Notas iniciais
Good night, my dears! Acho que eu bati o meu record de rapidez kkkkkk Considerem esse capítulo meu presente de Natal atrasado e de Ano Novo adiantado! Kkkkkkk ;D O nome do capítulo faz referência ao episódio 15 da primeira temporada de The Originals. Agradeço imensamente pelos comentários maravilindos do último capítulo! *-* *-* *-* Sem mais delongas... Espero que gostem e boa leitura!

Pov. da Lexi

Ainda totalmente desacreditada do que estava acontecendo, retornei ao casarão com Klaus e Elijah. Mesmo contra minha vontade, a noite não dormida de ontem estava começando a me afetar. Porém procurei me manter firme. Repor meu sono era a minha última preocupação no momento. A lendária família Mikaelson estava desmoronando bem diante de mim e eu não fazia ideia de como ajudar a impedir isso. Eu conhecia Klaus o suficiente para saber que ele não descansaria até se vingar da traição da irmã e de Marcel. E depois do que Elijah havia feito para detê-lo, com certeza também se tornaria alvo do Híbrido. Eu sinceramente não sabia se o lema deles “Sempre e para sempre" sobreviveria a isso. E como se não bastasse, ver meu melhor amigo daquela maneira, ainda com a faca mágica enfiada no peito, estava me matando.

— Pronto, Elijah. Já pode tirar essa coisa de dentro dele. – Falei fitando o corpo imóvel de Klaus sobre a cama espaçosa. Elijah o tinha acomodado em seu próprio quarto.

— Não posso. Se eu o libertar agora, a primeira coisa que ele fará é ir atrás de Rebekah e Marcel. Precisamos dar alguma vantagem aos dois. – Contrapôs ele também olhando para Klaus.

Infelizmente fui obrigada a concordar. Não me agradava nem um pouco deixar Klaus sofrer por mais tempo. Sem ter o que fazer, dei a volta na cama, sentando ao lado dele.

— É melhor ir descansar, Lexi. Amanhã precisarei muito da sua ajuda para segurá-lo. – Sugeriu Elijah.

— Não. Eu vou ficar aqui. – Afirmei segurando a mão de Klaus.

— Tudo bem. Eu vou procurar por Hayley. Não a vi desde que chegamos. – Informou saindo em seguida.

Me aproximei mais de Klaus, encostando-me na cabeceira e colocando sua cabeça sobre meu colo.

— Eu sinto muito. – Sussurrei próximo ao seu ouvido, afagando seu cabelo.

Eu não sabia se ele podia me escutar, mas eu queria que ele pelo menos sentisse minha presença. Soubesse que eu estava ali com ele.

Me dava arrepios só de pensar no que ele faria quando Elijah o livrasse daquela maldita faca. Eu não tinha certeza se seria capaz de conter sua fúria, mas eu tinha consciência de que antes de tudo, ele precisaria do meu apoio e do meu carinho. Não era muito difícil imaginar o quanto meu melhor amigo devia estar magoado com essa traição e eu faria o possível para confortá-lo. Instintivamente, aproximei ainda mais o meu corpo do dele. Continuei alisando seu cabelo até o cansaço acumulado acabar me fazendo dormir.

Acordei já no dia seguinte acreditando que os acontecimentos da noite anterior não tinham passado de um pesadelo. Mas quando olhei ao redor, percebi que era tudo real. Foquei minha atenção em Klaus notando que ele estava exatamente igual à antes. O Híbrido parecia preso em um estado de torpor forçado. Uma sinistra linha vermelha com ramificações laterais marcava seu tórax despido desde um palmo abaixo do peito até o umbigo. Só aquela visão era o suficiente para fazer meu coração apertar e meus olhos se encherem de lágrimas. Quase gritei de susto ao notar a presença de Elijah parado há alguns passos da cama, no lado oposto do qual eu me encontrava.

— Elijah! – Exclamei me recuperando da surpresa. – Você está aí há muito tempo? – Procurei saber ainda um pouco sonolenta.

— Não, acabei de chegar. Eu ia te acordar, mas acabei admirado com o quão bem vocês ficam juntos. – Respondeu ele me deixando sem palavras. Lancei um breve olhar para Klaus, antes de voltar a encará-lo.

— E então? Vai finalmente tirar isso de dentro dele? – Inquiri subitamente ansiosa.

— Vou, mas antes preciso lhe dar algumas instruções e preparar algumas coisas. Por que não aproveita esse tempo para comer algo e trocar de roupa? Tenho certeza de que Rebekah não se importará se você pegar algumas peças do guarda roupa dela. – Propôs me analisando.

