I Found My Fallen Angel

3 Capitulo 03° - Aprendendo lições


Notas iniciais
Boa leitura...

Coloquei algumas mechas do meu cabelo atrás da orelha, enquanto me recompunha. Suspirei nervosa com o que tinha acabado de acontecer, ele não tinha o direito de me dizer aquelas coisas, ele nem sequer me conhece, como pode ter a audácia de me falar aquilo tudo?

Fechei os olhos com força, sentindo uma raiva imensa e uma vontade louca de dar o troco nele, mas pela primeira vez, não sabia o que fazer. Bufei e passei as mãos pelo cabelo, eu não iria me abalar por causa de um simples peão, ele não sabia de nada.

Empilhei os papeis na mesa de meu pai, dei uma rápida arrumada no visual e sai da sala.

–Zoey, a reunião já começou? – Ela desviou os olhos da tela do computador.

–Vai começar daqui... Cinco minutinhos. Seu pai me pediu para buscar os papeis para ele e então te chamar – Assenti, então fui em direção a sala de reuniões.

Abri a porta de vidro, então por alguns segundos fiquei parada na porta, não acreditando no que estava vendo. John, estava ali. Com seu pai, sentado um ao lado do outro.

–Hilary, que bom que chegou. Podemos começar a reunião agora – Papai sorriu.

–Bom dia – Sorri simpática para todos, parando os olhos por meros segundos em John, um sorriso de lado se abriu em seus lábios e ele colocou a mão na mesa, desviei meus olhos dele.

–Olá querida – Tio Enzo veio me cumprimentar, o abracei e ele me deu um beijo na bochecha.

–Que bom te ver, Tio – Ele me soltou – Aqueles são os Maxwell? – Sussurrei baixinho, ele assentiu.

Não podia ser, então ele era filho do Sr. Maxwell, que no caso era um dos magnatas mais ricos de Dallas. Passei a mão no cabelo completamente incrédula com o que estava presenciando, e eu pensando que ele era apenas um simples peão.

Bem feito Hilary, sua idiota!

Revirei os olhos lembrando de quando minha mãe dizia “Nunca julgue alguém pela aparência”, mais uma lição que eu havia acabado de aprender.

–Vamos começar então – Tio Enzo se dirigiu a mesa e se sentou ao lado de meu pai, suspirei e me sentei do outro lado, de frente para John.

Tudo se passou mais lentamente do que esperado, eu estava tensa os olhos dele me queimavam e uma raiva imensa de me levantar e mandar ele sair da sala se apossava de mim. Preferi não me pronunciar desta vez, como eu pronunciava levemente em algumas reuniões. Ao contrário, ele deu vários ideias e opiniões, sempre sendo extremamente calmo e irritante.

–Por hoje é só então – Luis se levantou, juntamente com John e o advogado deles – Esperamos que vocês entrem em contato conosco logo – Sorriu de lado – Até – Os três saíram da sala, deixando-nos.

–O que achou? – Papai me olhou curioso.

–É um absurdo eles quererem 10% da nossa empresa, em troca do Petróleo deles – Falei séria – Não precisamos disso.

–Tenho a impressão que eles não vão jogar limpo – Papai falou pensativo – O que achou, Enzo?

–Também acho isso, mas minha decisão é a sua irmão – Tio Enzo colocou a mão sobre o ombro de meu pai.

–Bem, vamos ver no que isso vai dar – Papai se levantou arrumando os papeis a sua frente.

Tio Enzo, foi dar um “oi” para algumas pessoas que ele conhece na empresa, enquanto Papai e eu fomos para sua sala, ele se sentou em sua cadeira e eu me sentei na cadeira do outro lado da mesa a sua frente.

–Eu vou ficar por aqui pelo resto do dia, querida. Se quiser pode pegar meu carro e ir dar uma volta, vou embora com seu tio depois – Falou atencioso.

–Claro, mas antes queria conversar algumas coisas com o senhor – Ele desviou os olhos dos papeis e me olhou atento.

–Diga.

–Eu dei uma olhada nos papeis que deixou em sua mesa, e vi que estamos gastando muito papel e conta telefônica. Pensei que pudesse ajudar.

–E qual solução você achou?

–Talvez se começássemos a usar mais o Skype para nos comunicar teríamos menos gastos com telefone, podemos usar o E-mail mais vezes mandando os documentos menos importantes por E-mail e os mais importantes podemos imprimir – Ele sorriu.

–Me parece bom, vou comunicar a todos sobre isso... – Bateram na porta e eu me virei para ver quem era.

–Pode entrar.

–Sr. Owen, um dos Maxwell esqueceu o celular na sala de reuniões – Ela mostrou o telefone preto.

