Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeey pessoas lindas do meu coração *O* como vcs estão? ^o^ mais um capítulooo~ weeeeeeeeeeee *O* sim sim xD Não vo enrolar não u_u Boa leitura =3

[TaeMin POV's ]

- Você quer me matar igual fez com sua mãe?! — berrou

- Ah?

“Minnie seja forte, Omma está aqui.”

A voz doce dá minha mãe ecoou em minha mente, ela sempre me protegeu, me confortou em todos os momentos.

- SE ELA NÃO ESTÁ AQUI É TUDO CULPA SUA!

Não conseguia olhá-lo mais, meu coração ardia em ver o que ele se tornou por minha culpa. Na verdade ele só ficava dessa forma quando bebia, era como se despejasse tudo que pensava, tudo que estava preso dentro de si. Quando sóbrio Appa era, agora, uma pessoa fria em relação a mim, mas não me maltratava. Só me ignorava, trocava palavras comigo só quando necessário.

Eu corri. Corri o mais rápido que pude, não pra fugir do mais velho, eu só queria ficar sozinho. Poder chorar sozinho. Aquela dor iria atormentar-me a vida inteira.

[ FASH BACK ON]

- Ei Minnie, está tudo bem. Eu disse pra você.

- Omma, mas eu vi você chorando...

- Ah? TaeMin não pode ouvir as conversas dos adultos. — disse em tom de reprovação – Mas era de alívio, Omma estava muito preocupada com o meu bebê – tocou rápido e delicadamente a ponta de meu nariz.

- Mas...

- Vamos. Desfaça esse bico – sorriu – Agora vá se trocar, vou fazer um lanche bem gostoso pra você.

- Hm.

[ FASH BACK OFF ]

Tranquei-me depressa no meu quarto, não pude perceber se alguém me seguiu até ele, estava tudo bastante calmo e silencioso. Ao adentrá-lo notei a luz da lua invadindo o cômodo pela janela.

“Olha Minnie”

As lembranças retornaram, me aproximei vagarosamente, fitei a lua. Estava cheia e tão bonita.

“Aquela estrela, parece você.”

- Aquela estrela... Parece comigo? – reconheci o ponto brilhante no céu – Ela continua ali – esbocei um sorriso sem perceber ao lembrar-me do que ela dizia, contrariando as lágrimas que borravam minha face.

“Sim, quando você sorri né... Sinto fluir um intenso brilho... Omma consegue ser atingida por ele. É quente.”

- “Quente como o que senti quando o vi pela primeira vez”... ? — ela sempre dizia coisas desse tipo. — Ah... O caderno – avistei o objeto sobre o criado mudo – Mas o que ele está fazendo ai? Esqueci-me de guardar...

O que eu sempre fazia. O que me deixava melhor, como se estivesse desabafando com alguém. Comecei a escrever em um caderno tudo o que eu sentia tudo desde quando tinha dez anos de idade. Na verdade, na maior parte, era como se estivesse conversando com minha Omma. Já faz tanto tempo e eu ainda o tenho, certeza que se não o tivesse teria enlouquecido. Quando o folheava podia retornar a tudo, não que fosse ruim já que aqueles desabafos angustiantes poderiam estar dentro de mim senão os tivesse colocado naquelas folhas.

Por um momento quis, antes de começar a preenchê-lo novamente, retornar a primeira página. A mais terrível delas. Pude notar o quanto a escrita estava bagunçada, por vezes até escapando das linhas.

“O que aconteceu? Só consigo ouvir o som do piano vindo da sala misturados com soluços do meu Appa. Isso faz meu coração doer tanto, mas ele não diz nada... Não sei o motivo de eu estar escrevendo aqui... Mas... Omma você está bem? Porque ainda não voltou? Eu preciso de você, Appa também, ele está perturbado. Me expulsou da sala. Ele tá sofrendo, não sei o que fazer...”

Um som repentino quebrou o silêncio. Larguei o caderno em cima da cama e abri a porta do quarto cauteloso, não parecia ter ninguém ali. Desci as escadas e o mais velho estava encostada na parede próxima a escada. Estava desacordado.

- Só um momento – falei um pouco mais alto.

Antes de atender a campainha fiz o possível para colocá-lo no sofá, suplicando para que não acordasse, por mais que achasse que ele estava mau demais para ficar consciente. Porém...

- Quem poderia ser essa hora da noite?

Rapidamente enxuguei o rosto e fui em direção à porta.

[ MinHo POV's ]

- MinHo, você não tocou na comida...

Aish, o que é isso me incomodando?

- Minho? Está me ouvindo?

