I Hope You'll Remember Me
1 There's Hope
Notas iniciais
E só pra deixar bem claro, a história começa depois do fim da 4A, ou seja, quando Robin deixa Storybrooke.
Espero que gostem. Boa leitura!
Por um segundo achei que conseguiria meu final feliz. Por um segundo pensei que seria feliz ao lado do meu amor verdadeiro. Por um segundo cogitei a ideia de que, sim, vilões podem ter seus finais felizes. E, em um segundo, tudo escapou de minhas mãos. Não teria meu final feliz. Nunca mais veria Robin. Vilões não têm finais felizes.
Depois de tanto tempo— praticamente três meses—, operation mongoose ia de mal a pior. Emma realmente estava levando essa coisa de salvadora a sério para conseguir meu, tão sonhado e impossível, happy ending. Henry a ajudava, até demais. Eu tentei colaborar com o máximo que podia. Apesar disso tudo, depois de um tempo sem mais nenhuma pista desse misterioso “autor”, eu perdi a esperanças—Não que eu já tivesse muitas.
Sentada em uma cadeira perto da janela, estava com um casaco preto quente —Desde a visita de nossos “amigos” de Arendelle, Storybrooke anda bem fria— tomando uma xícara de café e observando meu jardim. Como não era mais a prefeita não fazia mais nada, era chato, admito, mas eu não tinha mais cabeça para cuidar de uma cidade e Mary até estava fazendo um bom trabalho.
Às vezes, ficando tanto tempo em casa, me vinha lembranças de Robin ou, até mesmo, do pequeno Roland, o que, definitivamente, não era uma coisa a ser considerada boa. Então, geralmente, dava uma volta pela cidade para livrar minha mente disso. Como era de se esperar, hoje aconteceu isso. Lá estava eu, tendo um flashback do exato momento em que Robin deixara Storybrooke. Mas, hoje, não tive vontade de sair de casa. Por mais doloroso que fosse ter essas cenas em minha cabeça, preferia ficar em casa.
Um pouco depois, fui despertada de minhas lembranças por uma batida, desesperada, em minha porta e gritos de Henry. Limpei meu rosto por causa de umas lágrimas que permiti que houvessem caído e me dirigi à porta encontrando meu filho um pouco vermelho e suado, pois, aparentemente, havia corrido. Ele apenas me abraçou e no segundo seguinte em que me largou, anunciou, com dificuldade por causa da respiração pesada.
—Conseguimos.
Antes de fazer qualquer pergunta para entender aquele simples anúncio, que poderia significar muita coisa, guiei Henry até a sala e fui à cozinha pegar um copo de água para ele.
—Okay, agora que está mais calmo, me explique, conseguiram o que?—Perguntei, tentando não parecer muito curiosa.
—A linha da cidade, conseguimos retirar a maldição—Henry falou, alegremente, depois de tomar um gole de água.
Meu coração acelerou e um sorriso brotou em meus lábios. Isso queria dizer que... Robin poderia voltar! Ou até mesmo eu poderia sair.
—Mas... Como?—Foi o que consegui perguntar, sem retirar o sorriso do rosto.
—Emma, ela pediu ajuda a Belle que acabou achando um livro que tinha exatamente essa maldição. Nele mostrava exatamente como quebra-la—Henry explicou já com um sorriso.
—Mas... Não era uma coisa simples, era? Quero dizer, há quanto tempo estavam trabalhando nisso?
—Bem... Desde aquele dia em que você perdeu as esperanças em achar o autor.
Faz, talvez, umas duas semanas desde que desistira da operation mongoose. Pedi a Emma e Henry para que parassem, pois eu estava certa de vilões não tem finais felizes. Eu era uma vilã e, por causa daquele maldito livro, ainda sou uma. Teria de me acostumar com essa ideia. Era uma missão impossível achar esse autor. Eu não tinha mais esperanças.
—Emma não queria desistir e muito menos eu. Decidimos que uma forma de trazer suas esperanças de volta era quebrar aquela maldição. E bem... Aqui estamos—Henry deu um sorriso e eu apenas o envolvi em um abraço que logo foi correspondido—E ah, mãe—Ele continuou quando nos separamos do abraço—Nós resolvemos comprar isso pra você—Colocou a mão no bolso do casaco e retirou um envelope me entregando.
—O que é isso?—Perguntei analisando o que acabara de receber.
—Passagens de avião para New York—Respondeu e eu apenas lancei um olhar confuso—Emma fez umas pesquisas, você sabe que ela é ótima em achar pessoas, tudo indica que Robin está lá.
Há essa altura meu rosto já estava molhado. Lágrimas de felicidade, claro. Era inacreditável o quanto Henry—E Emma— estava fazendo por mim.
—E ah, só mais uma coisa, essas passagens são para amanhã bem cedo. Então, pode ir arrumando suas malas.
—Mas, Henry, eu...
—“Mas” nada, senhorita Mills, você vai e ponto—Ele brincou—E, claro, eu vou junto, apenas para garantir que ocorra tudo certo com a operation mongoose.
Apenas o abracei de novo e sussurrei um “obrigada” em seu ouvido. Ficamos daquele jeito por um bom tempo. Parecia que, sim, operation mongoose ainda estava de pé.
Notas finais
Não deixem de comentar para eu saber se gostaram ou se devo continuar a postar.
Beijos e até o próximo capítulo o/
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