I Just Wanna Stop

35 Superando Antigos Traumas


Notas iniciais
Good night, my darlings! Peço inúmeras desculpas pela demora. Espero que o capítulo grande recompense vocês por isso. *-* Primeiramente, quero agradecer pelos comentários gatíssimos e maravilindos de vocês! *u* *u* Eu realmente espero que vocês gostem desse capítulo, porque eu particularmente amei escrevê-lo. Sem mais delongas... Good read!

Pov. da Lexi

Depois de inúmeras tentativas fracassadas de me comunicar com Elijah, resolvi ligar para o próprio Klaus. Como já era de se esperar, ele não atendeu a nenhum dos meus telefonemas. Comecei a andar de um lado para o outro tentando pensar em algo para resolver aquela situação. Eu não fazia a menor ideia de para onde Klaus tinha ido e também não sabia onde Rebekah estava. A única certeza que eu tinha era que esses dois não podiam se encontrar. Em hipótese nenhuma. Cada vez mais nervosa, voltei ligar, porém dessa vez para Rebekah. Para meu azar e desespero, a Original também estava incomunicável.

À medida que as horas iam se passando e o céu ia escurecendo, eu já estava a ponto de arrancar meus cabelos. Eu não sabia o que fazer, a quem recorrer, para onde ir... Eu me sentia como se tivesse uma bomba relógio em mãos e não houvesse como me livrar dela. Eu estava à beira de um ataque de nervos. Em uma última tentativa de conseguir falar com alguém, resolvi ligar para Marcel. Meu alívio ao ouvir sua voz foi tão grande que eu quase me ajoelhei no meio da rua para agradecer a essa benção.

— Marcel! Graças a Deus! Onde você está? A Rebekah está com você? Vocês precisam sair da cidade o quanto antes! O Klaus... – Falei o bombardeando de perguntas.

— A Rebekah está presa no cemitério. Nós voltamos para buscar Davina. Armamos uma armadilha para as bruxas ressuscitadas, mas só conseguimos matar uma. Bastiana. Infelizmente não foi ela que tomou o lugar de Davina. Nosso plano deu errado e quando tentamos fugir, um feitiço de limite impediu Rebekah de sair do cemitério. Eu consegui escapar, mas ela não. – Interrompeu-me Marcel, me pondo a par da situação.

Fiquei em silêncio por alguns segundos absorvendo as informações. Klaus havia me dito mais cedo que sabia exatamente para onde a irmã iria. Então a essa altura, ele já devia estar a caminho do cemitério. Ou pior, já estava lá.

— Marcel, arranje um esconderijo seguro até as coisas se acalmarem. Eu vou até a Rebekah. Farei o possível para tirar ela de lá antes que Klaus a encontre. – Afirmei já em movimento. Eu precisava chegar ao meu destino o quanto antes.

— Está certo. Tenha cuidado, Lexi. Eu vou tentar achar alguma bruxa para desfazer o feitiço. – Disse ele.

— Okay. Também tenha cuidado. Qualquer coisa me ligue. – Me despedi encerrando a chamada.

Guardei o celular no bolso da minha calça e ignorando os olhares curiosos que eu recebia, comecei a correr em direção ao cemitério. Tempo era algo que eu não tinha no momento. Quanto mais rápido eu chegasse ao Lafayette, mais chances eu tinha de evitar uma tragédia.

Não sei quantos minutos depois, eu finalmente estava diante do portão principal do maldito cemitério. Parando por alguns segundos para recuperar o fôlego, respirei fundo antes de entrar. Nem nos meus piores pesadelos eu imaginei que teria que voltar aqui de noite, sozinha e principalmente em uma ocasião como essa. Eu odiava esse lugar. Ele me trazia péssimas lembranças.

Com o máximo de coragem que eu pude reunir, comecei a minha busca. A sensação de estar ali era horrível. O que eu não daria para estar debaixo das minhas cobertas naquele exato momento. A escuridão só deixava tudo ainda mais tenebroso. Todas aquelas lápides, tumbas e criptas contribuíam ainda mais para o meu desconforto. Porém meu incômodo em estar nesse cemitério era a última coisa que importava agora. Eu tinha que achar Rebekah e tentar tirá-la daqui. Ou então escondê-la até que isso fosse possível.