–Deixe aqui Zoey, verei o que farei – Ela entrou e entregou o celular ao meu pai – Obrigada – Então ela se foi. Papai ficou por alguns segundos pensativos, então me olhou duvidoso.

–Você iria até a empresa deles entregar o celular? – Perguntou, fiquei em silencio por alguns meros segundos – Se tiver outros planos tudo bem, dou um jeito depois – Ele falou calmo, neguei rapidamente.

–Não, tudo bem. Mas eu não sei onde fica – Eu não queria ver John novamente, mas também queria ver com meus próprios olhos, se ele realmente tinha alguma coisa na empresa.

–Esse é o endereço – Meu pai me passou um papel – Coloca no GPS do carro.

–Certo, até mais tarde – Murmurei me levantando e pegando o celular junto com o papel.

–Cadê meu beijo? – Ele perguntou, sorri de canto.

Beijei sua bochecha e ele me deu as chaves do carro dele. Já no carro comecei a mexer no celular de John, havia uma lista de contatos importantes, amigos e família, sorri maldosa então mandei a seguinte mensagem para um dos contatos importantes.

Me encontre em dez minutos no The French Room, tenho assuntos importantes para tratar com você. Não demore.

Depois disso fui as compras, precisava esquecer as coisas que ele me dissera e esperar algum tempo para o amiguinho dele se irritar de tanto espera-lo no The French Room. Iria ser cômico ver a cara dele quando eu chegasse na empresa com o celular, John iria ficar furioso e eu estava em jubilo com isso.

No caminho até a empresa Maxwell, fiquei pensando em como ele reagiria ao me ver lá apenas para entregar o celular dele. Talvez pensasse que eu teria ido lá só para vê-lo, mas isso não era verdade, eu só estava fazendo um favor e depois do que ele disse, minha raiva por ele só estava maior. Mas eu sabia que logo estaríamos quites, ao ver a cara dele de raivoso com o que eu havia feito.

Parei no estacionamento na frente do prédio, era bonito e grande. Com letras grandes escrito Maxwell, um grande império, como o do meu pai. Suspirei e sai do carro pegando minha bolsa, as portas eletrônicas de vidro se abriram logo que me aproximei, olhei para as placas onde tinham informações sobre cada andar do prédio.

–Bem, se ele for mesmo o dono será no último andar – Murmurei para mim mesma, então entrei no elevador, um rapaz moreno correu para pegar o mesmo elevador.

–Vou ficar no penúltimo – Murmurou apertando o botão.

–Trabalha aqui? – Perguntei tentando obter informações.

–Sim, meu segundo mês – Sorriu parecendo feliz em dizer tais palavras.

–Legal... Está gostando?

–Sim, é uma empresa muito prazerosa de trabalhar, todos educados e os chefes são muito compressivos, embora rigorosos.

–Então você conhece o Sr. Maxwell? – Perguntei olhando de relance para quantos andares faltavam para chegar ao destino dele.

–Depende, eu já conversei apenas com o filho, mas com Luis Maxwell ainda não tive a oportunidade, ele está um pouco afastado. Nos últimos meses quem está cuidando das coisas aqui na empresa é apenas o Sr. John.

–Entendo... – O elevador parou e eu sorri simpática para ele – Bem, até a próxima – Ele assentiu e saiu do elevador o mesmo logo se fechou e voltou a se movimentar.

Andei para fora do elevador, o andar era calmo havia duas mesas, onde duas assistentes estavam sentadas, com os olhos fixos na tela do computador, a loira da esquerda logo que me viu, abaixou os olhos para uma agenda, revirei os olhos e me aproximei.

–Gostaria de ver John Maxwell – Falei direta, ela deu um sorriso envergonhado.

–O Sr. Maxwell não poderá atendê-la agora, Senhorita... – Revirei os olhos.

–Pega seu telefone e diga que Hilary Owen está aqui, e que é melhor ele me atender – Falei petulante, sem dar a oportunidade de ela terminar sua frase, ela abriu a boca mas eu a interrompi – É melhor não tentar me mandar ir embora – Avisei.

–Está bem Senhorita – Falou pegando o telefone, me afastei olhando ao meu redor era um ambiente gostoso de estar, as paredes eram brancas e os detalhes da sala eram em preto e marrom escuro – Senhorita Owen, poderia me acompanhar? – Sorri satisfeita, então acompanhei a loirinha oxigenada.

Ela me levou até uma porta dupla de vidro onde os vidros eram opacos, não sendo possível ver por dentro, ela abriu uma das portas e entrou me incentivando a entrar também.

