Notas iniciais
Hello, my dears! Finalmente teremos o tão aguardado ponto de vista do Klaus *-* Primeiramente, quero agradecer pelos comentários maravilindos do último capítulo! *-* *-* Espero que gostem! Sem mais delongas... Good read!

Pov. do Klaus

Eu assistia a cena diante de mim com um crescente desconforto. Ver Lexi aos beijos com aquele moleque era no mínimo ultrajante. E como se não bastasse eu ter que presenciar aquilo, eles ainda agiam como se eu não estivesse ali e naquele momento eu realmente desejava não estar. Quando os pombinhos finalmente resolveram se separar, Lexi segurou braço de Steve e tirou a pulseira que ele usava. Antes que o garoto questionasse sua atitude, ela se virou para mim, enfim parecendo se lembrar da minha presença. Sua expressão denunciava o quanto o ocorrido de poucos minutos atrás a tinha abalado.

— Eu preciso que faça algo por mim. – Pediu me fazendo analisa-la com mais atenção.

Eu não tinha a mínima ideia do que poderia ser. Apenas acenei com a cabeça, incentivando Lexi a continuar.

— Eu quero que você apague as memórias dele. Não só as de hoje, mas desde o dia em que nos conhecemos. Eu quero que o mande ir embora da cidade para nunca mais voltar. – Ela declarou me pegando completamente de surpresa.

Olhei dela para Steve, que parecia totalmente perdido, sem acreditar que tinha escutado direito. Seria bom demais para ser verdade.

— Tem certeza? – Perguntei a encarando, somente por desencargo de consciência. Depois não poderiam me acusar de não ter dado pelo menos uma chance de ela voltar atrás em sua decisão.

— Tenho. – Confirmou decidida. Era visível o quanto fazer isso estava custando a ela.

Embora eu estivesse feliz por me livrar do pirralho, eu não podia ignorar o sacrifício de Lexi. Meu lado egoísta estava mais do que satisfeito em afastar aquele garoto. Eu odiava ter que dividir a atenção dela com ele. Afinal Lexi era minha melhor amiga. No entanto meu lado mais altruísta, que havia aflorado de forma surpreendente depois que eu a conheci, sentia pela linda garota a minha frente. Fitei seu rosto uma última vez antes de me voltar para Steve.

— Você vai sair ainda hoje de New Orleans. Vai se esquecer da Lexi e de tudo que viveu aqui. Quero que parta e nunca mais retorne. – Ditei o compelindo.

Steve piscou confuso, lançando um olhar vago para mim e Lexi, que a essa altura já deixava lágrimas silenciosas escorrer por seu rosto, e foi embora, sumindo em meio às pessoas.

Aproximei-me de Alexandra e não contive o impulso de abraça-la. Apesar de me considerar péssimo nesse tipo de coisa, ela claramente precisava de consolo. Lexi me abraçou de volta e não demorou a molhar minha camisa com suas lágrimas.

— Vai ficar tudo bem. Eu prometo. – Sussurrei na tentativa de tranquiliza-la.

— Me leva para casa, por favor. – Suplicou ainda com a cabeça apoiada em meu peito.

Deixei escapar um suspiro resignado e me afastei dela devagar. Embora eu reconhecesse uma força admirável em Lexi, ela continuava sendo frágil. Principalmente no contexto emocional. Minha preocupação era que ela demorasse a se recuperar. Não suportaria vê-la desse jeito por muito tempo, ainda mais por alguém tão insignificante.

Ainda sem saber como agir, acatei seu pedido. A acompanhei até seu carro e peguei a chave da sua mão, assumindo o lugar de motorista. Lexi não estava em condições de dirigir. Durante o caminho, ela ficou o tempo todo em silêncio. Nem mesmo os soluços que eu esperava ouvir se fizeram presente. Intrigado, desviei meu olhar para ela por alguns instantes, a encontrando com a cabeça apoiada no vidro da janela com uma expressão vazia no rosto. Voltei minha atenção para a pista, segurando o volante com mais força tentando aliviar um pouco da minha frustação.

Assim que eu estacionei em frente a sua casa, desci do carro e Lexi fez o mesmo. Fui com ela até a porta e lhe entreguei suas chaves. Lexi abriu a porta e para minha surpresa Cami estava na sala. No entanto, antes que Cami pudesse registrar minha presença, Lexi correu em sua direção e desabou em seus braços, chorando tudo o que tinha segurado até agora. Ainda desnorteada com a situação, Cami arregalou os olhos para mim em uma pergunta muda. Ela claramente queria saber o que tinha acontecido para Lexi estar daquele jeito, porém eu não consegui pronunciar uma palavra sequer. Ver Alexandra daquele modo estava me afetando de uma forma inexplicável.

