Notas iniciais
HOLA, HOLA, HOLA CHICAS! Boa leitura ;)

POV's Heredia

– Bom dia. — Pablo cumprimentou aos alunos e todos se sentaram nas cadeiras vagas — Hoje vamos trabalhar um exercício diferente. Primeiro, iremos dividir quem fará o quê. Tomás, o solo. Leon e Lara, o dueto. Violetta, Maxi, Ludmila, Fran, Cami, Maxi e Marco, a música em grupo. — todos assentiram, menos Violetta.

– Isso não é justo, Pablo! — disse — Porque Leon tem que fazer o dueto com a Lara? Você sabe o que aconteceu no ano passado, e...

– "E" nada, Violetta. O professor aqui sou eu ou você? — wow, essa doeu no fundo da alma. Violetta olhou para os próprios pés enquanto respirava fundo.

– Pablo, o tema pode ser livre? — acabei perguntando.

– Pode, pode ser livre.

– Ok. — sorri.



Xx



Bati na porta do quarto, e logo Lara a abriu.



– Tomás! Vai embora, eu tô trabalhando no exercício do Pablo.

– Quero ajudar minha melhor amiga. — empurrei-a para o lado e adentrei o quarto.

– Educação mandou lembranças. — rolou os olhos e fechou a porta — Você pensou que Ludmila e Nathalia poderiam estar aqui?

– O que tem?

– Não mereço. — rolou os olhos novamente. Que mania.

– Essa é a música que você vai cantar com o Leon? — me joguei na cama em que Lara dormia e apanhei uma das folhas que estava sobre o cobertor, lendo um dos versos em seguida: — "Toma todo lo que quieras pero vete ya, que mis lágrimas jamás te voy a dar"? Isso é uma música de amor?

– Não, seu idiota. Não é essa. — arrancou o papel das minhas mãos, nervosa — É essa. — entregou-me outra folha. Li um pouco e em seguida me virei para Lara, que estava sentada ao meu lado.

– Vocês não deveriam escrever isso juntos?

– Não necessariamente, ué. — deu de ombros — Eu vou escrever uma parte, ele vai escrever outra, e ai só no refrão vamos nos juntar. Acho que assim não dá tanto problema com a Violetonta.

– "Violetonta"? — gargalhei — De onde você tirou isso?

– É o jeito que a Ludmila usa pra se referir à Violetta, e eu já tô começando a gostar desse apelido.

– Vocês são umas idiotas. — dei uma última risada — Tem um violão aí? — perguntei.

– Tem. — se levantou, e segundos depois de revirar um guarda-roupa, tirou de lá um violão parecido com o meu — É da Ludmila. — me entregou e voltou a se sentar ao meu lado.

– Vocês tão bem amigas, hein? — comecei a dedilhar alguns acordes enquanto afinava o violão.

– Vocês quem?

– Você, Ludmila e Nathalia.

– Elas são legais. — encolheu os ombros e eu a olhei com as sobrancelhas levantadas — Mesmo com o gênio difícil da Ludmila, elas são legais. — completou a frase e eu sorri.

– Que bom que está começando a se enturmar. Depois de quase três meses no colégio.

– Eu não me dou muito bem com as pessoas, prefiro as motos.

– Motoqueira. — ri, e então comecei a tocar os acordes que estavam anotados na folha. Mesmo não sabendo tocar violão, Lara organizava as cifras muito bem, e isso era bom. — Começa a cantar na hora certa, ok? Eu não sei como é, e tal...

– Eu já entendi, Tomás. — riu e eu continuei com os acordes, até que a voz de Lara soou no quarto, e ela começou a cantar:

La sonrisa que me diste hoy

No me la roba ningun ladrón

El destino tenia escrito que crusariamos caminos

Y cuando duermo me despierto en otra realidad


Continuei tocando, mas ela já não cantava mais. Me dei conta que não havia mais letra, e o que viria em seguida ou era a parte de Leon, ou o refrão.


– Ficou bom. — disse.

– Sério? — franziu o cenho e apanhou a partitura — Acho que tá faltando alguma coisa. Eu segui as dicas que o Leon me deu, mas sei lá, não tá bom o suficiente.

– Lara. — a cortei e ela mexeu a cabeça, afirmando que estava prestando atenção no que eu dizia mesmo que olhasse para a folha que tinha em mãos — Tá perfeito.

– Quê? — franziu o cenho e me olhou — Eu acho que entendi errado, desculpa. Você disse que tá perfeito?

– Vai se ferrar. — larguei o violão no canto da cama e um sorriso começou a brotar em seus lábios. Um sorriso vitorioso.

– Eu nem posso acreditar que você, Tomás Heredia, tenha dito que algo que eu, Lara Baccarini, fiz ficou perfeito.

- Você é a pior, Baccarini. A pior. — ri enquanto lhe dava um pedala na cabeça – Preciso ir, ainda não compus nada pro exercício. — caminhei até a porta

- Nos vemos no jantar, então?



Xx



– Fran, você viu a Lara? — perguntei, fazendo com que Francesca parasse de caminhar.



– Não vi não.

– E a Violetta?

– Ela tava na sala de dança esperando alguém, e eu acho que era o Leon. — sorriu.

– Ah, obrigada. Eu vou atrás da Lara. — sorri forçadamente e sai do refeitório, direcionando-me ao prédio principal. Subi até o terceiro andar e então sai pelas salas de dança, à procura de uma que continha alguém dentro. Assim que me preparei para empurrar a porta da última sala, ouvi vozes, e então, detive a mim mesmo. Aproximei o ouvido da porta, e pude reconhecer a voz de Violetta.

– Você tem que jurar que não vai contar nada pra ele! Nem pra ele, e nem pra ninguém.

– Eu já disse que não vou, caramba. — Lara bufou. Espera, Lara? Sim, era a voz de Lara. O que fazia sozinha com Violetta?

– É, mas eu não sei se posso confiar em você. E se ele descobrir? E o meu sonho? Como explica?

– Sonhos são coisas inconscientes e inúteis, Violetta. Eles não se realizam. Você está parecendo uma criança de seis anos, sabia?

– Esse é o meu maior segredo, Baccarini. Não sei como me sentiria se Tomás, Leon, Fran ou qualquer pessoa descobrisse. É sério. Eu estou confiando em você.

– Segredo? — sussurrei, e sem querer, deixei que minha cabeça pendesse para o lado e se chocasse contra a parede. Grunhi de dor.

– Você ouviu isso? — Violetta perguntou — Veio dali! — pude ouvir passos apressados na direção da porta. Sai correndo. Não pagaria para ver o que duas mulheres com um segredo descobrissem que eu sabia que esse segredo existia.

Teria que perguntar a Lara. Eu era seu melhor amigo, ela precisava confiar em mim.

Sai do prédio principal e adentrei correndo o refeitório, logo sentando-me na mesa em que estavam Maxi, Cami e Broduey.

– Que foi, cara? — perguntou.

– Nada. — dei de ombros e bebi um copo de água que estava sobre a mesa.

– Ei, isso era meu! — Camila protestou.

– Desculpa. — sorri torto.

Notas finais
O que acharam? Bjs.