Notas iniciais
Boa noite, my darlings! O capítulo ficou um pouco grande, mas espero que gostem! Agradeço muito pelos comentários e as favoritações!

Pov. da Lexi

Como de costume, eu estava passando o tempo no Joe. Vim aqui já era um hábito. Hoje o lugar estava vazio e eu aproveitava para desenhar. A tarde estava muito bonita e eu usava isso de inspiração. Queria desviar meus pensamentos de um certo desconhecido com um irresistível sotaque britânico.

Fazia uma semana desde que encontrei Klaus. E por mais que eu tentasse, era impossível mantê-lo longe da minha cabeça por muito tempo. Nem cheguei a comentar com Cami sobre ele. Apesar de compartilhar todos os assuntos com ela, achei melhor manter esse em segredo. Pelo menos por enquanto.

Terminei o último detalhe e dei meu trabalho por encerrado. O desenho não tinha um sentido específico, mas ainda sim era bonito. Guardei minhas coisas na bolsa e fui até o balcão. Além de pagar a conta, queria me despedir de Joe.

— E então? Quanto estou te devendo? – Perguntei parando em frente ao balcão.

— Nada que não possa me pagar com sua companhia. – Joe gracejou me fazendo rir.

— Sério, só vim te dar isso. – Falei entregando-lhe vinte dólares. – E me despedir. – Completei ficando na ponta dos pés para beijar sua bochecha.

— Até logo, Lexi. E tome cuidado na volta para casa. – Respondeu apertando a ponta do meu nariz.

— Não se preocupe. Você sabe que as loiras são as mais fatais. – Brinquei enquanto saía. Pude ouvir seu riso às minhas costas.

Deixei a cafeteria e logo depois escutei alguém chamar meu nome. Virei-me para olhar e dei de cara com Steve. Ele parecia nervoso.

— Está tudo bem? – Perguntei preocupada.

— Está. E-eu... Só... Queria saber se você aceita sair comigo mais tarde. – Gaguejou. Levei alguns minutos para responder.

Não vi razões para não aceitar. Afinal, ele era uma das poucas pessoas que eu conhecia desde que cheguei a cidade. Sem falar que era o mais próximo que eu tinha de um amigo e apesar de mulherengo, era divertido.

— Claro. Por que não? – Respondi. Steve respirou fundo. Ele parecia menos nervoso e agora sorria animado.

— Que tal nos encontrarmos às 22:00, na Bourbon Street? – Sugeriu.

— Por mim está ótimo. – Concordei. Peguei um pedaço de papel e caneta na bolsa e escrevi o número do meu telefone. – Tome. – Disse lhe entregando o papel. Steve me olhou surpreso por alguns segundos.

— Então... Até mais tarde. – Falou parecendo sem graça. Foi impossível não sorrir com a cena.

— Até. – Respondi me virando e seguindo o caminho de casa.

(...)

Eu esperava por Cami deitada no sofá da sala. Queria lhe informar sobre o meu passeio com Steve. Tinha certeza de que ela iria adorar a notícia. Cami sempre foi meio alcoviteira e dizia que eu precisava aproveitar mais a vida. Distraí-me com a televisão até ouvir o som da porta sendo aberta.

— Boa noite! – Exclamou Cami assim que entrou. Ela parecia animada.

— Boa noite. – Respondi.

— Tenho uma coisa para te contar. – Falou deixando algumas sacolas em cima da mesinha de centro.

— Eu também. – Disse sentando. – Você primeiro! – Incentivei desligando a TV.

— Fui convidada para uma festa essa noite e Marcel estará lá. – Contou empolgada. Sorri em resposta.

Marcel era o rapaz com quem Cami estava se envolvendo. Eu não o conhecia, mas sempre que ouvia seu nome sentia algo estranho. Não comentei sobre isso com ela. Cami parecia realmente interessada nele e mesmo geralmente acertando nas minhas impressões, preferi conhece-lo primeiro para depois julgar.

— Isso é ótimo, Cami! – Comemorei.

