I Hate You Too!

34 XXXIV- Bêbado


Notas iniciais
Mais um capítulo aqui, guys! — Eu sei, esse capítulo demorou um pouco, mas eu comecei ele e quando estava na metade eu exclui tudo, por que não estava do jeito que eu gostava e recomecei e terminei. Espero que vocês gostem. Esse capítulo é do nosso Johnny. — Obrigadão aos Reviews dos lindões: Rike, Patty e AND! Obrigadão mesmo, amores! — COMENTEM E RECOMENDEM.

(POV: JONATHAN)

—E foi uma loucura… Foi bem dolorida, mas estava bem gostoso também. -Kyle sorria me contando como havia sido a primeira vez dele. Estávamos na mesma praça que havíamos nos encontrado da última vez, dessa vez era de manhã. Kyle havia conseguido um horário livre naquela manhã.

O loiro de cabelos compridos usava uma camisa branca, com um casaco, já que o clima frio começava a aparecer, os cabelos estavam presos no topo da cabeça e concluía a roupa com uma calça jeans. Eu usava uma roupa parecida, exceto que estava todo de preto e eu nem havia percebido isso, se não fosse pela percepção de Kyle.

—E você?

—Eu o que? -Comentei terminando com o sorvete que estávamos tomando. O loiro riu.

—Como foi a sua primeira vez…

Hassan…

Foi o primeiro nome que apareceu na minha mente. Não era muito bom pensar naquilo. O ideal mesmo era tirar qualquer pensamento daquele árabe naquele momento. Kyle era divertido, mas era muito diferente de Hassan e talvez fosse isso que eu estivesse precisando. De algo que não me lembrasse Hassan.

—Hm… Quer saber da minha primeira vez de verdade? Com uma garota?

—Então você era um garotinho hetero, Jonathan? -Kyle parecia estar se divertindo com aquilo. -Mas me fala, quem foi que te trouxe para esse lado, então?

—É uma história meio complicada, Kyle…

—Sempre cheio de segredos, não é Jonathan? -O loiro falou me puxando pelo ombro e eu quase me desequilibrei no banco daquele parque. Kyle era aquilo, um doce, mas um pouco arrisco e até agressivo. O loiro me puxou para um beijo rápido.

Estávamos naquela parte do parque sozinhos, além de ser uma zona bem afastada no parque, o horário favorecia a nossa privacidade. O loiro segurava meu corpo num abraço e eu fazia o mesmo com o corpo dele.

—Vai fala… -Ele sussurrou no meu ouvido e aquilo me fez rir. Beijar para conseguir o que quer.

—Ok… -Respirei fundo, talvez aquele mal estar por ter que falar de alguém que atualmente não ocupava a minha vida, exceto meus pensamentos, sempre existisse. E se ele fazia parte da minha vida, era importante que eu o retratasse. -Foi com o meu meio-irmão. -Kyle pareceu surpreso com a afirmação. -Na verdade, ele não era meu meio-irmão, meu pai tinha casado com a mãe dele e nós acabamos morando juntos.

—E como ele era? -Kyle soltou os cabelos rapidamente e deitou-se no banco, apoiando a cabeça no meu colo.

Nós dois estávamos nos dando bem, mas não iríamos desenvolver nada sério. Eu não sabia se não iríamos fazer isso por minha parte ou por parte de Kyle. Ele parecia bem independente e parecia gostar dessa liberdade e independência e eu… Será que eu deveria estar me envolvendo tão rapidamente com alguém? O que eu pensava sobre isso?

—Hein, Jonathan? -Ele falou me olhando e eu o olhei. -Como ele era? Parecido com você? Comigo?

—Não… Ele era muito diferente de qualquer um de nós… Ele era menor que você, pouco menor só. Tinha um cabelo curto e bem preto e um topete. Ele era descendentes de árabes…

—Árabes? Tipo os terroristas? -O loiro parecia assustado e eu ri.

