Notas iniciais
[Oh Wow Thaynara]: ADIVIIIINHEM... Hoje é aniversário da Paçoca *0*, vulgo a Caira. A paçoca mais gostosa que existe. Parabéns, VACA! Comentários, leitores. [Liandra Salvatore Stonem]: Homenagens, viu!

POV. Molly

'Cause I break down

Everytime you come around

Oh, Oh

So how did you get here

Under my skin

Swore that I'd never

Let you back in

Should have known better

Than trying to let you go

'Cause here we go, go, go again

Hard as I try

I know I can't quit

Something about you

Is so addictive

We're falling together

You'd think that by now

I know

Cause here we go, go, go again ♪ ♫

(Here We Go Again — Demi Lovato)

Nunca entendi como existem pessoas que causam repulsa em outras apenas estando no mesmo ambiente. Com atitudes tão ridículas e repulsivas.

Realmente não entendo.

No meu caso, essa pessoa era Lavigne.

A Barbie loira, que mais parecia está em um concurso para modelos do que na escola, com o vestido justo e o salto agulha, além da maquiagem impecável, obtinha um olhar mortal em minha direção.

Claro que a garota era linda. Não tenho como negar tal fato. Mas nada como maquiagem e roupas da moda para isso.

O que a estraga é esse jeito insuportável dela. Essa mania de "dona do mundo" que ela teima em ter. O modo como ela tem de machucar as pessoas para se sentir no topo.

E uma coisa que eu odeio em QUALQUER pessoa é quando ela pisa em outra para sentir-se superior.

Seu olhar foi firme em minha direção. Ela apertou mais Drake contra si, como se para demarcar território.

Lançou-lhe o meu melhor sorriso.

O estacionamento da escola estava praticamente vazio, por conta do horário.

Em algum lugar de minha mente, vinha o aviso de eu está atrasada. Mas Lavigne estava em minha frente, desafiando-me.

E parecia disposta em barrar minha passagem no caso de eu tentar passar pela mesma, ignorando-a, como fiz no parque.

Parece que o ponto rosa não gosta de ser ignorada.

Minha vontade era arrebentar aquele nariz empinado, mas ao invés disso, dei o meu melhor olhar irônico em sua direção, para contrastar com meu sorriso e postura.

— Até onde eu saiba, estou aqui para estudar. _ Respondi.

Cruzei meus braços, virando minha cabeça levemente de lado, como uma clara maneira de dizer que não estou nem aí para a sua briguinha.

— Larga de ser abusada, garota. _ Seu olhar irradiava raiva. _ Sabe muito bem do que estou falando.

— O que queria que eu estivesse fazendo na escola? _ Fingi inocência. _ Não sou uma sem o que fazer, como certas pessoas. E sim, me refiro a você.

Ela me olhou incrédula. Drake apenas observava calado, encostado na moto. Sua postura séria e descontraída deixa claro que ele já estava acostumada com os birras da loira, e que não estava nem um pouco disposto em se meter. Claro que ele não iria interferir, pois era a namorada dele.

Algo em meu âmago estava desgostoso com tal fato.

Imbecil!

— Olha aqui, garota... _ Lavigne começou.

Levantou o dedo em minha direção.

E se eu quebrar?

Sorri com o pensamento.

— Olho sim! Até porque ainda não sou cega. _ Rebati. _ Se bem que seria bom no momento, para não precisar ficar olhando para sua cara de palhaço a essas horas da manhã. _ Brinquei colocando a mão no queixo, como se tivesse falando comigo mesma, com um olhar falsamente analítico para sua roupa.

Ela batia o salto de sua arma assassina impacientemente no chão do estacionamento, já perdendo a compostura.

Minha postura era indiferente, e isso parecia irritá-la.

Lavigne olhava de relance para Drake, irritada, provavelmente esperando ser defendida pelo seu cavaleiro de cavalo branco, ou melhor dizendo, de Harley Davidson. E o fato de ele continuar encostado na mesma sem dizer nada a enervava ainda mais.

A garota realmente achava que eu seria mais uma na escola, que a seguiria e faria tudo que ela mandasse como as cachorrinhas que a segue o dia inteiro?

Há! Cadê as risadas de fundo?

Ela estava completamente errada.

Não fui e nunca serei rebaixada por ninguém.

Dei risadas, recebendo um bufar em resposta.

— Você não é ninguém, querida. _Sibilou.

— Sou? E por que se importa, então?

— Nunca me importaria com uma órfã qualquer. _ Sua voz era puro veneno, digno para a cobra que ela era.

