Notas iniciais
[Oh Wow Thaynara]: Então... Eu sei que vocês, poucos, que acompanham a fic, querem nos matar. Mas vocês não sabem o tanto de problemas que deram esses meses. Desde desânimo a capítulo apagado por vírus, falta de net e por aí vai. Mas voltamos. EEEEH! Levem em consideração que, com nossa morte, o fic acabem. Então, amamos vocês. [Liandra Salvatore Stonem]: Sim, matem a Thay, ela merece. Ela é uma vadia sem coração, eu sei.

Pov. Molly

~ Ainda no Sábado ~

Some people like to talk, but

I'm into doing

What I feel like doing when

I'm inspired

So, if we take a walk down the beach tonight

I bet we could light up the sky

The big big bang, the reason I'm alive ♫

(Rock Mafia — The Big Bang)

Eu nunca fui muito sociável. Nunca me encaixei em rodinha de amigos onde cada um tenta se exibir mais do que o outro, nunca gostei de ser o centro das atenções.

E logo nesse inferno, depois de tanta coisa que aconteceu na minha vida, encontrei amigos verdadeiros. Pessoas simples, amigos para a vida inteira.

As duas garotas, que tornaram as minhas únicas amigas naquela cidade em tão pouco tempo, tinham os olhares suplicantes direcionados para mim.

— Por favor... _ Começou Jenn.

— Você precisa se socializar um pouco, e todo mundo vai estar na festa. _ Continuou Mih.

Dei um sorriso irônico, dizendo:

— Como dizia minha mãe... _ Soltei uma risada brincalhona. _ Eu não sou todo mundo.

Jennette e Millene, com certa surpresa pela minha resposta, mesmo que sendo brincadeira, um tanto quanto ríspida, sorriram cúmplices.

— O que dizer da delicadeza de nossa amiga? _ A morena disse, rindo.

— Tão delicada quanto um coice de mula. _ Retribuiu Jennette.

Fiz cara de ofendida e joguei em guardanapo na direção das duas. Claro que minha cara não convenceu nem um pouco.

E risadas tomaram conta da mesa, até que os garotos chegaram. Cada um trazia duas bandejas de comida, de algum Fast Food na qual não tive interesse de saber o nome, nas mãos.

Samuel empurrou uma das bandejas que trazia em minha direção. Batatas-fritas, Milk-shake e hambúrguer estavam distribuídos sobre a mesa agora.

— Posso saber o motivo de tantas risadas? _ Cameron indagou, jogando batatas em minha direção.

— HEEY!? _ Joguei uma de volta, porém com minha incrível mira, acabou acertando no meio da testa de Millene.

Ela me encarou, surpresa.

— Qual é! _ Disse.

Sorri brincalhona. E apontei disfarçadamente em direção a Samuel, que estava digitando distraído no seu celular. Logo, todos entenderam meu recado.

Cada um pegou uma batata e... Bum!

Jogamos em sua direção. Ele, com o susto, deu um sobressalto em sua cadeira.

Todos rimos, aliás gargalhamos de sua reação.

— Ah! É assim? _ Desafiou, com um olhar ameaçador.

De repente, nossa mesa virou um verdadeiro campo de guerra. Estava vendo a hora de sermos expulsos da área de alimentação por conta da bagunça.

Até que a pergunta surgiu, novamente.

— Mas, sério... _ Falou Mih. _ Vamos?! Por favor, sua teimosa.

Emudeci.

— Para onde? _ Perguntou, distraidamente, Samuel.

— Para a festa, seu lerdo. _ Recebeu um tapa da nuca.

— Ai, Jennette. Quanto amor... _ Disse ele, se escorando no ombro da garota que o empurrou.

— De jeito nenhum. _ Fui curta e grossa. A ideia da festa na casa de Drake não me agradava.

Ainda mais depois do... MOLLY!

Repreendi-me mentalmente, voltando minha atenção a conversa a minha frente.

— Larga de ser marrenta. _ Samuel disse.

— NÃO! _ Respondi. _ Vocês sabem que Drake, a namorada e os seguidores deles me odeiam.

