Notas iniciais
Olá, desculpem pela demora! Estamos em uma semana de provas em nossa escola e tempo é a unica coisa que não temos.
Por favor, deixem reviews!

*Atenção: ontem era aniversário da minha linda Ana Júlia ~yaaay~ que pediu, como presentinho, que eu postasse esse capitulo. Eu sei que já passou da meia-noite, mas ta valendo. Parabéns, Anaju!*

Alasca Young

– Meu deus, Maria Helena Harrison, o que foi aquilo? – perguntei olhando fixamente para ela sem entender absolutamente nada.

- perdão, perdão! – Helena levantou os braços para o alto como se estivesse se rendendo. – mas você sabe como odeio casais cheios de “ai, eu te amo” “ai, eu te amo mais” e blá blá blá – Ela falou olhando para a parede bege da sala de estar da minha casa.

- ah, tudo bem – comecei a rir dela enquanto ela encarava a parede com a boca meio aberta quase babando. Ela não piscava os olhos – Helena, Helena, Heleninha... – Ela estava entrando em seu mundinho alternativo novamente.

Eu a encarava me segurando pra não rir de seu estado. O seu rosto que há alguns segundos atrás estava completamente vermelho de raiva agora estava normal, branquinho como sempre. Deixei aquela criaturinha parada em frente à escada olhando para o nada e aproveitei para ligar para o hospital. Retirei o celular do bolso do meu moletom, sentei-me no sofá e comecei a discar o numero.

- Hospital Virginia Flowers Wood – Sim, o nome de minha cidade é Wood. Um nome “muito criativo”. Ele tem esse nome por causa da quantidade de árvores e parques que temos.

- Olá! Eu gostaria de falar com o Dr. Hudson. Aqui quem fala é Hayley McFlinn – segurei o celular com as duas mãos que estavam tremendo um pouco.

- Um momento, por favor – esperei uns 2 minutos e alguma coisa até que uma voz masculina tomou o telefone. – Alô

- Doutor Hudson, olá, sou eu, Hayley McFlinn...

- Ah, Hayley! Como vai? – aparentemente ele se animou em falar comigo.

­ – Eu vou bem. Quer dizer, estou um pouco preocupada com o Robert. Mas e o senhor como está? – “isso ai Hayley, manda indireta pro médico”

- Eu estou ótimo e garanto que você não precisará mais se preocupar com o seu irmão. Ele está se recuperando rápido do acidente e estará em casa em breve – ele falou com um tom alegre. – eu pedi para uma das enfermeiras que cuida do andar lhe informar sobre o caso, mas aparentemente ela acabou se esquecendo... – ele soltou aquelas risadinhas falsas como um “hehehe” – esses trabalhadores de hoje em dia... Olha, vou te contar!

- Ah, sem problemas. Acontece – forcei um riso idiota – mas obrigada por me informar. O senhor sabe me dizer até quando ele vai ficar aí?

- Precisamos fazer mais alguns exames, mas provavelmente na terça-feira ele já estará em casa. Ele terá que ficar em repouso até o próximo sábado. A senhorita precisa dar muito apoio para o seu irmão, Hayley. – riu – Mais alguma dúvida?

- Não, era só isso mesmo. Muito obrigada, doutor. Tchauzinho.

- Tchau, Jannie.

Fiquei aliviada em saber que Robert estava bem. Agora minha preocupação estava desaparecendo aos poucos. Fui até Helena, que continuava encarando a parede sem expressão alguma, e dei uns cutucões nela.

- Helena... Maria Helena... – nada ia tira-la daquele seu mundo. A menos que... – MEU DEUS, HELENA OLHA O BLOCK B NA TELEVISÃO!

- MEU DEUS, ONDE? CADÊ? – Helena voltou em si num pulo. Comecei a rir dela.

- Era brincadeira, garota – ri – perdão. Queria te tirar do seu mundinho alternativo mas não havia como.

– “ai, era brincadeira, garota” – Helena falou tentando imitar minha voz de uma forma engraçada – nunca mais faça isso comigo, seu monstro. Sabe que eu amo Block B como eu amo café e meus posters.

- Ta, eu sei – ri – Agora vamos fazer algo pra comer antes que eu morra de fome!

- CAFÉ, CAFÉ, CAFÉ! – Helena pulava e gritava em tom de protesto.

- E CHÁ, E CHÁ!


[P.O.V Steven]

- Olha só quem resolveu aparecer em casa! – William ria sentado nos primeiros degraus da escada do hall de entrada mexendo em seus cabelos negros e bagunçados.

- Eu preciso dormir – subi as escadas em que Will estava sentado e fui em direção ao meu quarto. Ouvi passos atrás de mim.

- Nem ao menos vai me explicar que beijo foi aquele?

- Aquele que eu dei na minha namorada há alguns minutos atrás? – ri baixo.