Ativei o flash da câmera do meu celular, o usando como lanterna. Pensei em chamar pela Original, mas desisti. Se Klaus também já estivesse aqui, ele poderia me ouvir e isso só atrapalharia as coisas. Por esse motivo, tentei fazer o mínimo de barulho que eu conseguia. Enquanto caminhava por aquele lugar sinistro, me lembrei do dia em que eu conheci Klaus. Embora tivessem se passado apenas alguns meses desde o ocorrido, parecia uma eternidade. Tantas coisas haviam mudado nesse período... Independente de como o meu envolvimento com o sobrenatural terminasse, minha vida nunca mais seria mesma. E apesar dos pesares, eu não me arrependia de nada. Talvez eu fosse louca por isso, mas eu realmente não ligava.

(...)

O dia já havia amanhecido. Eu nunca tinha me dado conta do quão grande era esse cemitério até passar a noite inteira vagando por ele sem encontrar nenhum vestígio de Klaus ou Rebekah. Eu praticamente me arrastava por causa do sono e do cansaço. Devido a minha desatenção, acabei tropeçando em um dos inúmeros túmulos. A queda, apesar de um pouco dolorida, serviu para me despertar. Rindo da minha própria desgraça, me calei ao escutar vozes não muito distante de onde eu estava. Coloquei-me de pé novamente e segui na mesma direção do barulho.

Na medida em que eu ia me aproximando, as vozes se tornaram cada vez mais claras. Suspirei de alívio ao me deparar com Klaus e Elijah há poucos metros de distância conversando. Eles estavam de frente um para o outro e enquanto Klaus segurava a estaca de carvalho branco, Elijah estava com a faca do Papa Tunde em mãos. Assim que notaram minha presença, eles voltaram suas atenções para mim.

— Lexi? – Disseram quase que ao mesmo tempo.

— O que faz aqui? – Perguntou Klaus me encarando com surpresa.

— Até que fim eu achei vocês! – Exclamei indo até os dois. – Eu vim impedir que você cometa uma loucura. – Respondi parando próxima a Elijah.

— Você está do lado deles então? – Inquiriu o Híbrido elevando a voz, apontando para mim e o irmão.

— Niklaus, eu entendo a sua raiva. Mas eu te imploro, seja melhor do que o nosso pai, faça o que ele não podia. Demonstre misericórdia em vez dessa crueldade mesquinha. – Pediu Elijah num tom brando.

— Quer que eu seja misericordioso com quem me traiu. Você não me conhece mesmo não é, irmão? – Retrucou Klaus.

Balancei a cabeça. Seria quase uma missão impossível conseguir convencê-lo a perdoar a irmã.

— Klaus, por favor, não... – Comecei, mas fui interrompida por Rebekah.

— Já chega. – Pronunciou-se a Original fazendo com que nos virássemos para ela. – Seja lá o que eu fiz de errado, minha culpa não é nada comparada a sua. Quer vingança? Tudo bem. Mas antes, vou olhar nos seus olhos e te falar, porque foi a sua crueldade e o seu rancor que nos levou a isso. – Proferiu encarando Klaus.

Nesse momento, eu me vi dividida entre a alegria de vê-la bem e o medo do que o seu discurso e a sua presença poderiam causar.

— Pode falar. Diga o que precisa dizer. Quando terminar, te punirei como merece. Mesmo que eu tenha que passar por cima do Elijah e tirar a Lexi do meu caminho para isso. – Garantiu meu melhor amigo com uma expressão resoluta.

Troquei um olhar preocupado com Elijah. Apesar da ameaça, eu tinha certeza de que Klaus seria incapaz de me machucar. Lamentavelmente eu não podia dizer o mesmo sobre Elijah e Rebekah. Tudo o que me restava no momento era rezar para que essa “conversa” acabasse com um entendimento entre eles.

Klaus foi até uma das criptas e sentou sobre ela, nos analisando de cima. Rebekah se aproximou de mim e Elijah, ficando diante do irmão. Apesar das circunstâncias, ela parecia bem tranquila. Ao contrário de mim, que estava a ponto de ter um ataque cardíaco de tanta apreensão.

— Que comece... O julgamento de Rebekah Mikaelson. – Anunciou o Híbrido teatralmente.

— Que alívio, o ego dele está aqui. – Ironizou a Original observando Klaus.

— Só fale a verdade. Vou garantir que ele se comporte. – Comprometeu-se Elijah sentando na beira de um túmulo a nossa frente.

— Você foi acusada de trair seu próprio sangue. Como se declara? – Prosseguiu Klaus.

— Declaro que você se cale e escute. – Rebateu Rebekah.