— Por favor. _ Samuel fez manha. _ Você nem se lembrará da presença desse grupo de insuportável lá.

Realmente, a presença deles entorpecia minha mente de todo o caos que estava minha vida nos últimos meses. Talvez eu devesse pensar no fato de que o ontem já se foi, e que depois de tudo que vivenciei até hoje, o amanhã nem venha. O que estou esperando?

Eu deveria viver o hoje. Não é?

— É... Você está certo. _ Refleti. _ Olharam para mim com expectativa. _ Preciso me distrair um pouco. _ Concordei, enfim.

Minha mente era um labirinto sem saída, mas eu devia viver um pouco. A reação geral na mesa, em seguida foi de gritos, risadas, exaltações. Causando-me risos e vergonha.

Olhei para uma mesa que havia uma família, com uma mulher de meia-idade e seu marido e uma garotinha, olhando em nossa direção e fofocando, e como quem não quer nada, mostrei meu dedo do meio.

E, para minha surpresa, uma garota de aparência de uns cinco anos, imitou meu gesto para a mãe.

Gargalhei alto.

A mulher me olhou com um olhar homicida. Ri ainda mais alto.

Distrai-me pelas próximas horas, juntos aos meus amigos. Quase me esqueci de todos os meus problemas. Era bom estar perto de quem a gente gosta, esquecer dos problemas, dar risadas, se sentir importante. Mesmo que apenas por algumas horas.

~ *.* ~

Don't wanna be an American Idiot

One nation controlled by the media Information

Age of hysteria

Is going out to Idiot America ♫

(Green Day- American Idiot)

Após horas andando pelo Shopping, cheguei a minha casa com dezenas de sacolas de roupas nas mãos. Praticamente fui forçada a comprar, mesmo sabendo que não usaria metade daquelas roupas.

A casa, vazia. Minha cama? Chamando por mim.

Meus pés clamavam por descanso.

Mas eu fui direto para o banheiro e tomei um banho bem demorado. Daqui a algumas horas, as meninas passariam aqui para ir à maldita festa.

Depois do que pareceram séculos, quando minha pele já começava enrugar pelo tempo dentro da água, decidi sair.

Organizei as roupas que tinham nas sacolas, jogadas no quarto e separei umas para vestir, entendendo-as sobre a cama.

Em frente ao espelho, tentei me arrumar da melhor forma possível.

Olhei para a calça que estava estendida sobre minha cama. As garotas praticamente tinham me obrigado a comprá-la, junto a outras dezenas de roupas.

A calça, toda preta, não me agradava em algo. Olhei para minha cômoda e me veio a ideia. Peguei uma tesoura que tinha jogado no local, e peguei a calça em seguida. Comecei a cortá-la.

PRONTO!

Bem melhor!

Coloquei-a, e juntei-a a uma regata branca com uma estampa do Wasted Youth. Complementei com um par de All Star cano médio da cor cinza.

Maquiagem? Passei sombra cinza chumbo e delineei os olhos, destacando a cor verde dos mesmos, abusei no lápis de olho, passei um batom vermelho e coloquei algumas pulseiras no braço. Penteei os cabelos, tentando domá-los ao menos que um pouco os deixei solto.

Eu estava pronta.

DING DONG.

Corri para atender a porta, dando de cara com meus amigos.

Jenn tinha um chapéu preto sobre os cabelos da cor azul, tinha mudado a cor de novo, e trajava calça de couro, uma regata branca solta com uma jaqueta jogada por cima. E parecia muito mais alta, por está com salto. Olhava-me com um sorriso amigável estampado no rosto.

Já Millene, com seu jeito fofo e ousado de ser, vestia uma saia curta quadriculadas com a cor preta e cinza e uma blusa cropped de manga longa preta. E combinava tudo com uma pulseira de pérolas simples, além da bota de salto preta.

Ela estava abraçada no namorado, que estava com uma camiseta cinza e jaqueta jeans, dobrada até os cotovelos, além de jeans escuro e vans.

E para variar, Samuel estava escorado ao lado da porta, distraído no celular. Com roupas simples, combinando jeans claro com uma regata preta, e um par de All Star, assim como eu.

