Notas iniciais
[Oh wow Thaynara]: Capítulo curtinho, mas feito com muito amor. muahahaha Mals gente. [Liandra Salvatore Stonem]: Acordem fantasminhas. Apareçam, por favor. Se não, o fic para.

POV. Molly

~ Na escola, segunda. ~

Free of defenseless finally

And I'm somehow safer than I've ever felt

You, dare to be you

Now I know I don't have to be someone else

When I'm with you I am just myself ♪ ♫

(Now I Can Be the Real Me – Adam DiMarco)

Assim que me reconhece, sinto os braços do meu amigo, meu amigo de infância, apertar-me em um abraço apertado e aconchegante.

Seu abraço me passa um grande conforto. Me passa segurança. Me faz sentir acolhida.

Nem parece que já se passaram anos desde o último.

Solto o ar que nem havia reparado estar segurando. Sinto um alívio sem sentido, como se pela primeira vez em dias, em meses, eu finalmente estivesse no lugar certo.

Quem diria que nossos caminhos se cruzariam novamente depois de todo esse tempo.

— Bonequinha. _ Disse ele, saudoso.

Dou uma risada, lembrando-me do apelido.

Um apelido tão cheio de sentimento. De uma época de amizade simples e pura.

Olho-o com mais atenção.

O menino que fez parte das minhas artes infantis ainda continha os mesmos traços de mais de dez anos atrás.

Os mesmos olhos grandes e claros. As mesmas bochechas salientes e o mesmo sorriso doce. Claro que com um certo amadurecimento. Mas os mesmos trejeitos que me fizeram o chamar de anjo, de anjo da guarda.

Guardei em minha memória, mesmo depois de tanto tempo, as aventuras que vivemos. Quando eu praticamente o obrigava a brincar de casinha comigo, quando ele retribuía fazendo com que eu jogasse bola ou quando compartilhávamos doces, quando nos balançávamos no parquinho de minha antiga casa.

— Não acredito que você ainda se lembra de mim.

É incrível ver como apesar do tempo em que ficamos separados, essas lembranças ainda continuam despertando uma parte boa de mim. Meu lado mais feliz, mais engraçado, mais amigo.

Suas bochechas salientes são moldadas com seu sorriso.

— Como eu ia me esquecer da minha melhor amiga?

Nunca imaginei que depois de mais de dez anos eu pudesse o encontrar. Ainda mais aqui em Seattle.

Ainda mais na mesma escola que eu.

Como se uma força superior soubesse que eu estava precisando de uma ajuda. Como uma bomba de oxigênio no momento em que não consigo respirar.

Soltei-me com calma do seu abraço e sorri.

—Fico feliz que está aqui. _ Falei com sinceridade.

— Então... Felicidade de ter pais militares._ Deu um sorriso tão familiar para mim e completou. _ Não esperava te encontrar aqui! O que faz aqui em Seattle?

Suspiro.

— Meus pais morreram em um acidente de carro e... tive que morar com minha tia. _ Minha voz falhou ao fim da frase.

Ele me olhou surpresa e em seguida me puxou em um novo abraço, agora mais forte.

Como que quisesse juntar minhas peças.

— Sinto muito, pequena.

O cheiro dele era tranquilizante. Talvez como um reconhecimento de um tempo mais feliz.

Fiquei ali apenas sentindo o abraço, até que ouvi um pigarro logo atrás de mim. Endireitei-me e olhei em direção ao pigarro.

Uma menina olhava para nós com um olhar indagador. Uma garota de olhos castanhos e cabelos escuros linda, que aparentava ter a minha idade. Não me olhava de forma cruel, maldosa, como quase toda escola. Mas apenas com curiosidade.

Seria a namorada dele?

— Oi?! _ Disse ela.

— Hey, Lucy. _ Sorriu Justin.

O nome me era familiar. Tento puxar do fundo da mente onde já tinha ouvido esse nome, mas nada.

— Oi. _ Cumprimentei envergonhada.

— Lembra dela, mana? A Molly.

Arregalei os olhos ao ouvir a palavra “mana”, finalmente reconhecendo-a.

E nesse momento ela pareceu me reconhecer também.

Claro que se tratava da irmã mais nova dele.

Nós duas não tivemos muito contato nos anos em que éramos crianças, ao contrário do irmão, por conta da mesma ter se mudado logo na infância, ainda praticamente bebê, para casa da tia em Londres para posteriormente estudar por lá.

— A garota de Nova York. Tem foto sua na minha casa. _ Sorriu.

— Como? _ Ri, ainda constrangida.