— Convocou nosso pai, e o trouxe para nossa casa. Que defesa você possivelmente teria? – Questionou Klaus alterando-se um pouco.

— Eu sabia que ele era o único que você teme, e queria que fugisse. – Respondeu a loira.

— Porque me odeia. – Klaus afirmou.

— Porque você era detestável. Você me negou a liberdade de amar. – Justificou-se Rebekah.

— Então essa é sua desculpa? Você chamou Mikael, o Destruidor, o Caçador de Vampiros, porque eu te impedi de ter alguns pretendentes sem graça. – Debochou o Híbrido.

— Você era cruel, controlador e manipulador. – Rebekah o acusou.

— Eu estava tentando te proteger, de imbecis e sanguessugas, sem mencionar o seu mau julgamento. – Defendeu-se Klaus.

— E aquele que amou o suficiente para chamar de amigo? Por que me proíbe de amar Marcel? – Inquiriu Rebekah.

— Nem mencione o nome dele. – Exaltou-se Klaus, colocando-se de pé.

— O que aconteceu com você? Lembro-me do menino meigo que me fazia rir, e me dava presentes. Que amava arte e música. Eu queria ser como você. Como pôde mudar tanto? – Desabafou a Original finalmente silenciando o irmão.

Eu assistia a tudo calada. Nem mesmo eu sabia como me posicionar nessa história. A meu ver, ambos haviam errado. Mas de forma alguma isso era motivo para morte. Elijah, que assim como eu, ainda não tinha se manifestado, levantou de onde estava e voltou para o lado da irmã.

— Você diz que despreza Rebekah pela traição, só que ninguém ficou por tanto tempo ao seu lado, nem mesmo eu. Talvez foi você quem esqueceu. – Alegou Elijah. – Lembro-me do dia em que nosso pai te pegou talhando peças de xadrez com a faca dele. Ele te bateu impiedosamente por tanto tempo, que eu temi por sua vida. E Rebekah o enfrentou somente para protegê-lo. – Recordou-se o Original.

— Você a faz parecer uma irmã leal, mas ela me traiu ao cobiçar Marcel. – Contestou Klaus aparentemente abalado com a lembrança despertada por Elijah. – Talvez foi por isso que o fez... Por amor. Talvez eu possa diminuir minha raiva, se admitir que foi vítima da sua própria idiotice. Que seu grande amor, Marcel, a usou para derrubar essa família e tomar minha cidade. – Assegurou Klaus alterando-se novamente.

— Marcel não me manipulou. – Negou Rebekah. Suas palavras pareceram atingir o Híbrido em cheio.

— Você o defende, e ainda sim não pode evitar se perguntar e se eu estiver certo? – Provocou Klaus mais calmo.

— Nós nos amamos. Foi sua recusa em nos respeitar que o arruinou. – Rebekah o contradisse.

— Então por que ele não foi atrás de você quando fugiu de New Orleans? Sim, isso mesmo. Ele estava aqui, roubando o que eu construí. – Insistiu Klaus.

— Você quer eu renuncie Marcel, que eu implore o seu perdão? Não farei isso. Marcel não é culpado, eu chamei o Mikael. – Foi a vez de Rebekah se exaltar.

— Rebekah, você... – Tentou intervir Elijah, porém foi em vão.

— Fui eu quem o trouxe para New Orleans por causa da sua maldade. Eu queria amor e felicidade, e você me negou a liberdade de tê-los. Sim, eu o odiava e temia nosso pai, mas ele era menos mau do que você, meu irmão bastardo que me assustava, ameaçando como está fazendo agora. Eu queria me livrar de você. E se tivesse a chance, faria de novo. – Despejou Rebekah fitando Klaus.

Nesse instante, qualquer esperança que eu tinha das coisas se resolverem pacificamente entre eles desapareceu.

Klaus lançou-se em direção a Rebekah, mas foi detido por Elijah, que o empurrou para longe. Aproveitei a deixa para me colocar a frente da Original. Assim que o meu melhor amigo se recuperou do golpe, ele começou a caminhar lentamente em nossa direção. Fiz um gesto com a mão para Elijah se manter onde estava.

— Saia do caminho, Alexandra. Eu não estou brincando. – Ameaçou Klaus ainda se aproximando.

— Não. Se quiser mata-la, terá que me matar também. – Afirmei sem me mexer um centímetro.

Klaus parou, me avaliando com descrença. Elijah e Rebekah também pareciam chocados.

— Lexi... Não precisa... – Iniciou Rebekah, porém eu a cortei.