- Ah?

- Você está bem?

- To sim... Só acho que dormi demais, estou meio sonolento ainda.

- E então filho... Alguma novidade? Uma namorada talvez?

- O que?

- Eu queria realmente uma nora – disse sorrindo

- Appa o que você está dizendo?

- MinHo... Eu disse algo de e-

- Não. Não tem ninguém... — pude ver uma expressão espantada e logo triste em seu rosto.

Um clima tenso tomou conta do ambiente, eu estava inquieto batendo a sola do tênis constantemente contra o chão, não conseguia comer e só por vezes notava o maior parecendo procurar alguma coisa pra dizer.

- Appa me desculpe ok? Não devia ter respondido dessa forma.

- Ah. Não se preocupe – disse surpreso.

Em seguida levantei da mesa e sem mais dizer nada fui pra entrada de casa.

- Aonde você vai?

- Preciso fazer uma coisa.

- Há essa hora?

- Eu não demoro.. — disse enquanto abria a porta

- Não MinHo, você não vai – foi a ultima coisa que ouvi antes de sair.

Andava em passos lentos, tentando pensar no que faria. Que desculpa arrumaria, mas eu não me importava, queria falar com ele. De qualquer jeito. Já estava tarde, mas o faria mesmo assim... Além do mais as luzes do sobrado permaneciam acesas, indicando que alguém ainda estava de pé. Por algum motivo o ar começou a faltar e meu coração a palpitar, estava nervoso.

Toquei a campainha e aguardei um momento, logo ouvi o garoto dizer para que esperasse um pouco, sim era ele mesmo que havia dito, estava apreensivo de que fosse seu pai a abrir a porta, mas agora já fiquei mais... Calmo.

O menor abre a porta com um olhar de desconfiança e logo que me vê fica com a vista arregalada. E ficou assim, como se esperasse uma reação minha. No meio de tudo aquilo meu coração começou a fazer um barulho estrondoso. Notei que as bochechas de TaeMin ficaram rosadas, o que me levou a crer que o som vindo de meu peito podia ser escutado por ele. Isso só piorou a situação.

- Oi – disse em um tom meio “abobado”.

- O-oi.

- Eh... Desculpe vim tarde assim na sua casa – ele não disse nada, acho que aquela expressão significava um “mas o que você está fazendo aqui?”, porém eu simplesmente não conseguia dizer o porquê de estar ali – Você está bem?

- Sim estou, mas por quê?

- Desde aquele dia você não disse nada – suspirei – E... Os seus olhos – estava tão distraído admirando-os que não pude perceber o que minha mão pretendia fazer – Estão vermelhos – a ponta de meu indicador tocou levemente na maça de seu rosto, mas logo me espantei com o feito e em uma reação automática depositei a palma da mão sobre minha cabeça – Não parece estar bem...

- A-ah eu... — o garoto olhava confuso de um lado pro outro, a coloração rosa de sua bochecha mudou para um tom avermelhado — Estava vendo um drama – expôs um rosto de incredulidade.

- Não precisa mentir – ri, não pude evitar – Não diz se não quiser.

- Porque acha que estou mentindo?

- Sua cara te denunciou.

- Own... — desvio os olhos.

- Bom desculpe. Percebi que estou sendo um incomodo... Você nem ao menos sorri – baguncei de leve os cabelos – Estou ficando constrangido – sorri – Melhor eu ir, afinal já é tarde, não deveria nem estar aqui. Até mais... — ergui brevemente a mão direita e virei-me pra ir embora.

- Ei... — disse em um sussurro

- O que? — rapidamente fiquei defronte a ele.

- Obrigado – deu um sorriso meio tristonho.

- Pelo que?

- Porque todos costumam me evitar, não que eu me importe – pausou – Na verdade eu prefiro assim – murmurou – Mas por mais que eu tente fazer que se afaste você não o faz...

- E porque eu me afastaria?

- A pergunta não seria... Por que não se afastaria?

- Não existe um motivo pras pess... — interrompi a mim mesmo — Eu não sei o que acontece com você, mas sei que tem algo te incomodando. Eu vou descobrir o que é. Vou te ajudar. Podemos ser... Bons amigos – o fitei por um instante – Eu não quero te ver sozinho... Então – suspirei e virei-me novamente mirando o céu – Vai ficar tudo bem...

- Ei. Não, como assim?

- Não tenha medo. Eu estarei com você... Até segunda. Ou quem sabe antes – o fitei sorrindo e segui para a minha casa.

Estava de costas para ele, mas pude perceber de certa forma que o loiro me encarava paralisado no mesmo lugar.