—É… Só que inofensivo. -O terrorismo era o que a TV americana fazia sobre os islâmicos na TV.

—E como foi a primeira vez de você…

—Foi bem diferente, eu imagino… Nós estávamos bem juntos e havia acabado de acontecer umas brigas e meio que nós ficamos juntos por causa disso.

—Parece ter sido bem… Especial. -Kyle comentou sentando novamente e me olhando com um olhar julgador.

—Na verdade, até foi…

E havia sido mesmo, não tinha como negar isso.

—Acho que você ainda gosta dele, não é?

—Kyle, não vamos falar disso, né? -Olhei para o loiro e ele parecia desacreditado. -Qual é? Você tá com ciúmes?

—Não né? Óbvio que não, só que não é legal você ainda gostar de alguém e estar se envolvendo com outra pessoa…

—Mas é você que tá dizendo que eu ainda gosto dele, eu não falei isso…

—Não é algo que você precise falar…

—Kyle sem comoção! -Falei levantando. -Eu já vou indo!

—Ei, Jonathan! Espera! -O loiro levantou e foi logo caminhando atrás de mim, me segurando pelo braço.

Eu odiava aquele tipo de atitude. Ficar com raiva de algo desnecessário e depois se arrepender. Era infantil e no mínimo revoltante.

—Kyle, relaxa, depois a gente conversa, ok? Eu perdi o clima…

—Desculpa, eu não… Sabia que você iria chatear!

—Tá tudo bem, só me deixa ir embora… Depois eu te ligo.

E assim, eu saí dali.

[...]

Poderia parecer que eu estava fugindo daquele assunto, mas eu estava mesmo? Porra, talvez eu estivesse mesmo. Eu não queria viver a minha vida toda, naqueles fantasmas. Já faziam meses que eu havia saído do Brasil e vindo para cá. Fazia meses que a minha vida antiga tinha sido destruída sem que eu pudesse opinar muito sobre ela e mesmo que eu quisesse pensar que iria voltar logo e que tudo estaria como deveria estar, eu apenas estaria mentindo para mim. Meu pai não seria o mesmo, Gabriela não seria a mesma e principalmente, Hassan não seria o mesmo.

Ao chegar em casa, o clima estava o de sempre. O mesmo silêncio infernal e tudo naquele país parecia aumentar aquele clima de tristeza. Poderia ser o frio que chegava com velocidade ou poderia ser a aparência monótona e pouco colorida das casas do bairro. Meu avô estava sempre na sala vendo TV, a pouco movimentação no quarto da minha avó era feita apenas pelos enfermeiros e médicos e apenas feito em extremo silêncio, para evitar alardes e preocupação com o meu avô.

Subi e fui até o meu quarto. O quarto triste de uma casa triste. Eu havia deixado tudo arrumado e ainda estava assim. Fui até a janela e olhei para fora. A vizinhança era calma, aquele bairro parecia um residencial de idosos, a maioria das pessoas que moravam nas proximidades da casa dos meus avós eram idosos como eles, casais de idosos que ficavam juntos até envelhecer e que a vida só animava um pouco mais, nos fins de semana, quando seus filhos e netos vinham e deixavam a vizinhança mais radiante.

Será que eu viveria algo assim? Num casamento consolidado e numa casa… Sendo perturbado por netos nos fins de semana. Lembrei de quando eu era um pouco mais novo, por volta dos doze anos… Ainda extremamente magoado com o que minha mãe havia feito com ela mesmo e comigo. Pensando que jamais casaria, porque jamais iria querer que alguém que eu amasse me deixasse e me deixasse com a responsabilidade de cuidar de alguém, como um filho.

