I Hate Myself For Loving You
9 Goin\' Down
Notas iniciais
U.U
Com amor da linda e diva ~heypartypoison~
[P.O.V Hayley]
Ajudei Helena a carregar os milhares de potes cheios de salgadinhos que ela separou para o filme. Fomos até a sala de TV e sentamos junto com os garotos no maior sofá que tinha, puxando os edredons sobre nós. Estávamos na seguinte sequencia: Paul, Helena, eu e Steven. Permanecemos apenas nos encarando por uns desconfortáveis cinco minutos.
— Afinal, que filme nós vamos assistir? – Paul quebrou o silencio.
— Vamos assistir algum musical! – Helena falou em meio a grunhidos causados pela enorme quantidade de salgadinhos que tinha enfiado na boca.
— Musical não. – Paul falou com uma vozinha de nojo enquanto revirava os olhos.
— Que tal um filme de comédia romântica? – Helena tentou mais uma vez com um olhar sonhador.
— Filmes românticos são mimimi demais pra mim. – Paul já estava esgotando o pouco de paciência que Lena tem.
— VOCÊ SÓ SABE RECLAMAR DOS MEUS GOSTOS, PAUL! – Helena levantou furiosa do sofá, derrubando salgadinhos e biscoitos em cima de todos nós.
Olhei para Steven, que estava com uma cara de tédio. Aproximei-me um pouco dele e escorei minha cabeça em seu ombro. Ele passou seu braço em volta do meu corpo e ficamos nos olhando de lado. Ele sorria para mim a todo o momento com aquele sorriso meigo e lindo que ele tem. Por um momento me desliguei do mundo apenas admirando cada detalhe de seu rosto.
Mas aquele momento durou pouco, pois logo olhei para o lado e Helena já estava no chão, sentada na barriga de Paul que ria igual um leopardo asmático enquanto Lena tentava sem sucesso socar a cara do garoto que gritava “como você é fraquinha, Heleninha”.
Steven olhou a cena com nojo e logo fez sinal para subirmos até meu quarto. Chegando lá, sentei na ponta da minha cama e Stevy trancou a porta. Olhei para ele com cara de ué enquanto ele se aproximava de mim.
— Steven, o que você está fazendo? – encarei seu sorriso malicioso. Ok, eu já sabia o que ele pretendia fazer, mas eu sempre fui a garota mais santa do mundo, e aquilo me parecia um pouco errado.
Steven aproximou seus lábios dos meus e o selou. Foi me deitando sobre a cama, se aproximando cada vez mais.
— HAAAAAYLEY! – ouvimos um gritinho vindo do outro lado da porta. Steven se assustou e se levantou rapidamente de cima do meu corpo. – HAYLEY, EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AI COM O STEVY-TEVY, MAS VOCÊ PRECISA... – Helena ficou em silencio por alguns segundos – AI, ESQUECI A PALAVRA, DROGA! – ouvi ela se afastar da porta e descer alguns degraus da escada e então voltar — Ah é, lembrei! HAYLEY CORRA AQUI!
Olhei para Steven que encarava a porta com cara de cu. Destranquei a porta e sai correndo para o andar de baixo. No ultimo degrau acabei tropeçando e cai em uma poça de coca-cola “Helena...” pensei.
Ouvi alguns gritos vindos da sala de TV e corri até lá. Abri a porta cuidadosamente com medo do que poderia encontrar. Acabei me deparando com a cena mais estranha da minha vida: haviam almofadas jogadas por toda a sala, uma garrafa de coca-cola espatifada no tapete e Hora de Aventura passando na televisão enquanto Paul e Helena estavam sentados no sofá concentrados no desenho enquanto cantavam “Mundo Computadorizado” (http://www.youtube.com/watch?v=aN0zRBfCGCI)
— Ahm, Helena? – entrei na sala silenciosamente enquanto Helena virava seu rosto sem expressão para a minha direção – O que você está fazendo? Por que me chamou desesperada?
— Eu estou vendo Hora de Aventura, dãa! – ela entortou a boca e revirou os olhos.
— Ta, mas por que me chamou toda desesperada?
— É que eu sei que você adora HORA DE AVENTURAAA! – ela exclamou dando um sorriso infantil – Aí eu resolvi te chamar!
Encarei Helena por alguns segundos. O que eu mais queria naquele momento era estrangular aquela criaturinha de cabelos castanhos. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa Steven apareceu atrás de mim.
— Amor, por que a sua bunda está toda molhada? – olhei para trás assustada e senti minhas bochechas ficarem vermelhas.
— Ahm... A Helena, ela derrubou refrigerante na escada e eu acabei escorregando e, bem... – Abaixei minha cabeça e fui até o meu quarto trocar de roupa com as bochechas ainda queimando de vergonha.
