I Just Wanna Stop

4 Curiosos Acontecimentos


Notas iniciais
Good night, lovelies! Primeiramente, quero pedir imensas desculpas pela demora. É que as aulas voltaram e eu também estou com uma nova fic, por isso o tempo ficou meio curto. Prometo demorar o mínimo possível nos próximos capítulos! :D Quero muito agradecer pelos comentários, ADOREI todos! Sem mais delongas... Espero que gostem!

Pov. da Lexi

Cheguei ao local do encontro extremamente atrasada. Fiquei feliz e surpresa por Steve ainda me esperar. Ele andava de um lado para o outro com o celular nas mãos. Sua expressão me fez sentir ainda mais culpa. Steve parecia preocupado.

Apressei-me em sua direção. Tinha mandado uma resposta a sua mensagem no caminho, mas isso foi há no mínimo quarenta minutos atrás. Parei a poucos passos de Steve. Assim que me viu, seu rosto foi tomado pelo alívio. Fiquei surpresa ao sentir ele me abraçar.

— Pensei que tivesse acontecido alguma coisa. – Falou. Retribuí o abraço. Ele tinha mesmo se importado.

— Eu realmente sinto muito, Steve. Tive que ir a uma festa com Cami e acabei me atrasando. – Justifiquei enquanto me afastava.

— Tudo bem. – Ele respondeu amável. Sorri para ele.

Steve se mostrava bem diferente do que eu imaginava. Dizem que não se deve julgar um livro pela capa. No meu caso, eu não devia julgar as pessoas por seu passado.

— Não sei você, mas acho que já perdemos muito tempo aqui. – Observei em tom de brincadeira.

— Está coberta de razão. – Concordou Steve. – Vamos, irei te mostrar como são as noites em New Orleans. – Acrescentou animado.

Enlacei o meu braço no seu e seguimos para a área mais movimentada da rua. Essa noite tinha tudo para ser inesquecível.

(...)

Já era madrugada. Eu caminhava pela rua ao lado de Steve com a mesma empolgação de uma criança que visita pela primeira vez um parque de diversões. Aquela parte da cidade era simplesmente incrível e eu estava adorando cada minuto. Apesar do horário, tudo estava muito movimentado e alegre e eu não tinha a menor pressa em voltar para casa.

— Esse é o último, eu prometo. – Afirmou Steve enquanto abria a porta do bar para mim em um gesto cavalheiresco.

Já tinha perdido a conta de quantos bares tínhamos visitado. Não que estivéssemos nos embebedando, muito pelo contrário. Além de não ser adepta do álcool, era responsável o suficiente para não misturá-lo com direção, uma vez que iria dirigir até em casa. E Steve, como o bom amigo que estava se revelando, me acompanhou e bebeu pouco o suficiente para manter-se sóbrio. O fato era que os bares da Bourbon Street ofereciam muito além das bebidas, como por exemplo, excelentes apresentações de música ao vivo.

— Não se importe comigo. Por mim ficaria aqui até o sol raiar. – Falei animada.

O lugar estava bastante cheio e animado. Tocava uma música empolgante de fundo.

— Para sua sorte, Joe me deu o dia de folga amanhã, portanto podemos aproveitar mais um pouco. – Respondeu me levando para onde as pessoas dançavam.

O segui e arrisquei alguns passos. Não que eu fosse uma dançarina de jazz, mas a música era tão envolvente e contagiante que não tinha como ficar parada. Steve, ao contrário de mim, dançava muito bem e ainda me conduzia, me fazendo rir muito.

Depois de mais algumas músicas deixamos o estabelecimento e fomos embora. Arrisquei ver as horas no celular e passava das duas e meia da manhã, mas não me importei muito.

Se fosse qualquer outro dia, eu estaria desesperada porque Cami certamente já estaria morrendo de preocupação a essa altura. No entanto, eu tinha certeza de que quando chegasse em casa a encontraria bem feliz por causa de Marcel. No fim... o que importava mesmo era que a noite foi ótima e eu não tinha como eu ficar mais feliz do que isso.

Apesar de garantir que não havia necessidade, Steve insistiu em me levar até o carro. Segundo ele, não era sensato deixar alguém como eu andando sozinha à uma hora daquela. Quando paramos em frente ao meu carro, Steve o avaliou por um momento e fez cara de aprovação. Homens...