Não levei nem dez segundos para acatar sua sugestão. Cuidadosamente retirei a cabeça de Klaus do meu colo e me arrestei até a ponta da cama, levantando em um pulo.

Assim que saí do quarto de Klaus, fui até o quarto de Hayley falar com ela, entretanto o achei vazio. Estranhando a ausência da lobinha, peguei algumas roupas emprestadas de Rebekah e retornei ao quarto que eu estava ocupando temporariamente. Após tomar banho e comer apenas uma maçã às pressas, praticamente voltei correndo para os aposentos do Híbrido Original.

— Já estou aqui. – Anunciei parando próxima a Elijah, atraindo sua atenção.

— Bom. Eu já estava prestes a retirar a faca. Talvez seja melhor se afastar. – Disse ele com um bisturi em mãos.

Recuei alguns passos, virando o rosto quando o vi cortando a pele de Klaus exatamente onde começava a linha. Eu não suportaria assistir aquilo. Depois de alguns segundos desesperadores, Elijah tirou a faca toda ensanguentada de dentro do irmão. Klaus arquejou de alívio.

— Veja. Niklaus estará fraco enquanto se recupera. – Instruiu enquanto limpava as mãos em um pano. – Então, cuide dele e alimente-o se você quiser. Mas lentamente, por favor. E do seu pulso. – Acrescentou.

— Vocês não têm bolsas de sangue na dispensa? – Indaguei confusa.

— Temos, mas seu sangue contém verbena. O que irá queima-lo. Ele beberá lentamente. Aproveite para convencê-lo a não matar a irmã caçula dele. – Esclareceu me olhando. – A Hayley está desaparecida. Tentarei localiza-la o quanto antes. – Emendou.

Assenti com a cabeça, torcendo para que nada de ruim tivesse acontecido com a morena. Elijah deixou o pano que usava de lado e se aproximou de Klaus.

— Niklaus... Não desejo lhe causa dor, mas não deixarei ferir Rebekah. Meu medo agora é que Sabine tente uma jogada final contra nós. Pretendo encontra-la e pôr um fim nisso. – Explicou ele afastando-se novamente.

— Elijah... – Chamou Klaus em um sussurro. O Original voltou à posição de antes, inclinando-se para ouvir o que o irmão tinha a dizer. – Você vai pagar... Por isso. – Ele garantiu com certa dificuldade.

Troquei um olhar com Elijah. Em silêncio, o Original distanciou-se de Klaus outra vez, saindo do quarto. Fui até meu melhor amigo e me sentei na beira da cama, alisando seu rosto. Como já era de se esperar, a expressão dele não era das melhores.

— Eu não tenho palavras para expressar o quanto lamento. – Murmurei emocionada. – Pode beber quando quiser. – Completei oferecendo meu pulso.

Klaus não esboçou muitas reações. Achei melhor tentar outra abordagem.

— Quer saber? Eu estou realizando o sonho de milhares de adolescentes nesse exato momento. Tenho certeza de que muitas delas adorariam estar no meu lugar, alimentando um vampiro. Especialmente um tão bonito quanto você. – Confidenciei dando um dos meus sorrisos, estendendo meu pulso em sua direção.

Klaus me lançou um olhar enviesado antes de segurar o meu pulso. Ele hesitou por um instante, mas acabou por me morder. Senti uma pequena pontada de dor. Klaus intensificou a sucção, elevando um pouco o desconforto. Entretanto não era nada que não fosse suportável.

— A verbena não está queimando? – Perguntei curiosa quando ele soltou meu pulso.

— Não sei se já percebeu, sweetie, mas a linha entre o que nos causa dor e o que nos sustenta é mais tênue do que imagina. – Assegurou sério.

— Está se referindo ao meu sangue ou a sua sede de vingança? – Retruquei o fazendo virar o rosto contrariado.

— Estou fraco demais para discutir com você. – Resmungou num tom mal humorado.

— Rebekah é sua irmã. Como pode odiá-la? – Inquiri o fitando.

— Porque ela fez comigo o que ninguém mais conseguiu em mil anos. Partiu o meu coração. – Confessou ele voltando a me olhar.

Suspirei profundamente na tentativa de reorganizar meus pensamentos. A única vontade que eu tinha naquele momento era de abraça-lo bem forte e prometer que tudo ficaria bem.

