I Know That I Left You All Alone
3 Indecisões à parte.
Notas iniciais
POV's Castillo
– Vilu... – Francesca disse cautelosamente. Lá vem bomba.
– Diga, Fran.
– Eu convidei... Bom, sabe a reunião que vai ter aqui hoje a noite? Eu, você, Cami, Leon, Maxi e Broduey? Eu convidei o Tomás e a Lara.
– VOCÊ O QUE? – fiquei de pé enquanto gritava – VOCÊ SÓ PODE ESTAR LOUCA, FRANCESCA! LOUCA!
– Ei, ei! Vamos parar de gritar porque dá pra ouvir lá do corredor. – Camila adentrou o quarto.
– CAMILA, VOCÊ SABE O QUE ELA FEZ? CONVIDOU O TOMÁS E A LARA PRA NOITE DE JOGOS!
– Francesca... – lhe repreendeu com o olhar.
– Ah, qual é! O Tomás também é meu amigo, e a Lara não é má pessoa. Agora se você tem ciúme da relação deles, Violetta, não me culpe. – suspirou pesado e adentrou o banheiro, batendo a porta em seguida.
Xx
POV's Heredia
– Querem saber de uma coisa? – Maxi disse, de boca cheia.
– Não enquanto ainda existir bacon dentro da sua boca. – Camila retrucou, fazendo cara de nojo. Todos riram. Até que eu, Leon, Violetta e Lara conseguíamos ficar no mesmo cômodo por mais de duas horas sem discussões. Difícil de acreditar, eu sei. Eu sei.
– Para de ser fresca. – ele riu e mandou um beijo pra ela – Bom, já que ninguém mais se pronunciou, eu vou dizer mesmo assim. A companhia de vocês está sendo ótima. Obrigado, galera.
– Isso foi muito gay, Maxi. – Broduey disse.
– Me deixa, brasileiro.
– Porque a gente não brinca de Gato Mia? – Lara sugeriu.
– Ah claro, bela ideia. – Violetta disse ironicamente – Para crianças de cinco anos.
– Não é má ideia. – Leon concordou – É divertido, eu gosto.
– Viu, Violetta? – Lara sorriu debochada – E seu namorado não me parece ser uma criança de cinco anos.
– Olha aqui Lara, eu...
– Vamos brincar de gato mia ou não? – eu disse, contando as duas.
– VAMOS! – Fran gritou e todos se levantaram do chão.
Xx
– Então tá! Presta atenção dessa vez. – fui até o interruptor e apaguei a luz pela segunda vez da noite – É com você, Bródi. – guiei Broduey até a porta do quarto, pois o mesmo estava com uma venda nos olhos. Estava tudo muito escuro, mas nós conseguíamos enxergar um pouco, ele não.
– Todo mundo se escondeu? – ninguém falou nada. Eu estava embaixo da cama e tinha alguém ao meu lado, que eu não sabia quem era. – Estão espertinhos, né? – a pessoa que estava ao meu lado soltou uma risada baixinha, e eu consegui perceber que era Violetta. Nossos braços se tocaram e eu senti um arrepio. Virei em sua direção e tive certeza que ela sabia que era eu que estava ali, pois a respiração dela ficara pesada. Suspirei.
– GATO MIA! – Broduey gritava – Se ninguém responder fica impossível de brincar.
– Miau. – Cami disse. Broduey foi cego (literalmente) em direção a Camila.
– Gato mia. – ele repetiu.
– Miau. – ela respondeu, mais uma vez.
– O Poderoso Broduey está chegando para te pegar... – ele dava passadas pesadas e longas, Cami não aguentou e riu – Cami! Eu sei que é você, ganhei.
– Que droga, Broduey! – ela gritou, rindo. Violetta aproveitou que ainda estava escuro e saiu correndo de debaixo da cama para não ser vista comigo. Doeu.
– Agora é você que procura. – disse, tirando a venda e acendendo a luz – Esse negócio de ficar totalmente no escuro não é pra mim não. Gosto de ter noção das coisas. Toma. – ele colocou a venda na garota e depois deu um beijo estalado na bochecha da mesma – Não é nada pessoal, linda.
– Vai se ferrar. – ela mostrou a língua, já sem enxergar nada.
– Espera, isso é pra demorar mais. – Fran foi até ela e a rodou por alguns segundos – Assim você perde a noção de onde está.
– Nossa Fran, era tudo que eu queria. Muito obrigada.
– Magina, amiga, estou aqui para isso. – ela riu e se escondeu atrás do armário. As luzes foram apagadas, e eu corri para trás do colchão que encostado na parede. Teria ficado quieto, se alguém não tivesse me puxado e me virado para o outro lado.
