I Hate You Too!
11 XI- Maravilhoso
Notas iniciais
—Você merece... Meu Herói!
E um sorriso malicioso se formou nos lábios finos e super beijáveis do loiro. Jonathan estava completamente excitante sobre a minha cama, as pernas levemente abertas à bermuda xadrez apertando o baixo ventre do garoto. Eu sabia que ele estava completamente excitado. Era como se eu pudesse ver através das roupas. Ele me olhava com olhos desejosos e mordia o lábio inferior com força, quase a ponto de sangrar.
—O que você quer que eu faça? –Insinuei olhando nos olhos azuis.
—Tira a roupa. Deixa eu te ver do jeito que eu mais gostei de ver.
No principio não entendi de que ele estava falando, mas me lembrei do dia em que ele me jogou na tempestade e que ele me despiu. Comecei a tirar a camisa, mas antes de tirar completamente fui interrompido.
—Espera... Dança! –Ele mexeu no seu celular e pôs uma música e deixou num volume alto. –Vai, me deixa louco... Mais do que eu já estou!
Estava com vergonha, eu reconheço, mas a excitação do momento me deixou um pouco mais solto. Seria minha primeira vez e eu estava com o garoto que eu estava apaixonado e além de eu ter terminado um namoro a menos de vinte minutos. Era tudo muito recente, muito rápido. Baixei meu rosto, para ele não ver minha timidez e comecei a tentar me mover no compasso da musica. No começo foi difícil, encarei Jonathan por poucos segundos e senti que ele me olhava como um juiz de um campeonato de dança.
Seus olhos passeavam pelo meu corpo, mesmo ainda inteiramente vestido. Comecei a me mexer com mais ritmo e logo fui tirando a camisa. No principio ele me olhou com espanto. Não imaginou, talvez, que eu fosse capaz disso. Passei a camisa pelo meu corpo, de maneira sexy (tentando ser, eu acho) e joguei sobre seu rosto. Ele sorriu, um dos sorrisos mais lindos que já vi na vida e deu uma forte fungada na minha camisa, aspirando o cheiro. Eu deslizava minhas mãos pelo meu corpo magro e sem músculos definidos e os olhos azuis acompanhavam cada movimento que minhas mãos faziam. Sorri vitorioso e cheguei na minha calça. Abri o zíper e o botão.
—Chega! –“O quê? Como assim chega?” Me assustei com fala dele.
—Por quê? Tá tão ruim assim?
—Nada disso! –Ele levantou e veio até mim, agarrando meus quadris com forças e quase colando nossos membros. –Agora é minha vez! –Ele me deu um leve selinho e me virou para a cama e me jogou sobre ela. Sorri e comecei a encará-lo. Jonathan pegou o telefone e trocou por uma música bem mais dançante.
Ele virou de costas e começou a balançar os quadris com a música. Estava mesmo incrível, mas ficou melhor quando ele virou. Ele tinha levantado a barra da camiseta e levado até a boca e assim mostrava o belo abdômen que ele conservava. Seus olhos brilhavam e ele mordia a barra da camiseta com desejo. Seu tanquinho era perfeito. A bermuda era um pouco caída, deixando assim a amostra o cós da cueca preta. Suas mãos passeavam pelo tanquinho e ele levantava a cabeça como se esse movimento fosse à coisa mais excitante da Terra.
—Gostando?
—Óbvio que sim.
—Se prepara agora!
Ele tirou a camiseta e ver seus músculos se movimentando com o movimento de tirar a roupa foi mágico. Ele se aproximou sensualmente e se ajoelhou sobre a cama. Ele ficou com os joelhos bem perto da minha virilha, ou seja, quase em cima de mim. O loiro passou a camiseta pelo pescoço e foi descendo pelo peitoral, abdômen e até passou sobre o seu pênis, mesmo que por cima da bermuda xadrez. E jogou ela sobre meu rosto. O cheiro forte e amadeirado subiu pelas minhas narinas corroendo meu interior e me deixando hipnotizado.
O loiro voltou ao meio do quarto e abriu o botão e o zíper da bermuda. Logo ela caiu. Deixando apenas aquele corpo de cueca. Era uma preta, boxer e grudada à pele. O pênis estava tão marcado que quase dava para vê-lo. Suas pernas eram levemente malhadas, mas um pouco mais natural, as coxas tinha pelos escassos, já as panturrilhas eram bem mais peludas, com os pelos loiros. Ele massageava o tronco e passava a mão sobre a cueca. Minha boca salivava como se eu estivesse vendo o mais delicioso prato sobre uma mesa farta. Jonathan colocava as mãos sob a cueca e eu via a mão massageando o membro.
