Notas iniciais
Olá! Eu sei que demorei muito para postar, mas ando ocupada demais com estudos e tals... Espero que possam entender kkk Enfim, gostaria de agradecer a Gabriela Ferreira por favoritar a história... Muuuuito obrigada :3 Vamos para o capítulo haha Boa leitura!

—Mais alto, Regina!— Roland gritava enquanto o empurrava no balanço.

—Segura firme para não cair—Disse e o empurrei forte, o que o fez soltar uma longa risada.

—Regina, vamos no escorrega!—Roland pulou do balanço e correu em minha direção me puxando.

—Calma, pequeno, ele não vai sair do lugar!— Falei soltando uma risada.

Roland me ignorou completamente e continuou afobado, mas não fiquei brava nem nada, apenas o segui em direção ao escorrega.

—Mãe, pode deixar que agora eu brinco com o Roland—Henry disse e segurou em meu braço— Porque você não vai conversar com o Robin?— Apontou para o homem sentado em um banco que estava nos observando com um grande sorriso no rosto.

—Não sei, Henry... Não deveria esperar um pouco?— Disse um pouco nervosa.

—Você me deu duas semanas. Óbvio que não deve esperar. Anda logo, vai lá— Falou com um pouco menos de paciência.

—Okay— Revirei os olhos e nós dois rimos— Mas o que vou falar?

—Preciso que descubra o máximo que puder sobre a atual vida dele para descobrirmos com que tipo de magia de esquecimento estamos lidando.

Acenei a cabeça concordando e, logo em seguida, recebi um abraço apertado de Henry e retribui, quando nos separamos o olhei e deu um sorriso.

—Nós vamos conseguir, mãe. Pode ter certeza— Falou com confiança e depositei um beijo em sua testa.

Dei um sorriso. Antes de me distanciar de Henry, observei meu filho caminhando em direção à um Roland impaciente de bracinhos cruzados que não parecia ter gostado da demora da nossa conversa. Dei uma risada discreta e segui para o banco onde, sentado, Robin se distraía observando outras crianças brincando.

—São fofos, não são?— Falei me sentando ao lado do loiro e chamando sua atenção.

—Sim. Sim. Amo crianças—Disse depois de perceber minha presença— Você?

—Crianças? Nunca tive experiências muito boas com crianças— Falei me lembrando de Snow— Até mesmo com Henry foi meio difícil, mas estou me acostumando— Ri um pouco e Robin também.

—Quando Roland chegou... —Robin começou a frase, mas hesitou. Parecia tentar se lembrar— Quando Roland nasceu... —Forçou uma risada sem graça.

Roland nasceu na floresta encantada. Robin não se lembrar desse momento faz sentido. Já era alguma informação.

—Bem, eu quis dizer que no início foi bem diferente, mas nos acostumamos. Roland sempre trouxe alegria pra casa—sorriu e olhou para seu filho brincando com Henry.

—Henry foi a minha luz no fim do túnel. A única pessoa que confiava. Sempre me trouxe muita alegria. Adotá-lo foi a melhor coisa que fiz— Um sorriso involuntário se formou em meus lábios e minha visão foi para a mesma direção da de Robin.

—Sozinha?—Perguntou demonstrando curiosidade.

—Sim. É apenas Henry e eu— Forcei um sorriso mantendo meu olhar em meu filho. Era mentira, claro. Tem bastante tempo desde que era apenas Henry e eu, mas foi assim por um longo tempo e às vezes até sinto saudades daquela época.

—Fez um ótimo trabalho o criando— Falou e o encarei.

—Bem… Obrigada— Dei um sorriso sincero dessa vez— Roland é um doce de garoto. Você fez um ótimo trabalho o criando também.

—Eu? Não consigo me imaginar criando Roland sozinho— Deu uma breve risada—Não sei o que seria de mim sem Marian.

E o mais estranho e engraçado disso tudo era que ele cuidou de Roland sozinho por um bom tempo e ele nem sequer sabe do ótimo pai que ele foi e ainda é.

—Tenho certeza de que faria um ótimo trabalho mesmo sozinho— Disse e dei um sorriso sincero.

—Não teria tanta certeza, Marian sempre esteve do meu lado, desde que nos conhecemos no ensino médio—Disse e logo após ficou pensativo e deu um sorriso.

Ensino médio? Nem mesmo na floresta encantada eles ficaram por tanto tempo juntos, mas, ao pensar nisso, ele ficou feliz. Não posso dizer que isso não me machucou um pouco.