— Eu sei. E sabe o que é melhor? – Perguntou. Balancei a cabeça em negação. – Finalmente vou poder apresenta-lo para você. – Completou sorridente. Fiquei sem palavras.

— Olha só o que eu comprei. – Informou mostrando as sacolas. Xeretei dentro delas e vi um lindo vestido branco e asas de anjo.

— É lindo. – Elogiei pegando o vestido.

— Não trouxe um para você porque imaginei que usaria aquele longo estampado que comprou antes de mudarmos. – Explicou.

— Tudo bem. – Respondi ainda encantada com o vestido, o colocando com cuidado sobre o sofá.

— E então? O que tinha para me contar? – Perguntou.

— O Steve me convidou para sair hoje à noite. – Respondi. Cami pareceu ficar um pouco triste. Eu sabia que era por causa da festa.

— Que bom, Lexi! É uma pena que não possa me acompanhar, mas... – Ela começou, no entanto eu a interrompi.

— Já tenho a solução para o nosso problema! – Exclamei pulando do sofá. – Marquei com Steve às 22:00 horas. Posso muito bem ir na festa com você. Conheço o famoso Marcel e vou embora em seguida. – Detalhei minha brilhante ideia. Cami deu um gritinho de empolgação e me abraçou.

— É por isso que eu te amo. – Declarou.

— Eu sei. – Retorqui dando de ombros.

(...)

Nesse exato momento eu me arrumava para a festa. Terminei meu penteado e me encarei no espelho. Eu usava um lindo vestido longo com um generoso decote na altura do busto. A maquiagem leve destacava meus olhos e minha boca. Meu cabelo encontrava-se preso em um coque com algumas mechas loiras estrategicamente soltas. Em resumo... Sentia-me no mínimo apresentável para a elegante festividade da noite.

Peguei minha bolsa e deixei o quarto, Cami já aguardava por mim na sala. Vestida literalmente como um anjo, ela estava simplesmente linda. Ao vê-la imaginei se estava vestida corretamente, mas quem se importa? Eu conheceria o tal Marcel e sairia em seguida.

— Nossa! Você está muito bonita! – Elogiou-me.

— Olha só quem fala! Você está mais do que bonita, Cami. – Respondi sorrindo. Ela me encarou encabulada por uns alguns segundos.

— Podemos ir? – Perguntou levantando-se do sofá.

— É claro. – Falei a seguindo até a porta.

Seja o que Deus quiser... Pensei.

(...)

A festa aconteceria na casa do próprio Marcel. Fomos para lá no meu carro. Eu convenci Cami a me deixar comprar um no meu aniversário de dezessete anos e esse foi um ótimo presente meu para mim mesma. Quarenta minutos após sairmos de casa, parei há alguns metros da residência de Marcel.

— Chegamos. – Anunciei olhando Cami pelo retrovisor.

Ela foi no banco de trás por causa da roupa. Seria praticamente um crime estragar qualquer parte daquela produção.

— Okay. – Murmurou enquanto abria a porta do carro. Podia ver de longe seu nervosismo. – Você não vem? – Indagou quando não desci.

— Vou manobrar o carro. – Expliquei.

— Tudo bem. – Respondeu saindo.

— Hey! – A chamei quando já estava há alguns passos de distância. Ela virou para me olhar. – Não se preocupe. Vai dar tudo certo. – A tranquilizei. Cami sorriu para mim e depois seguiu seu caminho.

Estacionei o carro do jeito correto e desci. Demorei um pouco para chegar a festa porque esqueci minha bolsa no banco do carona e tive que voltar para buscá-la. Não foi nada difícil achar o local, só fiz acompanhar o intenso fluxo de pessoas.

Tive um mau pressentimento assim que coloquei os pés naquele lugar. O que Marcel chamava de casa na verdade era um imenso e antigo casarão. Entrei me sentindo completamente deslocada. A maioria das pessoas usavam máscaras e estavam vestidas de forma bem mais espalhafatosa do que eu. Respirei fundo para me acalmar. Estava fazendo isso por Cami e assim que conhecesse seu “famoso” namorado, iria embora. Cheguei ao pátio, onde de fato a festa acontecia, e fiquei ainda mais chocada. Era tudo muito extravagante e pretensioso.