—Fecha os olhos, Has! -Obedeci. Fechei os olhos e fiquei somente ouvindo o silêncio. –Só abra quando eu mandar. –A voz rouca me disse, assenti sem abrir, ouvindo o silêncio maravilhoso que estava fazendo no meu novo quarto. Até que. –Ahh... Isso! Ahhh, que delícia. –Na minha mente eu imaginei uma das cenas mais impactantes para mim, Jonathan se masturbando, bem na minha frente, com o membro apontando para mim e a sua mão deslizando por toda a extensão. –Abre os olhos, Has. –Abri.
Jonathan estava na minha frente, cerca de menos de um metro de mim. Seus olhos mostravam desejo e excitação. A cueca estava na altura dos joelhos e o membro loiro apontando para frente, na altura do meu peito. Era grande, grosso, cheio de pelos loiros, com leves veias saltantes, uma glande bem rosada. E a visão se completava com duas bolas que ficavam logo abaixo. Ele se aproximou, se ajoelhou sobre a cama, como antes e deixou o membro a centímetros dos meus olhos e boca.
—Quer tocar?
—Que-quero!
—Toca.
Fechei minha mão no membro dele e dei uma leve apertada na glande. Ele gemeu, gemeu como se estivesse a ponto de ejacular. No começo apenas o masturbei. Passei alguns minutos sentindo o seu membro pulsar na minha mão. Ele jogava a cabeça para trás e suspirava pesadamente a cada pequeno aperto que eu dava na glande.
—Fica em pé e tira a calça.
Jonathan era um verdadeiro mandão. Mandava em tudo, mas no sexo ele ser o mandão era melhor. Eu não tinha experiências sexuais e se eu fosse comandar a relação acabaria ficando mais nervoso e estragando tudo. Fiquei de pé e tirei a calça jeans. Minha cueca era azul e a boca de Jonathan estava a poucos centímetros de mim. Eu já estava excitado.
—Quer que eu tire para você? –Me indagou sugestivo. Balancei a cabeça num movimento de sim e sua boca e língua foram até o cós da minha cueca.
Ele tentava puxar para baixo, mas o sua boca não tinha a força suficiente para puxar a cueca, logo uma mão foi ajudar e puxou minha cueca de uma vez. Meu membro pulou e deu uma leve batida no rosto dele. O loiro sorriu safado e passou a língua por toda a extensão. Meu corpo se contorceu todo e eu senti uma sensação incrível de morte e ressuscitação em menos de dois segundos.
—Pensei que fosse maior. –Brincou.
—Nem todos nascem com sua sorte!
—Que seja! –Rimos. –O importante é que você não vai usá-lo comigo. Sabe que sou eu que vou te comer, não é?
Fiquei em silêncio. Era óbvio que eu sabia, desde sempre ele era quem mandava, ele era quem agarrava meu antebraço, ele quem exigia as coisas. Então eu era mesmo um idiota passivo. Voltando, ele segurou meu membro com uma mão, mas logo soltou engolindo ele todo de uma só vez.
—Eu nunca fiz isso. Espero não decepcionar! –Ele avisou e logo engoliu o membro outra vez, por eu não ser tão grande, ele conseguia colocar tudo na boca. Estava maravilhoso, a língua dele brincava com a minha glande e as vezes ele colocava a mão também. Eu nunca recebi uma oral, portanto se ele estivesse fazendo errado ou ruim eu não saberia. Para mim estava perfeito.
Depois de algumas grandes chupadas eu me desfiz em prazer. Gozei na boca dele e ele cuspiu tudo na mão. Natural, afinal eu não era ninguém para exigir que um ex-hetero ou bissexual (ainda não descobri os desejos sexuais de Jonathan) engolisse meu gozo. Caí exausto na cama, minhas pernas se abriram e ele aproveitou para deitar sobre mim. Senti seu membro ainda duro chocar com o meu que já estava voltando ao normal. Jonathan beijou meus lábios.
—Você está certo disso? –Perguntou-me.
—Qual é? Virou o Silvio Santos? –Ele riu.
