I Couldnt Smile ... But
5 Had never loved
Notas iniciais
[ MinHo POV’s ]
Fiquei um tanto inseguro com aquilo. Tentei raciocinar o que deveria fazer, mas era um tanto difícil com ele me fitando com aquele olhar penetrante. Acho que se eu simplesmente fosse embora, simples assim... Aparentaria que estava fugindo após tê-lo seguido. O que não era verdade. Foi apenas... Apenas, coincidência? Essa seria a palavra certa?
Eu deveria ignorar e sentar-me em um banco qualquer como se nada estivesse acontecendo? Falar com ele talvez? Sim. Foi o que fez meu coração palpitar ainda mais forte depois de um ingênuo pensamento. Por esse motivo mesmo eu deveria desconsiderar aquela opção.
“Ei espere MinHo. Pare já com isso! Você decidiu fugir?”
Isso ecoava dentro de mim quando meus pés tomaram o rumo contrário do parque. Um rumo contrário a ele. Sim. Estava fugindo. Estava com medo. Ir embora foi o que me pareceu o mais fácil a ser feito.
“MINHOOO ISTO ESTÁ FICANDO ESTRANHO EM!”
– Droga Hyuk! Sai daqui! – pensei um pouco alto após aquela frase surgir repentinamente na minha cabeça.
Não tem nada estranho! Aish! Eu só... Só... Ah esquece! Não tem o porquê de ficar tentando convencer a mim mesmo.
Dei uma ultima olhada pra trás. Foi como um impulso. Ele estava com o mesmo olhar na minha direção, fiquei surpreso... Talvez, feliz?
Eu precisava ir pra casa... Não quero pensar mais em nada. Vou deixar isso tudo um pouco de lado. Espero...
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Um lugar escuro, sem luz. Sem sentimento algum. Parecia que estava preso dentro de meu próprio coração. Ele estava triste, necessitando fazer o que mais sabia. Amar. Era possível perceber.
Por existirem várias formas de amor tudo se torna mais incompreensível. Por mais que você mergulhe nessa imensidão no intuito de desvendá-la, é mais provável que se perca nela. Por vezes até mesmo enlouqueça nela.
– MinHo. Por que você é tão frio? – a voz ecoava em meio as trevas.
Nunca aconteceu. Nunca achei que fosse algo que necessitasse sentir. Sempre achei bom nunca o sentir.
– Omma? Mas eu a amo.
– Seu coração é incapaz de amar de outra forma?
Sempre tive medo de me asfixiar nessa insanidade.
Eu nunca amei ninguém. Não desse modo...
Ou o certo seria dizer que nunca havia amado...?
De repente tudo mudou. Um sorriso apareceu na minha frente. Diferente de todos os outros, aquele despertou um novo tipo de amor no meu coração. Sentiu-se inundado. Era algo que o enchia de... Paz? Era algo surpreendente. Era bom sentir isso.
Tinha medo de perder a razão dentro daquele universo gigantesco.. Medo de me afogar.
– MinHo... — outra voz apareceu.
– Vo-você?
O som de meu celular tocando invadiu o quarto, despertando-me. Acordei assustado com o que estava preso em meu inconsciente. Com aquele sonho... Mas fiquei com um tanto de raiva por aquilo estar tocando. Não queria acordar.
Era Joon.
– Annyeong.
– Que voz é essa? Tava dormindo?
– Sim...
– Nossa... Isso é hora? – riu
– É. Você me acordou – ri também.
– Mas eu queria te convidar pra sair amanhã, já falei com o Hyuk e com o DongHae... Eles vão.
– Mas pra onde?
– Sei lá. Comer em algum lugar...
– Ah... Certo.
– Tabom eu confesso... Mas só pra você.
– O que Joon?
– Eu falei com a TaeYeon e ela concordo de fazer um encontro entre casais... Mas só se você fosse.
– O que? – o sono foi embora no mesmo instante
– Me desculpe... Estou meio desesperado.
– E por isso me envolve? Os outros dois já sabem? Você sabe que não gosto dessa garota.
– Não... Eles não sabem. É... Por favor, faça isso por mim — choramingava.
– Cara... Tu tá me devendo uma... Mas não vou tentar ser gentil nem nada...
– AAAAh valeu – sorriu
– Eles vão te matar.
– Eu sei...
– Então até amanhã...
–Até – disse animado.
Desliguei o aparelho suspirando levemente e, colocando-o sobre o criado mudo.
– Esse sorriso – me joguei novamente na cama – Sei muito bem de quem é...
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Havia adormecido novamente, dessa vez a luz forte do sol já não entrava pela janela. A lua timidamente iluminava o meu quarto escuro. Me perguntava que horas haveria de ser. Perdi a tarde toda, não dormirei a noite. Certeza. Olhei o relógio rapidamente, marcava dez e meia.
– Dez e meia? Oh meu deus. Essa vai ser uma longa noite – bufei – Ah não... Vou ligar pro Jinki – levantei espreguiçando-me – Não vou deixar que ele durma – ri.
