I Can Only Look At You
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Gente, gostaria de falar algumas coisas aqui antes da história.
Em primeiro lugar, peço MIL desculpas novamente. Não só por ter demorado com a história, mas também por não ter respondido os reviews antes. Como eu falei, essas últimas duas semanas foram um caos. Mas acho que a tendência daqui pra frente seja de melhoras.
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Em segundo, gostaria de avisar a todos que passei a semana toda tendo hemorragias nasais devido a quantidade de reviews que a fic tem recebido. Agradeço muitíssimo a todos, e espero de coração, que continuem deixando-as. Façam esse coitado aqui cada vez mais feliz.
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Bem, sem mais delongas, vamos a história. ;)
Eu apenas fitava ambos, expondo-lhes um suave sorriso no canto dos lábios. Não, não era um mero sorriso cheio de ternura e carinho. Havia nele uma considerável dose de sarcasmo e desdém. Naruto, apesar de ter se mostrado desconfortável a princípio, ostentava agora um semblante normal; isso simplesmente fez meu sangue entrar em ebulição.
– Bom dia, Sasuke. – Disse ele, oferecendo mais um de seus sorrisos esplendentes. Eu por minha vez, contentei-me a continuar a encará-lo. — Ah... Sasuke, essa é Nako. E Nako, esse é o Sasuke.
– Prazer, Sasuke. – Disse ela, sorrindo meigamente. – O Naruto fala muito de você, sabia?
– Jura? – Indaguei, irônico. – Nem imagino o por quê.
Nako apenas emitiu uma expressão confusa em sua face. Olhou de relance para o loiro, procurando algum sinal do que deveria responder, mas ele apenas nos observava com um sorriso. Ao final, nem obtivemos de tempo para dar continuidade a uma possível conversa. O sinal que dava inicio as aulas ressonara há pouco.
Entretanto, quando imaginei que havia conseguido dar um gelo ríspido o suficiente naquela depravada, ela me aprontou novamente. Ao se encaminhar pra se despedir do loiro, ela envolveu-o novamente com seus braços apertados, depositando um beijo atrevido em sua bochecha bronzeada. Diabos, o que eles pensam que estão fazendo?!
Naquele instante, um ódio sem limites se apossou de mim. Segui andando rumo à sala de aula, socando meus pés ao chão, deixando aqueles dois terminarem de se enroscarem sem a minha presença. Mas o que será que se passa na cabeça daquele bastardo?! Hoje deve ser o dia de causar ciúmes no Sasuke; todo mundo sabe que ele adora isso.
Ainda bufando de raiva, lembrei-me de que precisaria ir ao meu armário apanhar um livro. Enquanto caminhava pelos corredores vazios daquele bloco, senti que a presença de alguém acompanhava meu andar. Olhei para trás de súbito, e acabei por me deparar com o loiro novamente.
– Humpf! – Simplesmente o ignorei e voltei a andar.
– Sasuke! – Gritou, correndo ao meu encontro. – Ei, por que saiu daquele jeito?
– Precisava fazer uma coisa. – Disse com indiferença, enquanto apanhava o livro.
– Posso saber o quê?
– Na verdade, não pode. Estou indo pra sala agora, ok?
– Sasuke, por que tá me tratando assim? Foi algo que eu fiz? – Não, imagina Einstein! Sou eu que não vou com a cara de ninguém mesmo. – Espere... Você tava com ciúmes da Nako?
– Pare de ficar falando idiotices. – Falei, gaguejando algumas palavras. Merda! Forçou-me a desviar o olhar.
– Ei, olha pra mim. – Disse gentilmente, ao nivelar nossos olhos, segurando meu queixo. – Nem acredito, você está com ciúmes mesmo. – Um sorriso abobalhado nascera em sua face.
– Pense como quiser. – Falei, caminhando opostamente a ele. Entretanto, fui forçado a retardar meus passos ao sentir uma mão forçando meu pulso.