Caminhei em meio aos outros convidados. Avistei minha tutora não muito longe conversando um moreno muito bonito. Olhei ao redor e para minha surpresa, ninguém menos que Klaus Mikaelson estava encostado em um dos bares. Além de estar deslumbrante com um terno escuro, ele parecia acompanhado por uma moça loira muito bonita.

Klaus também já tinha me visto e me encarava com um misto de fascinação e surpresa. Não tive outra reação a não ser ficar parada feito uma estátua o admirando. Nosso contato visual estava tão intenso que até a moça que o acompanhava já havia notado. Ela olhava dele para mim com uma enorme interrogação estampada na testa. Só saí do transe quando ouvi meu nome.

— Lexi? – Chamava-me Cami.

Balancei a cabeça para reorganizar os pensamentos e fui até ela.

— Sim? – Perguntei parando a seu lado.

— Deixa eu te apresentar... Marcel, esta é Lexi. – Disse apontando para mim. – E, Lexi, este é Marcel. – Completou gesticulando para o moreno. Sorri de forma educada.

— É um grande prazer conhece-lo. – Afirmei. – E parabéns pela festa. Está ótima. – Menti. Eu não estava gostando nem um pouco, principalmente agora que tinha visto Klaus, mas para todos os efeitos Marcel não precisava saber disso.

— O prazer é todo meu. – Ele respondeu simpático. – Quando Cami me falou sobre você, imaginei uma garotinha e não uma jovem moça tão bonita. – Elogiou galante. Sorri.

— E quando ela me falou sobre você, disse que era gato. Só não imaginei que fosse tanto. – Retribuí bem humorada. Marcel riu da minha resposta e Cami me olhou constrangida. – Bem... Se me dão licença, vou andar por aí. – Completei me afastando dos dois.

Até que não foi tão ruim, pensei enquanto ia para o bar mais distante. Ficaria somente por alguns minutos e aquele parecia ser um bom lugar para passar o tempo. Encostei-me ao balcão e a imagem de Klaus invadiu minha cabeça. Que diabos ele estava fazendo aqui? E quem é aquela moça? Pulei de susto ao sentir uma mão em meu ombro.

— Calma, sweetie. – Sussurrou uma voz que reconheci imediatamente. Me virei dando de cara com Klaus. Ele estava há poucos centímetros de distância. – Você está maravilhosa. – Comentou sorrindo torto e me olhando dos pés a cabeça.

Juro que perdi o ar. Fiquei o encarando feito uma idiota antes de responder.

— E você até que está bonitinho. – Provoquei. Klaus fez uma careta de descrença. Não consegui conter a risada. – É brincadeira. Você está um verdadeiro pedaço de mau caminho. – Completei.

Pela primeira vez desde que o conheci, vi Klaus rindo. E ele ficava ainda mais bonito desse jeito.

— Não esperava encontra-la aqui. – Falou depois de um tempo, mudando de assunto.

— Digo o mesmo. – Retruquei sincera. Ele abriu seu conhecido sorriso torto.

— O que a traz aqui esta noite? – Perguntou cordial.

— Nada em especial. – Respondi dando de ombros.

— Por acaso conhece o anfitrião? – Voltou a questionar. Ele parecia realmente interessado.

— Não exatamente. Fomos apresentados alguns minutos atrás. – Expliquei. – E você? O conhece? – Foi a minha vez de perguntar. Klaus aparentou ponderar por um tempo.

— Você nem imagina o quanto. – Respondeu indecifrável.

O encarei e ele fez o mesmo comigo. Desviei o olhar e apreciei o ambiente. Reparei que a moça que estava com Klaus quando cheguei nos observava.

— Não devia deixar sua acompanhante sozinha. – Afirmei olhando para a moça que nos fitava com curiosidade.

Klaus seguiu meu olhar, voltando a me encarar logo depois. Ele parecia se divertir com alguma coisa.