— Nossa, você está muito... _ Começou Mih, arrastando o namorado para dentro de casa. _ Molly!

— Então estou ótima. _ Brinquei. _ Entrem.

Millene e Cameron já estavam sentados, se agarrando. Revirei os olhos, observando.

Jenn entrou, mas não sem antes dar um tapa no braço de Samuel, que estava em outro mundo, como sempre.

— Ai, Jennette. _ Reclamou.

— Larga esse celular e entra.

— Sua chata. _ Disse ele, entrando e me abraçando.

— Das piores, sou a melhor que tem. _ Sorriu Jenn, jogando-se entre o casal no sofá, recebendo protestos em troca.

Lembrei que tinha que buscar meu celular e mandar uma mensagem a minha tia, avisando que iria sair.

Avisei que iria buscar meu celular no quarto. E enquanto isso, eles ficaram fazendo palhaçadas, causando risos, inclusive em mim.

Subi correndo e peguei meu celular, que estava jogado em cima da cama. Busquei na lista do celular, que era praticamente vazia, e logo encontrei o número de minha tia.

“Tia, vou sair com meus amigos. Não voltarei tarde.”

E enviei.

Então, voltei à sala e direcionei-me para a porta, pegando a chave que minha tia tinha me dado de reserva.

— Vamos? _ Chamei os meus amigos.

E como diria a música do AC/DC, “Estou na estrada para o inferno.”

O que esperar dessa noite?

~ *.* ~

~ Noite da festa ~

In the jungle

Welcome to the Jungle

Watch it bring it to your Knees, knees

I wanna watch you bleed ♫

(Guns n' Roses — Welcome To the Jungle)

Estávamos todos andando na rua, praticamente agarrados uns ao outro, cantando alto.

Quem olhasse, provavelmente pensaria que éramos drogados ou algo parecido. Eu estava passando mal de tanto rir, pois Samuel imitava as coreografias e os tons de voz de Axl da música “Welcome To The Jungle", enquanto Cameron fingia fazer o solo da música em uma guitarra imaginária, como se fosse o próprio Slash.

— Então... _ Comecei. _ Onde fica a tal casa?

Eles não tinham me dito até agora, mas me arrastaram rua adentro, afirmando ser perto.

Mih, que criou iniciativa e apontou para a casa chique no final da minha rua.

Não acredito. Ele mora na mesma rua que eu.

A casa enorme, do estilo vitoriano de paredes brancas e janelas todas de vidro. Aparentava ter dois andares. Eu tinha reparado nela, logo que tinha chegado à cidade.

O quintal era enorme e estava cheio de pessoas, na qual reconheci muitos da escola. Não vi Drake.

Tentava me alegrar em está com meus amigos, sem pensar na possibilidade de ter que dar de cara com Lavigne, Drake e seus seguidores.

Entramos dentro da casa, e dentro ainda havia muito mais pessoas. Havia muitas bebidas espalhadas, e algumas pessoas fumavam nos cantos. Além de vários casais se agarrando. Música tocava alto pela casa. E havia uma espessa fumaça e luzes rondando pelo recinto.

Perguntei-me como os pais de Drake deixaram essa festa acontecer. Ou então, se eles saberiam.

Mas não disse nada, pois ele devia ter tudo o que queria. Um típico mauricinho mimado.

Paramos em um canto perto da porta. Ninguém parecia nos notar ali.

— Vamos nos divertir. _ Disse Jenn, me consolando. Devia está estampado na minha cara que eu não queria estar naquele lugar.

— Tomara que eu não encontre ninguém indese... _ Comecei a falar, até que fui interrompida.

Fechei os olhos por alguns segundos, suspirando.

EU SÓ POSSO TER JOGADO CHICLETE NA CRUZ.

Voltei a abrir os olhos e fixei-os a quem estava em minha frente.

— Olha quem está aqui. _ Era Lavigne, abençoando-nos com sua presença, com um vestido vermelho decotado vermelho MUITO curto, além de saltos enormes da cor rosa, e o cabelo loiro soltos. Benção do capeta.

