Notas iniciais
Finalmente não demoramos tanto para postar!

Mas sério, estamos tendo poucos comentários, e se continuar assim, não teremos muita vontade de continuar a escrever, então...

Por favor, deixem reviews!

Esperamos que gostem!

~Sarah Urie e Party Poison

Era fim de tarde daquele mesmo dia. Hayley Jannie estava realmente insegura dentro de sua casa. Ela precisava de um lugar para pensar. O único lugar calmo que vinha em sua cabeça era o parque Wood, próximo a sua casa. Pegou seu Ipod e um livro qualquer.

O parque Wood é meio rústico, cheio de arvores e flores tem tom escuro, com bancos feitos da madeira mais escura com alguns detalhes em ouro falso. Ninguém de grande importância, segundo os moradores dessa cidade, frequenta aquele lugar. Apenas idosos e adolescentes depressivos.

Era o lugar perfeito para Hayley naquele momento.


[P.O.V Hayley]



Coloquei meus fones e sai de casa. Os finais de tarde nessa cidade são frios, o que é bom. Eu ia caminhando pelo meu monótono bairro ao som de You and Me do Alice Cooper. Por um momento, passou em minha mente as arvores criando braços e pernas e dançando juntas, abraçadinhas, enquanto eu caminhava no meio delas com um sorriso lindo estampado em meu rosto. Sinceramente? Duas coisas impossíveis.


A cada passo que eu dava sentia um vazio maior em meu coração. Eu fala comigo mesma coisas do tipo “E se meus pais ainda estivessem vivos? Eu sei, já fazem 6 anos. Mas e se aquele acidente, se aquele maldito acidente não tivesse ocorrido... Deus, por que fez isso comigo?”. Desculpe-me, caro leitor. Eu sei que ando muito depressiva nesses dias (nesses dias?), mas estou apenas expressando o que realmente existe dentro de mim. Toda magoa que guardo dentro de mim, todo o sofrimento, uma hora tem de ser liberado.

Cheguei em frente ao parque Wood. Passei pela entrada feita de esculturas em moitas e segui pelo caminho lateral de pedras claras. Encontrei o banco mais afastado do resto da sociedade e me sentei como “índio”. Abri meu livro e comecei a ler. Era A Verdadeira Historia de Jack o Estripador.


...


[P.O.V Autora]


–Cara, eu não entendo o que você tanto gosta nesses hipsters. – Will falou andando a frente de Helena, mais mal humorado do que o normal.


–É que você realmente se preocupa muito com o que eu gosto né... – Disse Lena revirando os olhos e apressando o passo para conseguir alcançar Will.

Os dois subiam a rampa da escola com pressa, pois era sexta feira e obviamente nenhum dos dois aguentavam mais ficar naquele inferno, digo, escola.

– Vamos fazer o que agora? – Helena saltitava alegremente ao redor de Will – Nós podíamos ir ao shopping, ou a pista de Skate! Não, melhor, vamos ao parque cantar feito loucos e incomodar os outros! – A garota falou abrindo um enorme sorriso que a fazia parecer muito com uma criança que havia acabado de ganhar um doce.

Will simplesmente jogou a cabeça para traz e deu uma gargalhada:

– Cara, eu acho que eu nunca vou conseguir te levar a sério! Não com você parecendo um gnomo e com esse sorriso idiota na cara! – Ele falou se controlando para não rir mais ainda.

Helena, fingindo ter ficado magoada, jogou o cabelo para trás dos ombros e cruzou os braços: — Ah, se é assim... – Ela falou e saiu andando na frente de Will.

Ele ficou parado encarando meio boquiaberto enquanto Helena andava à sua frente, até raciocinar o que tinha acontecido. – Não! Espera! – Ele saiu correndo atrás de Helena. – Eu não queria ter te magoado, você nunca fica ofendida quando te chamam de gnomo!

– Não, não fico mesmo! Mas é divertido ver a sua cara de idiota quando você fica preocupado! – Disse Helena revirando os olhos e rindo da cara de idiota de Will – Cara, você pode até ser mais velho, mais alto e maior do que eu, mas não é mais inteligente. – Lena falou e abriu mais um daqueles sorrisos que a faziam parecer com uma garotinha.

– Pode ser, mas eu ainda não consigo te levar a sério. — Disse Will franzindo o cenho.

Helena simplesmente revirou os olhos mais uma vez e colocou um de seus fones.

– Ahm, posso escutar com você? – Disse Will fazendo uma carinha de cachorrinho perdido inconscientemente.

– Claro, se o fone alcançar... – Disse Helena com um sorriso maldoso.

– Há, há, há. Que engraçada Lena.

– Não era pra ser engraçado... – Helena falou enquanto apertava o play no seu ipod e alcançava um fone para Will.

– Mas o que? – Will fez uma careta quando a música começou a tocar. – Helena, que merda exatamente é essa?

– Cara, isso é SHINee, e não é uma merda! É K-Pop! – Disse Helena erguendo as sobrancelhas.

– É uma merda sim! – Disse Will revirando os olhos.

– Hunf, já era de se esperar que você soubesse que eu gostasse de K-Pop...

– Era de se esperar mesmo, você anda com um péssimo gosto ultimamente! – Will falou irritado

“Pera, isso tinha sido uma indireta?” Pensou Helena, lembrando-se da conversa que tivera anteriormente com seu novo amigo, Paul.

– Ah, tanto faz! – Falou Helena enquanto arrancava o fone do ouvido de Will e colocando em sua outra orelha. Impedindo-a de escutar qualquer palavra vinda do garoto.


...


Enquanto isso, Steven estava saindo da biblioteca da escola. (Sim, ele vai à biblioteca!). Ele aproveitou que não havia ninguém por perto e foi para o parque Wood ler o livro da biblioteca. Pegou seu skate na portaria e se dirigiu até a praça ao som de Nirvana.

Quando chegou ao parque, viu um daqueles grupos de religiosos fanáticos fazendo protestos. Ele olhou para baixo e percebeu que estava usando uma camiseta do Death.

– Puta merda! — Steven falou batendo com a mão na testa.

Stevy, invocando o seu “ninja interior” começou a correr de arbusto em arbusto tentando não ser notado pelos protestantes fanáticos.

– Ei garoto! Isso aí! Você mesmo! – Uma idosa meio perua veio cuspindo em sua direção – Você precisa vir para o caminho de Deus!

Steven apenas olhou para ela com cara de cu.

– E pare de me olhar com essa cara! Desligue esse barulho que você chama de música e queime essa camiseta do Satanás! – A velha disse com a voz esganiçada.

Stevy e a velha ficaram se encarando por um bom tempo, até que ela, abrindo a boca e fazendo menção de xingar o garoto. Foi surpreendida por um Steven berrando: — MAS NEM FUDENDO! – e logo depois saindo correndo feito um louco sacudindo os braços para o alto.

– VOLTE AQUI SEU FILHO DO SATANÁS! VOLTE AQUI E VENHA PARA O CAMINHO DE DEUS! – A velha falou com uma veia saltando em sua testa.

Steven continuou correndo enquanto ria da cara da velha.

Notas finais
Merecemos reviews?