—Não, seu besta! Só não quero começar e depois você vir de cu doce! –Odeio essas verdades descaradas que ele insiste em me dizer.
—Prometo que vou até o fim.
—Vou fazer você ter a melhor noite de todas. Vou cuidar disso... –Ele me mostrou o meu gozo ainda na sua mão. –E já volto. -E ele saiu.
Os segundos seguintes pareciam intermináveis. As nossas roupas estavam em um amontoado só no chão. Cuecas, camisas e calças, todas jogadas pelo meu quarto. Jonathan voltou. Sua mão já limpa segurava camisinha. Ele jogou sobre a cama e agarrou meu pescoço. O seu beijo era algo que eu classificava como agressividade carinhosa. Suas mãos adoravam me marcar, agarrar meu pescoço, puxar meu topete. Isso devia excitar ele ainda mais. Porque eu sempre abria a boca para gemer com a dor e ele colocava a língua mais fundo na minha boca. Seus lábios eram intensos e viciantes.
—Has... Vira.
Como sempre, obedeci. Virei e fiquei de bruços, ele ficou colado ao meu corpo. O seu membro batendo nas minhas nádegas. Até ele sentar-se na cama.
—Vou te preparar, aguenta tá!
—Tá!
Fechei os olhos e logo senti um dígito dele molhado tentando me invadir. Fechei as nádegas como num mecanismo de defesa, mas ele insistiu. Logo seu dedo molhado de saliva entrava e saia com um pouco de dificuldade. Outro veio e foi pior. A dor aumentou e nessa hora eu pensei em desistir. Jonathan apenas mexia os dedos e eu só sentia sua respiração pesada.
—Eu acho que já dá!
—Tem certeza? –Eu estava assustado. Muito assustado.
—Vamos ver, se doer muito você avisa, mas não se ilude. Vai doer sim, não adianta achar que não.
Jonathan sempre conseguia ser duro nas palavras. E isso, foi uma das coisas que me fez gostar dele, essa sinceridade exacerbada e a grosseria. Sinceridade sempre é o melhor caminho e mesmo carregada de grosseria o importante é o significado das palavras, não a forma que a informação é repassada! Ele já estava posicionado atrás de mim, respirei fundo e disse que ele podia ir. Ele já havia passado bastante saliva no membro e mesmo que isso fosse um pouco nojento, era extremamente necessário.
A glande dele exigia entrar e a única coisa que eu queria era ceder da maneira mais fácil e menor dolorosa possível, mas meu canal não agia como meus pensamentos. Ele se fechou e só dificultou, mas como um cachorro louco e insistente, Jonathan seguia pressionando, até que depois de algum tempo a glande rosada dele e já coberta pela camisinha adentrou no meu ânus.
Minha primeira reação foi gritar, um grito alto e agudo. Meu corpo parecia partir em dois, com o membro de Jonathan pressionando.
—Shi... Calminha, já entrou a cabeça. Calma...
—Não é você que tá com um caralho na sua bunda! –Gritei irritado.
—Você vai gostar, Hassanzinho. –Mesmo sendo carinhoso, ele não deixava o sarcasmo.
—Espera um pouco antes de continuar.
—Ok.
Jonathan ficou parado por alguns poucos minutos, meu corpo ainda doía, mas eu já estava aguentando mais um pouco. Ele mexeu devagar e eu autorizei ele continuar. Aos poucos o seu membro foi entrando. E eu me sentindo cada vez mais aberto. Gemia alto e quase gritava novamente.
—Prontinho, entrou tudinho. Viu como foi fácil?
—Cala a boca!
—Vou movimentar tá?
—Uhum... -Falei carregado de sofrimento na voz.
Senti o membro dele sair aos poucos, mas não por inteiro e depois voltar entrar novamente.
—Nossa, que aperto! –Falou excitado. Ele devia tá adorando isso. Ver-me assim, tão a mercê dele.
—Jonathan, tá machucando!
—Já, já passa! Agora você me deixou entrar, tão cedo vou querer sair. –E aquilo massageou meu ego, Jonathan Maserati. Um dos garotos mais grossos e marrentos que eu tive o privilégio de conhecer estava gostando de transar comigo. Isso seria ótimo de espalhar, se não fosse tão errado para todos e humilhante para mim.
