I Can Only Look At You
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Felizmente, tenho uma notícia boa para vocês. Minhas provas finalmente acabaram, eu posso dedicar mais tempo a história. :)
Quero agradecer novamente a todos que estão deixando reviews. Vocês realmente me fazem cada dia mais feliz! ^^
Então, vamos a história!
Uma claridade vigorosa forçava-me a abrir os olhos. A luz solar entrava radiante pela janela, iluminando com resplandecência aquele quarto. A brisa fresca da manhã ressonava brandamente ao se chocar com as cortinas, esvoaçando meus cabelos. Ainda sonolento, esfregando lentamente os olhos, sentei-me a borda cama, observando com calma o ambiente solitário.
Novamente, não me encontrava no meu típico mau humor matinal. Decorreram ainda alguns longos segundos até as lembranças da noite passada emanarem como flashes em minha memória. Quando ocorreu, desabei no coxão outra vez, escondendo meu rosto enrubescido dentre os travesseiros. Merda! Nem acredito que eu fiz aquilo.
– Hum... Finalmente a bela adormecida acordou. – Tomei um ligeiro susto ao ver àquela figura loira adentrando o quarto, com uma bandeja em suas mãos.
– Naruto! – Deixei seu nome escapar pelos meus lábios sem perceber. Ele me hipnotizava.
– Que foi, meu anjo? – Disse, ao sentar-se ao meu lado, beijando amavelmente minha bochecha avermelhada.
– Não é nada. – Falei sorrindo. – Eu só tava lembrando da nossa noite e... Espere! – Me exaltei de súbito. Merda! Como eu esqueci de uma coisa dessas?! – Naruto! Eu dormi fora de casa, e não falei nada com minha mãe! Eu preciso ligar pra ela e...
– Ei, ei! Se acalme. – Falou gentilmente. – Eu já cuidei disso.
– Como?
– Eu pedi pro Hikaru ligar pra sua mãe e avisar que você iria dormir por aqui.
– Então você... Você orquestrou isso tudo?
– Coincidentemente, sim.
– E seus pais?! – Diabos! Esqueci-me disso também!
– Meus pais estão em viagem de negócios desde ontem. – Confessou, sorrindo amareladamente.
– Seu bastardo! – Dei-lhe um tapa na cabeça. – Vou matar você e aquele ruivo.
– Desculpa, Sasuke. Eu só menti porque te amo. — Desgraçado! Todas as vezes que ele fazia aquele maldito biquinho, eu sempre cedia.
Então, sendo praticamente impossível ficar estressado com um loiro daqueles por perto, resolvi deixar de lado. Até porque, nessa ocasião o fim compensou os meios. Nossa noite fora maravilhosamente perfeita, e isso graças a ele. Apenas sorri com o canto dos lábios e lhe beijei suavemente a boca.
Veloz, seu braço enlaçou fortemente meu pescoço, enquanto sua língua se aprofundou em minha boca. Sua mão ágil já subia pelo meu abdômen, apertando-me suavemente. Ao reparar nossas ereções dando sinal de vida, separei-nos vertiginosamente, afim de não levar aquilo muito distante; pelo menos, não agora.
– Poxa, você sempre pára na melhor parte. – Resmungou, com os olhos cabisbaixos.
– E você é um pervertido. – Falei, dando-lhe um rápido selinho. – Prometo que a gente continua... Mais tarde.
Ao final, pedi ao loiro alguns pares de roupas emprestados e uma toalha, afim de tomar um banho. Devido a nossa excitante experiência durante a noite passada, meu corpo se encontrava ainda em estado ressumado, transmitindo a mim uma vaga sensação incômoda.
Enquanto a água quente encharcava minhas madeixas negras, e deslizava lentamente pelo meu peito alvo, minha mente vagava remansosa pelas recordações. Não tardou até uma névoa nívea de vapor inebriar aquele cômodo, arrepiando devidamente meus pelos, e deixando meus músculos prazerosamente relaxados.
Simultaneamente, meu consciente forçava-me a pensar apenas naquele loiro. Em tudo o que ele proporcionara a mim naquele instante, fora estritamente afetuoso e lascivo. O jeito que me tocava, a forma ardente que me beijava, e a maneira atenciosa como me tratava; simplesmente perfeito. E por apenas lembrar da nossa noite, encontrava-me agora levianamente excitado.