—Você realmente a ama, não é?—a cada palavra dessa pergunta meu coração apertava um pouco e esperava que a resposta fosse um “não”.

—Ela é minha esposa—Disse como se fosse óbvio.

Não pude deixar de notar que ele não disse que a ama, o que fez meu coração sentir um pequeno alívio e, por esse motivo, não iria entrar mais nesse assunto.

Robin e eu continuamos a conversar como se ele me conhecesse há muito tempo—ou pelo menos como se lembrasse de mim há muito tempo. Ele parecia confiar em mim e me contou várias histórias, que eu sabia que era apenas efeito do que quer que tenha afetado sua memória.

—Sua vez—Falou após terminar de contar uma história de quando era adolescente.

—Minha vez do que?—Forcei uma risada, pois sabia o que ele queria dizer.

—Acabei de contar várias histórias pessoais minha pra alguém que acabei de conhecer, agora você vai me contar a história de Regina Mills.

—Minha vida não é tão animada quanto a sua—Por mais que tudo que ele tenha me contado fosse mentira.

—Tenho certeza que tem algumas histórias interessantes.

Eu sabia que não poderia contar nenhuma história da floresta encantada, então resolvi contar como adotei Henry e como quase desisti dele.

—Viu? Uma excelente história. Certeza que tem mais.

Pensei que poderia adaptar alguma das minhas histórias da floresta encantada, mas tudo que fazia incluía matar snow e não seria uma boa história.

—Não tenho mais nada para contar, ou você quer saber sobre como Henry deu suas primeiras palavras ou quando começou a andar?—Forcei uma risada.

—Qual a sua história antes do Henry? Histórias de faculdade sempre são emocionantes, ou do ensino médio… Saída com os amigos, seu primeiro amor…

Meu primeiro amor… Daniel… Éramos tão jovens. Quando nos conhecemos, eu acho que estaríamos no ensino médio desse mundo. Lembrar de Daniel ainda doía e lembrar de como ele se foi é tão terrível que deixei uma lágrima escapar.

—O que aconteceu? Desculpa te pressionar… Eu... —Robin se desesperou e eu ri.

—Não… Não tem nada a ver com você—O acalmei—Me lembrei de uma coisa.

—O que? Se quiser pode contar.

—Meu primeiro amor… Seu nome era Daniel…

Antes que pudesse terminar de falar escutamos o grito seguido do choro de uma criança. Era Roland que caiu do balanço. Robin foi correndo ver como Roland estava.

—Filho, você está bem?—Robin pegou Roland no colo e o analisou pra ver se havia algum machucado.

Roland apontou para o seu joelho e mostrou um pequeno arranhado.

—Não foi nada demais, só um arranhadinho—Robin tentou acalmar Roland que chorava.

doendo—Falou com a voz embargada.

—Vai ficar tudo bem—Falei, mas Roland não parou de chorar.

—Já sei— Robin disse e colocou Roland no chão— O que você acha da gente tomar um sorvete— O pequeno parou de chorar imediatamente e deu um sorriso.

—Como não ficar feliz com o bom e velho sorvete?—Ri.

—Você vai com a gente?—Robin perguntou e quando ia responder, percebi que Henry não estava ali.

—Onde está o Henry? —Perguntei preocupada.

Roland limpou as lágrimas do rosto e apontou para um vendedor de pipoca, perto dele estava uma garota loira e um garoto moreno conversando e comendo pipoca. Henry. Não sabia quem era a menina e não importava naquele momento, pois Henry havia deixado Roland sozinho fazendo com que o pequeno machucasse e eu queria saber o motivo.

—Respondendo sua pergunta, Robin. Não, não vou com vocês. Vou ter uma conversa séria com Henry—Falei demonstrando estar brava.

—Okay. Boa sorte—Robin Parecia achar graça da maneira como agi.

Fui em direção a Henry e a garota loira enquanto Robin levava Roland na outra direção para a sorveteria.

—Henry, o que você estava pensando quando deixou Roland sozinho?—Perguntei tentando manter a calma.

—Oi, mãe—Ele parecia constrangido— Essa é a Melany— Apontou para a garota loira ignorando completamente a minha pergunta—Melany, essa é a minha… Mãe. Depois eu explico direito, é uma história complicada.

—Okay...— A garota disse e se virou pra mim— Oi— Ela levantou a mão para me cumprimentar e eu apenas ignorei.

—Henry, não desvie do assunto. Porque você deixou Roland sozinho?

—Eu vim falar com Melany— Ele percebeu que eu não estava satisfeita com a resposta— Roland disse que ficaria bem sozinho.