– Você é o ser mais manhoso e pirracento que eu conheço, sabia? – Disse, puxando-me pra seu abraço. – Vê se entende uma coisa. Eu sou só seu, e de mais ninguém. – Sua voz soou de forma tão rouca e sexy, que me estremeceu por inteiro.
Acabei por ceder àquele charme irresistivelmente irritante. Senti-me ser pressionado contra parede com certa força, a ponto de não conseguir me mover. Tentei me desvencilhar do seu corpo, receoso por alguém nos encontrar naquela situação. Mas Naruto não deixara; calou de forma vertiginosa qualquer futuro protesto meu, ao selar nossos lábios com uma voracidade que nunca havia sentido.
Nosso beijo estava frenético, ardente, apaixonante. Contudo, ao sentir suas mãos sorrateiras caminharem por baixo da minha camisa, explorando meu tórax, reuni o resto da força de vontade que ainda me restara para afastar seu corpo do meu. Seu olhar de imediato para mim revelou certo espanto, transformando-se em seguida em frustração.
– Naruto, você sabe que se a gente continuasse assim não ia dar pra parar.
– Eu sei, eu sei. Desculpe-me por isso. – Falou tristonho, com um olhar cabisbaixo.
– Não fique assim. – Disse, roubando-lhe um beijo. – Ande, a gente já tá atrasado pra aula.
Infelizmente, não foi apenas o loiro que se sentira decepcionado com minha atitude. Eu também me senti assim. Todavia, necessitei ser mais lógico numa situação dessas, não me deixando ser levado por instintos, ao contrário do que ele planejava fazer. Até por que, não creio que teria a mesma disposição se nós tivéssemos passado daquele ponto.
Com a semana das provas finais se aproximando, Naruto e eu não obtivemos de muito tempo para nos relacionarmos. As raras ocasiões que nos encontrávamos a sós , terminavam sempre da mesma maneira. Eu necessitava interrompê-lo antes que as coisas começassem a ficar quentes demais. E isso no mínimo, já estava deixando-o ansioso.
– Sasuke, posso te pedir uma coisa?
– Depende. – Disse, sem retirar os olhos da minha leitura.
– Preciso que você estude comigo em exatas.
– Como você pode ter dificuldades em matérias tão ridículas? – Indaguei.
– Fale por você mesmo... De qualquer forma, você pode me ajudar.
– Como queira.
– Sério?! Então... Passa na minha casa hoje.
– Ah, não sei não Naruto. – Falei, já imaginando onde isso iria levar. – Precisa ser na sua casa?
– Não se preocupe, meus pais estarão lá. – Disse de forma segura. – E também, não vai rolar nada se você não quiser.
Mesmo tendo ficado um pouco apreensivo, acabei por concordar. Teoricamente, ele tivera razão ao falar que se eu não quisesse, não iria acorrer nada. Infelizmente vem aí a parte falha de tal hipótese. Não é apenas o loiro que quer urgentemente isso.
Confesso que todas as vezes que o obrigo a terminar nossos amassos no meio caminho, sinto uma vontade gigantesca de me trucidar. É óbvio que eu também o desejo dessa forma. Aliás, somos dois homens na flor da idade. É mais que natural. Entretanto, eu tenho essa esquisitice infernal de achar que nós teremos um momento certo pra isso acontecer.
De qualquer modo, ignorei arduamente meus pensamentos. Eles tampouco estavam me ajudando nesse momento. Já era o entardecer de sexta-feira, e faltavam apenas alguns minutos para eu estar na casa do loiro. Então, precisava manter minha consciência devidamente singela. Por fim, ao chegar no local, me deparei com um Naruto excepcionalmente belo.
– É melhor você fechar essa boca, ou vai entrar mosquito. – Falou gargalhando.
– Cala boca, bastardo! – Retruquei, ligeiramente enrubescido.
Usamos cada segundo daquela tarde para fins produtivos. Após ter esmurrado livros e mais livros naquela cabeça loira, o resultado apresentado era, no mínimo, agradável. Ao fim, maneirei bem com ele, sabendo que tinha se esforçado bastante para aprender o que estava em dificuldade.