Talvez… Boa parte do que eu havia me tornado hoje, fosse pela da morte da minha mãe e da criação pouco amorosa que meu pai havia me dado, não me entendam mal… Meu pai me amava muito, mas ele jamais demonstrava carinho e até paciência como uma mãe costumava mostrar, mas de que isso importava? Eu não estava me envolvendo com mulheres e sim com homens, embora ainda me considerar bissexual, porém nas minhas possibilidades atuais, casar e ter filhos não seria algo tão realizável… Será que não era um dos fatores que mais me ajudavam? A homossexualidade como a válvula de escape de uma normalidade que me irritava e me machucava?

—Oi… -Ouvi a voz de Caleb e virei. O descendente de nativo-americanos já estava dentro do quarto. Me olhando, enquanto eu estava olhando para a janela. Estava tão preso pensando que nem o vi.

—Fala, Caleb.

—Você… -O garoto calou-se, tirando uma mecha de cabelo dos olhos e prendendo atrás da orelha. -Saiu com o garoto da boate de novo?

—Sim, algum problema? -Caleb estava diferente. Geralmente ele era todo cheio de si e confiante quando vinha falar comigo, não demonstrava muitas fraquezas e nesse momento, ele parecia calmo até demais, seria um truque?

—Você não acha que… -Eu sabia que esse Caleb ia voltar, o moreno sentou-se na cadeira do meu quarto e cruzou as pernas. -Está se envolvendo rápido demais com esse garoto, não? Você mal conhece ele e o que ele tem demais?

—Senso de humor? -Falei olhando para ele que pareceu ofendido.

—Só estou te dando um toque, pra não se envolver e cair do cavalo.

—Eu sou bem crescido, sabia Caleb… Acho que isso de enfermagem tá afetando bastante sua cabeça.... Eu não preciso dos seus cuidados.

Eu poderia estar sendo grosso até demais, mas Caleb não funcionava como alguém frágil e eu não queria que ele se apoiasse em mim, principalmente pela última pessoa frágil com que eu tive que lidar… Sim, eu andava fugindo de responsabilidades com pessoas frágeis, pelo fato de eu não ter conseguido lidar com aquilo muito bem com Hassan, tanto que ele procurou outra pessoa para aquilo.

O moreno acabou saindo do quarto depois daquilo e me deixando sozinho novamente e aquilo estava sendo muito bom pra mim. Kyle não era frágil, se fosse, ele ainda não havia demonstrado aquele papel. Resolvi então deitar e tentar descansar um pouco, ter acordado mais cedo que o normal e saído já pela manhã com o Kyle havia me deixado cansado. Acabei caindo no sono e dormi por cerca de três horas.

Quando acordei já havia passado o horário do almoço, mas era bom eu descer para poder comer. Meu avô não havia me acordado, talvez por saber que eu estivesse cansado. Ao descer encontrei meu velho na cozinha, sentado conversando com Caleb que terminava de passar um café ali. Por já três da tarde, os dois talvez já fossem comer algo.

—Oi, filho… -Meu avô falou ao me ver passando por ele, em direção ao fogão.

Era chato falar em português na frente de Caleb, principalmente por ele entender tudo. Ele era o único dos enfermeiros que falava português.

—Oi, vovô… Tem almoço ainda?

—Sim. Como foi seu encontro? -Eu havia afirmado a vovô que estava saindo com alguém, só não havia afirmado que era um garoto e ele estava bem interessado. -Já saiu com ela algumas vezes, acho que já pode trazer pra cá, pra apresentar pro seu velho. Se vocês casarem, você vai ter passe pros Estados Unidos, filho.

—Calma, vovô… -Falei rindo. -Nós ainda nem estamos perto de namorar, só estamos ficando.

—Jovens e essas coisas complexas… Eu casei com a sua avó e nós quase não tínhamos nos beijado. -Terminei de por meu prato e fui comer onde ele estava sentado.

—Quer dizer então, que isso é o sinal da prosperidade no casamento? -Insultei e ele riu.

—Claro que é… Você deveria fazer o mesmo, Jonathan…

—Nem casar eu pretendo, vô. Pelo amor de Deus, né?

