I Hate Myself For Loving You
5 Amarillo
Notas iniciais
Obrigada pela atenção.
Alasca Young (ex Sarah Urie)
“Steven continuou correndo enquanto ria da cara da velha.”
Percebendo que já havia despistado aquela senhora, Stevy diminuiu seu passo. Ele caminhou alguns metros e avistou Hayley sentada num banco escuro bem longe do resto da sociedade. Foi até a sua “amada” caminhando em passos largos e olhando para os lados para ver se nenhum velho caduca do protesto estava o seguindo. Enquanto caminhava uma brisa soprava seu cabelo ruivo caído sobre a testa.
— O que faz aqui, menina moça? – Steven falou retirando um dos fones de Hayley – Acho que aqui não é um bom lugar pra você.
— Não me importo. – Hay forçou um sorriso – não tinha outro lugar melhor pra eu ir.
— quer conversar? – Stevy a encarava preocupado (pelo menos era o que ele demonstrava).
— Não. – a menina suspirou. – só quero um lugar pra apoiar minha cabeça.
— Posso emprestar meu ombro... – Hayley riu e deitou no ombro do garoto.
[P.O.V Helena]
- Ah não, não, não! – William começou a gritar na entrada do parque Wood. – não acredito! Não, justo hoje. Por que, meu deus, por quê?
- Meu deus, pra que tanto drama, menino?! – falei dando um leve tapa em seu braço.
- Helena! Ai Leninha, tem protesto dos religiosos fanáticos hoje – Will me segurou pelos ombros me chacoalhando feito uma toalha de mesa.
- E eu com isso?
- Você tá com uma camisa Ozzy, Helena. DO OZZY! – Aquele poste ambulante estava todo desesperado. – E eu to usando uma peita do Slayer, Helena. DO SLAYER!
- ai, ta bom, ta bom. – peguei em sua mão (que estava gelada, por sinal) e sai correndo pelo parque. Sentia-me como uma louca puxando um cachorrinho peludo pela coleira.
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, HELENA??
[P.O.V William]
Helena segurou minha mão com força e começou a correr pelo parque. Eu não entendi direito o que estava acontecendo – por causa do meu cabelo voando no meu rosto.
Estávamos, nós dois, correndo de mãos dadas entre os velhos fanáticos do protesto que tentavam nos alcançar correndo igual gazelas. Eu não contive meu riso.
- Do que está rindo, palerma? – Helena sorria feito uma criança enquanto seus cabelos cobriam parte do seu rosto. – CORRE!
Depois de uma longa corrida ao redor do parque acabamos tropeçando em alguma coisa e caímos juntos na grama verdinha do parque. Lena caiu por cima de mim.
- Não precisa sair daí se não quiser – falei, involuntariamente, para Helena.
- Eu to saindo já! – Helena sorriu com suas maçãs do rosto avermelhadas e se levantou. Levantei-me também, depois de alguns segundos.
- se abaixa se abaixa! – Lena puxou meu braço. – Olha quem está ali! – nos escondemos atrás de uma moita com alguns espinhos. – é a Hayley e o cabaço do Steven – Helena respirou fundo. – Por que ele não beija aquela retardada logo?
— vai ver ele não quer – comentei.
— COMO NÃO? VOCÊ É RETARDADO OU O QUE? – Helena me encarou por uns instantes com seu rosto extremamente vermelho e em seguida começou a rir histericamente.
— O que? O que foi agora?
— AQUELA POMBA – Leninha não conseguia respirar de tanto rir. Seu rosto começou a ficar roxo – ELA... ELA... AI MANO! – a menina caiu no chão de joelhos – AI, MINHA BARRIGA – começou a se curvar abraçando seu corpo – AI, WILLI.... SOCORRO... OLHA PRO SEU OMBRO, MANO – ela caiu no chão gritando em meio a seus risos.
— Caralho, uma pomba filha da puta cagou em mim – Havia uma mancha branca em meu ombro.
Helena ria tão alto que Steven e Hayley olharam para nós dois assustados. Eles se levantaram do banco, abraçadinhos (ah, que meigo), e se aproximaram. Hay olhava para Lena e para mim sem entender nada.
— O que está acontecendo aqui? – Steven me encarou confuso. – A outra ta quase morrendo ali do lado – ele apontou para a histérica rindo igual uma cabra que estava deitada na grama.
— é que uma pomba... – Helena me interrompeu enquanto eu tentava terminar a minha frase.
— A POMBINHA CAGOU NELE – A garota gritou para o parque inteiro.
— Nossa, Maria Helena, como você é infantil – Hayley, rindo, esticou seu braço pra ajudar a histérica a levantar do chão.
— ah, cala a boca, Reili from Paramore – Helena ria ainda, mas como um ser humano normal. – mas me diga pequena grande mulher – Ela puxou Hay pra um canto e não pude ouvir o que elas estavam falando. Fui até Steven.