Por um segundo assustei-me com o que ela disse e vacilei. Mas logo retomei minha face de "Foda-se!" que aprendi a manter nos últimos tempos.

Ela foi diretamente tocando em meu ponto fraco. Meus pais!

Como ela poderia saber disso? Cidade de fofoqueiros!

Eles nãõ podiam cuidar das próprias vidas?

Odeio tudo isso.

Engoli o bolo que se formava em minha garganta.

O clima tenso entre nós era palpável. E não pude deixar de notar o olhar surpreso de Drake ao ouvir a resposta de Lavigne.

O que? Ele não sabia que a mais nova aluna do colégio não tem mais os pais? Ou achou que sua namoradinha não seria capaz de jogar tão baixo?

— Você é patética. _ Falei. _ Você é uma típica mal amada.

Ela riu e olhou para as unhas, respondendo em seguida:

— Todos nessa escola me amam, querida.

Foi minha vez de rir.

— Todos nessa escola tem medo de você. Duvido que tenha tido algum amigo verdadeiro em sua vida. _ Silêncio.

Foi a vez de seu olhar vacilar.

— Você está com ciúmes. _ Se agarrou em Drake. _ Veio dar em cima do meu namorado.

Revirei os olhos.

— Ele é todo seu. _ Garanti. _ Pode ficar tranquila.

O garoto olhou-me e reagiu pela primeira vez desde o começo da "briga" afastando devagar Lavigne de seu corpo, com um olhar que não pude desvendar em minha direção.

E parece que Lavigne não esperava por essa, já que o olhou zangada e aparentemente magoada.

Mas Drake não a olhava, continuando a me olhar com seus penetrantes olhos de um verde-gelo inigualáveis.

Espero do fundo da minha alma que isso não seja pena. Não estou afim de ter a pena de ninguém.

Mas algo me dizia que não era isso. Mas o que seria?

— Acho que já chega, não é Lavigne? _ Ele tentou amenizar o clima. Imbecil.

— Vai defendê-la, por acaso?! _ Ela o olhou, indignada.

— Não estou falando isso... _ Claro que não. Ele provavelmente ficaria do lado da namoradinha dele.

Revirei os olhos.

Eles se mereciam.

Tudo bem que ele estava sendo amigável comigo durante esse tempo, e digo que estou bem surpresa com a atitude dele hoje mais cedo e no parque. Mas a chegada da loira desencadeou tudo de ruim que podia acontecer no dia. Eu sabia que ele a defenderia.

E o que mais me deixa desconcertada é o fato do homem a minha frente, desse imbecil, não sair dos meus pensamentos.

Eu sou uma idiota.

Deixei os dois namorados brigando e virei, indo em direção a entrada da escola.

Ainda dava para ouvir a discussão dos dois, mesmo a distância. Mas o que eu mais queria era sair dali o mais rápido possível.

Já estou atrasada o suficiente. E não estou para brigas de casais.

Meu humor do dia, da semana, do ano, enfim... Meu humor foi para o espaço.

Corri para minha sala.

Aula de história.

A professora de meia idade, apesar do olhar um

tanto quanto bravo para a turma, provavelmente por conta de bagunça dos alunos impossíveis, lançou-me um olhar doce quando bati acanhada na porta de entrada da sala.

Deixou-me entrar e sentar, sem eu precisar me apresentar. Sou agradecida por isso.

Sentei no fundo, e me encolhi na cadeira.

Molly Cartter, o que está acontecendo com você?

Aquele menino te desapruma inteira.

~ *.* ~

I'm a phoenix in the water

A fish that's learned to fly

And I've always been a daughter

But feathers are meant for the sky

So I'm wishing, wishing further

For the excitement to arrive

It's just I'd rather be causing the chaos

Than laying at the sharp end of this knife

With every small disaster

I'll let the waters still

Take me away to some place real

'Cause they say home is where your heart is set in stone

Is where you go when you're alone

Is where you go to rest your bones

It's not just where you lay your head

It's not just where you make your bed

As long as we're together, does it matter where we go? ♪ ♫

(Home — Gabrielle Aplin)

TRIIIIIIIIIIIIIM!

O alarme tocou, para Glória do Senhor.

Era intervalo. E o que eu mais queria era ir para o meu quarto e nunca mais sair.

Fui, praticamente me arrastando, para o refeitório.

Os alunos rodeavam cada centímetro de corredor com seus jeitos afoitos.

Desviei da melhor forma possível de cada um deles, caminhando calmamente até a fila.