— Rebekah? – Indagou apontando para ela. – Eu lhe garanto que minha irmã aprecia bem mais a festa do que minha companhia. – Concluiu. Era perceptível o sarcasmo em suas palavras.

Não pude deixar de me surpreender. Então eles são irmãos. Pelo que percebi, beleza era coisa de família. Senti algo estranho no jeito que ele se referiu a irmã, assim como senti no modo como falou sobre Marcel. Ficamos calados por alguns minutos apenas nos encarando. Klaus parecia prestes a dizer algo, mas meu celular vibrou em minha bolsa e eu o peguei. Era uma mensagem.

Já cheguei. Onde você está?

Steve.

Guardei o celular novamente e encarei Klaus.

— Sinto muito, mas tenho que ir. – Falei saindo.

Procurei por Cami para me despedir, mas a vi dançando com Marcel e achei melhor não interromper. Antes de ir, olhei em direção a Klaus e ele ainda me olhava. O admirei por alguns segundos e depois fui embora.

Assim que entrei no carro, peguei a sacola com roupas normais que eu tinha trazido e comecei a me trocar. Pensaria no Mikaelson depois. Já estava mais do que atrasada para o meu encontro com Steve.

Pov. do Klaus

Minha vida estava mais complicada a cada dia. Depois de empalar Elijah, o entreguei a Marcel como uma oferta de paz. Meu plano estava dando certo e Marcel estava mais do que feliz comigo, no entanto Rebekah apareceu e quando descobriu o que eu tinha feito com nosso irmão quis que eu o pegasse de volta. Não dei muita importância a ela, mas seu temperamento impulsivo era sua marca registrada. Por isso, minha irritante irmã caçula lançou-se em uma fracassada missão de regaste.

Rebekah não conseguiu Elijah, entretanto conseguiu uma informação muito preciosa. A arma secreta que Marcel fazia tanta questão de esconder e que ele usava para controlar as bruxas era nada mais que uma garota. Uma bruxa adolescente muito poderosa chamada Davina. Confesso que senti um pouco de remorso ao saber que Elijah corria perigo. Davina o tinha em suas mãos e eu possuía uma vaga noção do seu poder. A solução foi me juntar a Rebekah para resgatarmos Elijah e depois roubar Davina de Marcel. Obviamente Rebekah só se importava com a primeira etapa do plano, a segunda era por minha conta.

Como se não bastasse meus problemas fraternais, Hayley também não me dava sossego. No dia posterior a chegada de Rebekah, ela foi ao Quarter e comprou wolfsbane para abortar o meu filho. Quase a estrangulei, mas Rebekah me impediu. Não que eu fosse o mais ansioso dos homens para ser pai, muito pelo contrário. Em princípio eu nem queria essa criança, mas a ideia de que talvez ela não chegasse a nascer me abalou de alguma maneira.

Hayley pareceu pensar melhor e resolveu que também queria aquele filho. Fiquei mais aliviado. Até nascer a criança seria totalmente depende dela e eu nada poderia fazer se ela a matasse. É claro que eu me vingaria, mas ainda sim não chegaria a ter meu filho. Depois de tudo resolvido com Hayley, voltei meu foco ao principal: O regaste de Elijah.

Minha primeira tentativa foi pedir a Marcel que devolvesse meu irmão, porém como o esperado ele não o fez. Segundo Marcel, seus homens estavam preocupados com os Originais de volta a cidade e ele precisava acalmá-los mostrando que permanecia no comando. Parti então para a alternativa B. Guerra. Já tinha tudo arquitetado em minha cabeça. Era um esquema com muitos peões, mas fazer o que? Esta noite Marcel daria uma festa beneficente para o Conselho da cidade. Eu iria com Rebekah para colocarmos nossa armação em prática.

(...)

Cheguei à festa com Rebekah e não pude deixar de sorrir ao ver o belo cenário que Marcel havia preparado. Combinaria perfeitamente com os acontecimentos da noite. Olhei ao redor e vi ninguém menos que Cami, a bartender do Rosseau’s por quem Marcel era apaixonado. Fiquei encantado. Cami exercia uma atração estranha sobre mim e eu gostava da forma que ela via as coisas. Nas poucas ocasiões em que nos falamos senti uma grande empatia por ela.