–Aqui está a Srta. Owen, precisa de mais alguma coisa Sr. Maxwell? – Encontrei seus olhos fixos em mim, ele estava sentando em uma poltrona preta todo imponente.

A sala era grande e ampla, as paredes eram marrom escuro, completamente diferente da sala da recepção. Havia uma ante-sala, com uma grande estante com vários livros na parede a esquerda, um sofá preto de couro de frente a estante, duas poltronas igualmente pretas ao lado do sofá viradas uma de frente para a outra.

–Não Lucy, obrigada. Pode se retirar – Ela assentiu então saiu fechando a porta atrás de si.

Atrás da grande mesa de vidro que ele estava sentado, havia uma vidraça enorme com a vista privilegiada da cidade, do lado direito da sala, na parede haviam quatro quadros, e o que era obvio que não poderia faltar, havia um bar de vidro e madeira preta – John não parecia nada com um homem que não bebia – Os copos e as garrafas de bebidas chamavam a atenção com suas cores vibrantes.

Me aproximei de sua mesa tirando o celular da bolsa.

–Aqui está seu celular, já que você é um irresponsável que só não esquece a cabeça porque está grudada em seu corpo, vim fazer o favor de trazer – Falei arrogante, seus olhos azuis me fitaram impassíveis.

–Eu não precisava que trouxesse para mim – Retrucou, revirei os olhos bufando – E quem você pensa que é, para falar da forma que falou com minha secretaria?

–Sou Hilary Owen, falo da forma que eu quiser com quem eu quiser. Agora porque você não apenas me agradece para eu poder ir embora – Ele ficou parado, me analisando por alguns segundos então, em uma fração de segundos ele pegou o celular e analisou rapidamente – Com medo de eu ter feito algo com seu celular? – Sorri vitoriosa, suas afeições foram de sério para raivoso, seus olhos me olharam cheios de ira.

–Você tem noção do que fez? – Rugiu se levantando, me mantive parada em frente à sua mesa com um sorriso debochado – Ele é o meu melhor cliente! – Ele falava enquanto contornava a mesa – Você é muito mimada – Ri dele e me aproximei, ele ficou parado enquanto nossos corpos estavam a centímetros de distância.

–Isso foi só para você aprender, que não ninguém fala da maneira que falou comigo. Eu posso fazer muito pior – Disse ameaçadoramente, olhando em seus olhos não me deixando intimidar por ele – Até outro dia, John – Me virei e caminhei em direção a porta.

–Não me dê as costas, Hilary! – Sua voz soou séria pela sala, bufei e continuei a andar.

Em questão de segundos senti sua mão se fechar em torno de meu braço e meu corpo ser prensado contra a parede, enquanto um homem enorme e furioso me olhava com os olhos cheios de ira.

–Eu vou te dar um corretivo por ter agido de tal forma, seu pai deveria ter lhe dado um desses quando era mais nova, mas não me importo de ser a pessoa a quem vai te ensinar a ser menos mimada e petulante.

–O que pensa que vai fazer?

–Vou te dar umas boas palmadas na bunda – Falou sério, soltei um riso debochado.

–Você não é louco em fazer isso... Agora tire suas mãos imundas de cima de mim! – Falei irritada, se ele tivesse a ousadia de fazer isso, as coisas iriam ficar muito feias para o lado dele.

–Ah, minha querida Hilary, isso vai ser muito divertido... Para mim, é claro – Um sorriso perverso se abriu em seus lábios, meus olhos se esbugalharam assustada com isso.

–Se você tentar fazer isso, eu irei gritar – Avisei.

–Os sons daqui de dentro não podem ser ouvidos do lado de fora, mas grite mesmo, bem alto. Assim eu poderei comprovar que você estará aprendendo a lição que o papai aqui, está ensinando.

Não se esqueça de ler as notas finais.

Notas finais
Oiii gente! Tudo bem? Nosso Cowboy está mandando bem? Sim ou claro? hahaha Gostaram do capítulo? Postei rapidinho, repararam? Será que ela vai levar umas palmadas, ou ele vai deixar essa passar? Hmmm, não sei não hen. O que vocês acham? E o que estão achando da nossa mimadinha? Já estão querendo bater nela de raiva por ela ignorar esse gostosão? Amei os comentários de todos, como foram muitos, achei melhor responder todos lá nos Reviews mesmo, respondi a todos mesmo, é só ir na Atualizações de vocês, que vocês vão ver minhas respostas lá, ao comentário de vocês.Obrigada pelos comentários, espero ver a todos lá de novo... Qualquer erro, vocês me digam, ok?Até o próximo capítulo! Grande beijo!Bkristene!