Peguei meu lanche rapidamente, uma maçã, suco e um salgado qualquer, e já estava a caminho da mesa mais afastada, quando ouvi alguém chamar meu nome.

— Heey... _ Gritava, chamando atenção de todos, me deixando envergonhada. _ Molly, me espera.

Demorei alguns minutos para desvendar quem me chamou.

Era Jenette.

Quase não a reconheci.

Seus cabelos repicados já não estavam mais ruivos, mas sim da cor azul em tons mais escuros em alguns lugares, mais claros em outros. Não deixava de ser bonita, pois da mesma forma, a cor dava contraste com seus olhos amigáveis de uma cor clara tão linda.

Ela acena freneticamente em minha direção, com um sorriso enorme e amigável no rosto.

Ela caminha rapidamente em minha direção.

— Oi! _ Sorri.

Ela enrosca o braço no meu assim que chega ao meu lado.

— Você vem lanchar comigo, não é? _ Seus olhos eram pidões.

— Não sei... _ Disse, insegura.

Mas ela não me deixou completar. Já me puxava para uma mesa com algumas pessoas.

— Nada disso. _ Disse brava, sem deixar-me dizer mais nada em minha defesa. _ Gente, essa é a Molly Cartter. _ Continuou.

A mesa estava parcialmente vazia, com apenas três pessoas a ocupando, mas todos sorriam calmamente em minha direção.

Eu estava travada de vergonha, mas todos pareciam gentis, fazendo-me acalmar.

Jenn apresenta todos calmamente.

— Esse é Samuel Williams. _ Apontava para um garoto moreno e dos olhos escuros, que desenhava na capa de seu caderno. Ele levantou a cabeça, ao ouvir seu nome, e deu um sorriso em minha direção. Seu sorriso era lindo, diga-se de passagem.

— Hey! _ Disse.

— Oi. _ Respondi, timidamente.

— E aquele casal meloso ali são Milene Smith e Cameron Dallas. _ Apontava para uma garota aparentemente baixa como eu, apesar de está sentada, branquinha e dos cabelos escuros e para um garoto dos cabelos espetados e olhos claros que se beijavam.

Eles se afastaram um pouco e acenaram em minha direção.

— Olá! _ Disseram em uníssono.

Não aguentei e dei uma risada com essa atitude.

— Oi. _ Devolvi.

Ainda um pouco retraída, sentei-me junto a Jenn e ao resto do grupo. Comemos calmamente, em um silêncio agradável.

Jenn fazia piadas e brincadeiras a todo momento, deixando o clima agradável, fazendo com que eu relaxasse rapidamente.

Milene e Cameron beijavam-se a todo o momento.

Samuel, que tinha voltado a desenhar, olhou para eles e revirou os olhos.

Lançou-me um olhar brincalhão e falou:

— Pode se acostumar, morena. _ Deu uma risada, apontando "discretamente" para o casal. _ Eles só faltam se comer.

Jenn gargalhou, chamando atenção de grupos que passavam perto da mesa. Cameron pegou uma maça que estava em sua bandeja e jogou na direção do garoto, ainda beijando a namorada.

Samuel desviu, gargalhando.

Milene e Cameron afastaram-se, e o garoto falou:

— Cala a boca, Sam.

A garota assentiu, mas Jenn jogou um guardanapo em sua direção a pegando de surpresa.

Ela olhou surpresa para a amiga.

— Não estou afim de ficar com diabetes com tanto doce. _ Jenn falou colocava a língua para fora, encenando enjoo.

Milene a empurrou levemente com o próprio corpo, rindo.

— Fica quieta, menina das sardinhas. _ Disse.

— Não, menina da covinha. _ Rebateu Jenn.

Eu gargalhava com as palhaçadas deles. Eles eram fáceis de conviver, do tipo que arrancam risos das pessoas quando elas menos esperam.

Eles mostraram uma boa companhia em pouco tempo.

Sentia-me a vontade perto deles, conversando com eles, mesmo com tão pouco contato.

Acho que aqueles rostos se tornaram, em tão pouco tempo, uma espécie de porto seguro naquele inferno.

Mesmo distraída, percebi que procurava algo pelo refeitório. Mas especificamente, alguém.

Um imbecil dos olhos verde-gelo.

Um imbecil lindo.

Notas finais
[TOh Wow Thaynara]: Espero que a DIVA Milene e o senhor Lucas gostem das homenagens. [Liandra Salvatore Stonem]: Apareçam, vai! Opiniões serão sempre aceitas. AVISO: Próximo capítulo pode demorar, por conta de viagem e do castigo dado a uma coleguinha.