O som da água se chocando ao chão o soava quase como uma canção de ninar. Contudo, abri meus olhos ligeiramente ao notar um barulho soando do trinco da porta. Acompanhei com os olhos atônitos aquela pessoa dirigindo-se lentamente até a mim. Seus olhos cristalinos ostentavam aquela pose firme e séria, apenas encarando-me profundamente. Não digo que me limitei a ficá-lo admirando, e logo fui forçado por meus instintos a lançar-me naqueles lábios.
Enquanto nossas bocas se envolviam num beijo ardente, Naruto movimentava-me até o limite da parede, onde forçava meu corpo com seu peso. Suas mãos sorrateiras já deslizavam pelo meu tórax, repousando sobre minhas nádegas, onde as apertava carinhosamente.
– Naruto! – Gemi seu nome, ao virar-me de costas, e dar algumas leves mordicadas em meus glúteos.
Estremeci-me até a base da espinha ao sentir seus lábios colados em minha nuca. Meus pelos eriçaram-se ainda mais ao ter sua boca deslizando-se pelo lóbulo da minha orelha, onde palavras eram sussurradas constantemente. Apoiando-me com as mãos sobre o azulejo gélido, arrebitei ligeiramente meu quadril – Sim, eu disse que ele me deixava insano.- sinalizando minha impaciência.
Ele deixou apenas um sorriso escapar, e encaminhou-se para posicionar seu falo sobre minha entrada. Deixei um estridente lamurio escapar ao sentir seu membro ser forçado contra mim. Entretanto, Naruto já esperava por isso. Beijava e mordia minhas costas e meus ombros, na intuição de deixar-me mais relaxado. A tensão aliviou-se por inteira, ao sentir novamente sua voz doce percorrendo meu ouvido.
Por fim, penetrou-me. Gemia cada vez mais alto, em ritmo frenético e crescente, ao sentir suas estocadas aumentando gradativamente. Céus, aquilo era maravilhoso. Suas mãos decorriam por todo meu corpo, examinando com precisão cada pedaço da minha pele. Uma de suas mãos se enlaçou a minha, enquanto a outra se ocupava em masturbar-me aceleradamente.
Com o som das nossas coxas se chocando agravando-se em compassos cada mais sôfregos, e suas introduzidas mais profundas, tocando-me num local tão peculiarmente sensível, derramei-me em sua mão. Ao mesmo tempo, ao sentir meus músculos se contraindo, e pressionando seu membro com vigor, o loiro também chegara ao ápice em meu interior.
– Te amo, Sasu.– Falou-me sorrindo.
– Também te amo, Naruto.
Fora magnífico, outra vez. Eu não sabia explicar-me de que forma ele conseguia me enlouquecer completamente, apenas pela maneira que me tocava. Seus sorrisos, seu modo de falar, e a forma como me encarava com aqueles oceanos em seus olhos, absolutamente tudo contribuía para que eu ficasse completamente desatinado somente com sua presença.
Enfim, após nossa outra luxuriosa experiência, necessitamos passar quase o decorrer da manhã inteira deitados ao sofá. Enquanto assistíamos a um filme qualquer, minha cabeça se encontrava repousada sobre seu peito, e suas mãos brincavam delicadamente com meus fios de cabelo.
– Naruto, eu preciso te perguntar algo. – Elevei minha cabeça até encontrar seus olhos.
– Estou ouvindo.
– É sobre a Nako.
– O que tem ela? – Indagou, arqueando as sobrancelhas.
– Ela tem alguma coisa haver com aquela namorada que você disse que tinha?
– Óbvio que não, Sasuke. – Falou, expondo seus dentes de um branco ofuscante. – Aquela mensagem foi só uma desculpa esfarrapada.
– Então você realmente não tem namorada?
– Entenda Sasuke, só tem espaço o suficiente pra uma pessoa no meu coração. E esse alguém é você. – Disse, encarando-me profundamente. Praticamente me desmanchei; por pouco não me atirei nos seus lábios novamente. — Além disso, a Nako é quase uma irmã pra mim. Pra falar a verdade, ela é minha prima.