— Klaus, eu sei que o que Rebekah fez foi horrível, mas você precisa perdoa-la. Ela e Elijah são a única família que te restou. Não se lembra do juramento que fizeram? – Argumentei assistindo ele se levantar vagarosamente.

Em silêncio, Klaus foi até a cômoda no canto do quarto e pegou uma camisa preta e a vestiu, retornando para a cama, sentando do lado oposto ao meu.

— As lembranças só tornam essa traição ainda maior. – Pronunciou ainda de costas para mim, abotoando os botões da camisa. Fiquei calada por um momento. Quando terminou de fechar os botões, o Híbrido deitou novamente, ajeitando um dos travesseiros atrás da sua cabeça.

— Seja como for... – Proferi chamando sua atenção. – Seu desejo de vingança nunca se realizará. Elijah me disse que Rebekah e Marcel já podem estar bem longe daqui. – Completei deliberadamente.

— Não tenho tanta certeza disso. – Rebateu ele. – Eles precisarão de um feitiço de ocultação. E para isso, precisarão de uma bruxa. E eu sei exatamente onde eles pretendem pegar uma. – Emendou convicto.

Senti um leve tremor sacudir meu corpo ao compreender seu raciocínio. Para meu desespero algo me dizia que Klaus estava mais do que certo. Eu só tinha o tempo que restava até ele se recuperar completamente para convencê-lo a desistir de se vingar da irmã e do homem que ele havia criado como um filho.

— Por que você não me conta o que aconteceu enquanto esteve em poder das bruxas? Eu quase morri de aflição quando soube. – Comentei com a pretensão de distrai-lo.

— Pode ver se quiser. – Deu de ombros estendendo a mão para mim. A peguei sem hesitar.

Ter acesso àquelas memórias só me fez lastimar ainda mais pelo meu melhor amigo e sentir uma aversão instantânea por uma tal Genevive, a bruxa responsável por aquilo. Soltei a mão de Klaus, erguendo meus olhos para os seus.

— Eu sinto muito. – Afirmei sem conseguir pensar em algo melhor para expressar o que eu estava sentindo.

— Eu sei que sim, sweetie. – Assegurou dando um sorriso mínimo. Foi impossível não retribuir. Levei alguns segundos decidindo o que faria agora.

Levantei da cama, indo até a mesinha próxima utilizada antes por Elijah, e peguei um pano branco limpo, o pressionando contra o pequeno ferimento em meu pulso. Quando virei, Klaus estava tentando se erguer novamente. Avancei para segura-lo.

— Você ainda está fraco. – Ralhei o ajudando a sentar.

— Ainda estou com fome. Há um lote de sangue fresco na cozinha. – Justificou-se.

— Não conseguirá ir tão longe. Para todos os efeitos, eu sou sua enfermeira. Portanto, devo garantir o seu bem estar. Mesmo contrariando as ordens de Elijah, pode beber direto do meu pescoço se desejar. – Autorizei de pé entre as pernas dele.

Klaus me encarou por alguns instantes, parecendo ponderar sobre o assunto. Devagar, ele ergueu uma das mãos até o meu cabelo, o colocando delicadamente para o lado. Depois Klaus levou sua mão até minha nuca e começou a me puxar em sua direção. Involuntariamente, senti meu coração acelerar. Nossos rostos estavam muito próximos. Quando ele inclinou a cabeça para o meu pescoço, fechei os olhos à espera da mordida. Porém uns bons segundos se passaram sem nada acontecer.

Eu podia sentir a respiração dele contra minha pele e isso por alguma razão só estava aumentando ainda mais o meu nervosismo. Meu coração parecia prestes a pular do peito. No momento em que seus lábios roçaram em meu pescoço, senti um arrepio percorrer todo o meu corpo. Fechei os olhos com mais força, me preparando para a dor da mordida, mas inesperadamente Klaus se afastou.

— Não acho que seja uma boa ideia. – Esclareceu com uma expressão ininteligível enquanto eu o encarava estática.

Tentando recuperar a frequência regular dos meus batimentos cardíacos, recuei alguns passos, me distanciando dele.

— Já... Q-que você está melhor... Eu... Eu vou pegar o meu celular. – Inventei uma desculpa qualquer, saindo quase correndo de lá.

Eu não tinha a menor noção do que tinha acabado de acontecer. Por um momento... Interrompi esse pensamento balançando a cabeça. Segui até o quarto que eu estava ocupando provisoriamente e encontrei meu celular ao lado de um charmoso abajur. Após apanha-lo, retornei para o quarto do meu melhor amigo.