Jonathan seguiu penetrando com força e aos poucos a dor que eu tanto reclamei sumiu e eu só sentia leves fisgadas quando ele batia num certo ponto que me deixa mais excitado. Jonathan havia reparado que eu gemia mais alto quando ele batia num lugar bem fundo e resolveu fazer daquele lugar seu ponto preferido. E logo suas estocadas ficaram mais fortes e mais ritmadas até que ele urrou como um leão e caiu exausto sobre meu corpo. Seu membro saia do meu corpo devagar e dando leves sensações de alivio, dor e prazer. Mais o prazer era bem maior.
—Nossa, foi incrível! –Falei cansado.
—Eu disse que você ia ter a melhor noite de todas. -Ele deitou-se na cama e eu fiquei olhando seus olhos, nós dois frente a frente. Deitados numa cama de solteiro.
—Adoro seus olhos azuis.
—E eu seu topete. E essa sua carinha de santinho, mais que é um puto na cama.
—Porque você não se cala? Porra, só fala asneiras!
—E porque você não me cala?
Sorri e dei um beijo na boca dele. Um beijo apaixonado, só eu sabia como eu estava apaixonado por aquele adolescente inconsequente, o mesmo garoto que já me bateu, o mesmo garoto que quase me matou.
—Jonathan... Eu acho que eu...
—Não! Não me fala isso.
—Porque não? É o que eu sinto.
—Mas... Porra... Eu só queria ouvir isso quando eu estivesse pronto para dizer também. –Nossa, como eu fiquei feliz. Tentei não transparecer tanta felicidade, mas eu acho que ficou meio impossível.
—Tudo bem!
—FILHO! CHEGAMOS! –Minha mãe havia chegado e como ela disse no plural.
—TÔ NO QUARTO, TROCANDO DE ROUPA JÁ VOU INDO!
—O que eu faço? –Jonathan estava quase desesperado, o que acabava ficando engraçado se não fosse tão tenso.
—Pega tuas roupas e vai pra baixo da cama. –Jonathan fez o que eu mandei, pegou as roupas e o celular e foi para baixo da cama.
—Posso entrar, amor? –Peguei uma toalha rápido, no guarda-roupa me cobri.
—Entra!
—O que lindo! –Minha mãe não havia ainda visto o quarto completo, com todas minhas coisas dentro e ficou muito feliz. –Opa. De quem é isso? –“Droga!”
Jonathan era um idiota! Ele pegou minha calça na presa e deixou a bermuda xadrez dele no chão. Mil vezes droga!
—Ah... É do Jonathan! Eu trouxe enganado nas minhas coisas e...
—Deixou jogado por ai?
—Não! Eu achei bonita, quis experimentar, mas ficou larga!
—Você estava indo para o banho?
—É... A senhora pode me dar licença?
—Filho, eu troquei suas fraudas não esqueça!
—Eu sei, mas eu cresci mãe!
—Tudo bem. Já jantou?
—Não ainda, não.
—Paulo e eu compramos pizzas!
—Has! –Paulo apareceu na porta. –Viu o Jonathan?
—Não, ele não tá curtindo com o carrão, não?
—O carro está na garagem e o quarto está trancado.
—Bem, eu só o vi hoje na hora que ele saiu de carro.
—Tudo certo então, vou ligar pra ele!
—Não! –Droga! –Quer dizer, ele não levou o celular. Ele deixou no quarto. Ele me disse isso, que se eu ouvisse tocar, deixasse que não era importante.
—Ahh Jonathan, Jonathan! –E Paulo saiu com seu típico gesto de massagear as têmporas.
—Tudo bem, filho?
—Tá sim, tudo ótimo!
—Você parece... Tenso?
—É só uma dorzinha de cabeça, mas eu tô bem!
—Então filho, toma um banho e vamos comer. Depois mamãe te dá um remedinho e vem aqui ficar com você, tá bom?
—Não precisa, mãe!
—Claro que precisa, meu lindo! Vai ajeitar suas coisas pra tomar seu banho tá?
—Tudo bem.
Nossa que situação. Meu coração ainda bate forte devido a chegada dos dois. Tranquei a porta.
—Jonathan!
—Oi.
—Seu burro, levou minha calça e deixou a bermuda.
—Não briga comigo! Na surpresa, eu peguei errado. –Ele limpava as partes intimas sujas de pó, da parte debaixo da cama. –E agora por onde eu saio?
—Janela.
—Pelado?
—Não! Com a minha calça.
—Não cabe em mim.
—Você foi idiota e não levou a bermuda, se você pegar a bermuda e for usar vai ficar muito suspeito.