Eu não imaginava que ela gostava tanto daquele moleque. E embora eu detestasse testemunhar seu sofrimento sem poder fazer nada, eu sabia que em algum momento aquilo iria passar. Lexi era jovem, ainda teria muitas paixões. As quais caberiam a mim monitorar obviamente, e até interferir se fosse o caso. Eu não pretendia deixar que ela passasse por algo assim novamente. Por ironia do destino, eu estava com mais raiva daquele pirralho do que de costume. Mesmo depois de ir embora, ele continuava sendo uma pedra no sapato. Eu odiava ver Lexi chorar e odiava mais ainda saber que ela estava chorando por ele.

Sentindo-me desnecessário e deslocado ali, lancei um último olhar a minha doce melhor amiga, que continuava se desmanchando em lágrimas no colo de Cami, e dei meia volta indo embora. Eu precisava me distanciar para analisar todo o ocorrido com frieza, o que seria impossível com os soluços de Lexi ecoando em minha cabeça. Apesar de ter servido para me livrar do inconveniente Steve, essa nova investida das bruxas mostrava o quão audaciosas elas tinham se tornado. Envolver Lexi foi um vil e engenhoso movimento de guerra. E eu não faria jus a minha fama se deixasse esse ataque passar sem uma resposta a altura.

(...)

Resolvi voltar ao casarão, no entanto não sem antes dar uma volta pela cidade para colocar meus pensamentos em ordem. E como já era de se esperar, eles giravam em torno da bela e singular garota que havia entrado na minha vida há apenas alguns meses, mas que já tinha conseguido de mim coisas que ninguém mais conseguiu, nem mesmo em mil anos. Minha convivência com Lexi estava me fazendo ter experiências que eu nunca imaginei. Era extraordinário ter alguém que enxergava além do temido e cruel Híbrido Original. A forma como ela se relacionava comigo... Com tanta naturalidade e franqueza, fazia com que eu não me arrependesse nem por um segundo da minha decisão de me abrir para ela e aceitar sua amizade.

A companhia de Lexi tinha tornado meus dias bem mais interessantes. Ela conseguia me fazer ter outro ponto de vista das coisas. E mesmo que eu jamais fosse admitir isso em voz alta, ela também tinha um poder considerável de influência sobre mim. Inexplicavelmente, Lexi conseguia refrear meus instintos mais violentos e ainda fazia com que eu me importasse bem mais do que deveria com pequenos detalhes, principalmente quando se tratava dela. Seu aniversário foi um claro exemplo disso. Viajar com ela para Mystic Falls acabou sendo uma experiência fascinante. Tirando o encontro dela com os Salvatore, tudo ocorreu bem melhor do que eu esperava, especialmente com Caroline. Ao que parecia, Lexi tinha se tornado uma espécie de amuleto da sorte para mim. Quanto mais perto ela estivesse, melhor. Sobretudo para a sua segurança. Lexi era preciosa demais para eu me arriscar a perdê-la.

Eu mal tinha entrado no pátio do casarão e já fui abordado por Elijah. Ele era o único a vista. Os demais vampiros ainda deviam estar cumprindo as ordens que eu tinha deixado antes de sair.

— Onde está a Lexi? Aconteceu alguma coisa com ela? – Inquiriu preocupado.

O encarei por alguns instantes antes de responder. Infelizmente a presença constante de Alexandra no casarão não tinha a aproximado apenas de mim. Ela estava mais próxima de toda a família, incluindo Elijah.

— Ela está bem. Eu a deixei em casa com Cami. – Respondi a contragosto.

— E você conseguiu descobrir quem está por trás disso? Assim que você saiu, eu fui em busca do ou dos responsáveis, mas não tive muito sucesso. Marcel acabou de me ligar dizendo que também não conseguiu nada, pelo menos por enquanto. – Informou sério.

— Parece que uma bruxa chamada Sarah tem tudo a ver com essa história. Pelo menos foi esse o nome que a Lexi me deu. Aparentemente armaram todo esse circo por um pouco do sangue dela. – Esclareci.

— As bruxas queriam o sangue da Lexi? Por qual motivo? – Perguntou intrigado.

— Não só queriam como conseguiram. Eu realmente não sei o que elas pretendem com isso, mas nós dois sabemos o estrago que até mesmo algumas gotas de sangue podem fazer. – Afirmei austero.

Elijah limitou-se a me encarar, absorvendo as implicações do que eu havia lhe dito. Não precisava ser um gênio para saber o quão desastrosa essa aquisição das bruxas poderia se tornar.

— O que houve? – Indagou Rebekah chegando de não sei onde. – Pela cara de vocês, temos um problema dos grandes à vista. – Ironizou nos analisando e cruzando os braços a espera de uma resposta.

— Foram as bruxas. Elas armaram uma emboscada para Lexi. – Contou Elijah.

— Para Lexi?! Como? Por quê? Onde? Aconteceu alguma coisa com ela? – Exclamou Rebekah alarmada, nos bombardeando de perguntas.