– Caramba Sasuke, você seria um professor bem durão. Seus alunos iriam te odiar.
– Você pediu, e eu vim. Nem ouse reclamar.
– Não estou reclamando; apenas comentando. Aliás, eu consegui aprender. A cima de tudo, você seria um bom professor.
– Você se mostrou um bom aluno.
– Então, eu mereço uma recompensa?
– Talvez.
Embora já estivesse anoitecendo, resolvi ficar mais um pouco com Naruto. Limitamos-nos apenas em ficar deitados em sua cama, assistindo um filme qualquer, rolando entre nós somente uns chamegos. Senti-me quase adormecendo enquanto suas mãos deslizavam pelos meus cabelos, afagando minhas madeixas. Céus! Adorava quando ele fazia aquilo.
Poderíamos passar horas daquela mesma forma; apenas nos proporcionando carinhos. Contudo, alguma alma condenada resolvera atrapalhar aquele momento tão perfeito e sereno. Infelizmente, aquela cena transfigurou-se do paraíso ao inferno repentinamente. Foi só o tempo de eu ouvir a voz daquela devassa novamente, falando ao celular com Naruto.
– Era a Nako. – Falou, ao encerrar a ligação.
– Percebe-se. – Falei ríspido. – Bem, se não se importa, eu já to indo.
– Sasuke. – Senti-o abraçando-me pelas costas, enquanto rumava para a saída. – Entenda de uma vez, você é o único que faz meu coração bater mais rápido assim. É quase impossível estar ao seu lado, e não querer pegar sua mão, e apertá-la entre as minhas.– Sua voz novamente atingia aquele timbre que me deixava desatinado. – Eu não penso em mais ninguém além de você. E vou te provar isso agora.
Simplesmente fiquei hipnotizado com essas palavras. Não suportei nem mais um segundo ficar encarando aqueles oceanos cristalinos, e nos selei num beijo profundo. A principio era brando e calmo; mas não tardou até se tornar cálido e cheio de paixão. Quando pressenti que em breve perderia o resto da minha sensatez, tentei contestar.
– Naruto, seus pais...
– Shiuu. – Repousou seu indicador sobre meus lábios. – Apenas confie e mim.
Aquele gesto arremessou distante o último vestígio de sanidade que ainda se encontrava em mim. Ao sentir seus beijos se aprofundando na curva do meu pescoço, marcando intensivamente minha pele alva, me entreguei àquela luxuria. Nossas camisas rapidamente foram lançadas em um canto qualquer do quarto, enquanto nossos peitos nus se tocavam pela primeira vez. Nossa! Como ele era quente.
Naruto me guiou velozmente até a cama, onde se repousou por cima de mim mais uma vez. Nossos membros se tocavam sobre a roupa, já rijos, implorando para que fossem estimulados. Sua boca explorava cada canto do meu tórax, deixando um rastro de saliva por onde decorria; arfei profundamente ao sentir sua língua atiçando meus mamilos, deixando-os devidamente ouriçados. Céus! Aquilo era muito bom.
Ao se deparar com o cós da minha bermuda, o loiro não hesitou em abri-la, e retirá-la. Corei violentamente ao reparar seus olhos pervertidos percorrendo meu corpo inteiro, até repousarem sobre a boxer que eu estava usando. De início, ele apenas mordiscou levemente meu falo por cima do tecido, fazendo-me soltar alguns suspiros mais graves. Entretanto, ele não fizera aquilo de início; estava adorando a ideia de me torturar.
– Sasuke?
– Hum?
– Pede.
– Nem pensar.
De maneira alguma que eu iria fazer o que... Merda! Ele mordeu novamente.
– Pede logo.
– Já disse que... – Diabos! – Tudo bem. Me... Chupa, por favor. – Com toda certeza que fiquei mais vermelho que um pimentão nesse instante.
– Com todo prazer. – Riu maliciosamente.