Eu consegui.

Apesar de estar confuso com o que eu mesmo disse.

Abri a porta e meu pai encarou-me feio sentado no sofá.

- O que foi? — disse sem tirar o sorriso do rosto

- Você sai onze horas da noite de casa e me pergunta o que foi? Eu que pergunto. Onde foi e porque está tão feliz?

- Não sei... — porque estou tão feliz? — Eu vou subir Appa, Boa noite.

- Não vai me dizer?- disse alterado

O ignorei, fui para o quarto. Peguei meu celular depressa e disquei no número do Onew.

- Annyong.

- Ah? Annyong. O Onew, por favor – achei estranho o fato de outra pessoa atender ao telefone.

- Quem é? — perguntou marrento – Ei me dá isso aqui – ouvi uma voz no fundo – Annyong MinHo.

- Jinki, o que é isso? — ri – Não, não me diga, por que já sei.

- Como assim? O que você está pensando? – senti a malicia em sua voz e em seu riso.

- Jinki eu te conheço muito bem. Eu queria conversar com você, mas vejo que está ocupado...

- Sim, digamos que... Estou.

- Ah... Não interessa. Manda o cara ir embora – dei gargalhada – Preciso conversar com alguém.

- Liga pro Hyuk, ou sei lá mais quem... Não não, brincadeira. Espera.

Ouvi uns murmúrios ao fundo, logo tudo ficou silencioso. Aguardei ele retornar ao aparelho cerca de cinco minutos. O quão demorado podia ser pra ele se despedir de seus “rolos”? Mas tudo bem, isso não me interessa.

Jinki fica com outros homens assumidamente desde que entrara no ensino médio. Ele era do tipo que ficava com qualquer um que se dispusesse, contanto é claro que fosse de seu interesse. Meus pais, muito conservadores, nunca aceitaram minha amizade com ele, de maneira alguma eles aprovavam esse tipo de coisa, achavam que ele podia ter influência sobre mim. O que eu já não podia mais discordar, como sempre fazia nas diversas discussões que ocorreram por essa razão. Por mais que isso fosse obvio, eu ainda não tinha assumido pra mim mesmo. Nunca pensei que aconteceria logo comigo... Além de que eu morreria se meus pais descobrissem.

- MinHo MinHo. Pronto!

- Então...

- Eu já sei. É sobre aquele garoto. Ultimamente você só tem ligado pra falar dele.

- Mentira.

- Verdade.

- Não é Onew.

- É claro que sim. Está gostando dele não está?

- Ah? Não! Da onde tirou isso?

- Você gosta dele.

- Não gosto.

- Você gosta sim.

- Já disse que não.

- Então você o ama.

- É... Ah?

- Eu sabia – sorriu

- Não. Pare de me deixar confuso.

- Eu sou realmente incrível.

- É? Porque acha isso?

- Te influenciei. É...

- Não é por causa de você.

- Tá vendo? Acabou de se entregar e nem percebeu.

- Lee Jinki eu vou desligar essa merda – disse tentando fazer um tom de raiva.

- Tabom eu paro... Pode falar.

- Eu fui na casa dele e fiquei realmente feliz sobre a nossa conversa, eu sei que não deveria já que ele estava com cara de choro.

- Eu sabia que era sobre ele – deu gargalhada

- Onew...

- Ok ok. Conte-me melhor isso – fez uma voz séria, porém inútil já que ele só conseguia rir.

- Pare de rir... É uma coisa séria.

- Desculpe.

- Seu idiota.

- Eu sei que me ama, agora fala logo.

[ TaeMin POV's ]

Fechei a porta de entrada e apoiei a testa sobre a mesma. Fiquei apenas pensando no que acabara de acontecer. Por aquele momento só eu e MinHo naquela cena permaneciam em minha mente, passando como um filme. Tudo foi apagado dela, exceto aquilo. E então meus lábios em um gesto inconsciente tomaram uma forma doce e pouco conhecida. A forma de um sorriso.

- Vai ficar tudo bem... — repeti o que ele disse.

Eu permiti que alguém entrasse na minha vida.

“Não tenha medo. Eu estarei com você”.

Me ajudar?

Há realmente alguém lutando por mim?

Notas finais
Então *-* gostaram? Digam a vdd por favor ^-^ espero estar correspondendo a expectativa de todos o/ obrigada por virem aqui ler minha humilde fic e deixar reviews tão lindos *u* de vdd eu só tenho a agradecer ~ bom... Até o próximo capítulo.
P.S.: SHERLOCK SHERLOCK SHERLOCK ºuº