—Aqui seu café, sr. Maserati. -Caleb nos interrompeu entregando uma xícara de café a meu avô e sentando na mesa conosco. -Eai, Jonathan… Pensei da gente ir em outra boate, vai que você conhece alguém diferente, não?

—É… -Óbvio que eu iria negar, eu não queria sair com a porra do Caleb e eu e o Kyle já estávamos saindo, não precisa de outra pessoa.

—Poxa, filho… Ia ser ótimo que o Caleb te apresentasse outro lugar, não? -Meu avô falou tomando mais um gole do café e eu o encarei. -E Caleb é de extrema confiança, eu fico feliz quando vocês saem juntos.

Ele só poderia estar brincando, só pode, mas o que eu poderia fazer? Negar? Sim, era uma opção, mas não queria que meu avô acabasse chateado com aquilo, principalmente que eu nem era tão próximo a ele, até Caleb era mais próximo do que eu.

—É… Pode ser, Caleb…

—Ok, então eu passo aqui e te pego às nove, ok?

—Caleb, você traga o Jonathan de volta, ok? -Revirei os olhos.

—Ok, senhor Maserati.

O moreno levantou-se e logo saiu. Talvez para realizar o seu trabalho com minha avó. E agora, eu teria que sair com o Caleb… Ótimo.

[...]

Já estava bem próximo das nove horas. Eu queria mesmo era ligar para Caleb e dizer que eu havia ficado doente da barriga por ter jantado bobagem… Qualquer coisa, mas evitar aquela saída.

O que era contraditório, já que eu estava completamente pronto, com uma camisa preta e um casaco também preto, devido ao frio, eu poderia transformar a noite de Caleb num inferno, não poderia? Ri dos meus próprios pensamentos. Talvez, isso fosse o que fizesse com que ele ficasse longe de mim e me deixasse em paz. Eu estava saindo com o Kyle e mesmo que eu ainda não tivesse nenhum sentimento por ele e soasse escroto eu me envolver com ele, era com ele com quem eu ficava.

Resolvi descer, Caleb já deveria estar próximo de chegar, quando mais rápido formos, mais rápido voltaríamos e eu não queria demorar mais do que o necessário. Assim como da última vez que saímos, meu avô estava na sala de estar vendo TV. O aquecedor estava ligado, mas ele continuava com um casaco e um edredom ali no sofá. Sentei-me ao seu lado, enquanto ele assistia ao noticiário.

As últimas sobre a minha avó não eram animadores. Os médicos diziam que aquilo era normal, mas no fundo, meu avô sabia que não era. O coma dela era induzido, mas a medicação que fazia aquilo já estava sendo reduzida a dias e ela continuava sem nenhuma reação. Nenhuma aceleração no batimento cardíaco ou nenhuma previsão de acordar. Os médicos diziam que por ela ser uma mulher mais velho era normal, mas não parecia verdade.

Como da última vez, ouvi a buzina do carro de Caleb. Despedi-me do meu avô, ouvindo todos os seus pontos sobre cuidado e responsabilidade e logo segui para a saída.

Lá fora estava bem frio, porém não estava chovendo ou nevando. E o seu estava completamente limpo, aquilo era um bom sinal. Entrei no carro de Caleb e ele não estava tão gótico quando ele costumava estar. Talvez hoje fossemos para um lugar diferente.

—Eai… Vamos?

—Já devia ter dado a partida… -Comentei ríspido e ele sorriu.

—Já está irritadinho, Jonathan?

—Imaginou que eu ia estar sorrindo pra você, sendo que você faz uma cena na frente do meu avô para ver se consegue minimamente a minha atenção na sua vida, sendo que você sabe que eu e Kyle estamos bem…

E depois daquilo, Caleb apenas seguiu dirigindo e olhando para frente. Ele poderia ter ficado chateado com a minha rispidez, mas ele estava muito enganado se eu iria tratá-lo bem depois de toda a montagem de cena que ele havia feito. Se havia algo que eu odiava era ser manipulado, algo que meu pai sempre tentou fazer a minha vida toda, principalmente depois da morte da minha mãe.