— Ela está bem. Niklaus a resgatou e a levou para casa em segurança. – Noticiou Elijah.

Para nossa surpresa, Rebekah deixou escapar um risinho debochado. Tanto eu como Elijah a fitamos sem entender sua reação.

— Estava demorando para as consequências de se envolver com os Mikaelson aparecerem para ela. – Comentou fazendo com que eu e Elijah nos entreolhássemos. – As únicas coisas que alguém pode ganhar cruzando o nosso caminho é desgraça e sofrimento. – Emendou num tom amargo.

Meu irmão e eu permanecemos calados. Nenhum de nós dois podia contestar aquilo. Porém eu não pretendia causar nada disso a Lexi. Ela era a exceção às minhas regras.

— Não tenho tempo para essa conversa agora. Elijah te colocará a par de tudo. Eu ainda tenho assuntos para resolver. – Pronunciei quebrando o silêncio sobrecarregado que se formou entre nós, dando meia volta e os deixando para trás.

Assim que me vi fora do casarão, tirei meu celular do bolso e disquei o número de Cami. Eu precisava saber notícias de Alexandra. A ligação só foi atendida no quinto toque. Nem dei tempo para Cami falar.

— Como ela está? – Procurei saber com certa urgência. Escutei um suspiro do outro lado da linha.

— Arrasada. Não parou de chorar desde que chegou. Quase não conseguiu me contar o que tinha acontecido. – Revelou Cami.

Foi a minha vez de suspirar. Malditas bruxas. Maldito Steve.

— Você precisa consola-la. Diga a ela que eu realmente sinto muito e que esse atentado não ficará impune. – Assegurei.

— Klaus... Veja lá o que você vai fazer. A Lexi já está sofrendo demais. – Enfatizou num tom sério.

Sem ter o que falar, apenas encerrei a chamada. Meus pensamentos se tornando mais letais na medida em que a lembrança do rosto banhado em lágrimas de Lexi vinha a minha cabeça. Uma única palavra ecoava na minha mente naquele momento: Vingança. Aproveitei que já estava com o celular em mãos e contatei Marcel. Ele era a pessoa mais indicada para me dar à informação que eu necessitava no momento. Após um breve diálogo, eu já sabia exatamente o que eu queria. O paradeiro de uma bruxa.

Me dirigi ao endereço dado por Marcel sem a mínima pressa. Eu já tinha tudo muito bem planejado. Há alguns dias, eu havia prometido a Lexi que ela estava sobre minha proteção e embora eu não desse o mesmo valor que Elijah a todas as minhas promessas, essa em especial eu fazia questão de cumprir. Deixei um sorriso perverso escapar quando notei que tinha chegado ao meu destino. Eu estava parado em frente a uma das inúmeras lojas do Cauldron. Andei até a porta e a abri, fazendo o sininho acima dela tilintar. Havia uma mulher de costas para mim, mas devido ao som do sino, ela não demorou a virar-se em minha direção. Ela tinha uma aparência cigana e parecia estar na casa dos 30 anos. Sua expressão tornou-se pálida assim que me viu e as batidas do seu coração aceleraram consideravelmente.

– A julgar pela sua reação, eu presumo que você saiba quem sou eu. – Debochei pondo ambas as mãos para trás.

— O que faz aqui? – Perguntou a bruxa na defensiva.

— Creio que temos algumas contas a acertar, Sarah. – Garanti enfatizando o seu nome de maneira proposital.

Instantaneamente comecei a sentir fortes dores na cabeça. Caí de joelhos no chão, mas não demorei muito para ficar de pé novamente. Ela teria que fazer muito melhor que aquilo se quisesse salvar sua vida. Em uma fração de segundos, alcancei Sarah e a agarrei pelo pescoço, a impedindo de respirar.

— Por favor! Não me mate! Eu não fiz nada contra a Lexi ou o garoto. Eu apenas o usei como isca. – Justificou-se com dificuldade.

— Eu não me importo com o garoto. Na verdade, você até me fez um grande favor. – Afirmei a soltando. Sarah me encarou confusa e aliviada enquanto tentava normalizar sua respiração. – O problema é que você envolveu a Lexi nisso. Ela está chorando neste exato momento. E eu odeio vê-la chorar. – Concluí dando um sorriso sombrio e arrancando sua cabeça.

O sangue espirrou em meu rosto e em parte da minha blusa, porém eu não me incomodei. Admirei o corpo decapitado no chão abrindo um sorriso satisfeito logo em seguida. Eu tinha cumprido minha missão. Eu só esperava que as outras bruxas tomassem essa morte como uma pequena amostra do que eu faria com quem ousasse tentar atingir a Lexi de alguma forma de agora em diante.

Notas finais
E então, o que acharam? PS: Creio que a partida do Steve tenha deixado muita gente contente kkkkkkkkkk Comentem! XOXOXOXOXOXOXO