Antes de entrar, respirei fundo para me recompor. Pretendia agir normalmente. Quando enfim adentrei o cômodo, encontrei Klaus em pé, de costas para mim, servindo-se de uma dose de uísque.

— Não sei se isso ajuda. – Verbalizei anunciando minha presença.

— Não sei se não ajuda. – Retrucou ele virando-se para mim.

— Tudo bem, então. Você quem sabe. Pelo menos não me recordo do Elijah... – Iniciei, mas fui interrompida por Klaus.

— Não me fale do Elijah! – Vociferou me pegando de surpresa.

— Ele te ama. – Afirmei num tom brando.

— Sim. – Ele confirmou simplesmente. – Ele ama, e prova toda hora. Até mesmo quando meu pai o selecionou para me matar. – Acrescentou me surpreendendo. Eu não me lembrava disso. Mas também, eram mil anos de história para assimilar.

— Então? Esse é mais um motivo para você deixar essa loucura de vingança de lado. – Repliquei.

Klaus me encarou por um tempo até escutarmos um alerta de mensagem. Ele deixou o copo de uísque sobre a mesa e tirou seu celular do bolso da calça, conferindo rapidamente a tela.

— Odeio ser um sabe tudo. Minha irmã e o amor dela foram vistos na cidade. – Informou guardando o aparelho.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele foi até uma escultura não muito distante de onde ele estava e a jogou no chão, fazendo o objeto se espatifar. Klaus tirou uma estaca de dentro dela. Imediatamente fique mais atenta.

— O que é isso? – Questionei mesmo já tendo uma ideia da resposta.

— Uma estaca de carvalho branco. A versão especial dela, que não pode ser destruída. – Declarou austero.

Meu coração falhou uma batida. Eu não podia acreditar que ele planejava chegar a esse extremo. Numa fração de segundos, Klaus passou por mim usando sua velocidade vampírica. Assim que me recuperei do choque, corri desesperada para tentar alcança-lo. Eu não podia deixar que ele seguisse adiante com aquela insanidade.

Minha tensão só aumentou quando cheguei ao pátio e não vi nenhum sinal do Híbrido. Saí às pressas do casarão, entrando em um beco próximo. Quando deixei o beco, meu alívio durou apenas alguns instantes ao avistar Klaus poucos metros à frente, alimentando-se de um rapaz.

— O que está fazendo?! – Exclamei me aproximando.

Klaus soltou o desconhecido, virando-se em minha direção. Apertei o passo, ajoelhando-me próximo ao rapaz para verificar seu estado.

— Caso ainda não tenha entendido, eu vou matar minha irmã. Mas preciso me alimentar de algo com menos verbena, sem ofensas. – Alegou Klaus na maior naturalidade.

— Eu me recuso a crer que você esteja falando sério. – Murmurei erguendo os olhos para ele.

— A traição de Rebekah é imperdoável. De todas as coisas que ela poderia ter feito contra mim, ela escolheu justamente a pior. Ter invocado Mikael para me matar foi o meio mais cruel e doloroso que ela poderia ter usado para me atingir. – Assegurou me encarando.

— Mas ela se arrependeu! – Contestei levantando, mais uma vez intercedendo pela Original.

— De fato. Porém já era tarde demais. – Refutou Klaus lançando-me um último olhar decidido antes de desaparecer.

Não tive outra reação a não ser continuar paralisada no mesmo lugar. Eu não queria acreditar que Klaus fosse ter coragem de cometer tamanha atrocidade. Entretanto seus olhos me passavam a clara mensagem de que sim. Sim, ele seria capaz de matar a própria irmã. E esse pensamento me deixava horrorizada.

Após chamar uma ambulância para socorrer o rapaz que Klaus havia atacado, disquei o número de Elijah. Eu tinha esperanças de que talvez ele pudesse deter o irmão ou ao menos me ajudar a fazê-lo. Não era apenas a vida de Rebekah que estava em jogo, mas a minha relação com o Híbrido Original também. Minha amizade com Klaus havia me feito perdoar muitas coisas, no entanto o assassinato da irmã dele era algo que eu não conseguiria relevar.

Notas finais
E então? O que acharam? Antes de tudo, como provavelmente eu só vou conseguir atualizar a história ano que vem, gostaria de desejar um Feliz Ano Novo a todas vocês! Que 2017 seja repleto de alegria e boas surpresas para todas nós! ♥ ♥ ♥ PS: Sobre Klexy... Só digo uma coisa: Teremos um momento decisivo entre os dois no próximo capítulo. Comentem! XOXOXOXOXOXOXO ♥