—Henry, ele não tem idade suficiente para saber se vai ficar bem sozinho ou não. Você deveria saber disso.

—Me desculpa, eu achei que...

—Eu acho que já vou indo… — A tal de Melany falou, mas Henry puxou sua mão.

—Não, por favor. Fica.—Henry pediu e ela apenas balançou a cabeça.—Mãe, eu prometo que nunca mais vai acontecer isso. Agora, eu posso sair com a Melany?

—O que? Henry, não é tão simples assim...— Falei um pouco mais calma.

—Por favor, mãe… Tem tempos que não a vejo— Henry disse e eu respirei fundo.

—Tudo bem, mas volte aqui antes do almoço e depois vamos conversar.

—Obrigada, mãe—Ele me abraçou bem apertado e depois saiu com a garota.

Vamos ter uma séria conversa quando voltarmos para o apartamento. E aquela garota? Não fui muito com a cara dela. O que será que ela quer com meu filho? De onde ele a conhece? Já estou vendo que essa conversa vai ser longa, Henry me deve explicações.

Dentre discussões comigo mesmo sobre o que falar com Henry e certa preocupação com ele e o que aquela garota quer, e também com Roland que, por mais que tenha apenas ralado o joelho, havia caído e se machucado. Seria uma espécie de aviso? NÃO. Acalme-se, Regina. Robin já vai voltar, não tem necessidade de ficar ansiosa. Perdida nesses pensamentos, me assustei ao ouvir uma voz extremamente conhecida por mim e que não tinha a menor vontade de ouvir.

—Olá, dearie—O homem que se apoiava em uma bengala sentou-se ao meu lado. Rumpletiltskin.

—Rumple? Mas o que—Perguntei surpresa. O que ele fazia aqui? E porque estava falando comigo?

—O que estou fazendo aqui? Bem, dearie, tenho uma pergunta bem melhor... Como você está aqui?— Ele tinha um semblante bravo.

Era, de fato, uma boa pergunta. O que iria responder? Eu não poderia falar que não existia mais nenhuma barreira em Sotrybrooke, poderia colocar todos em perigo e principalmente Belle, afinal, foi ela quem expulsou Rumple.

—Eu desisti. Precisava encontrar Robin e, além disso, não aguentava mais os charmings. Sua vez de me responder minha pergunta— Disse tentando demonstrar naturalidade.

—Ora, não ficou sabendo? Minha adorável esposa me expulsou da cidade—Deu um sorriso cínico— E minha única opção era vir para o antigo apartamento de Neal— O sorriso saiu rapidamente de seu rosto.

—Que bom para você. Agora, se me dá licença, tenho que ir. Ótimo te reencontrar, Mr. Gold—Falei ironicamente e me preparei para sair de perto dele, quando ele segurou meu braço.

—Não tão rápido. Eu não acredito na sua história. Você vai me contar a verdade ou...

—Ou o que? Você vai me bater com essa bengala? Estamos em um mundo sem magia, aqui você simplesmente... Patético— Falei com tom de desprezo.

—Cuidado com o que fala, Regina. Você sabe que não tem chance alguma contra mim se eu tiver magia.

—Como já disse, não pretendo voltar para Storybrooke— Falei com firmeza— Até mesmo porque não posso.

—Você sempre foi uma péssima mentirosa, Emma jamais deixaria você ir embora com Henry— Abri a boca para contestar a sua fala, mas ele interrompeu— Não vou perder meu precioso tempo com suas mentiras, se eu quiser descobrir alguma coisa, terei de fazê-lo por conta própria. Mas, não se preocupe, nós nos ainda vamos nos rever, majestade— E Rumple se distanciou.

Ótimo, não poderia ter ficado pior. Agora ainda tenho que me preocupar com mais uma coisa. Me direcionei ao banco que estava antes e aguardei até Robin e Roland voltarem, porém minha preocupação com Rumple não diminuiu. Será que deveria voltar para Storybrooke? Afinal, sou a prefeita e... Não sei se ainda tenho muito que fazer por aqui. Enfim, preciso avisar Emma sobre isso urgentemente.

Notas finais
E então? O que acharam? O que será que Rumple vai fazer? Quem era aquela menina que Henry estava conversando? Em breve descobriremos kkk Não esqueçam de deixar sua opinião sobre o capítulo e avisar o que estão gostando ou o que acham que deveria melhorar, isso é muito importante :3 Nos vemos no próximo capítulo Beijinhos :*