— Está entregue. – Anunciou.

— Obrigada por hoje, Steve. De verdade. Foi a coisa mais legal que fiz em anos! – Agradeci sincera.

— Disponha, Lexi. E não tem que me agradecer por nada. Adorei passar esse tempo com você. – Disse sorrindo. Não consegui não retribuí.

— Ainda sim, fico muito grata. E mais uma vez, me desculpe pelo atraso. – Insisti. Steve não respondeu, apenas sorriu.

— Não se esqueça de me mandar uma mensagem avisando que já chegou em casa. – Pediu.

— Está certo. – Respondi. – Tem certeza de que não quer uma carona? – Perguntei novamente. Eu já tinha oferecido antes, mas ele recusou.

— Tenho. Eu moro bem mais perto do que você e não quero te deixar mais tempo do que o necessário sozinha na rua. – Respondeu. O encarei por alguns segundos.

Steve estava se mostrando um ótimo amigo. Lhe dei um beijo na bochecha. Ele ficou surpreso com meu gesto, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, entrei no carro.

— Até mais. – Me despedi antes de arrancar.

— Até! – Ouvi gritar.

Acenei um pouco e acelerei em direção à avenida principal. O tráfego estava livre e eu logo estaria em casa.

(...)

Abri a porta fazendo o mínimo de barulho possível, já ia dar quase quatro horas. Fui ao quarto de Cami na ponta dos pés. Ela dormia tranquilamente, então encostei a porta e segui para o meu quarto. Coloquei a sacola com o vestido da festa em cima da escrivaninha e comecei a tirar a roupa, louca para tomar um banho.

Depois do banho tomado, vesti meu pijama e peguei meu celular me jogando na cama. Mandei uma mensagem para Steve.

Lexi: Já cheguei. E você?

Ele respondeu imediatamente.

Steve: Também. Já estou até jogado na cama.

Lexi: Então somos dois! hahaha

Steve: Pena que não é na mesma. :'(

Estou brincando! hahahaha

Tenha uma boa noite...

Quer dizer... Um bom dia, Lexi.

Ri muito enquanto lia. Mandei uma resposta simples e categórica.

Lexi: Tenha um bom dia, Steve. :)

Desliguei o celular e o coloquei no criado mudo. Por mais incrível que pudesse parecer, eu não estava com um pingo de sono. Todos os acontecimentos da noite perturbavam meus pensamentos e Klaus, como de costume, estava no centro deles. Senti uma forte intuição quando lembrei da nossa conversa durante a festa. Seja o que for que ele esconde, eu sabia que acabaria descobrindo. Mas se isso seria bom ou ruim, era outra questão.

Fiquei ruminando o assunto até que o sono finalmente me pegou. Fechei os olhos e mais uma vez lá estava ele, o homem dos meus sonhos. Extremamente bonito, misterioso e com um irresistível sotaque.

Pov. do Klaus

Ficamos observando Marcel e Cami dançando até o momento em que Diego surgiu e interrompeu os dois, abordando Marcel. Rebekah aproveitou sua deixa e saiu para encontrar Sophie Devarux. Continuei no mesmo lugar.

Depois de ouvir o que Diego tinha para lhe dizer, Marcel ficou possesso de raiva. Pediu licença a Cami e acompanhou seu capanga até a entrada do pátio onde Thierry e outros vampiros esperavam. Assim que chegou até o melhor amigo, Marcel o prensou na parede, cobrando respostas. Sorri satisfeito. Até aqui meu plano corria perfeitamente bem.

Para salvar sua namorada bruxinha do ataque de um de seus companheiros, que por sinal foi compelido por mim, Thierry desacatou a principal regra de Marcel: não matar um vampiro. Agora ele estava em maus lençóis e se Katie, sua ingênua namoradinha, quisesse salvar seu verdadeiro amor, precisaria usar magia, o que permitiria Sophie fazer um pequeno feitiço de localização ao mesmo tempo, sem ser descoberta.

Marcel subiu com Thierry e os demais para o segundo andar e continuou a discussão na varanda. Prestei atenção em tudo que diziam e quando desvie os olhos, avistei Cami não muito longe olhando para o mesmo ponto que eu reparava segundos atrás. Aproximei-me dela.