Eu realmente não estava com paciência para aguentar as cenas daquela garota.

— Continua cega? _ Ironizei. _ Acho que seu namorado poderia te dar um óculos de presente.

Jenn, com toda sua sutileza, gargalhou alto, causando riso nos meus amigos.

A loira olhou-me zangada, bufando.

— Virou cavalo agora? _ Irritei-a ainda mais.

— Quem te convidou? _ Disse, com raiva.

— Eu! _ Virei para olhar para quem tinha respondido a pergunta de Lavigne.

Era quem eu menos imaginava. Drake!

Olhei-o, tentando disfarçar. Camiseta preta estampada, jeans escuro e coturno. Os cabelos estavam arrepiados, de um jeito sexy, ao estilo “acabei de acordar”.

Seu olhar foi em minha direção, e nos olhamos nos olhos por segundos. Ele tinha um olhar penetrante. Olhos verde-gelo me encaravam.

Verde no verde.

Meus amigos olhavam-me indagadores. E Lavigne olhou de mim para Drake com ódio estampado no olhar, além de ter obtido certa postura defensiva.

— O QUE? _ Gritou. Será que essa menina só sabia gritar?

O grito dela me despertou, fazendo-me despertar do olhar do garoto a minha frente.

Meu desconforto devia está evidente. Mas eu não estava fazendo nada de errado.

Ele não tinha o por quê está aqui me defendendo da sua namorada como se eu fosse uma garota indefesa.

Eu não precisava ser defendida. Muito menos dela. E muito menos por ele.

Eu não era indefesa. Na verdade, tudo o que passei me tornou uma pedra em muitos sentidos.

Eu não queria me machucar mais, e não deixaria.

Custe o que custar.

Olhei a cena que se desenrolava na minha frente. Uma Lavigne indignada buscando respostas do namorado que tinha um olhar penoso e de algo que não pude decifrar em minha direção, e os olhares em dúvidas dos meus amigos.

Quer saber? Foda-se!

Apoiei-me no braço de Samuel e no de Jenn, que por sua vez, estava apoiada em Milene, que estava de mãos dadas com Cameron e disse:

— Não preciso de sua piedade, Drake.

E sai, carregando todos.

Ainda pude ver os olhares raivosos de Lavigne em direção ao namorado, esperando explicações. E pude sentir o olhar assustado e surpreso do mesmo, sobre mim.

— O que foi tudo isso? _ Indagou Cameron.

— Nada! _ Respondi curtamente. Vamos aproveitar a festa.

Fomos em direção da pista de dança.

~ *.* ~

So have you got the guts?
Been wondering if your heart's still open
And if so I wanna know what time it shuts
Simmer down and pucker up
I'm sorry to interrupt
It's just I'm constantly on the cusp of trying
To kiss you ♫

(Arctic Monkeys – Do I Wanna Know)

Vi-me sozinha, procurando algo para beber. Cameron e Milene? Se pegando em algum canto pela casa. Samuel saiu para falar com alguém pelo celular, e Jennette estava dançando no meio da festa.

Eu estava me sentindo sufocada, e a fumaça que rodeava toda a sala e cozinha já começava a fazer com que minha cabeça latejasse.

Minha garganta estava seca.

Havia mesas espalhadas pela casa, com todos os tipos de bebidas a disposição.

Peguei a primeira que vi e tomei em um só gole.

Inicialmente, a sensação foi de uma leve ardência na garganta, mas depois havia algo como uma sensação boa, como se o meu sistema se adaptasse ao gosto e até gostasse, uma vontade de beber mais.

Provavelmente era alguma bebida batizada com álcool, mas creio que não seja tanto, pois não era algo incômodo, e o gosto doce de algum refrigerante ou suco, seja lá o que for, ainda era predominante.

Creio que metade das pessoas daquele lugar estava bêbada, ou até mesmo drogada, se duvidar.

Um pouco de álcool não me faria mal. Até me faria passar pela festa de uma forma mais aceitável.

Na verdade, eu já queria era ir embora. Mas prometi para os meninos que eu iria me divertir, ao menos que um pouco.

