Notas iniciais
Olá, my darlings! Primeiramente gostaria de agradecer imensamente aos comentários gatíssimos que recebi. Adorei cada um deles! Bom... O capítulo de hoje é muito importante no seguimento da fic. Nos próximos capítulos vocês entenderão melhor o porquê. Sem mais delongas... Boa leitura e espero que gostem!

Pov. da Lexi

Meu coração batia audivelmente contra minhas costelas enquanto eu permanecia parada encarando Klaus. Apesar da atenção de Marcel e Elijah também estarem focada em mim, não conseguia desviar os olhos do loiro. Sua expressão me dizia que a principal ameaça a mim no momento era ele.

Contei até dez mentalmente enquanto fitava seus olhos azuis para tentar me acalmar. Apesar do medo crescente que sentia, esforcei-me ao máximo para achar uma forma de escapar dessa situação, que ao meu ver, se tornava cada vez mais estranha e assustadora.

— Não sei do que você está falando. – Afirmei tentando ser o mais convincente possível. – Eu vim até aqui visitar Davina. Marcel disse que era tutor dela, por isso imaginei que ela morasse com ele. E depois de ficar horas te esperando e de andar um pouco, me dei conta de que estava perto daqui e não vi mal nenhum em fazer uma visita. Não tinha a menor pretensão de encontra-lo. – Concluí sustentando o olhar inflamado que recebia do mesmo.

— Tinham um encontro? E o que você sabe sobre Davina? – Questionou Elijah. Antes que eu pudesse responder, foi a vez de Marcel se pronunciar.

— Mas que diabos está acontecendo aqui? De onde conhecem a Lexi? E qual o seu interesse nela, Klaus? – Perguntou aproximando-se.

— Não é óbvio, Marcel? Parece estar havendo um grande mal entendido e espero que Alexandra nos ajude a desfazê-lo. – Disse Klaus com os olhos ainda cravados em mim.

Apenas o encarei sem saber o que fazer. Contar sobre os sonhos ou meus estranhos dons estava simplesmente fora de cogitação. Sem falar que um sonoro alerta ecoava em minha cabeça me dizendo que era hora de recuar e se tinha uma coisa da qual eu aprendi a não duvidar, era o meu sexto sentido. Lembrando-me subitamente das aulas de teatro que tive muitos anos atrás, fiz o que qualquer pessoa inteligente e sensata faria. Fechei os olhos e deixei meu corpo cair, simulando um desmaio.

— Alexandra! – Ouvi Klaus exclamar aparentemente preocupado.

Antes que eu alcançasse o chão, braços fortes me ampararam. Imaginei que fosse Klaus, uma vez que ele era o mais próximo de mim.

— Lexi! – Chamou-me novamente, tocando meu rosto e confirmando meu palpite. Continuei do jeito que estava. Pretendia levar esse teatrinho até o fim.

— Lexi. – Foi a vez de Marcel tentar me reanimar e a julgar pela proximidade da sua voz, ele parecia estar bem perto.

Percebendo que eu não acordaria, Klaus me ergueu, pegando-me no colo.

— O que acham que aconteceu com ela? – Indagou Elijah. Sua voz pareceu-me distante, por isso deduzi que ele estivesse mais afastado.

— Não sei, mas irei espera-la acordar. Ainda não consegui as respostas que queria. – Assegurou Klaus.

Senti um arrepio percorrer meu corpo. E embora estivesse de olhos fechados, podia jurar que ele olhou para mim ao dizer isso.

— Klaus, está tarde. Ela precisa voltar para casa. Cami deve estar preocupada. A garota já explicou porque veio até aqui e você sabe tão bem quanto eu que ela é humana. Que problemas ela poderia nos causar? – Retorquiu Marcel.

Eu somente escutava e apesar de não esboçar nenhuma reação, a curiosidade e a confusão me corroíam por dentro. Como assim eu era humana? Eles queriam dizer o quê com isso?

— Marcel tem razão, Niklaus. Não creio que Lexi represente algum perigo. Vamos esperar ela recobrar os sentidos e hipnotiza-la para que se esqueça de tudo o que presenciou esta noite. – Concordou Elijah.

Hipnotizar? Mas que diabos...?

— Me dê ela, Klaus. Eu a levarei para casa. – Disse Marcel. – Eu ainda não entendi como vocês a conhecem, mas tenho certeza de que não se importará em me contar. – Completou. Imaginei que ele estivesse com os braços estendidos em minha direção.

Klaus não fez menção de me entregar a Marcel, pelo contrário. Senti seus braços estreitarem ainda mais ao meu redor. Cheguei a contar até cem e Klaus ainda continuava me segurando.

— Dê a garota a ele, Niklaus. Temos muitos assuntos a tratar e tenho certeza que Marcel cuidará bem dela. – Lembrou Elijah.