— O que ela faz aqui? – Perguntei para Rebekah. Tinha certeza de que ela era a responsável por Cami está ali.

— Tem jeito melhor de distrair Marcel do que colocar seu amor humano em uma sala cheia de vampiros? – Respondeu irônica, indo em direção a Cami.

Observei as duas. Rebekah teve um caso com Marcel muitos anos atrás e eu duvidava que ela o tivesse esquecido. Caminhei até elas.

— Ele é o famoso vai e vem? – Indagou Cami se referindo a mim quando me viu.

— Ele é o irmão, na verdade. – Esclareci. – E minha irmã tem razão, você está demais. – Elogiei.

— Você também sabe se arrumar. – Ela retrucou.

— Não se engane, love. Sou o demônio disfarçado. – Repliquei divertido. Cami sorriu. Mal sabia ela que essa frase não podia estar mais correta.

— Continuem conversando. Preciso de uma bebida. – Disse Rebekah antes de sair. Estendi o braço para Cami.

— Vamos? – Perguntei.

— Claro. – Ela respondeu enlaçando seu braço no meu e me acompanhando.

Fomos até um bar. Após pedir um uísque, notei que Cami observava Marcel e Rebekah conversando no lado oposto ao nosso.

— O cara de quem Rebekah estava falando... Sinto que é o Marcel. – Comentou. Olhei na mesma direção que ela.

— Não me preocuparia com isso. – Aconselhei. – História antiga. – Expliquei vagamente. O que de fato, não deixava de ser verdade.

— Estou começando a achar que sua irmã é uma vadia. – Confessou desviando a atenção dos dois e me olhando.

Essa era uma das coisas que eu gostava nela, seu jeito espontâneo. Tive que rir do seu comentário.

— É como se ela tivesse inventado o termo. – Afirmei. E mais uma vez, eu estava coberto de razão.

A encarei por alguns minutos. Lhe contaria algumas histórias sobre Marcel e Rebekah, mas vi Marcel caminhar em nossa direção e achei melhor deixa-los sozinhos. Juntei-me a minha irmã no outro bar. Olhei em direção a entrada e não acreditei quando vi quem estava chegando.

Alexandra andava em meio aos outros convidados e parecia procurar alguém. Ela estava simplesmente linda. Seu vestido com um provocante decote na altura do busto lhe dava um ar sensual e deixava completamente fácil esquecer que ela ainda era uma menina. O rosto angelical que ela possuía e o corpo exuberante que exibia agora era uma combinação letal.

Mantive meus olhos nela e vi o exato momento em que ela percebeu minha presença. Como sempre que me encontrava, sua feição parecia tomada de surpresa. Não quebrei o contato visual e até Rebekah percebeu nossa troca de olhares. Eu sabia que ela me encheria de perguntas depois, mas no momento a única coisa que me importava era admirar Alexandra.

Algo pareceu despertá-la e ela cruzou o salão. Lexi foi em direção a Marcel e Cami, o que me fez usar minha audição de vampiro para ouvir a conversa.

— Deixa eu te apresentar... Marcel, esta é Lexi. – Disse Cami apontando para Alexandra. – E, Lexi, este é Marcel. – Completou gesticulando para o vampiro.

Não tive outra reação a não ser surpresa. Nunca passou pela minha cabeça que Cami conhecia Alexandra. Qual seria a ligação entre as duas?

— É um grande prazer conhece-lo. – Escutei Alexandra dizer.

— O prazer é todo meu. – Respondeu Marcel, dado como sempre. – Quando Cami me falou sobre você, imaginei uma garotinha e não uma jovem moça tão bonita. – Elogiou. Vi Lexi sorrir.

— E quando ela me falou sobre você, disse que era gato. Só não imaginei que fosse tanto. – Alexandra respondeu arrancando uma risada de Marcel.

Não sei porquê, mas aquela conversa me irritou profundamente. Como se não bastasse Cami, Marcel também colocaria suas garras em Alexandra? Voltei minha atenção para o trio.