Com a lateral de meus olhos avistei um carro estacionando na rua. Virei-me. Era da casa ao lado. Aproximei-me da janela achando estranho o modo meio desorientado que o veículo se movimentava. Alguns segundos depois um senhor saiu do carro, por mais que seu estado fosse péssimo ele caminhava sem problema algum. Porém em um determinado momento o mais velho parou por um instante encarando a janela de sua casa. Sem antes mesmo pensar fiz o mesmo. Notei que alguém observava pela cortina da janela, mas rapidamente sumiu de vista.
Estava totalmente concentrado naquela cena, tentando perceber o que aconteceria assim que o pai do menor entrasse em cada, pois isso podia esclarecer um pouco as coisas, no entanto, infelizmente, o som de alguém batendo na porta de meu quarto me fez perder totalmente a atenção no que estava ocorrendo.
– Pode entrar – disse olhando por mais um instante antes de mirar a pessoa que adentrou ao comodo.
– Oi filho. Sua mãe disse que desde que chegou da escola ficou aqui.
– Ah é sim.
– Como cheguei agora e você também não jantou... Achei que podíamos jantar juntos — sorriu gentilmente.
– Ah claro... O senhor pode ir indo. Já desço – tentei fazer com que ele saísse do quarto depressa
– Tudo bem... Não demore muito – sorriu
– Claro – no momento seguinte consegui ouvir, mesmo que abafado, um barulho vindo da casa vizinha, o que fez-me me assustar um pouco, estava preocupado – O que será que foi isso? — Corri na direção da janela
– O que? Nada MinHo. Foi só um barulho qualquer... Estou indo.
– Ok.
Após isso permaneci parado ainda durante uns cinco minutos. Só olhando, mas nada aconteceu, pelo menos não que fosse possível perceber. Desisti de ficar ali, além do mais tinha que descer logo.
[ TaeMin POV's ]
Cheguei em casa um pouco cansado. Sexta-feira não era um dia que me agradava, na verdade eu detestava. Assim que adentrei a sala joguei a mochila em cima da poltrona. Logo, fiz o mesmo com o meu corpo em cima do sofá, podendo assim relaxar os músculos.
Não gostava desse dia pelo simples fato de que se meu pai chegasse tarde, o que sempre ocorria por ser véspera de fim de semana, provavelmente ele estaria daquele jeito. Então eu sempre sabia que se desse sete horas e ele não aparecesse só podia significar isso. Então imediatamente nesse horário me trancava no quarto, para que o mais velho não visse meu rosto em um momento irracional da parte dele.
Porém por ser muito distraído nem sempre conseguia fazer isso.
Sempre quis ser capaz de me impor perante o meu pai, de saber defender-me por si só. Mas acho que sou fraco demais e as palavras não saem da minha boca, por mais que eu tente, meus músculos não reagem aos comandos, por mais que eu lute. Simplesmente assisto tudo acontecer. Pareço um idiota que sempre precisa de ajuda, mas nesse caso não havia ninguém que me socorresse.
– Nesse caso... — ele apareceu de novo em minha mente.
Desde o acontecido, todos me evitam, por eu ter me fechado em meu próprio mundo. Não consigo evitar isso. E também acho que dessa forma não preocuparei ninguém com as insignificâncias que me atormentam. Porém esse garoto é diferente de todos. Ele age estranho como se eu fosse alguém importante na vida dele, mas sou só um desconhecido.
Sentir como se alguém estivesse lutando por mim. Exagero meu, tenho consciência disso. Mas era bom pelo menos pensar que isso estava acontecendo. Provavelmente esteja apenas zombando... Querendo saber talvez minha reação. Rindo pelas minhas costas.
Decidi há muito tempo não envolver ninguém mais em nada, estou cansado do sofrimento alheio por minha causa.
Fechar meu coração.
Escondê-lo.
Para que ninguém pudesse ver.
Ver os batimentos sufocados...
Liguei a televisão à procura de algo interessante que passasse o tempo, mas sem que notasse, como sempre, adormeci.
Batimentos desesperados...
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Um motor de carro logo em frente me despertou... Um motor de carro? Ah não. Olhei depressa pro relógio. Dez e meia. Mirei a janela e corri até ela. Era realmente meu pai que havia chego. O mais velho percebeu minha presença, então me encarou por um instante, assustei-me e em um impulso retirei minha face da janela.
Tamanho o susto fui até a escada às pressas, com a intenção de que ele não entrasse em casa antes que chegasse ao meu quarto, no entanto no meio dos degraus o som da porta da frente ranger ao ser aberta alcançou os meus ouvidos. Paralisei e o fitei.
– Está fugindo do seu pai TaeMin? — disse um pouco confuso.
– Na-não — a única coisa que minhas pernas sabiam fazer era tremer.
O mais velho já subia as escadas, finalmente minhas pernas se moveram, porém meus braços em um movimento desatento esbarraram em um vaso que se encontrava no canto da parte plana da escada. O derrubando. Por pouco não acertou o outro que subia.
– Appa! Tá tudo bem? — disse dirigindo-me a ele.
– Você quer me matar igual fez com sua mãe?! — berrou
– Ah?
Ele sempre fazia isso. Eu ficava ainda pior. No dia seguinte ele nem sequer lembraria.
Elas escaparam. Meu rosto ficou úmido mais uma vez.
Tinha que deixar de ser fraco.
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