— Você tinha razão, love. – Falei fazendo com ela me encarasse.

— Ele é temperamental, não é? – Comentou voltando seu olhar para cima. Não respondi. Ficamos em silêncio por um momento antes de ela prosseguir.

— Acho que é esse o momento no qual me lembro o que é melhor. – Disse me lançando um último olhar e saindo em seguida.

A decepção de Cami era nítida, mas eu resolveria isso mais tarde. Logo após sua saída, Josh, meu espião nos domínios de Marcel, chegou e eu lhe entreguei o envelope com o que seria a cartada final.

Por tantos anos de lealdade e amizade, corria o risco de Marcel deixar passar o erro de Thierry. Entretanto, se ele achasse que além de desobedece-lo, seu braço direito pretendia traí-lo, Marcel não perdoaria de forma alguma.

Assisti tudo como um telespectador privilegiado. Como eu previ, assim que viu o feitiço para a fabricação de anéis do dia para vampiros, Marcel se enfureceu e condenou Thierry sob a alegação de traição. Sorri diabolicamente e observei enquanto se preparavam para leva-lo.

— E que comece. – Murmurei para mim mesmo. Estava na hora do espetáculo.

(...)

Segui Marcel e seus vampiros. Mantive-me afastado aguardando o momento certo de agir. Como o esperado, Katie apareceu e os interceptou no caminho derrubando a todos com um feitiço. Quando a bruxinha estava para matar Marcel, surgi e quebrei seu pescoço.

Enquanto os outros vampiros se recuperavam, Thierry correu até o corpo de sua amada e a segurou em seus braços chorando sua morte. Não pude evitar em pensar o quanto aquilo parecia patético. Marcel, assim como eu, apenas observou a cena em silêncio.

Depois de levar Thierry para cumprir sua sentença, Marcel voltou sozinho. Eu esperei por ele e nos servi um drink. Estávamos na mesma varanda que horas antes ele tinha discutido com Thierry. Marcel tomou a bebida em um único gole.

­– O quanto Cami viu? – Perguntou parecendo preocupado. Dei de ombros antes de responder.

— Apenas uma discussão, amigo. Nada que não possa resolver. – O tranquilizei, mas não fui cem por cento sincero. Com a cara que Cami saiu daqui, não me espantaria se ela o dispensasse. – Gosta mesmo dela não é? – Perguntei realmente curioso.

— Gosto do fato dela não fazer parte de nada disso. Às vezes é bom ver o mundo como os humanos. – Respondeu.

Involuntariamente a imagem de Lexi surgiu em minha cabeça. Não fiz nenhum comentário, pois entendia perfeitamente o que ele quis dizer. E antes que perdesse o foco, mudei o rumo da conversa.

— Sinto muito pelo Thierry, sabia? Dá para ver que ele era um bom amigo. – Falei fazendo Marcel suspirar.

— Eu criei o que ele era. Está claro que confiei na pessoa errada. – Retorquiu.

— Isso não facilita as coisas. – Rebati.

Marcel me olhou por um momento e não respondeu. Tomei um gole do meu uísque.

— Você me salvou hoje. Suponho que te devo uma. – Disse. Virei para olhá-lo e camuflei meu contentamento. Eu tinha conseguido exatamente o resultado esperado. – Você queria o seu irmão de volta. É o mínimo que posso fazer. – Concluiu.

O encarei por alguns minutos sem dizer nada. Depois de mais um drink me despedi de Marcel e ganhei às ruas. A noite tinha sido perfeita e agora eu tinha tempo para cuidar de outros assuntos.

Encontrei Cami em um bar e não perdi a oportunidade de acertar algumas coisas. Ela estava sentada em frente ao balcão e bebia algo. Caminhei até ela e sentei ao seu lado.

— Cami... – Falei, mas fui interrompido por ela.

— Nem comece. Eu sei como funciona o código dos homens. Você quer limpar a barra do seu amigo. – Disse parecendo chateada. Estava óbvio que falava de Marcel. – É muita gentileza sua, mas... – Continuou, no entanto dessa vez fui eu quem a interrompi.

— Mas já a magoaram antes. E agora não quer mais arriscar. – Completei sua frase. Pela forma como reagia agora, ficava óbvio que algo a tinha machucado no passado.

