I Hope You'll Remember Me
6 Our priorities
Notas iniciais
Estávamos almoçando em um restaurante que Robin recomendou, sentados em uma mesa para quatro pessoas, e nenhum de nós falamos uma palavra desde que estramos. Estava tensa demais para falar qualquer coisa, Henry parecia se sentir culpado por causa de Roland e Robin estava ocupado demais tentando fazer seu filho comer.
—Sabia que não devia ter te dado sorvete antes do almoço— Robin reclamou largando a colher no prato de Roland, finalmente desistindo de tentar lhe dar comida— Se Marian estivesse aqui ela ia acabar comigo.
—Sorte que ela não está, não é mesmo?—Falei forçando uma risada— Deixe-me tentar. —Disse e me levantei para sentar ao lado de Roland.
—Fique a vontade— Robin disse e trocamos de lugar.
—Roland, você precisa comer— Falei de forma autoritária colocando um pouco de comida na colher.
—Mas, Regina, eu não estou com fome— Roland disse fazendo um biquinho.
—Você deveria saber que fazer essas carinha fofas não funcionam comigo, garotinho— Meu olhar foi e direção ao de Henry, e ele tinha aberto um sorriso, ele sabia muito bem que essas carinhas funcionavam sim e ele era a prova viva— Vamos, Roland, pelo menos uma colherzinha— Falei colocando um pouco de comida na colher e levando em direção à boca do pequeno.
—Mas eu não quero—Falou fechando a cara e, nesse momento, eu apenas levantei uma de minhas sobrancelhas parecendo estar brava. Por incrível que pareça, Roland fez uma cara meio assustado e finalmente cedeu comendo o que havia colocado na colher.
E o restando do almoço seguiu assim, quando Roland terminou de comer sua comida—Com a minha ajuda—, eu rapidamente terminei de comer a minha e deixamos o estabelecimento indo em direção ao prédio em que Robin estava morando e, consequentemente, o meu e de Henry também.
Enquanto Henry e Roland andavam um do lado do outro, Robin e eu íamos logo atrás os observando para ter certeza de que estava tudo bem.
—Então, precisamos conversar— Robin disse com um tom sério, fazendo com que eu o olhasse, confusa— Você precisa me contar seu segredo— Ele falou, já mudando o tom de voz— Como você conseguiu fazer Roland comer daquele jeito? Ele limpou o prato todo. Acho que nem mesmo Marian consegue essa proeza— Ele riu.
—Eu estava guardando esse segredo, mas agora que você já descobriu... Eu sou uma super heroína— Falei, rindo. O quanto aquilo era estúpido, nem mesmo se quisesse seria uma heroína.
—Uma super heroína em Nova Iorque? E eu a conheço? Me sinto lisonjeado— Robin falou, entrando na brincadeira.
—Eu também me sentiria— Falei, rindo logo em seguida.
—Mas, agora, sério... Como você fez aquilo?— Robin demonstrou curiosidade.
—Bem... Eu tive muita prática com um garotinho que só gostava de comer pizza e jogar space paranoids— Falei, olhando para Henry que andava em nossa frente, e abri um sorriso. Sempre gosto de me lembrar das coisas que passei com Henry na época que éramos apenas nós dois, até mesmo das dificuldades, pois ele era tudo pra mim e nada mudaria isso.
—Você fez um ótimo trabalho— Robin deu um sorriso sincero— Ah! Só uma coisinha... Você poderia não contar nada pra Marian? Ela vai me matar se souber— Ele riu meio sem graça.
—Claro—Sorri— Dessa boca não sairá nada— Ri, logo em seguida.
***
Chegando ao nosso prédio, Robin fez questão de levar Henry e eu na porta do nosso apartamento, porém, antes, ele deixou Roland no seu próprio apartamento, já que Marian já estava em casa. Chegando lá, abri a porta e Henry entrou, enquanto eu e Robin ficamos do lado de fora.
—Obrigado por esse dia. Foi realmente muito bom—Robin falou abrindo um sorriso— A felicidade de Roland por estar com você... É impagável.
—Eu que agradeço. Roland é bem especial pra mim— Falei também abrindo um sorriso— Talvez possamos fazer isso outro dia.
—Claro! Seria uma honra, Regina Mills— Ele disse e pegou uma de minhas mãos, dando um beijo nela.
—A honra é toda minha, Robin Of Locksley— Um sorriso que já estava no meu rosto aumentou mais ainda ao viver essa cena.
Depois disso, entrei em casa e dei de cara com um Henry que tinha um sorriso gigantesco no rosto.
—Então? Já percebeu o quão fácil tudo isso vai ser?— Henry disse esperançoso.
—Não sei, Henry. Não sei— Falei, sem conseguir conter o sorriso— Mas... Mocinho, nós precisamos conversar— Falei séria. Precisava falar com Henry sobre meu encontro com Rumple.
—Mãe, me desculpe sobre a Melany... Eu fiquei tanto tempo sem a ver...
—O que? Não... Ainda não é sobre isso que eu quero falar— Henry fez uma expressão confusa.
—Então sobre o que?— Henry parecia preocupado.
—Rumple, seu avó. Ele está aqui.
—Mas... Talvez isso seja algo bom, talvez ele possa ajudar!
—Henry, não acho que esse seja o caso. Ele não parecia disposto a ajudar. Ele apenas parecia interessado em saber como saí de Sotybrooke. Eu menti, mas ele percebeu isso. Todos lá podem estar em perigo— Demonstrei preocupação.
—Avise a Emma, então, mãe!
—Não acho que só isso é suficiente, querido. Rumple é poderoso demais para Emma lidar com ele sozinho.
—Mas... Mãe! Você disse que íamos ficar aqui mais tempo, você falou para Robin que podiam se encontrar de novo! Não podemos voltar agora, operation mongoose finalmente está dando certo!— Henry parecia indignado, e quando o ia responder, ele logo completou— Você sabe que Rumple tem magia negra e Emma tem magia de luz, ela é forte o suficiente sim para derrotá-lo. Principalmente se ela for alertada antes dele chegar a Storybrooke.
Respirei fundo. Não tinha certeza se era o melhor a se fazer, mas Henry tinha razão, tudo que tinha era magia negra e tudo que sabia o próprio Rumple havia me ensinado, não poderia fazer muita coisa para impedi-lo.
—Mais uma vez você está certo, Henry. Eu preciso te ouvir mais— Dei uma risada— Vou avisar Emma sobre o perigo, mas também vou avisar que se a situação for muito ruim, nós vamos voltar, independentemente do andamento da operation mongoose.
—Tudo bem, mãe— Ele veio em minha direção— É bom saber como você se importa com as pessoas de Storybrooke agora, mas nossa prioridade agora é o seu final feliz— Retribui o abraço e logo em seguida dei um beijo em sua testa.
—Eu te amo, Henry— Dei um sorriso sincero— Com todas as minhas forças.
—Eu também te amo, mãe— Ele também abriu um sorriso e me abraçou novamente.
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