Resolvi tirar os pensamentos sobre a minha mãe da cabeça. Nunca era bom ficar pensando nela, depois de tudo o que aconteceu. Logo chegamos no bar. Era diferente do anterior, parecia um ambiente mais amigável, com pessoas menos góticas, pelo menos.

—Acho que você vai gostar daqui, faz mais o seu perfil. -Caleb informou saindo do carro, enquanto eu fazia a mesma coisa. Olhei para a entrada e não tinha ninguém na fila. Ao entrar, entendi o que ele quis dizer.

A maioria das pessoas ali estavam vestidas de maneira despojada, bebiam e dançavam e o ambiente era melhor iluminado que o outro bar. Ao entrarmos, Caleb se encaminhou para o bar, que era para onde eu sabia que ele iria e eu o segui. Logo pediu dois drinks de qualquer coisa e me ofereceu um.

—Eu sei que eu posso não ter sido alguém legal por ter feito isso na frente do seu avô, ok? -Ele falava isso num tom mais alto e bem próximo do meu ouvido, principalmente pela música alta que acontecia na pista de dança ali ao lado. -Mas eu realmente não fiz aquilo de caso pensado, eu só queria que a gente saísse como da última vez, ok?

—Certo… -Apenas confirmei.

—Amigos? -Ele perguntou e logo estendeu uma mão.

Poderia parecer soberba demais definir aquilo como amizade, mas eu apertei a mão dele. Não éramos amigos e talvez nunca seríamos, mas não era o momento de criar caso com isso, o momento era de pelo menos ficarmos de boa, sem nos importarmos com isso. Aquela noite eu deveria beber muito e me divertir, era isso que eu precisava.

As primeiras horas foram tranquilas, eu segui pedindo o mesmo drink que Caleb havia pedido para nós, pois ele era doce e nem parecia que continha algo naquilo, mas na verdade, continha e bastante. Depois de alguns drinks, eu já conseguia sentir meu corpo leve e dançar parecia mais divertido.

Caleb havia bebido pouco, já que ele estava dirigindo, mas dava pra ver que ele ficava bem alto com pouca bebida. Já estávamos dançando na pista de dança, bem juntos e estava divertido. Caleb dançava bem e sabia rebolar a bunda como ninguém.

Nem sabia direito porque eu estava me importando com a bunda de Caleb rebolando. Talvez fosse por causa da bebida, mas não importava.

—Você não acha que bebeu muito, não? -Ele implicou tomando a bebida da minha mão e tomando um gole. Era divertido falar em português na multidão. Algumas pessoas olhavam para nós e ficavam com cara de espanto próximo a nós.

—Você que não deve beber nada, sr. motorista. -Impliquei de volta tomando a bebida e bebendo todo o resto de um gole só. Aquilo fez minha mente girar de uma vez só e quase eu caí, só não cai porque meu corpo estava colado no de Caleb.

—CARALHO, EU AMO ESSA MÚSICA. -Caleb gritou e começou a dançar algum sucesso da Beyoncé e balançar todo seu corpo perto do meu.

—Calma… Não precisa requebrar em cima de mim assim… -Comentei levantando as minhas mãos, como em posição de defesa e ele continuou fazendo o mesmo, como se aquilo não estivesse causando nada.

—Vamo no banheiro? -Caleb falou no meu ouvido, mas nem me deixou respirar, apenas me puxou pela mão e eu o segui.

O caminho até o banheiro foi esbarrando em algumas outras pessoas e vários pedidos de desculpas. Caleb entrou no banheiro e eu o acompanhei, afinal era um banheiro de muitas cabines e não um banheiro individual. O nativo americano entrou em um dos boxes enquanto eu esperava me olhando no espelho.