[P.O.V William]
*Flashback on*
Eu estava perambulando pela cidade a procura de cordas novas para o meu baixo, até que uma antiga amiga minha, Louise, me chamou para uma festa na casa dela. Eu sei, é domingo e amanhã tem aula cedo, mas ainda são 18h e eu posso beber muito sem ficar mal amanhã.
Tá bom, eu não queria ir a tal festa, mas Louise me arrastou até lá e não calava aquela maldita boca nem por um mísero segundo. O único meio de fazê-la parar de falar era indo até a sua casa.
*Flashback off*
— Vira, vira, vira! – As pessoas gritavam ao meu redor enquanto eu virava uma garrafa de vodka em minha boca. Eu já havia bebido demais e minha cabeça já estava latejando. Só me lembro de ter derrubado um casal na piscina e de ter jogado uma garrafa de cerveja na janela da vizinha idosa de Louise.
— Aí, Wilson, seu celular está tocando! – uma garota que eu nunca vi na minha vida jogou um celular no meu colo. Olhei para a tela, e com dificuldade reconheci quem estava me ligando. Era Steven.
— WILLIAM, ONDE VOCÊ ESTÁ? VOCÊ SABE QUE HORAS SÃO? MEU, ME DIZ LOGO ONDE VOCÊ ESTÁ! – eu não conseguia assimilar metade do que ele dizia. – DIGA ONDE VOCÊ ESTÁ WILLIAM!
— L-lembra a Louise? Aquela dos peitos gigantes! Eu estou na casa d-dela.
— PORRA! – ele berrou muito alto e fez minha cabeça quase explodir – Eu já estou indo aí. Me espere na frente da casa dela!
Já era noite. Esperei alguns minutos que mais pareciam séculos. Vi uma luz forte se aproximando e perdi o equilíbrio. Eu só via vultos me carregando para um lugar mais escuro ainda. Apaguei.
Acordei exausto e minha cabeça doía muito. Eu estava em uma cama dura. As paredes eram brancas e havia uma agulha conectada a um tubo em meu braço.
Eu estava no que parecia ser o quarto de um hospital (ou do pronto-atendimento). Olhei para o lado e Steven dormia encolhido em uma pequena poltrona marrom cor de... Ah, sei lá! Sou horrível em detalhes.
Tentei fazer um esforço para lembrar o porquê eu estava no hospital, mas como minha cabeça doía muito, acabei desistindo e decidi perguntar a Steven.
— Steven, acorda! – estiquei meu braço até um de seus ombros e comecei a chacoalha-lo com esperanças de que ele acordasse e me explicasse tudo – Steven!
Ele levantou esticando os braços enquanto abria os olhos lentamente.
— Finalmente! – ele disse dando um sorriso que logo se transformou em uma cara feia – Você me deve explicações, William.
Ele falou num tom desagradável, que me fez ficar com um pouco de medo.
— Explicações? Como assim?
— A festa, William! – ele me olhou e logo em seguida passou a mão no rosto como se estivesse muito chateado.
— Ah sim! – logo comecei a me lembrar do que havia acontecido noite passada. – Bem, lá estava um lindo garoto alto de cabelos pretos passeando pelo pequeno centro de Wood a procura de cordas novas para o seu lindo baixo chamado Sandy. Ficou olhando distraído para a vitrine de uma loja de discos quando de repente, uma garota de cabelos loiros e peitos enormes começou a puxa-lo para uma suposta festa que aconteceria na casa dela. – parei um pouco enquanto tentava me lembrar da festa – Já eram 19h, e o lindo e maravilhoso menino de cabelos pretos começou a beber muito na festa. Ele bebeu uma garrafa de vodka e depois começou a fazer coisas nas quais ele não lembra. – olhei para Steven que prestava atenção na história com uma cara não muito boa – De repente ele se vê jogado em um sofá preto de couro. Uma garota muito bonita de cabelos pretos e pele morena o chama de Wilson e joga um celular em seu colo. Ele atende e é seu irmão Steven berrando do outro lado da linha querendo saber onde o menino lindo e maravilhoso de cabelos negros estava.
— TA, TA BOM! CHEGA WILLIAM – Stevy levantou os braços e logo em seguida os abaixou – Dessa parte eu já sei. Olha só, o medico está vindo. Conversa com ele e depois me encontra no estacionamento da frente.
Steven saiu da sala e logo em seguida um velho pançudo de uns 1,40 metros de altura entrou na sala e começou a me fazer perguntas idiotas nas quais respondi quase tudo “sim”. Depois de muito nhenhenhe ele finalmente me deixou ir embora. Fui até o estacionamento e encontrei o carro de Stevy. Eu entrei e ele logo deu a partida. Ficamos em silencio até chegarmos em casa.
Passei pelo hall de entrada, subi as escadas, entrei em meu quarto e logo tropecei em algo. Cai de cara no chão, mas a preguiça era tanta que acabei dormindo ali mesmo.
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