I Couldnt Smile ... But
7 Why me?
Notas iniciais
Aviso: a musica citada é a do U-Kiss 0330 ^^ é minha preferida deles xD
[ TaeMin POV's ]
Abri meus olhos. Aquela melodia já me era familiar. Era como um despertador toda a manha de sábado e domingo. Meu pai sempre a tocava pela manha quando estava em casa... Era a melodia preferida da minha mãe, apesar de a letra em si ser extremamente melancólica e, diferente de antigamente, se encaixa perfeitamente com tudo.
Appa nunca ousou cantá-la, quem o fazia era Omma.. Sua voz era muito doce e gentil, se fechar os olhos consigo ouvi-la cantar.
“Eu ainda não consigo te esquecer
E novamente eu penso em você
Eu sinto tanto sua falta
(Eu não consigo dormir bem a noite toda)”
Sempre ficava os observando... Era tão bom.
“O forte som a bater na minha janela
Você foi embora deste local
Eu sinto saudades
(Eu não consigo dormir bem a noite toda)”
Appa era professor de piano em uma escola, não ganhava muito, mas era o suficiente para nos sustentar... Omma tinha a saúde frágil, por isso não trabalhava. Os dois sempre que podiam faziam isso. Sentia-me privilegiado por poder assisti-los, porém agora é diferente. O piano só me trás lembranças ruins... O piano e essa música.
[ FLASHBACK ON]
A música? Omma voltou?
–Appa! Appa! — falei em um tom mais alto para que o mais velho vinhesse abrir a porta — Hm? Tá aberta. — a abri lentamente e o vi tocando piano e logo me entristeci por ver que ela ainda não havia voltado da casa da minha tia – Appa a mãe do meu amigo veio me deixar, o senhor demo-
Ele havia parado. Parado em apenas uma nota da partitura, o som se alastrou pela sala. Ele ficou imóvel mirando a foto que estava sobre o instrumento. Vagarosamente contraia os dedos até que a mão ficasse totalmente fechada sobre as teclas e assim fazendo com que o piano transmitisse um som ensurdecedor.
–TAEMIN! — disse pondo-se de pé, porém permanecia de costas – SOBE! VAI PRO SEU QUARTO!
– Ah? Appa aconteceu algu-
– Sobe logo – disse revelando a voz de choro – Anda – fitou-me e pela primeira vez vi meu pai chorar.
Corri depressa para o corredor. Estava com medo. Estava assustado. Fiquei ali sentado durante um tempo escutando, precisava saber o que havia com ele. Porque estava daquele jeito. Devia ser algo grave. Algo terrível e… Eu não sei.
Retirei os meus óculos, tentei enxugar o rosto, logo os coloquei no lugar. Estava notando que estava cada vez mais difícil enxergar tanto com eles como sem eles.
– TaeMin – ouvi sua voz dirigindo-se a mim, afinal ele havia percebido minha presença – Porque logo você?
Logo eu o… que?
– Vamos... Suba logo...
Levantei de repente e fui para o quarto, precisava dividir aquilo com alguém... Ela não estava ali. Decidi escrever, não sei o por que... Só escrevi.
[ FLASHBACK OFF]
Desci as escadas, passei por ele e disse um breve bom dia, ele só fez um movimento com a cabeça sem sessar a melodia. Então sai de casa e fui ver o Hero.
[ MinHo POV's]
– Onew. Onew?
– Ah? Oi....
– Tá cochilando?
– Você sabe a quantas horas estamos falando? Você dormiu a tarde toda mas eu não – murmurou sonolento
– Eita!
– O que?
– Não vou aguentar ir ao encontro que o Joon arranjou... Tenho que ir dormir agora, afinal prometi a ele...
– Ah? Encontro? O Joon? – disse surpreso
– É... Ele disse que estava desesperado e me pôs no meio disso, EunHyuk e DongHae também vão... E eles nem sabem que vai ter garotas.
– O Joon tá desesperado? Garotas?
– Que interesse é esse no Joon? – ri – Vocês mal se falavam....
– Esquece o que eu disse...
– Você e ele tiveram alguma coisa? Eu achava que ele era He-
– Não tivemos nada! Eu disse pra esquecer!
– Vish...
– Nada de vish... Foi só uma pergunta...
– Calma Jinki – sorri
– Estou calmo – disse sério – Mas você não gosta desse tal de TaeMin? O que vai fazer lá? Por que aceitou isso?
– O que? Eu nunca disse que gostava do TaeMin.
– Tá desculpe... Você o ama certo?
– Onew...
– Ok ok, não disse nada. Mas agora me responda.
– A TaeYeon impôs a condição que eu fosse pra ela poder chamar outras garotas...
– Aquela vadia ainda dá em cima de você?
– Vadia? – dei gargalhada
– É. Ela se finge de boa moça, mas é uma louca.... Uma louca preconceituosa.