Meu cabelo já estava bem desarrumado e minha roupa meio amassada. O lugar era bem melhor que o bar gótico que tínhamos ido da outra vez, o clima era melhor, a iluminação era melhor e as pessoas estavam ali com expressões melhores, esbanjando alegria. Caleb saiu do box e logo lavou as mãos na pia próximo onde eu estava.

—Sabe o que eu queria fazer? -O moreno falou e eu o olhei, numa pergunta muda de “o que?”

E o susto me pegou logo em seguida. Caleb basicamente subiu sobre mim e me beijou. Um beijo apressado. O moreno segurava na minha camisa enquanto eu não sabia o que fazer. Ele basicamente estava tomando o controle de tudo e eu não podia negar que eu estava me envolvendo. Caleb parou o beijo, mas logo me puxou para dentro de um dos boxes e o fechando com rapidez.

—Ei…

—Shh… -Falou me puxando para outro beijo novamente, dessa vez dentro do aperto do box.

O americano passava as mãos pelo minha camisa na região do meu peito, apertando com força enquanto ainda me beijava, eu estava muito passivo para alguém que deveria estar aproveitando.

Puxei Caleb e o virei, o jogando contra a parede que estava e o beijei. O enfermeiro não largava as mãos do meu peitoral e eu estava aproveitando aquilo. Caleb tinha um cabelo de um tamanho agradável e eu aproveitei para puxá-lo e o ouvi gemer ao fazer aquilo, aquilo me lembrou Hassan...

—Você tá louco? -Perguntei, quando cinco segundos de consciência bateram na minha cabeça.

—Você tá tão necessitado quanto eu… -O enfermeiro levou a mão até o meu jeans e apertou... Bem ali.

E realmente eu estava, faziam meses que eu não transava e minhas últimas experiências envolvendo sexo eram minhas punhetas ao lembrar de Hassan e aquilo não era nada saudável.

—Ei… -Protestei.

—Você tá curtindo tanto quanto eu! -E ele me agarrou de novo e dessa vez mordeu meu lábio inferior, eu ia acabar ficando louco. -E eu sei que eu que vou ter que dar pra você… -Sussurrou contra meu ouvido e era só o que faltava.

Novamente apertei o corpo do americano contra a parede e continuamos nos beijando eu poderia me arrepender daquilo, muito possivelmente sim, mas eu não estava em posição de fingir que eu não queria transar.

Sexo sempre foi algo muito presente na minha vida, antes mesmo de eu começar a me relacionar com garotos, então eu não iria fingir que aquilo não iria me agradar, embora eu soubesse que poderia me arrepender.

O nome de Hassan e até de Kyle começavam a rondar pela minha cabeça, mas eu não deveria ficar pensando naquele tipo de coisa agora. Virei Caleb contra parede e perguntei se ele tinha alguma camisinha. Tínhamos que ser rápidos, afinal estávamos no banheiro da boate. Caleb puxou a camisinha do bolso, enquanto abaixava a própria calça e cueca. Fiz o mesmo e coloquei o preservativo no meu membro.

Cuspi na minha própria mão, fazendo uma lubrificação necessária para o ato e penetrei o moreno que gemeu comedidamente contra a parede do box. As mãos de Caleb estava espalmadas contra a parede e eu segui penetrando o moreno , eu me arrependeria daquilo, talvez sim… Mas eu estava fazendo...

Notas finais
NÃO MATEM O JONATHAN! — Eu sei que o Jonathan tá bem saidinho, mas ele nunca foi santo. Fora que ele está vivendo uma experiência única, que é morar no exterior. Vocês gostaram do capítulo? Eu adoro as reflexões que o Jonathan faz, as vezes parece que ele é o personagem mais maduro da fic. — COMENTEM E RECOMENDEM