—Tem razão. –Ele foi até a janela já vestido e eu ainda com a toalha. –Tô me sentindo um príncipe encantado, deixando a princesa sozinha!
—Princesa é tua avó! Vai logo, antes que vire um príncipe encantado morto!
—Eu queria vir passar a noite contigo, mas você é filhinho da mamãe. Tem que dormir com a mamãezinha.
—Me erra, Jonathan! Vai logo.
—Até já, Hassanzinho.
—Até já, meu herói.
Trocamos um beijo e ele saiu pela janela. A calça estava quase rasgando de tão justa e ele andava com as pernas bem juntas para não piorar a situação. Era engraçado o ver andando assim.
Deitei-me na minha cama e fiquei a pensar sobre os mais recentes fatos. Luck e eu terminamos e mesmo ele sendo um ótimo amigo e um bom namorado o que ele fez foi completamente errado. Para que Jonathan e eu finalmente ficamos em boas, mas... A minha cabeça não deixa de pensar. Por quanto tempo? Sabe-se lá, se amanhã ele não vai amanhecer me odiando e implicando comigo. Mas só sei que hoje... Mesmo dolorido, mesmo um pouco agressivo e quase sendo descoberto. Foi maravilhoso!
[...]
No dia seguinte, acordei com uma dor terrível. Minha bunda estava dando leves pontadas e eu não conseguia nem sentar. Primeira vez... Ahh maldita primeira vez... Maldita e maravilhosa. Ontem à noite, comemos pizzas. Eu e Jonathan não trocamos nenhuma palavra durante a refeição. Apenas leves sorrisos, mamãe e Paulo conversavam sobre o trabalho exaustivo deles e como era bom que o dia seguinte fosse sábado.
Fui caminhando como um zumbi para o banheiro, meus olhos estavam quase fechados e ninguém ainda havia acordado. O banheiro social ficava no andar de cima e a porta dele ficava a frente da porta negra do quarto de Jonathan. Cheguei em frente a porta branca do banheiro e senti meu corpo sendo puxado e um barulho de porta sendo fechada.
Jonathan havia me agarrado pela cintura e me puxado para seu quarto. Batendo meu corpo contra a porta. Seu quarto estava como não estava há meses... Uma bagunça! Eu sempre limpava e agora, em menos de vinte e quatro horas ele já sujou tudo. Não tive tempo de ver mais nada, ele invadiu minha boca com aqueles lábios singelos e apaixonados. Jonathan me beijava empurrando a porta e aos poucos eu tinha a certeza de que ela iria arrebentar. Minha toalha já havia caído e eu estava apenas de cueca. Jonathan vestia um moletom e os seus músculos estavam ali. Livres para os meus olhos maliciosos verem e contemplarem.
—Você... É doido?
—Ahh, Has! Você curtiu, não seja hipócrita! Olha só seu pauzinho, tá durinho. –Ele encostou me apertou mais ainda e balançou o quadril mexendo meu membro.
—Seu imbecil... Eu acabei de acordar, estou horrível, com mau hálito e nossos pais dormem bem ai do lado.
—Um pouco de perigo é perfeito...
—E um pouco de bom censo também.
—Deixa de viadagem e me dá mais um beijo!
—Eu tô de viadagem? Só eu que tô pedindo um beijo de outro cara... –Jonathan fechou o cenho, odiava a habilidade dele de brincar, mas a falta dessa habilidade em receber brincadeiras. –Jonathan?
—Vai tomar banho? –Ele tentou transparecer que estava tudo bem, mas eu sabia que ele estava irritado. Ele encarava o chão e seus olhos deviam estar brilhantes.
—Sim... Se fosse em outra situação te convidava!
—Viado!
—Ah é? Tá bem, então quando você for ao meu quarto querendo me comer já sei o que eu vou dizer...
—Vai logo tomar banho, sua bixinha.
—Tá certo... –Ia abrir a porta, mas sua mão sempre iria ter o costume de ir ao meu topete. Ele puxou com força fazendo eu abrir a boca,para então capturar meus lábios, mas um beijo forte e agressivo que eu tanto amava. Seus lábios foram até meu ouvido.
—Bate uma bem forte pensando no meninão aqui! –Ele pegou minha mão e colocou por dentro do moletom. Senti seu membro, aquele membro que me preencheu na noite anterior... Estava duro. Uma rocha!