— Porra Steven, ainda não pegou a Hayley?
— Ainda não, cara – ele baixou a cabeça.
— Eu vou falar com ela... – contive meu riso.
— Nem rola. Deixa que eu resolvo. – Stev me encarou frustrado.
— Relaxa, cara. – bati em seu ombro. – mas olha, já são quase 20h e o parque vai fechar. Melhor você deixar a Hayley em casa.
— Você quer dizer deixar a Hayley e a Helena em casa, né! – ele me olhou com cara de “se liga”.
— Ah é, hoje é sexta-feira, dia da Lena dormir na Hay – falei. – Mas mesmo assim... Ah, eu vou com vocês.
— Beleza. – Steven fez “joinha” e se virou para as garotas.
[P.O.V Hayley]
- Hayzinha, você precisa tomar alguma atitude! – Helena cochichava para os garotos não escutarem.
— Ta bom, Helena. Mas agora vamos porque o parque vai fechar! – exclamei agarrando o pulso dela e a guiando até William e Steven. – garotos, ta na hora de irmos. – larguei Helena.
Começamos a caminhar em direção ao portão e Steven colocou seu braço em volta do meu pescoço me abraçando. Fomos até a minha casa assim, enquanto Will e Helena pulavam em nossa frente como duas lebres após tomar café extra forte. Chegamos até a porta de minha casa e os convidei para entrar. Eles recusaram o convite.
— Precisamos ir pra casa. – William apontou para a casa da esquina de baixo (no caso, onde eles moram). – mas o dia hoje foi ótimo. – sorriu.
— Ah, tudo bem. – sorri. – seus pais estão em casa?
— Não – Steven falou algo depois de quase 10 minutos – eles estão na Europa, de novo. Podemos almoçar aqui amanhã?
— Claro! Venham almoçar aqui – Helena falou pulando – ou irão explodir a cozinha tentando fritar um ovo.
Eles concordaram com Helena. William se despediu e foi para casa. Ficamos apenas eu, Lena e Stevy.
— Ahm... Acho que eu vou entrar... – Helena falou após perceber que Steven queria ficar a sós comigo. Pelo menos era o que a expressão que ele fez na hora parecia dizer.
Leninha entrou e sobramos apenas nós dois. Encarávamos-nos igual duas crianças bobas. Foi quando me lembrei do que Helena havia me dito alguns minutos atrás “Garota, você precisa tomar atitudes! Não espere que aquela múmia paralítica faça algo. Faça você primeiro”. Não é todo o dia que aquela menina fala algo que presta.
Aproximei-me de Steven enquanto ele falava sobre a lição de história, ou algo do tipo. Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e o beijei. Senti seus lábios junto aos meus. Meu corpo vibrou. Foi algo tão inesperado para ele como para mim. Nos beijamos até perdermos o fôlego. Eu fui me afastando dele aos poucos enquanto ele tentava entender o que tinha acontecido.
- O que foi isso? – Ele perguntou um pouco confuso.
- Não era o que você queria? – retruquei com um sorriso idiota.
- Lógico! Quer dizer, sim, acho que sim.
- Ótimo!
Nos encaramos por um tempo sem saber o que dizer. Foi quando ele me abraçou sussurrando “você é perfeita pra mim” seguido de um “uma namorada perfeita”.
- Isso seria um pedido de namoro? — Sussurrei de volta. Começamos a rir.
- Isso foi um sim? – Steven perguntou com um sorriso bobo estampado no rosto.
- Sim. – Sorri para ele e para o mundo. Agora eu parecia uma criancinha alegre após receber um doce. Porém Robert não saia de minha cabeça.
- Bem... Então boa noite, namorada – ele riu.
- Boa noite, namorado – sorri.
- CREDO, QUANTO NHENHENHE – Helena saiu de trás da porta de repente. – CHEGA, CHEGA! Ó ISSO JÁ TA ME DANDO NOJO – ela parecia aquelas velhas de shopping que ficam comentando sobre os casaizinhos que passam. – Olha, se esse for mais um daqueles casais nhenhenhe mimimi eu juro que vomito em vocês dois! — ela respirou profundamente – Deu, passou o nojo, passou. Respira Helena, 1, 2, 3... – Steven e eu começamos a rir do estado de Helena. Seu rosto estava avermelhado. Ela parecia o anão Zangado da Branca de Neve e Os Sete Anões. – Agora já pode beijar a noiva. OU MELHOR, sem beijo não ou eu vou vomitar aqui. – Ela me puxou para dentro de casa e fechou a porta rapidamente, deixando Steven do lado de fora com cara de cu.
- Meu deus, Maria Helena Harrison, o que foi aquilo?
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