– Sua prima?
– Isso. Ela chegou da Alemanha na semana passada; veio fazer um intercâmbio.
Realmente, ele tinha razão. Toquei-me há pouco que, quando nos conhecemos, eu percebi que ela falava de forma diferente. Uma pronuncia meio arranhada. Sem falar que, os dois possuíam uma aparência quase idêntica. Tantos os olhos como os cabelos eram perfeitamente iguais.
– Sabe, até hoje nossos pais a chamam de Naruko. Uma brincadeira com nossos nomes, já que a gente se parece muito.
Permanecemos um bom tempo naquele estado sereno. Adorava quando ele ficava-me acariciando daquela forma tão amável. Necessitava de um tremendo esforço para não adormecer em seus braços. Infelizmente, fomos forçados a nos separar, ao escutar meu celular disparar de súbito seu toque de chamadas.
– Era o Kiba. — Falei, ao encerrar o telefonema.
– O que ele queria?
– Chamou a gente pra uma festa na casa dele, hoje à noite.
– Você vai?
– Provavelmente não.
– Por quê?! Ah, vamos Sasuke. – Droga! Ele fez aquele rostinho manhoso novamente.
– Nem tente fazer essa cara. Já disse que não.
– Eu vou te convencer.
– Tente.
De forma alguma eu deveria ter pedido para ele tentar. Merda! Após o loiro passar o resto da manhã me perturbando da forma mais irritante possível, acabei por desistir. Mesmo reprovando ainda a ideia, combinamos que iríamos a festa. Avisei-o que passaria em sua casa antes; além de ser mais perto do local, ele também não fazia à mínima ideia de onde se localizava.
Por fim, chegara à hora de partir. Não agradaria muito a minha mãe se passasse do horário de almoço, eu ainda não estivesse em casa. Por mais que eu quisesse despojar de mais algum tempo com meu loiro, nós havíamos aproveitado excelentemente cada instante que ficamos juntos. Logo,é impossível dizer que nos arrependemos de qualquer coisa.
Por sorte, minha mãe não reclamara tanto como prepusera, tornando minha tarde menos estressante. Sim, passo alguns momentos longe do Naruto, e já estou estressado. E confesso que, contava ordenadamente cada segundo que me impediam de encontrá-lo novamente. Infelizmente, graças a uma famosa teoria da relatividade, os minutos passavam-se como horas.
E quando se está de mau humor, sempre há espertalhão de prontidão, disposto a me perturbar. Por pouco não fui pessoalmente a casa do ruivo, e lhe atirei uma bala nos miolos. O azucrinante do Hikaru, nada mais nada menos, passara o resto da tarde ligando para mim, com suas típicas gracinhas. Ainda mato esse garoto atrevido!
Quando já anoitecia, encaminhei para me arrumar pra a festa. Desgraça! Odeio essas coisas. Mas agora que prometera a Naruto, não poderia voltar atrás com a palavra. Além de que, eu estava disposto a fazer esse pequeno sacrifício por ele.
Quando o relógio badalara a hora combinada, pedi minha mãe que me levasse novamente a casa do loiro. Como sua residência se encontrava em um condomínio fechado, igualmente ao do ruivo, era necessário apenas me deixar no portão principal; daí em diante bastava seguir a pé.
Eu estava nervoso. Mesmo tendo-nos passado tantos momentos juntos, eu ainda sentia aquele frio na barriga todas às vezes em que nos encontrávamos. Acelerei meus passos, afim de acabar logo com essa inquietação, e logo estava a alguns metros da varanda de sua casa.
Entretanto, e imagem que me decorreu em seguida destroçou cada pedaço intacto do meu coração. Não, não podia ser possível. Senti algumas lágrimas correrem apressuradamente meu rosto abaixo. Meu corpo tremia,meus batimentos falhavam as batidas, e já sentia alguns soluços impregnados na minha garganta. Olhei de relance uma última vez aquela cena; o panorama daquelas duas pessoas unidas em um beijo. E corri; o mais rápido que pude.
“Eram eles; estavam tão unidos e próximos. Eram eles; meu loiro e sua suposta prima.”
Notas finais
então, mereço mais reviews?? XD
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