— Sim, quando criança. _ Explicou rindo. _ Uma que meu irmão está de príncipe e você de princesa. Minha mãe disse que foi no aniversário do Justin.

Olhei para ele.

Eu lembro vagamente daquele dia. Lembro que ele queria o aniversário de super herói, mas eu chorei para meus pais por nunca ter tido um aniversário de princesa, então meu amigo deixou que o dele fosse de realeza por minha causa. Naquela festa, ele falou para os pais deles que queria ser o meu príncipe, que queria aquele tema apenas para ser meu príncipe encantado, como nas histórias que eu gostava. Que eu seria a princesinha mais linda do reino.

Ele estava levemente vermelho de vergonha, talvez lembrando do fato.

Lucy e eu rimos, apesar de eu mesma ficar envergonhada junto com Justin. Ela ainda o provoca apertando suas bochechas.

— Ih, dois tomates. _ Zoou Lucy, gargalhando em seguida.

— Cala a boca, Lu. _ Disse o Justin.

— Bom... Acho bom apressarmos para lanchar. _ Disse ainda um pouco envergonhada. _ Querem ficar na mesa comigo e meus amigos?

— Claro! _ Disse uma Lucy elétrica, puxando eu por uma mão e o irmão pela outra em direção ao refeitório.

Gargalhei com o jeito dela.

Ela e as meninas se dariam bem. Era empivetada tal como Jenn e Mih.

Fomos em direção a mesa de lanche e cada um distribuiu o que comeria em uma bandeja. Eu me contentei com um sanduba, uma coca, umas barrinhas de cereal e uma barra de chocolate. Lucy não foi diferente, apenas trocando as barras por uma maçã e a coca por um guaraná. Já Justin tinha enchido a bandeja dele com todos os tipos de besteiras possíveis, desde barras a salgados.

— Morto de fome. _ Comentou Lucy.

Ri com o comentário, enquanto Justin mandava a irmã calar a boca novamente.

— Ali. _ Apontei para uma mesa mais ao fundo do refeitório, onde meus amigos estavam sentados, todos reunidos.

E fomos caminhando até eles.

— Oi gente. _ Cumprimentei.

— Oi Molly. _ Responderam em uníssono.

— Esses são Lucy e Justin. Antigos amigos meus. _ Apontei para os mesmos.

— Oi antigos novos amigos. _ Disse uma Jenn animada. _ Se são amigos da Molly, considerem-se no grupo. Só não liguem para o casal meloso ali.

Ela apontou para Mih e Cam, que estavam beijando-se, para variar. Sem se afastar da boca do namorado, Milene apontou o dedo do meio para Jennette.

Quanta espontaneidade.

Nos sentamos e eu resolvi apresentar melhor os palhaços de meus amigos.

— Tá! Justin e Lucy, a papagaio é a Jennette, o casal é a Milene e o Cameron e... _ Apontei para Sam que estava no celular, como de costume. _ O do celular é o Samuel.

Ao ouvir seu nome, ele olhou para cima. E seus olhos pararam em Lucy, que também olhou por um longo tempo para meu amigo. Hum... Interessante.

Sorri.

— Bom, vamos comer antes de enfrentar a prisão de novo. _ Disse.

Relaxei em meu lugar, sentindo-me leve como a meses não me sentia.

Só espero que isso continue.

~ *.* ~

~ Intervalo ~

You acted like you cared

But you don't

Stop pretending

Cause you're hurting me

My first impressions desappear

You tongue-tie words

So insincere

You allways do as you please

And the situation

We're repeating

Over rated is what you made it

I'm all done

And now I'm all out of time ♪ ♫

(What Can I Say – Shealeigh)

Todas as pessoas da mesa estavam animados como sempre. E, aparentemente, pareciam que tinham gostado de Lucy e Justin, mesmo com sua chegada repentina no grupo.

Eu ainda não acreditava que os encontraria aqui, mas estava feliz por eles estarem aqui, e por finalmente ter conhecido a irmã de Justin.

Sorri, observando a brincadeira dos meus amigos, novos e de infância.

Apesar de todas as coisas que estavam acontecendo comigo, com a morte de meus pais e de toda confusão que Drake causava em minha cabeça, eu tinha sorte de ter amigos como esses na minha vida.

Jennette se divertia colocando a mão entre Mih e o namorado, sendo quase morta pelos dois, enquanto todos gargalhavam.

Eles a xingavam entre os beijos trocados.

Lucy zoava do irmão que se lambuzava todo, como se ainda fosse uma criança, enquanto comia. Nem parecia que se tratava de um jovem no auge dos seus 18 anos.