- Ah, agora entendi. – William se aproximou de mim batendo em meu ombro. – Entendi tudo. O marmanjo arranjou alguém. Mas olha só, meus parabéns.

- Ta, não começa, velho – falei ignorando sua risada.

- Não acha que vou tudo rápido demais? – ele parou de rir e me fez parar no meio do corredor também. Virei para ele.

- O que você quer dizer com isso? – perguntei fitando-o com uma de minhas sobrancelhas erguidas.

- Olha, vocês se conhecem desde os dois anos de idade, estudaram juntos a vida inteira, nunca vi os dois brigando, mas você ficou com ela apenas uma vez na vida e já a pediu em namoro.

- Mas e qual é o problema nisso?

- Relacionamentos assim dificilmente dão certo. É como um relacionamento a distancia ou um pela internet – ele olhou para o chão e voltou a olhar para mim – Você tem certeza dos seus sentimentos? Tem certeza de que ela sente o mesmo, Steven? Eu não quero te ver mal depois.

Surpreendi-me com o que ele havia acabado de dizer. Não conhecia o lado “inteligente” do William. – É, você tem razão em certo ponto – olhei para o chão – mas eu vou deixar as coisas rolarem.

- Faça o que quiser irmão – encostou uma de suas mãos em meu ombro – mas depois não diga que não avisei. – Ele virou as costas e seguiu para o final do corredor onde fica seu quarto.

Fui para o meu quarto, apaguei as luzes e fui dormir com a roupa que eu estava usando. Quer dizer, eu não conseguia dormir direito depois do que William falou para mim.


[P.O.V Hayley]

- HELENA – eu gritava do meu quarto – DESLIGA ESSA MÚSICA QUE EU ESTOU QUERENDO DORMIR. JÁ SÃO QUATRO HORAS DA MANHÃ – Helena estava com sua guitarra, Pansy, ligada no meu amplificador tocando “I Love Playin’ With Fire” das The Runaways.

- Calma Hay, eu estou quase chegando no solinho! – ela exclamou sem errar nenhuma nota.

Esperei Helena terminar de tocar, guardar sua guitarra, colocar o pijama e deitar ao meu lado. Ela puxou grande parte da coberta para ela, virou de costas para mim, apagou o abajur do seu lado. – Gudi naiti, abiguinha – Helena falou com voz de criança.

- Gudi naiti, abiguinha – ri e virei para o outro lado.

Desde nossos 10 anos de idade nós duas usamos o “gudi naiti, abiguinha”. Eu sei, é ridículo, mas todos os amigos têm suas histórias. Porém agora não é hora para histórias porque preciso de uma boa noite de sono.


...


Acordei lentamente após ouvir um “bom dia, gatinha”. Meus olhos não estavam completamente abertos, minha visão estava embaçada, mas só pela cor dos cabelos percebi que o bom dia vinha de Steven. Sentei em minha cama e sorri para ele.

- Bom dia, Stevy – falei bagunçando seus cabelos.

Levantei da cama, dei um beijo em Steven e me dirigi para o banheiro. Tranquei a porta, liguei todas as luzes e me encarei no espelho por alguns segundos. Joguei o pijama que vestia em algum canto e fui para baixo da água gelada que relaxava meu corpo e me fazia acordar decentemente. Após um longo banho sequei meus cabelos, os prendi em um coque e coloquei qualquer camisa velha e comprida o suficiente para cobrir um shorts rasgado.

- Nossa, demorou hein! – Steven me olhava dos pés a cabeça, um pouco espantado.

- Não enche – ri e envolvi seus braços em meu pescoço. – cadê todo mundo?

- Helena e William estão fazendo o almoço... É – ele me olhou contendo o riso. O beijei novamente.

- O que faremos agora?

- hm... – Steven me olhou com um sorriso malicioso.

- Sou de Deus, não faço essas coisas – ri. – vamos lá pra baixo

Steven apenas assentiu com a cabeça. Descemos as escadas de mãos dadas até chegarmos na cozinha.

- O QUE É ISSO? – Stevy gritou. Lena estava coberta de molho de tomate, da cabeça aos pés, e Will tinha macarrão e salada de batata por todo o cabelo e rosto. – vocês não sabem nem cozinhar direito!

- d-desculpa – Helena gaguejava de cabeça baixa. – é que aconteceu uma guerra de comida aqui, mas...

- mas tem almoço pronto, não se preocupem! – William tentou terminar o que Leninha havia começado. – vão ali pra sala que nós arrumamos essa bagunça.

- Vou confiar em vocês dois – disse a eles.

Assentiram com a cabeça. Puxei Steven para a sala de TV e ficamos esparramados no sofá nos encarando.

- Você é linda – Steven me olhava nos olhos.

Notas finais
Eu sei que é chato ficar mendigando reviews, mas poxa, 2 capítulos novos e nenhum comentário? Eu sei que temos alguns leitores por ai... Mostrem suas caras! Critiquem, critiquem, critiquem