— Bem... Se me dão licença, vou andar por aí. – Informou Alexandra se distanciando do casal.

Senti um certo alívio. Agora eu teria a chance perfeita para me aproximar dela. Deixei o copo de uísque no balcão.

— Aonde vai? – Questionou Rebekah.

— Cumprimentar uma conhecida. – Respondi antes de sair.

Caminhei até Lexi e parei um pouco atrás dela. Alexandra estava tão distraída que pulou de susto quando toquei em seu ombro.

— Calma, sweetie. – Sussurrei a tranquilizando. Alexandra virou para me olhar e não pude deixar de ficar fascinado com sua beleza. – Você está maravilhosa. – Assegurei a olhando dos pés a cabeça.

Lexi pareceu ficar sem palavras e me encarou por um tempo antes de responder.

— E você até que está bonitinho. – Falou. Não contive a expressão de descrença. Eu ouvia muitas coisas das mulheres, contudo essa não era uma delas. Por incrível que pareça, Alexandra estava rindo. – É brincadeira. Você está um verdadeiro pedaço de mau caminho. – Confessou.

Foi a minha vez de rir. Eu adorava pessoas espirituosas e Lexi revelava ser uma delas.

— Não esperava encontra-la aqui. – Comentei sincero. Ela era a última pessoa que eu imaginei ver hoje.

— Digo o mesmo. – Rebateu fazendo com que eu abrisse um sorriso. Estava aí outra coisa que me agradava nela, seu atrevimento.

— O que a traz aqui esta noite? – Perguntei o mais dócil possível.

— Nada em especial. – Respondeu dando de ombros. Como sempre escorregadia.

— Por acaso conhece o anfitrião? – Sondei. Muito me interessava saber se ela tinha algum tipo de ligação com Marcel.

— Não exatamente. Fomos apresentados alguns minutos atrás. – Esclareceu. – E você? O conhece? – Indagou em seguida. Pensei bem antes de responder.

— Você nem imagina o quanto. – Falei enigmático.

Ela me encarou e eu fiz o mesmo. Ficamos assim por alguns minutos até algo atrás de mim capturar sua atenção.

— Não devia deixar sua acompanhante sozinha. – Observou olhando para alguém.

Segui seu olhar e vi que ela falava de Rebekah. Certamente minha irmã estava ouvindo a conversa para depois me interrogar. Fiquei surpreso por Lexi perceber que eu estava acompanhado. Era sinal de que ela havia prestado muita atenção em mim.

— Rebekah? –Perguntei apontando para a vampira. – Eu lhe garanto que minha irmã aprecia bem mais a festa do que minha companhia. – Expliquei.

Apesar do sarcasmo só tinha dito verdades. Ultimamente, qualquer coisa era melhor para Rebekah do minha companhia. Lexi não respondeu. Ficamos apenas nos encarando. Assim como quando a encontrei no bar, fiquei intrigado com ela. Uma aura de mistério e encanto parecia cerca-la. A apreciei por mais alguns minutos. Perguntaria sobre como tinha sido sua semana, mas seu celular nos interrompeu.

Alexandra pareceu ter recebido uma mensagem. Depois de ler, ela me encarou apressada.

— Sinto muito, mas tenho que ir. – Despediu-se saindo.

Observei-a partir. Trocamos um último olhar antes que ela deixasse o pátio. Suspirei com pesar ao ver Rebekah vindo em minha direção.

— Que diabos foi aquilo? – Perguntou assim que estava ao meu lado.

— Agora não, irmã. – Encerrei o assunto fazendo com que ela me encarasse incrédula. – Chega de distrações. Está na hora da ação. – Afirmei assumindo meu costumeiro tom de comando.

Rebekah me olhou insatisfeita. Ela estava morrendo de curiosidade, mas sabia que eu tinha razão. Olhei para o centro do salão e vi Marcel completamente entretido dançando com Cami. Era o momento perfeito para iniciarmos os trabalhos da noite.

Notas finais
Comentem! Beijos