta do banheiro, e suspirei. Camila já estava no banho. Só faltava eu. — Agora vamos Vilu, me fala o que tá havendo.
– É o Tomás. — sentei na cama enquanto Fran rolava os olhos. Óbvio que ela sabia de que era sobre ele.
– Prossiga.
– Ele tá tão grudado com a Lara...
– E você tá com ciúmes. — não fora uma pergunta — Violetta, você acha que tem esse direito? — cruzou os braços.
– Não entendi.
– Você acha que tem o direito de ficar com ciúmes? — quando pensei em responder, ela o fez: — Não, você não tem. E sabe porque? Porque você foi burra o suficiente pra dizer que não queria nada com ele além de amizade. Você foi burra o suficiente pra fazer isso. E daí se o Tomi estiver tendo rolo com outra garota? Isso significa que pelo menos ele não tá sofrendo. Que pelo menos ele te esqueceu. — Francesca, sabe as palavras? Elas machucam. Respirei fundo e olhei para minhas mãos.
– Você acha que... Você acha que ele já me esqueceu?
– Você tem que se arrumar, anda logo. — e então ela se levantou, seguindo para seu armário e retirando de lá algumas folhas.
Quem cala, consente.
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