Notas iniciais
Oi pessoal!
Bem, eu estou tentando postar caps novos toda a semana. MAAAS como eu não tenho muito tempo os caps acabam não ficando muito bons...
Esse aí foi o resultado. Espero que gostem!
~Alasca Young

[P.O.V Helena] – segunda-feira, 6:00 A.M


“ – NÃO, MOÇA! LARGA ESSA GAZELA! – Eu berrei extremamente apavorada de cima do muro onde estava sentada enquanto uma mulher incrivelmente obesa agarrava uma gazela. Ela era um zumbi. – MOÇA, ELA NÃO ROUBOU SEU MACACÃO! LARGA ESSA GAZELA! — Berrei novamente.

A mulher-obesa-zumbi pegou a gazela no colo como se fosse um bebê.

- Pelo amor de deus, Helena. Acorda! – a mulher-obesa-zumbi me encarava com uma de suas mãos na cintura enquanto batia o pé na grama. – Você tem aula, criatura!

Encarei-a sem entender nada e com um pouco de esforço fiquei de pé sobre o muro. Então me desequilibrei e caí no que parecia ser a escuridão de um buraco negro"

Com um baque, retomei a consciência. Abri meus olhos com lentidão e então...

- Você consegue ser tonga até dormindo, Helena! – Minha irmã, Samantha, estava parada com meu afilhado no colo batendo o pé no chão. – Levanta desse chão e vai se arrumar pra tomar café conosco!

Como era de se esperar, caí da cama.

Ela saiu do quarto deixando a porta aberta. Levantei do chão gelado de madeira e cambaleei ainda semi-consciente até meu armário. Puxei a porta abrindo-o e uma pilha de roupas caiu em cima de mim junto com uma criança de cabelos loiro-escuros. Era minha sobrinha, Sophie.

- Sophie, o que você está fazendo dentro do meu armário? – Encarei-a irritada.

- Desculpa tia Helena. Eu estava brincando de esconde-esconde com o irmão Luke. – ela colocou as mãozinhas para trás das costas e abaixou a cabeça como se estivesse envergonhada.

- Ah, tudo bem. – respondi a ela e ouvi minha irmã chamar por Sophie.

- Ó, a sua mãe está te chamando lá na cozinha. Melhor você correr! — Falei para a pequena Sophie em um tom de brincadeira.

Ela levantou a cabeça, sorriu e saiu correndo quarto afora. Abaixei-me e ajuntei as roupas que estavam espalhadas pelo chão de meu quarto e arrumei tudo em seu devido lugar Peguei o uniforme da escola e fui até o banheiro do corredor. A porta estava trancada.

- Quem está aí? – bati na porta esperando por uma resposta.

Depois de umas sete tentativas fracassadas um menino de 10 anos, maior que eu, saiu do banheiro enrolado em uma toalha branca. Era o “pequeno” Frank, outro filho da minha irmã.

- Bom dia tia Helena! – ele sorriu pra mim e entrou em seu quarto.

Tranquei a porta do banheiro, fiz minha higiene pessoal e entrei no chuveiro para um banho relaxante. Prendi meu cabelo em um coque bagunçado e vesti a camiseta branca da escola e um jeans escuro. Fui até meu quarto e calcei meu velho coturno vermelho. Peguei minha mochila e meu skate que estavam encostados na parede e fui até a cozinha.

- Finalmente! – Samantha fazia panquecas para meus sobrinhos que estavam todos sentados batendo os talheres na mesa.

Olhei para o relógio e já era 7h30min. Peguei uma maçã e corri até a porta de entrada, sem mal me despedir. Larguei meu skate no chão e andei algumas quadras até o ponto de ônibus onde me encontro com Hayley, Steven e William. Mas hoje apenas Hayley estava lá.

- Hay, olá! – me aproximei dela sorrindo.

- Oi, Helena! – ela sorriu de volta. – Vamos? – assenti com a cabeça e ela jogou seu skate no chão. Seguimos caminho.

Durante todo o percurso Hayley foi me contando sobre como havia passado a madrugada com Steven cuidando de William que havia ficado bêbado em uma festa e acabara no hospital. Ignorei completamente a história. Eu estava ocupada demais pensando em meus bias, pra variar.