– Ainda tem raiva dela.
– Eu nunca me importei com o que ela fez. – riu – Mas sim, eu ainda vou fazer vudu com ela – sussurrou.
– Tá certo Jinki... Eu vou dormir agora.
– É né. Afinal já é nove da manha.... Depois me conte tudo. Isso vai ser ótimo.
– Ótimo só se for pra você e pro imbecil do Lee Changsun.
– Pois é... Annyeong.
– Annyeong.
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– MinHo! – acordei com a voz da minha Omma – Já está na hora que pediu que lhe acordasse.
– O despertador já tocou? – disse com os olhos ainda fechados.
– Sim. Você que não acordou – disse saindo do quarto.
– Aish Joon... Idiota.
Demorei alguns minutos pra levantar da cama... E quando o fiz tomei um banho sem pressa e coloquei uma roupa qualquer já que não havia motivo nenhum para eu estar bem arrumado. Na verdade seria até melhor que fosse de qualquer forma, quem sabe TaeYeon largava do meu pé. Estava tão perdido em meus pensamentos que não me dei conta do horário, quando vi já era seis e meia da tarde... E eu deveria estar lá.
De qualquer forma que diferença faria? Só estava fazendo um favor... Além de que quanto menos tempo naquele lugar melhor.
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Era uma lanchonete no centro e eu tive que pegar o metro para chegar lá, no meio daquilo nem notei o celular tocar e era óbvio que isso havia ocorrido.
O lugar era bastante espaçoso e com um visual dos anos 80, pude avistar de longe todos já lá dentro em uma mesa posta ao lado da janela enorme de vidro que havia, dando uma vista ampla da rua. Logo Joon me viu e cutucou TaeYeon que estava emburrada, mas em um instante sua expressão mudou por completo. Entrei e me aproximei. Eles já haviam feito o pedido, a mesa estava repleta de coisas o suficiente para todos, inclusive para mim. E, claro que o único lugar vago tinha que ser ao lado dela.
– Oi. Desculpem o atraso – disse sentando-me
– MinHo eu te liguei o tempo todo. Pensei que não viria – o ruivo disse em tom de reprovação
– Mas ele chegou certo? – TaeYeon disse sorridente abraçando meu braço direito – Bom, deixa eu apresentar vocês né? Essa é a Sunny – apontou para a garota que acompanhava Hae.
– Oooi – disse formando um “v” com uma das mãos sorrindo.
– Essa é a SeoHyun – apontou para a do lado de EunHyuk
– Prazer – curvou levemente a cabeça.
– E essa é a HyoYeon – disse por ultimo em direção a menina que estava do lado de Joon, ele não parecia com uma cara muito boa.
– E ai? – disse aborrecida.
Pude ver o rosto de suplica de DongHae pra fugir dali. A tal Sunny... Bem... Era tão atirada quanto a própria TaeYeon. Já EunHyuk tinha uma expressão que dava medo, ele encarava o tempo todo o “casal” ao seu lado, parecia não gostar nada do que via. Em certos momentos tentava falar alguma gracinha para a sua acompanhante, porém em vão já que a mesma era extremante tímida. No entanto quando ele fazia isso olhava de lado, disfarçadamente, para Hae. Parecia querer ver sua reação. E como esperado o moreno estava sempre cabisbaixo.
E... Uma coisa digna de boas risadas, a própria pessoa que armara tudo aquilo, não tinha se dado bem como queria.
– Ei – Joon disse para HyoYeon
– O que? – a garota que antes encarava a rua virou seu rosto
– Você podi-
– Eu não gosto de homens. – o ruivo a encarou espantado, não pela resposta em si, mas por ela ter sido repentina demais – Então não tente nada, só estou aqui pela Tae.
Ele me encarou de boca aberta com um ar de decepção, ao ver isso só pude tentar esconder os risos inevitáveis com umas das mãos.
– Joon.
– O que?
“Bem feito” foi o que gesticulei com a boca, tendo como resposta um bico formado nos lábios de Joon em meio a sua face triste.
– Oppa! – e aquela voz interrompeu minha diversão – Fale comigo.
– Você poderia soltar meu braço?
– Ah?
– Pronto eu disse alguma coisa. Agora, por favor, poderia soltar meu braço?
– Mas, mas... – o que consegui foi só que a loira se afundasse mais ainda nele.
– Own DongHae você é tão fofo – Sunny conseguia ser mais escandalosa que sua amiga – Omo! – ela abraçava, cutucava, apertava em todo momento o moreno e, do jeito que ele era não reagia a nada, não se opunha. Era gentil demais, somente esboçava alguns sorrisos que logo eram substituídos com um rosto aflito.
– SeoHyun – Hyuk iria fazer algo, só podia.
– Hm? – ela o fitou
– Não precisa ficar tímida – sorriu malicioso – Você é muito bonita, estamos aqui em um encontro, afinal – ele sempre fazia as coisas sem pensar.