— Parece que nunca comeu na vida. _ Lucy brincou.

Todos riram enquanto ele empurrava de leve a garota.

Ainda notei as vezes em que Samuel e Lucy trocaram olhares discretos e sorri com isso. Com a possibilidade que acontecia naquele momento.

PRIIIIIIIIIIIIIIM!

Caralho de sinal.

Hora de voltar ao inferno.

— Voltando ao inferno. _ Disse Samuel, como se lesse minha mente.

Concordando, todos ajeitaram suas coisas e começaram a levantar.

Tudo corre tranquilamente.

Mas claro que algo tem de acontecer, não é

No momento em que Justin levanta-se, Drake aparece andando apresado atrás dele, fazendo que um esbarrasse no outro.

— Desculp... _ Justin foi logo tentando se desculpar, mas calou-se ao dar de cara com Drake.

O que acontece a seguir é um momento de silêncio que pareceu quase que interminável, onde ambos se encaram.

Era quase que possível ver a faísca entre eles.

O que estava acontecendo?

Eu estava a ponto de interromper quando Drake disse com a voz alterada, com a voz em um estrondo.

— O que você está fazendo aqui?

— Eu estudo aqui. _ A voz de Justin era calma, apesar de haver um toque de desconforto na mesma.

A postura de Drake estava travada. E o olhar que ele lançava à Justin era repleto de desprezo, de ódio.

Mas qual era o problema? De onde eles se conheciam?

Em um estalo, Drake parece lembrar que não estava sozinho naquele recinto, e seus olhos varrem as pessoas que estavam na mesa.

Seu olhar para em mim. O ódio de segundos atrás parece desaparecer por alguns momentos.

— Molly... _ Drake vira-se para mim.

Retraio-me instantaneamente.

Eu não queria falar com ele. Não queria ouvir ele. Tinha medo que mais uma palavra vinda dele pudesse machucar-me novamente.

Ele tinha o dom de me machucar. Parecia fazer isso sem nem notar.

Todos os meus amigos encaravam a situação com assombro, mas saíam de fininho.

Eles tinham toda razão para fazer isso.

Todos foram em direção à sala onde teriam aula.

Eu também desejava fazer o mesmo, mas Drake e Justin encaravam-me fixamente.

Jenn puxava Lucy afirmando terem a mesma aula. Decidi fazer o mesmo.

Interrompi Drake, sem nem olhar em seus olhos, e puxei Justin.

— Vamos... _ Ele aceitou ser puxado por mim sem perguntar.

Eu só desejava com todas as minhas forças sair dali o mais rápido possível. Sair de perto de Drake Mason. Abandonar o olhar daquele ser estúpido.

Ainda vi de relance o olhar assustado que o mesmo lançou em minha direção, após a minha atitude, e o olhar um tanto quanto raivoso que Drake dirigiu ao Justin a seguir.

Sai dali praticamente correndo.

Minha respiração estava forte quando paramos.

Quando estávamos em frente a minha sala, tomei coragem e perguntei:

— Vocês se conhecem? _ Lógico. Apesar de Drake ser adepto ao ódio gratuito, ficava claro que havia alguma história entre ele e Justin.

E era esse história, a história por trás disso que me deixava curiosa.

— Sim, de algum tempo atrás. _ Disse.

— Mas... _ Antes que eu pudesse perguntar mais, o professor entra na sala e manda que eu faça o mesmo.

Olho em direção ao garoto a minha frente, quase que suplicante.

— Te espero na saída, bonequinha. _ Dando o assunto por acabado. Ele chega perto de mim, soltando minha mão, que nem havia reparado que ainda segurava, dando um beijo de leve na minha bochecha, igual a quando éramos crianças.

E sai.

Fico olhando-o se distanciar, embasbacada.

Vermelha, entro na sala.

— Pode sentar-se, Senhorita? _ Pergunta o professor, paciente.

— Claro. _ Apressei-me a sentar.

Sentei-me, olhando para baixo, com o assunto ainda na cabeça.

Era claro que algo tinha acontecido com eles no passado. Algo que deixou Drake com muita raiva de Justin. E aparentemente, a raiva era contribuída.

Seja lá o que tenha acontecido, quase causa um confronto entre ambos.

Qual o motivo de tando desprezo? De tanto ódio?

De onde eles se conheciam?

De onde?

Notas finais
[Liandra Salvatore Stonem]: O que acham da treta entre Drake e Justin? O que acharam do capítulo? Reclamações? Conselhos? Apareçam... [Oh wow Thaynara]: Please!