POV's Castillo
– Shiu. – eu coloquei o dedo indicador nos lábios dele, para que ficasse quieto. Estava tudo escuro e ali, atrás daquele colchão, nada se via. Ele estava encostado em um dos cantos do quarto, então o esconderijo era perfeito. Liberei os lábios dele e me aproximei.
– Violetta, você...
– Eu nada, Tomás. Fica quietinho. Você precisa me ouvir.
– Estou ouvindo.
– Está ou não tendo um caso com a mecânica?
– E de que isso te interessa?
– Eu só preciso saber.
– Você precisa ou você quer?
– Fala logo.
– Não.
– Não tem nada com ela?
– Não, já disse.
– Ótimo. – mordisquei seu lábio inferior e senti uma mão apertando forte a parte interna da minha coxa, suspirei. Ele pressionou nossos corpos com força um contra o outro e eu senti um choque percorrendo meu corpo. Encostei-o na parede, com intuito de ficar no comando da situação. Sorri, vitoriosa.
– Gato mia! – Cami gritou. Voltei o dedo indicador na boca de Tomás e mordi o lóbulo de sua orelha.
– Miau. – Fran respondeu.
– Miau. – Leon.
– Miaaaaaaau. – Maxi.
– Assim não vale, vocês estão atrapalhando minha audição felina. – Cami protestou, fazendo todos rirem, menos eu e Tomás, que estávamos compenetrados em outra coisa. Ele, com beijos, fazia o caminho do meu pescoço até onde o decote da blusa que eu usava permitia. Mordia meu próprio lábio. – Violetta, eu sei muito bem que você ainda não respondeu! – continuava protestando.
– Miau! – falei baixinho.
– Mais ALTO. – ela disse e eu tive que desviar minha atenção de Tomás.
– MIAU! – alguém gritou, afinando a voz para se passar por mim. E funcionou.
– Melhorou. – e então, eu voltei a prestar atenção em Tomás. Ele me encarava com os brilhantes olhos azuis e as sobrancelhas arqueadas.
– Vem cá. – puxei-o pela gola da camisa, e antes que nossos lábios pudessem se tocar, ele virou o rosto – Que foi?
– Você, Violetta. Você não decide. Não sabe o que quer. Eu não vou estar sempre aqui, disposto a fazer o que você quer, na hora que você quer. Eu não sou um brinquedinho. E você já deveria saber que Leon também não.
– Ahn? – franzi o cenho. De que ele estava falando?
– Não se faz de tonta. – suspirou – Você só tá fazendo isso porque tá se sentindo ameaçada.
– Ameaçada? – ri baixo e ironicamente – Por quem?
– Pela Lara.
– Isso é uma completa...
– Verdade. – me cortou – Só... Para de ser infantil. Porque isso é realmente muito infantil. – sorriu torto.
– Tomás, eu ainda não te ouvi também! – Camila voltou a falar.
– MIAU. – ele gritou, e saiu correndo pelo quarto. Quando tentou desviar de Cami, ele acabou tropeçando em uma latinha de refrigerante que estava no chão, e então ela conseguiu pegá-lo. Jogamos mais algumas (cinco vezes), quando finalmente cansamos o suficiente para os meninos e Lara irem embora e eu, Fran e Cami irmos dormir.
– Vilu. – Fran me cutucou.
– Que foi? – perguntei, virando para ela, que estava na cama ao lado.
– Preciso falar com você.
– Pode ser depois? – meus olhos se fecharam automaticamente e mesmo se eu quisesse ter ouvido a resposta da minha amiga, eu não ouviria.
– Então o que é? O que vai ser? Vamos Violetta, decida-se! – Tomás apontava o dedo no meu rosto e eu chorava feito uma criança.
– Você não tem direito de gritar comigo!
– Ah é? E você tinha o direito de fazer isso com a minha melhor amiga? Justo com ela, Violetta?! Por causa de ciuminho besta?
– Deixa de ser hipócrita. – rebati, praticamente cuspindo as palavras na cara dele.
– Então você quer falar de hipocrisia agora? Jura mesmo? – seus olhos estavam vermelhos e eu conseguia ver a veia de seu pescoço saltada.
– Eu...
– Você é uma falsa. – ele dizia, entre dentes – A pior delas.
– Não ouse falar assim de mim, depois de tudo...
– Depois de tudo, O QUE? Você só queria alguém pra te ouvir choramingar pelos cantos sobre sua mãe, que tá morta. – ele era rude, era áspero, era quente. Senti lágrimas caindo dos meus olhos.
– Tomás, não fala assim.
– Eu falo porque é verdade. Eu sinto NOJO de você.
– Hipocrisia... – eu me revirava pela cama – Nojo... Falsa. – ouvi um murmúrio e depois senti mãos ao redor do meu corpo me chacoalhando. Acordei.
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