— Você errou e errou feio, Rebekah. Mas Klaus também errou. Todos vocês já fizeram coisas terríveis ao longo dos séculos, portanto nenhum de vocês tem o direito de julgar uns aos outros. – Expressei a minha opinião.

— Eu não vou repetir. Afaste-se dela. – Exigiu Klaus me fulminado com o olhar. Pelo visto, minhas palavras não haviam surtido efeito sobre ele.

— Não. Se não pode perdoa-la pelo que ela fez, então também não merece o meu perdão. Lembra-se do que eu te disse quando fizemos as pazes? “O acolhimento não deve estar ligado ao julgamento. Acolhe-se porque se ama, independente do mérito da pessoa.” – Argumentei o fazendo mudar de expressão. – Vocês são irmãos. A única solução possível para esse dilema é vocês passarem uma borracha no passado e esquecerem o que aconteceu. O que está feito, está feito. Não há como voltar atrás. – Concluí com os olhos fixos em Klaus.

Mesmo um pouco abalado pela minha fala, o Híbrido deu mais um passo a frente. Elijah resolveu se meter.

— Você vai mesmo conseguir carregar a morte da sua própria irmã e da Lexi em suas costas, Niklaus? – Indagou Elijah também apelando para a consciência do Híbrido.

— A coisa mais simples vai ser tirar a Alexandra do meu caminho, Elijah. Eu não preciso mata-la para isso. – Refutou Klaus sem parar sua aproximação.

Olhei brevemente de Elijah para Klaus. Vendo que ele estava mesmo decidido, resolvi tomar uma atitude drástica.

— Não precisa se dar a esse trabalho. Eu tenho uma ideia melhor. – Anunciei liberando o caminho até Rebekah. – Se está mesmo disposto a mata-la, vá em frente. Mas saiba que a nossa amizade morrerá junto com ela. – Assegurei fazendo uma expressão de incredulidade surgir no rosto do Híbrido.

Elijah e Rebekah também pareciam perplexos com a minha atitude. Eu estava jogando alto, mas essa era a única carta que eu tinha. E por mais que me doesse, eu estava sendo mais do que sincera.

— Eu lhe dou a minha palavra de que se você for adiante com isso, eu nunca mais falarei com você. Será como se nunca tivéssemos nos conhecido. Eu esquecerei tudo o que você representa para mim e farei questão de manter a maior distância possível de você. – Prometi o encarando seriamente.

Klaus me analisou por alguns segundos. Ao perceber a veracidade da minha afirmação, um lampejo de receio apareceu em seus olhos.

— A escolha é sua. – Intimei esperando a sua reação.

Depois do que me pareceu uma eternidade, Klaus voltou a se mexer. Senti meu coração acelerar dentro do meu peito. Ele teria mesmo coragem de fazer aquilo.

Aparentemente Elijah tinha chegado à mesma conclusão que eu, pois se colocou a nossa frente, entretanto Klaus foi mais rápido, o atirando para longe. Com o caminho completamente livre, ele seguiu até mim e Rebekah, parando há poucos centímetros de nós.

A essa altura, meu coração já parecia prestes a sair pela boca. Independentemente do que eu tinha dito, eu não deixaria Rebekah morrer. Preparei-me para entrar na frente dela novamente se fosse necessário.

Com a estaca erguida, Klaus aproximou-se ainda mais da irmã. Eu já estava prestes a me colocar entre eles, quando o Híbrido me surpreendeu. Ele abaixou a mão, limitando-se a encarar a Original.

— Vá embora. E nunca mais volte. – Sussurrou entredentes para a loira, me olhando uma última vez antes de nos dar as costas, afastando-se completamente.

Soltei todo o ar dos meus pulmões que eu nem percebi que tinha prendido. Segui Klaus com os olhos até perdê-lo de vista. Troquei um olhar totalmente aliviado com Elijah e Rebekah. Eu nem conseguia acreditar que eu tinha mesmo conseguido evitar que aquela tragédia acontecesse. Ficamos nos encarando em silêncio até Elijah se manifestar.

— Eu vou atrás dele. – Informou saindo e me deixando a sós com Rebekah. Virei-me para ela ainda trêmula. Sem dizer nada, apenas a abracei apertado, sendo retribuída na mesma intensidade.

— Obrigada... Obrigada. Tirando os meus irmãos, ninguém nunca me defendeu assim antes. – Agradeceu ela emocionada.