[...]
Durante a tarde, eu iria ao shopping. Iria sozinho, mas Jonathan fez questão de ir comigo e me levar no carro novo. Durante todo o caminho fui admirando aquela “máquina mortífera” como o dono idiota havia a batizado. Era preto, tinha ar condicionado e parecia ser fácil de dirigir. Jonathan tinha leveza com os dedos, mas não desviava o olhar da rua, exceto quando parávamos no semáforo.
Eu iria comprar alguns cd’s de música pop. Havia tempos que eu estava com uma lista para comprar, mas não havia tido tempo, nem dinheiro. Felizmente minha mãe me deu alguma grana e eu decidi comprá-los. Jonathan me seguia na loja de cd’s. Mesmo ele amando musica ele não se empolgou com nada que eu via. Parecia que não fazia o gosto dele.
—Olha esse! –Mostrei o novo cd do One Direction para ele. –One Direction!
—Has! –Ele me olhou contrariado. –Sério isso? One Direction! Pensei que você gostasse de coisas interessantes!
—Tipo?
—Ahh... Metallica, Guns N’ Roses, Green Day, Red Hot Chili Peppers!
—Nossa, não. Que droga em, Jonathan?
—Droga, nada! Melhor que esse seu One Direction!
—Tava zuando, nem vou levar o cd dos garotos! Que tal esse? –Mostrei o mais novo da Beyoncé.
—Beyoncé? Música de bixinha!
—Eu quem vou comprar mesmo!
Peguei o cd da Beyoncé, Amy Winehouse, Lady Gaga e dois da Shakira e mesmo recebendo cada um dos olhares e reclamações chatas de Jonathan, levei todos.
—Jonathan, vamos comer?
—Vamos.
Fomos até a praça de alimentação, mas bem antes de chegarmos lá, num dos bancos que sempre tem espalhados pelo shopping encontrei Luck, Mid e Vini. Jonathan na mesma hora fechou a cara e ficou emburrado e eu, como bem educado que sou... Fui cumprimentar os meninos. A princípio, Vini e Mid.
—Oi Midas! Eai Vinícius!
—Oi Has! –Os dois falaram em uníssono.
—Oi Has. –Luck falou meio entristecido. Todos nós estávamos de pé, incluindo Jonathan que estava um pouco atrás de mim. E Luck era o único sentado. –Has, po-posso falar contigo?
—Não acho uma boa ideia! –Jonathan chegando ao meu lado e tentando se impor na frente dos três.
—Jonathan, eu converso com ele.
—Podemos ir ali, naquele outro banco?
—Sim.
Luck e eu nos afastamos, olhei para trás e Jonathan nos encarava com um ódio fulminante. Midas e Vinícius haviam saído e ele estava ali, de braços cruzados olhando para nós dois.
Luís Gustavo e eu sentamos e ficamos em silêncio, no inicio.
—Vo-vocês estão juntos?
—Não! –Me assustei com essa suposição, talvez Luck poderia espalhar e isso seria um caos.
—Então... Quer dizer que está sozinho.
—É! –Ele virou. Me encarou, seus olhos estavam destruídos, mortos e avermelhados. Sua boca inchada com o lábio cortado, os olhos marcados de roxo devido aos socos, sua bochecha tinha algo diferente devido a agressão e tinha um band aid no nariz. –Vamos... Reatar? Has, eu sei que o que eu fiz foi errado e eu estou arrependido. Sei lá! O tesão me possuiu, eu fiquei louco. Você lá tão lindo e eu há tanto tempo querendo te sentir. Não fiz por mau.
—Luck... Eu sei que você não é mau! Você é até muito bom, mas reatar não rola!
—Por quê?
“Porque eu tenho outro!” Pensei em falar, mas eu só iria transparecer que não gostava dele e que eu era uma tremenda vadia. –Não dá! Não quero ter que passar por isso novamente. –Me levantei e ele segurou meu antebraço.
—Não! Me escuta... Eu prometo que...
—Solta ele, Luck! –Jonathan chegou, estava atrás dele. Luck pensou em persistir, mas logo sua mão morreu libertando meu braço. Jonathan agarrou meu outro braço e me guiou até uma distância considerável de Luck.
Fomos embora como dois garotos normais. Andando, rindo e nos divertindo. Estar bem como ele era tão maravilhoso que chegava a ser irreal. Que seja! Eu só queria viver essa irrealidade.
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