Fui pegando mais copos e bebendo-os rapidamente.

Pude ver, a uma distância considerável, Drake e Lavigne agarrados, dançando. Parece que tinham se resolvido. Mas o que eu tenho com isso, não é?

Eles que sejam felizes infernizando a vida de outra pessoa por aí.

E se beijaram. Ou ela o beijou. Não sei ao certo. Apenas revirei os olhos, afastando o olhar daquela cena patética e peguei uma das garrafas da mesa e indo me sentar em uma mesa afastada.

Sim, eu peguei uma garrafa inteira apenas para mim.

E foda-se.

Não era para eu aproveitar a festa? Que seja bebendo então.

Só queria não ver o casal na minha frente novamente.

Minha mente enganava-me com a imagem do dia em que ele me beijou. E agora? Lá estava ele beijando Lavigne. Mas qual o motivo de eu está com isso na cabeça? Eles eram namorados.

O beijo na minha casa foi um erro. Nunca deveria ter acontecido, e nunca mais vai acontecer nada parecido.

Nunca.

Depois de algum tempo indeterminado, aparece Jenn na minha frente, tirando-me dos meus devaneios.

Minha cabeça estava girando.

— Molly? _ Me olha espantada. _ O que está bebendo?

— Sei lá... _ Minha voz estava ficando meio embargada. _ Suco? _ Brinquei.

Ela revirou os olhos e tomou a garrafa da minha mão, recebendo um “Ei!” em protesto.

— Sabe que isso é alcoólico, não é?

— Eu sei, mamãe. _ Peguei novamente a bebida. _ Tanto faz.

Ela sentou-se ao meu lado, no momento em que Samuel, Milene e Cameron chegaram e juntaram-se a nós.

— Então... _ Começou, dando um copo para cada um e distribuindo a bebida. Onde ela tinha arrumado os copos, do nada? _ Se é pra beber, que sejam todos.

— Sim, mamãe. _ Respondi, sorrindo.

Tornei meu olhar ao redor da sala, avistando novamente o casal. Estavam conversando algo.

Abaixei meu olhar para o copo a minha frente e o engoli de uma vez, reconhecendo a, agora familiar, ardência na garganta.

— Pode me passar mais. _ Levantei a mão com o copo em direção a garrafa nas mãos de Jenn.

~ *.* ~

I'm gonna serve it to you

And that ain’t what you want to hear

But that’s what I'll do

And the feeling coming from my bones

Says find a home ♫

(Seven Nation Army – White Stripes)

E tudo girava.

Meus amigos me olhavam estranhos.

Será que minha maquiagem estava borrada?

— O que foi? _ Perguntei, gargalhando.

— Acho que você está bêbada, Molly. _ Afirmou Cameron.

— Estou nada. Estou totalmente sóbria. _ Gargalhei. _ Bom, vou dançar.

Eles me olharam espantados. Mas o que eu fiz?

— Tem certeza? _ Indagou a morena de covinha.

— Por que não teria? _ Disse já andando para o amontoado de pessoas que havia na sala, dançando.

Eles ainda me observavam. Mas não vieram dançar.

Gente estranha.

Nem prestei atenção na música, apenas comecei a me remexer no ritmo da mesma. A batida da música envolvia bastante. E me puxava a dançar.

Não sei se era efeito da bebida.

Nem me considerava bêbada. Meio “alegre”? Talvez.

Estou apenas me divertindo.

Não foi para isso que meus amigos me trouxeram para cá? Então é o que vou fazer.

Entrei, cada vez mais no meio da multidão. E ninguém parecia se importar pela novata do colégio está ali no meio.

Provavelmente nem estavam notando.

Eu dançava como se não houvesse ninguém no local.

Quando percebi, eu já não estava somente no centro de todos, dançando despercebidamente por todos que me rodeavam.

Eu estava em cima de uma mesa, e me remexia na batida da música. Algumas pessoas gritavam, outras pessoas subiam na mesa, e dançavam comigo.

Eu, sinceramente, não conhecia ninguém. E nem ligava para isso.