— Uma grande amiga minha me disse uma vez, que nós, garotas, devemos permanecer unidas. – Citei uma frase que a mesma havia me dito há algum tempo. Rebekah separou-se de mim, abrindo um lindo sorriso.

— Você é extraordinária, Lexi. Nunca conheci alguém como você. – Declarou segurando minhas mãos.

— Eu só fiz o que achava certo. Não me perdoaria se não tivesse feito tudo o que estava ao meu alcance para impedir esse desatino. – Atestei. – O que você pretende fazer agora? – Inquiri após alguns segundos.

— Eu não sei. Acho que vou viajar pelo mundo. Embora não tenha sido da forma que eu gostaria, eu finalmente estou livre. E pretendo aproveitar isso. – Respondeu ela.

— Só não demore muito. Eu sei que logo, logo, você e Klaus irão se resolver. Sem falar que você não pode nos deixar. Eu, Hayley, Elijah... Sentiremos muito a sua falta. – Garanti.

— Não se preocupe. Estarei sempre por perto para o caso de precisarem de mim. Quanto ao Klaus, eu tenho um pedido a te fazer. Por favor, não o abandone. Eu sei o quanto pode ser difícil conviver com ele, mas você é a única que pode ajudá-lo a se salvar de si mesmo. Eu sempre tive essa impressão, mas isso ficou mais do que evidente hoje. – Afirmou olhando em meus olhos.

— Eu acho que eu não conseguiria abandonar aquele cabeça dura nem se eu quisesse. – Brinquei arrancando uma risada dela.

— Eu tenho certeza que não. – Concordou ainda rindo.

— Eu falei com Marcel ontem e ele me disse que conseguiria uma bruxa para desfazer o feitiço que a prendia aqui. Pelo visto, acho que ele conseguiu. – Comentei me referindo ao desaparecimento de Klaus e Elijah.

Fomos juntas até saída do cemitério. Como eu suspeitava, Rebekah passou pelo portão sem o menor problema.

— Então... É isso. – Começou ela, voltando-se para mim. – Qualquer coisa é só você me ligar, que eu venho correndo, não importa onde eu esteja. – Assegurou com os olhos marejados.

— Seja feliz, Rebekah. E nunca se esqueça de que não importa o que aconteça, seus irmãos amam você. E eu também. – Mencionei igualmente emocionada, a abraçando uma última vez antes de ela partir.

Respirei fundo depois que ela se foi, tentando acalmar meus pensamentos e minhas emoções. Eu tinha chegado ao meu limite hoje. Estava esgotada de todas as maneiras possíveis, mas ainda sim havia algo que eu precisava resolver.

(...)

Quando cheguei ao casarão, já havia escurecido novamente. Ou seja, eu estava a mais de vinte quatro horas sem dormir. Tudo o que eu queria no momento era deitar na minha cama e permanecer assim por pelo menos uma semana inteira. Mas eu não podia fazer isso ainda, não sem antes conversar com Klaus. Quase me rastejando, adentrei o pátio, o encontrando vazio, a não ser por Elijah. Não precisei falar para que ele deduzisse o porquê de eu estar ali. Mantendo sua habitual postura séria, o Original limitou-se a indicar a escada.

— Ele está lá em cima. – Disse simplesmente. Assenti com a cabeça indo para os degraus.

Assim que alcancei o segundo andar, decidi começar minha procura pela sala na qual costumávamos ficar. Me senti satisfeita por acertar em meu palpite logo de primeira. Klaus estava de costas para mim, próximo à janela. Fui até ele, parando há poucos passos de distância.

— Eu só... Vim ver como você está. – Comecei, porém ele se manteve imóvel. Suspirei pesadamente me preparando para outra tentativa. – Sobre o que aconteceu no cemitério... Eu realmente sinto muito, mas eu não podia deixar que você fizesse algo que iria se arrepender para sempre. Eu juro que... – Antes que eu pudesse encerrar meu raciocínio, Klaus finalmente virou-se para mim.

— Não fale mais nada. – Ordenou me encarando com um misto de emoções em seu rosto. Se o dia havia sido difícil para mim, eu imaginava como não tinha sido para ele. – Apenas me abrace. – Emendou poucos segundos depois, me pegando completamente de surpresa.

Sem nem pensar, acatei o seu pedido. Eu sabia o quanto ele estava precisando daquilo e de certa forma eu também estava. Naquele momento, tudo o que eu queria era consola-lo e mostrar que eu sempre estaria com ele, independente de qualquer coisa.

Notas finais
E então? O que acharam? Comentem! Beijos!