— Algo assim. O homem que vi esta noite... Não é quem eu imaginava. – Respondeu. – E se ele foi capaz daquilo...

— Está parecendo mais do que um coração partido. – Observei a interrompendo novamente. Cami me encarou. – Alguém quebrou sua confiança. – Prossegui.

Cami continuou me encarado. Eu sabia que ela estava impressionada por eu deduzir tanto a seu respeito, mas ela parecia um livro aberto. Havia algo nela que me tocava de alguma forma.

— Camille, a bartender corajosa. – Gracejei. Cami agora me olhava com certa intensidade e mesmo sem querer me vi retribuindo, mas recuperei-me a tempo. – Sinto muito. Mas preciso que dê outra chance ao Marcel. – Falei.

Cami limpou a garganta parecendo surpresa.

— Nossa. Acho que entendi tudo errado. – Afirmou desconcertada.

— Não, você entendeu corretamente. – Corrigi. Até porque eu realmente sentia alguma empatia por ela. – Mas cada um de nós tem seu papel. – Terminei sorrindo brevemente.

Apesar de simpatizar com Cami, ela era indispensável nos meus planos conspiratórios contra Marcel, por isso não tinha como não usá-la. Virei-me para ela e encarei seus olhos.

— Você se encontrou com Marcel. Vocês dançaram. Você se sentiu mal com a briga que ele teve com o amigo dele. Mas fora isso, tudo o que lembrará... É que foi tudo perfeito. – Ditei a compelindo.

Cami me olhava inexpressiva e foi nesse momento que me lembrei de outro ponto intrigante da noite.

— De onde conhece Alexandra McCartney? – Perguntei.

Cami pareceu estranhar a pergunta, mas por estar sob os efeitos da hipnose respondeu.

— Ela é minha protegida. Sou a tutora legal dela. – Disse simplesmente.

Não pude conter a surpresa. Então era essa a ligação entre as duas?

— Porque ela saiu da festa tão cedo? – Voltei a questionar, lembrando-me do modo como Lexi havia se despedido.

— Ela tinha outro compromisso. Um encontro marcado com um rapaz. – Esclareceu.

Por algum motivo, aquela informação me incomodou. Isso explicava bem o fato de ela ter saído correndo e me largado sozinho no meio da festa após receber uma mensagem.

Balancei a cabeça para espantar tais pensamentos. Nada disso tinha importância... Pelo menos por enquanto. Voltei a encarar Cami.

— Termine seu drink e depois vá para casa. Esqueça essa nossa conversa. Lembre-se apenas da sua incrível noite com Marcel. – A hipnotizei, saindo em seguida. Iria para casa.

(...)

Ao chegar em casa me deparei com Rebekah debruçada sobre o piano, dedilhando o teclado sem tocar nada em especial. Ela parecia desapontada.

— Essa noite foi uma grande decepção. – Comentou quando me viu.

— Pelo contrário, irmã. – Discordei pondo a máscara que devia ter usado na festa em uma prateleira. – Está noite foi esplêndida. – Retorqui bem humorado. No resumo, a noite havia mesmo sido bem proveitosa.

— Está louco? Katie morreu antes que Sophie terminasse o feitiço. – Informou revoltada.

— Eu sei disso. Eu matei Katie. – Disse com simplicidade enquanto pegava o uísque que estava em uma mesinha no canto.

— Você fez o quê? – Indagou Rebekah sem acreditar.

— Certamente nossa bruxinha suicida tentaria levar Marcel junto. – Expliquei pondo a bebida em um copo. Rebekah levantou e andou até mim parando há alguns passos de distância. – Eu salvei a vida dele e por isso... Eu o tenho exatamente onde eu quero. – Concluí terminando os nossos drinks. Virei-me para minha irmã e sua expressão era de indignação.

— Sophie confiou em você. Eu confiei em você, contra todos os meus instintos. – Acusou. Aproximei-me dela.

— Acorde, Rebekah. – Mandei enquanto colocava o drink que tinha preparado para ela sobre o piano. – As bruxas não estão do nosso lado. A garota, Davina, é o que elas querem. O que acha que vai acontecer quando a tiverem? Uma trégua? É claro que não. Elas usarão o poder de Davina contra todos nós. – Discursei.