Depois de mais alguns segundos, senti que estava sendo mudada de mãos. Agora braços mais musculosos do que os anterior me acolhiam de forma cuidadosa.

— Nossa conversa ainda não acabou. – Klaus fez questão de enfatizar. Por um instante me perguntei se essa fala havia sido endereçada a mim.

Não houve resposta. Tudo ficou no mais absoluto silêncio. Marcel me levou até algum lugar não muito distante e me deitou no que eu deduzi ser o banco de trás de algum carro. Quando percebi que já estávamos em movimento pensei em abrir um olho para conferir onde estávamos, mas me contive. Não podia botar tudo a perder depois de uma atuação tão boa como essa. Estava me sentindo uma atriz digna de receber o Oscar.

(...)

Já estava quase cochilando quando finalmente senti o carro parar. Marcel pegou-me no colo novamente e me carregou por poucos minutos antes de tocar uma campainha. Presumi que já tivéssemos chegado a minha casa. Minhas duvidas foram respondidas ao escutar uma porta se abrir e a voz doce de Cami preencher meus ouvidos.

— Marcel? O que faz aqui? Lexi! O que aconteceu com ela? – Perguntou minha tutora em um único fôlego.

— Não se preocupe, está tudo bem. Ela foi visitar Davina e acabou apagando lá mesmo. Vim apenas trazê-la. Posso entrar? – Respondeu Marcel.

Resisti ao impulso de franzir o cenho por causa da mentira. Essa história, que por sinal eu ainda nem sabia direito qual era, estava cada vez mais mal contada.

— Ela não me disse que visitaria Davina. Por favor, entre. Sinto muito pelo incomodo. – Desculpou-se Cami.

— Não se preocupe com isso. Lexi foi a desculpa perfeita para que eu pudesse te ver. – Disse galanteador. Tive que me segurar de novo para não demonstrar nenhuma reação.

Cami não respondeu, mas pelo que eu conhecia dela, certamente devia estar com uma expressão desconcertada e um sorriso bobo estampado no rosto.

— Onde posso coloca-la? – Inquiriu Marcel depois de algum tempo.

— Ah sim... Claro! Por aqui. – Orientou a loira.

Não demorou nada e senti meu corpo sendo colocado sobre algo macio. Presumi ser minha cama.

— Pronto. Agora ela está entregue. – Afirmou Marcel.

— Mais uma vez obrigada. – Agradeceu Cami. – Pelo jeito, parece que ela só vai acordar amanhã. – Completou me cobrindo em seguida. Eles ficaram alguns segundos em silêncio.

— Já está tarde, eu tenho que ir. – Pronunciou-se Marcel.

— Tudo bem. Eu te levo até a porta. – Respondeu a loira.

Pude ouvir os passos de ambos se afastando. Levei algum tempo para abrir os olhos somente por precaução. Ao fazê-lo, me vi sozinha em meu quarto. Sentei-me na cama e respirei fundo. Me sentia mais do que aliviada por estar segura e em casa. Minha cabeça girava só de pensar em tudo que eu havia visto e escutado essa noite. Tinha inúmeras perguntas e nenhuma resposta.

Klaus e Elijah eram irmãos? Qual a relação deles com Marcel? Porque Klaus havia afirmado com todas as letras que podia tomar Davina de Marcel quando quisesse? E onde estava Davina afinal? Pois devido ao desenrolar dos acontecimentos, eu tinha quase certeza de que ela não estava no casarão.

Além do mais, por que eles haviam dito que eu era humana como se não se classificassem como humanos também? E puta que pariu! Aquela cena de Klaus em pé no parapeito da varanda lançando-se contra Marcel para lhe acertar um soco e Elijah aparecendo literalmente do nada não deixaria minhas lembranças por muito tempo.

Completamente absorta em tudo que havia acontecido, deixe-me cair de novo sobre o colchão. No momento, tudo o que eu podia fazer era tentar achar uma teoria plausível que explicasse tudo isso.

(...)

Não consegui achar resposta nenhuma. Fiquei acordada esperando Cami dormir e assim que ela o fez, levantei na ponta do pé pretendendo fazer o mínimo possível de barulho. Tirei a roupa que usava e segui para o banheiro. Quem sabe um banho morno ajudasse meu sono a chegar e talvez até me ajudasse a raciocinar melhor.

Meia hora depois, voltei ao quarto e vesti um dos meus pijamas mais confortáveis. Apesar de não ter comido nada demais antes de sair para encontrar Klaus, não sentia fome. Peguei meu celular e deitei-me novamente. Já passava das duas da madrugada.

Fechei os olhos numa tentativa de desligar meus pensamentos pelo menos temporariamente. Permaneci assim até uma estranha sensação de estar sendo observada me atingir. Abri os olhos e sentei-me completamente assustada ao ver Klaus parado próximo janela. Se estivesse dormindo, podia jurar que era mais um dos meus pesadelos. No entanto, eu estava acordada e aquilo era real.