Ouviam-se garrafas sendo quebradas ao redor da festa, e a fumaça e a luz embaralhavam meus sentidos. Sentia cada nota da música vibrando abaixo dos meus pés.

Os gritos animados, abafados pela música.

Senti alguém me agarrando por trás, e virando-me um tanto quanto violentamente.

Era um garoto alto e moreno. Eu já o tinha visto na escola, agarrando alguma menina. Mas não sabia o nome dele, e nem tinha interesse em saber.

O olhar dele era cobiçoso sobre o meu corpo.

— Olha, a gatinha dança bem. _ Ele me apertava contra ele.

O garoto chegou o rosto perto do meu, tentando forçar um beijo contra minha vontade.

Nojo.

Eu estava pronta para dar um chute no meio de suas pernas do garoto abusando quando algo, aliás, alguém empurrou o garoto. Empurrando-o.

— Fica longe dela. _ Drake falou, com a voz rouca.

— Qual é, Drake. _ Disse o cara, zombador. _ Já tem a Lavigne. Deixa a gatinha aí para mim.

— Já falei. _ Seu tom era ameaçador. _ Fica longe dela.

Ficaram frente a frente. Apesar de o cara ser alto, Drake era da mesma altura que ele, porém mais forte. Além de ter um ar dominador, e um olhar que impôs respeito.

— Relaxa, cara. _ Foi rude, mas saiu andando para o lado oposto de onde estávamos no momento. _ Pode ficar com a garotinha.

Quem ele pensa que é? Eu sei muito bem me defender sozinha.

O olhei com raiva e ia saindo, mas ele me puxou.

O resultado foi, que com a força em que ele puxou, acabei batendo contra seu peito. Não pude deixar de notar o quão forte ele era, e o quanto cheiroso. Cheiro almiscarado misturado a um leve cheiro de hortelã.

Ficamos de frente um ao outro. Ele olhava para baixo, e eu para cima. Nos olhos um do outro. Eu sentia seu hálito sobre o meu rosto.

Menta com algum tipo de bebida.

Senti-me arrepiar.

Ele se aproximou mais. Sua mão, que estava no meu braço foi de encontro a minha cintura. Nossos lábios estavam praticamente colados.

Por um instante me peguei lembrando-me da tarde em minha casa. Lembrando da textura macia dos seus lábios contra os meus. Do sabor da sua boca. E me veio uma vontade de repetir novamente aquele feito.

Mas eu não podia.

Antes de nossos lábios se encostarem. Antes de eu mudar de ideia e de o beijo realmente acontecer, empurrei-o com toda a força que eu podia.

Apesar de ele ser bem mais forte que eu, acabou se afastando com a surpresa.

Olhou-me, dando um passo em minha direção.

Deu um passo para trás em resposta.

— O que está fazendo?_ Perguntei. Minha voz falhou, e estava rouca.

— Eu não... _ Começou.

— E o príncipe salva a donzela em perigo. _ Disse, zombeteira. _ Não preciso que me defenda. Sei me defender sozinha.

Ele me olhou assustado. Sai dali o mais rápido possível, sem dar a Drake tempo de resposta.

Ninguém pareceu notar o que rolava entre a gente. Agradeci por todos estarem bêbados, naquele momento.

Praticamente corri até onde estavam meus amigos.

Larguei-me no meu lugar, ao lado de Samuel.

É... Acho que eu estou um pouquinho bêbada.

Apenas um pouquinho.

Notas finais
[Liandra Salvatore Stonem]: A novidade é que estaremos postando os look's do capítulo no facebook, entao quem quiser visitar: (https://www.facebook.com/profile.php?id=100009238246448&sk=photos&collection_token=100009238246448%3A2305272732%3A69&set=a.1398176777166917.1073741829.100009238246448&type=3&uploaded=1 ) E a pergunta é: Vocês shippam algum casal ou alguém no fic? QUEREMOS SABER! [Oh Wow Thaynara]: E nos desculpem, MIL VEZES, pela demora. E se o capítulo tiver meio bosta, a culpa é da Milene, por ter me apressado, me ameaçando de morte. Sei que ela me ama. Até a próxima!