DongHae só ficava imóvel encarando aquela cena, ele era muito sensível e, claro, não sei quando foi que caiu a ficha, quando realmente notei. Os dois não eram só amigos e Hyuk estava fazendo tudo errado, não era culpa do moreno a garota ficar se atirando nos braços dele e HyukJae como sempre não compreendia e acabava por magoar o menor por puro ciúmes e por querer causar o mesmo nele.
Já podia ver a lágrima sobressair os olhos de Hae e quando ele notou que ela escorreria se desvencilhou dos braços da menina e em um impulso levantou e saiu às pressas da lanchonete sem dizer uma palavra. Ela levantou na intenção de segui-lo, porém alguns segundos depois de apenas observar tudo aquilo Hyuk se pôs de pé emburrando levemente Sunny que estava em seu caminho e foi atrás dele. A garota por pouco não perdeu o equilíbrio, mas ficou parada sem saber o que fazer.
– Alguém pode me dizer o que aconteceu? – disse aborrecida – Eu vou trás deles.
– Não – segurei a sua mão que estava próxima a mim – Deixe que eles se resolvam, seja o que for.
Ela pareceu dar-me ouvidos e se sentou novamente. SeoHyun não disse nem fez nada, na verdade o tempo todo ela estava meio tensa e extremamente corada, no entanto agora era como se pudesse respirar bem finalmente.
O resto daquilo foi tudo muito entediante e principalmente irritante. TaeYeon era a única que falava realmente alguma coisa e, não largava-me um segundo e sempre ficava perguntando uma série de coisas desnecessárias. E... Em um momento, foi tão rápido, o vi passando ligeiro pelo lado de fora da janela da lanchonete. Seus olhos me fitaram por um instante, logo pareceu olhar para TaeYeon. O menor desviou o olhar e andou mais rápido do que antes fazia. Sem pensar muito soltei a garota de meus braços e fui atrás de TaeMin, abandonando Joon com as quatro garotas.
[ EunHyuk POV’s ]
– Ei DongHae espera! – o moreno nem sequer olhava pra trás, somente andava apressadamente pela calçada, então apertei um pouco mais o passo – DongHae! – consegui alcançar seu pulso.
– Me solta HyukJae – disse livrando-se da minha mão e voltando a andar.
– Ei! Mas o que foi? — dessa vez corri para poder ficar fronte a ele, impedindo-o de andar e fazendo com que me encarasse.
– Como você pode fazer esse tipo de coisa? Porque você sempre faz isso? — ao mesmo tempo que sua voz era firme, seus olhos o entregavam, pois se inundavam de lágrimas.
– Aquela mulher tava se jogando pra cima de você!
– Acontece que essas suas crises de ciúmes são desnecessárias. Eu não tive culpa! E mesmo assim... Mesmo assim você – encarou o chão e suspirou – É um idiota... — fitou-me – Isso já está se tornando cansativo Hyuk...
– O que você quer dizer com isso? — desviou o olhar... Não disse nada
[ MinHo POV's ]
– TaeMin! Oi. – disse andando ao seu lado após alcançá-lo.
– Oi – mirava o chão.
Ele ficou chateado com aquilo...? Isso significa que... O que é isso que estou sentindo? Fiquei feliz com isso?
– O que faz aqui sozinho a essa hora? — sorri
– Só andando um pouco... — percebi que ele não perguntaria o mesmo a mim, porém precisava esclarecer a situação então mesmo assim eu disse.
– Aish, o Joon fica me arrastando pra esses encontros e eu nem tive como negar já que ele combinou tudo sem me avisar...
– Ah? — virou a cabeça – Como assim? Encontro arranjado? — perguntou
– É – ri
– Você não namora aquela líder de torcida?
– Ah? TaeYeon? — me espantei – Não – ri – Não a suporto... De onde tirou isso?
– Não sei. Só parecia óbvio pra mim.
– Não mesmo. Nunca. — pude ver um ar de alívio em seu rosto – Ei.
– O que?
– Está com fome?
– N-não.
– Eu estou. Vamos comer alguma coisa.
– Mas você est-
– Eu nem sequer comi...
Sentia-me confortável ao lado dele. E conseguia ver o quanto ele era diferente do que queria mostrar ser... Aos poucos o menor estava se soltando, deixando de se esconder, até mesmo conseguia esboçar um sorriso, muito distante daquele que eu vi no parque, mas um dia o loiro iria o fazer pra mim. Definitivamente.
– Não sei se deveria...
– Porque não? – pareceu procurar algo pra falar – Viu... Não tem o que dizer...
Sem perceber peguei em sua mão e o levei pra nem sei aonde. Não tinha pensado aonde iríamos, no entanto pensar ficou ainda mais difícil com o toque dos seus dedos nos meus. Aquele dia afinal tinha valido a pena.
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