— Mesmo que seja verdade, o plano era encontrar Elijah e você nos fez falhar. – Contra argumentou.

— Você nunca teve fé. Ao proteger Marcel, eu ganhei a confiança dele. Tanto é que ele concordou em devolver Elijah para nós. E quando for a hora certa, depois que ele me contar tudo que eu quero sobre Davina... Ela será minha. – Afirmei. Rebekah me encarava com decepção e um certo desprezo.

— Eu tenho toda a fé que você conseguirá o que quer, Nik. Você sempre consegue. Não importa o que aconteça ao resto de nós. – Rebateu. Nos encaramos por um tempo. – Você me dá nojo. – Disse por fim.

Rebekah bebeu um gole do seu uísque e virou-se para sair da sala, mas parou no caminho e voltou-se novamente para mim.

— Antes que eu me esqueça, quem era aquela garota? – Perguntou.

Evitei um suspiro. Pensei que ela já tivesse esquecido esse assunto.

— Uma conhecida, como eu já havia lhe dito. – Respondi cínico. Minha irmã sorriu debochada.

— Não foi essa a impressão que eu tive. Como é mesmo o nome dela? Lexi não é? Qual o seu interesse nela? – Procurou saber.

A encarei por um longo minuto antes de responder. Nem eu mesmo sabia a resposta para essa pergunta. Mas mesmo se soubesse, Rebekah seria a última pessoa para quem eu contaria.

— Não lhe devo satisfações, Rebekah. – Retruquei por fim, mantendo minha postura indiferente.

Minha irmã pareceu me analisar. Ela balançou a cabeça em negação e mais uma vez eu podia ver desprezo no seu olhar.

— Seja quem for essa garota, eu sinto pena dela. – Foi tudo que disse antes de me dar às costas e sair me deixando sozinho no cômodo.

Fiquei parado no mesmo lugar por alguns minutos, absorvendo as palavras de Rebekah. Apesar de ela não acreditar e não me entender, eu estava fazendo tudo aquilo para recuperar o que um dia pertenceu a nossa família. E quanto a Lexi, eu ainda não sabia qual era minha relação com essa garota, mas alguma coisa me dizia que ela viria a me ser útil.

Decidido a esquecer esta discussão tola com minha irmã, fui procurar Hayley. Apesar do pouco tempo de convivência, ficou claro que ela já tinha se afeiçoado a Elijah e achei bom lhe dar a notícia de que em breve ele estaria de volta. Encontrei a mãe do meu filho no escritório. Ela estava sentada na cadeira atrás da mesa com um notebook no colo. Hayley parecia entretida em alguma pesquisa. Andei até ela.

— Pensei que gostaria de saber... Que Elijah está voltando para casa. – Informei. Como o esperado, ela pareceu feliz.

— Meus parabéns. Creio que ser malvado tem suas vantagens. – Brincou.

Ignorei a ironia e olhei ao redor. Vi um dos velhos diários de Elijah aberto sobre a mesa, sinal de que ela o estava lendo.

— Você mal o conhece e já sente a falta dele. O que meu irmão tem que o leva a ser admirado em tão pouco tempo? – Perguntei realmente interessado na resposta.

Elijah sempre conseguia cativar as pessoas e eu, de certa forma, o invejava por isso. Hayley pareceu pensar bem antes de responder.

— Ele foi gentil comigo. – Respondeu simplesmente. Observei-a por um momento.

Então tudo se tratava disso... Gentileza. Não tinha mais nada para dizer, então me virei pronto para sair, porém parei ao ouvir Hayley me chamar.

— Hoje eu descobri uma coisa. – Começou. Continuei de costas, esperando ela terminar. – Eu acho que é menina. – Falou por fim. Fiquei paralisado por alguns instantes. Então eu teria uma filha?

Antes que me desse conta, um sorriso surgiu em meu rosto. Não virei para olhar Hayley, apenas continuei andando a caminho do meu quarto. Não queria demonstrar muita afeição pela criança que Hayley carregava, mas saber que seria uma menina me encheu de algo que há muito tempo eu não sentia. Ternura. Sorri mais uma vez. Essa noite havia me trazido grandes emoções.

Notas finais
Comentem! Beijos!