O grito ficou preso em minha garganta ao sentir uma mão quente tapar minha boca. Encarei Klaus com os olhos arregalados de surpresa e medo. Em um segundo ele estava em pé, há poucos passos de distância, quase no meio do quarto. E no outro estava cara a cara comigo, fitando-me de forma indecifrável e me impedindo de gritar de susto.

— Não grite. – Ordenou olhando no fundo dos meus olhos. Ele retirou a mão da minha boca e eu o obedeci. Nem se quisesse, conseguiria gritar.

— O que faz aqui? Como descobriu onde eu moro? E como conseguiu entrar? – Sussurrei.

— Vim ver como você estava. – Respondeu apenas uma de minhas perguntas. Lembrei-me imediatamente do desmaio.

— Eu estou bem. – Garanti sem muita convicção. A presença tão inesperada dele fazia meu coração bater descompassado.

— Não terminamos aquela conversa. – Afirmou fazendo um arrepio percorrer meu corpo. Encolhi-me na cama.

— Não tenho mais nada a dizer. – Pronunciei abraçando meus joelhos enquanto os matinha próximos ao meu peito. Klaus sentou-se na cama, virado para mim. Seu olhar me analisando de forma intensa.

— Sabe tão bem quanto eu que está mentindo, sweetie. – Disse em um tom que fez meu sangue gelar. Desviei os olhos dos dele.

Naquele momento, algo me dizia que eu havia chegado ao fim da linha. Não havia mais como voltar atrás e eu sabia bem disso. Meus constantes sonhos com ele e Elijah, meus pressentimentos e todo o resto tinham algum motivo e eu sentia lá no fundo que estava mais do que na hora de pôr todas as cartas na mesa e desvendar esse mistério.

— Você está certo. – Concordei voltando a olhá-lo. – Vou lhe contar tudo, mas em troca quero que faça o mesmo. Eu sei que você também tem segredos. Prometa que irá confiar em mim assim como irei confiar em você. – Pedi o encarando de forma séria.

Klaus sustentou meu olhar, parecendo ponderar por um tempo. Depois do que pareceu uma eternidade, ele se manifestou.

— Tem a minha palavra. – Disse por fim. Respirei fundo, buscando coragem para continuar aquela conversa.

— Bom, não sei se vai acreditar no que irei lhe dizer... Mas eu não sou uma garota comum. Digamos que possuo alguns “dons” especiais. – Contei observando atentamente sua reação. Ao contrário do que eu esperava Klaus não se mostrava descrente, mas sim curioso.

— Dons? – Perguntou com cautela.

— Sim. Eu posso ver o passado das pessoas, animais, lugares e objetos através do contato físico. E também tenho algumas premunições, que geralmente vem em forma de sonho ou intuições imediatas. Por isso que quando nos conhecemos havia um retrato seu no meu caderno. Porque desde que eu me mudei para cá, eu sonho com você. – Revelei sentindo meu coração falhar uma batida.

Klaus me encarou parecendo aturdido. Apesar do choque estampado em sua expressão, eu sabia que no fundo ele acreditava em mim.

— Está falando sério? – Inquiriu olhando-me nos olhos. Limitei-me a assentir com a cabeça. – Isso é... Realmente interessante. – Acrescentou. Continuei a fita-lo, analisando sua reação. Ele parecia imerso em pensamentos quando finalmente voltou a se pronunciar. — Quem mais sabe disso?

— Além de você, apenas Cami, minha tutora. Eu cheguei a contar aos meus pais sobre isso, porém na época eu ainda era pequena e eles acharam que era fantasia de criança. Eu... Sonhei com o acidente de carro os matou. Eu insisti para que não viajássemos naquele dia, mas eles não me escutaram. Cami era melhor amiga da minha mãe e como não tinha nenhum parente mais próximo, minha guarda foi dada a ela quando eu tinha doze anos. – Narrei apoiando o queixo nos joelhos. Recordar esses acontecimentos mexia com os traumas que eu tentava diariamente esquecer.

Klaus ouvia tudo atentamente. Havia compaixão em seu rosto e mais algum sentimento que não consegui identificar.

— Só contei para Cami sobre os meus “dons” alguns meses antes de virmos para New Orleans. Eu tentei avisá-la sobre o pesadelo horrível que eu havia tido com Sean, o irmão gêmeo dela. Ela também não acreditou em mim. Entretanto, infelizmente, mais uma vez eu estava certa. Foi por isso que nos mudamos para cá. Depois do que aconteceu a Sean, ela passou acreditar em mim. – Prossegui fixando meu olhar em algum ponto distante. – A maioria das pessoas deseja desesperadamente que seus sonhos se tornem realidade, no entanto... Não imaginam o peso e as consequências que isso traz.

— Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Não é isso que dizem? – Arriscou fazendo-me voltar a olhá-lo.

— Não sou o Homem-Aranha, Klaus. – Murmurei com um meio sorriso. Ele me encarou aparentemente confuso, o que me fez acreditar que ele não tinha entendido a referência. Acabei rindo um pouco.

Apesar de tudo, me sentia bem mais leve por compartilhar essas coisas com ele. Era como se desde o início, esse fosse o certo a se fazer. Todavia, ainda faltava Klaus cumprir a parte dele.

— Agora é sua vez. – Adverti endireitando-me na cama e o encarando como uma criança prestes a ouvir uma história antes de dormir.

O semblante ameno de Klaus tornou-se taciturno. E depois de alguns minutos do mais absoluto silêncio e uma troca intensa de olhares, ele enfim se manifestou.

— Acredita em histórias de terror, sweetie? Pois a que eu vou te contar agora começa há mil anos. – Disse com um sorriso torto e sombrio nos lábios.

Involuntariamente senti meus pelos se arrepiarem. Algo me dizia que a história que ele tinha para me contar, seria ainda mais macabra do que a minha.

(...)

Eu já podia ver a claridade das primeiras horas do dia refletida fracamente através da janela. Novamente encolhida e observando o homem sentado a minha frente, eu fazia um colossal esforço para absorver tudo que tinha ouvido até agora.

Klaus encarava-me de volta em silêncio. Ele parecia ler meu rosto, que no momento devia estar semelhante a um livro em branco, completamente desprovido de qualquer expressão. Eu por minha vez, tentava visualiza-lo da forma que ele havia se descrito para mim.

Um híbrido de lobisomem e vampiro com mais de mil anos de existência e o primeiro da sua espécie a ser criado. Um Original, como ele mesmo havia dito. E ele não era o único ser sobrenatural que eu conhecia. Elijah, Marcel, Davina... E até mesmo a irmã dele, Rebekah, estava inclusa nessa lista.

Vampiros, bruxas e lobisomens... Todas essas criaturas eram reais e estavam mais próximas do que eu podia sequer imaginar. Admito que fiquei com medo enquanto o escutava dizer coisas que até pouquíssimo tempo atrás me pareciam absurdas, entretanto afastei essa sensação para o mais fundo que consegui. Até porque, com tudo que tinha acontecido até agora, se Klaus quisesse me machucar ele certamente já o teria feito.

Resisti ao impulso de tocá-lo e confirmar tudo o que ele havia me dito. Ao invés disso, apertei ainda mais os braços ao redor dos meus joelhos. Eu podia enxergar a veracidade de suas palavras claramente em seus olhos. Por mais que ainda me custasse a acreditar, era tudo verdade. Uma aterrorizante e perigosa verdade.

— Eu... Eu não sei o que dizer. – Reconheci ainda com a expressão vaga. Klaus abriu um meio sorriso.

— Creio que precise de um tempo para processar tantas informações. – Disse olhando-me complacente. Fitei a janela mais uma vez. A incidência de luz havia se tornado maior.

— Está amanhecendo. – Assinalei voltando a encará-lo. Imaginei o quão ruim seria se Cami acordasse com ele ainda ali.

— Sim e também está na hora de eu ir. – Afirmou levantando-se. – Não queremos que sua tutora me pegue aqui, não é mesmo? – Inquiriu parecendo ter lido meus pensamentos.

— Não. – Concordei de imediato. Uma coisa era eu me envolver com o sobrenatural. Outra bem diferente era envolver Cami e coloca-la em perigo de alguma forma.

— Espero que recupere o sono perdido, sweetie. – Desejou pronto para deixar o quarto.

— Acho que a última coisa que vou conseguir fazer agora é dormir. – Murmurei com os olhos na janela.

— Posso lhe ajudar com isso. – Propôs atraindo minha atenção. Virei-me para ele e me surpreendi ao vê-lo se aproximar ainda mais de mim. — Você irá dormir e quando acordar ainda se lembrará da nossa conversa. Lembrará também de manter esse segredo. – Ditou olhando dentro dos meus olhos.

Pisquei um pouco confusa, deitando-me em seguida. O sono da noite perdida tomando conta de mim. Cobri-me com o lençol e fechei os olhos. Todos os acontecimentos da noite anterior e de agora há pouco preenchendo minha cabeça de maneira desconexa. E antes de ser completamente dominada pela inconsciência, imaginei ter sentido um suave beijo na testa e ter ouvido Klaus sussurrar “Tenha bons sonhos, Lexi” antes de partir.

Notas finais
E então? O que acharam? Vou dar uma dica: A partir de agora a dinâmica entre Klaus e Lexi ficará bem mais interessante... Kkkkkkkkkkkkkk Comentem! Beijos