Chegamos na sala de aula, sentamos em nossos devidos lugares e logo percebi que Steven e William não estavam. As aulas foram passando vagarosamente e finalmente chegou o intervalo. Dessa vez decidi passar o recreio sozinha, afinal a Hayley não tem a obrigação de ficar todo o santo dia grudada em mim.
Encontrei um banco próximo ao bosque da escola. O mesmo banco onde conheci a desgraça em pessoa: Paul. Me sentei em uma das pontas e coloquei meus fones de ouvindo. Estava tocando Hate You do 2NE1.
— I HATE YOU EH EH, EH EH EH EH, EH EHHHHH! — Estava cantarolando alegremente até que alguém muito cheiroso sentou na outra ponta do banco. Tirei um de meus fones, e virei o rosto lentamente para a pessoa. E adivinha: Era o Paul!

- O que você está fazendo aqui? – encarei-o com raiva.

- Gosto de me sentar perto de pessoas bonitas – ele deu um sorriso infantil.

Comecei a virar meu rosto para todos os lados procurando a tal pessoa. Será que tem alguém aqui e eu não vi?

- Eu estou falando de você, Helena! – Paul cobriu seu rosto com a mão como quem diz “meu deus, que menina mais burra!”

- Ah! Ahm... Valeu – abaixei minha cabeça com vergonha. – Paul, por acaso você sabe onde Will e Steven estão?

- A Hayley me disse que eles estavam no hospital, porque...

- NO HOSPITAL? AI MINHA SANTA PANSY! – dei um salto do banco e comecei a andar de um lado para o outro desesperada – O QUE HOUVE COM ELES?

- CALMA CRIATURA! – ele se levantou e segurou meus braços juntos a meu corpo e os apertou para que eu parasse de me mexer – O William bebeu demais na festa da Louise Peitões e foi parar no hospital – Paul então largou meus braços – mas agora ele já está em casa.

- De novo? – levantei meus braços para os céus – Coitado do Steven. — Da ultima vez... Ahm, esquece.

- Da ultima vez o que, Leninha? – Paul é mais curioso que eu, puta merda!

- Foi assim... — Falei sem vontade

- Não é pra começar assim, Helena! Começa com “era uma vez”! – Paul cruzou os braços e falou com uma voz manhosa como se fosse uma criancinha de cinco anos.

- ERA UMA VEZ o William numa festa. Ele bebeu demais e bateu forte a cabeça. O meu querido poste ambulante (William) acabou entrando em coma. Stevy ficou no hospital com ele todos os três dias. Ele não dormiu um segundo sequer cuidando para ver se Will acordava. Eu e Hayley íamos visita-los de hora em hora e não conseguíamos tirar Steven de lá. Os médicos falaram para Steven que o Will não acordaria em menos de cinco dias. – Comecei a olhar para os lados tentando me lembrar da história – Paul, você não tem noção! Eu nunca tinha visto o Steven tão preocupado em todos os quinze anos de amizade que temos. NUNCA!

- Nossa, eu não sabia desse lado do William! – Paul abaixou a cabeça e depois começou a olhar fundo nos meus olhos. – Helena, venha cá!

Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, Paul me puxou para dentro do bosque. Ele corria muito rápido e eu não alcançava o ritmo dele. Tropecei muitas vezes.

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – finalmente consegui puxar meu braço, mas acabei caindo de bunda no chão.

Ele não disse nada, apenas sorriu para mim e virou as costas. Começou a caminhar lentamente até atrás da casinha do faxineiro.

- Paul? – corri até ele com medo que o faxineiro barbudo aparecesse e me estuprasse, ou sei lá. – Paul, não me deixa sozinha!

- O que? Você está com medo? – ele começou a rir como um maníaco.

Apenas concordei com a cabeça enquanto vigiava o local para ver se não tinha nenhum estuprador por perto. Paul se aproximou de mim e me abraçou.

- Pronto! Agora não está mais com medo. – Beijou minha testa.

Ok, devo admitir que isso foi muito fofo e eu me derreti toda por dentro, mas preciso me concentrar. Concentra Helena, concentra!

- Me solta! – empurrei-o para longe de mim.

- Calma baixinha! Eu não vou fazer nada contigo. – Paul começou a rir de mim.

Paul se afastou mais um pouco e começou a cavar na grama. Ele parecia um cachorro fazendo isso. Não me contive e comecei a rir descaradamente da cena. De repente ele puxou uma caixinha de madeira. Paul a abriu e de dentro tirou um pequeno pacote e uma chave.

- Venha cá, Helena. – Ele pegou minha mão e me guiou até a porta da casinha. A abriu com a chave e entramos. Era tudo muito escuro lá.

- Não tem um interruptor não? – Perguntei enquanto agarrava seu braço com medo.

Paul acendeu a luz e...

Notas finais
Queridos leitores, POR QUE VOCÊS NÃO COMENTAM?
Nem com ameaças vocês nos dão reviews ):