Minha última peça de roupa fora arrancada. Enquanto sua mão me masturbava ternamente, sua língua se ocupava em percorrer a extensão do meu membro. Deixei um longo gemido escapar ao ter meu pênis envolvido pela sua boca. Era uma sensação excepcional. Joguei minha cabeça para trás e afundei meus dedos em seus fios de cabelos dourados, a fim de controlar seus movimentos.
Soltei um muxoxo de desaprovação ao sentir sua boca abandonando meu falo. Felizmente, foi apenas para ele retirar o resto da roupa que ainda sobrara. Ao retornar, à proporção que a sucção aumentava, minha respiração se tornava mais pesada, até um ponto onde eu não agüentaria mais. Deus! Eu vou enlouquecer.
– Naru... Eu vou...
Naruto por sua vez não esperou eu terminar a frase. Acelerou o movimento a um ponto que eu não suportei mais, e derramei meu material em sua boca. Seus lábios voltaram a capturar os meus, enquanto suas mãos deslizavam pela minha coxa, fazendo-me entreabrir minha entrada por instinto. Quando percebi o que viria adiante, olhei-o de forma apreensiva, sinalizando um receio.
– Sasu, eu não passo daqui se não quiser.
– E quem disse que eu não quero?
– Mas se eu te machucar?
– Não vai.
– Tem certeza?
– Tenho.
Ele me beijou mais uma vez, de forma carinhosa, enquanto suas mãos ainda acariciavam meus cabelos. Logo me oferecera seus dedos para que eu os lubrificasse. Eu devia estar mesmo delirando para fazer algo do tipo. Mas sem incerteza, fiz exatamente o que ele pediu.
Ao sentir minha entrada ser invadida, tive uma leve sensação de desconforto. E ao somar seus outros dígitos, a dor aumentara ainda mais. Mas após algum tempo, mesmo ainda sentindo certo incomodo, assenti para que prosseguisse. Ele já ansiava loucamente por isso; e eu também.
Nossos corpos já estavam molhados em suor. O calor que se fazia presente entre nós contribuía para que quiséssemos cada mais aliviar aquela excitação lasciva. Virei-me de bruços, e logo estava sentindo seu corpo se aninhando as curvas das minhas costas. Ao encontrar uma posição confortável, o loiro começou o trabalho de penetração.
A princípio, a dor que eu me encontrava estava quase insuportável. Escondi minha face no travesseiro, mordendo-o, para tentando abafar meus gemidos. Mas ao perceber minha descomodidade, Naruto começou a distribui beijos, de forma afectuosa, pela minha nuca e ombros. Estremeci ao sentir sua língua deslizando pelo lóbulo da minha orelha. Deixei apenas um alto gemido escapar, ao sentir que seu pênis já se encontrava por inteiro dentro de mim.
– Naru, espere um pouco.
– Claro.
Pedi um pouco tempo, até que me habituasse ao invasor. Quando sentir seu falo pulsando dentro de mim, percebi que ele precisava se mexer. Comecei a remexer meu quadril lentamente, indicando que eu já havia me acostumado a sua presença. De início, seus movimentos eram leves e calmos; mas com tempo, suas estocadas evoluíram ao tal ponto em que ambos não podíamos mais prender nossos lamentos.
O cheiro forte de sexo que exalava o quarto auxiliava para nosso total delírio. O som peculiar de suas coxas se chocando contra minhas nádegas já havia se tornado uma melodia aos nossos ouvidos. Nossos corações já se encontravam completamente descompassados, e as respirações fora de ritmo.
Deixei escapar urros cada vez mais altos ao sentir seu membro tocar-me um local mais sensível. Quando Naruto repara que eu não suportaria por muito mais tempo, acelerou seus movimentos. Numa última inserida, não suportei a fricção entre meu pênis e o coxão, e cheguei ao orgasmo. Ao contrair de subido meus músculos, acabei por fazê-lo se desmanchar dentro de mim.
Caímos um sobre o outro, exaustos. Mas perfeitamente completos. Fora a melhor experiência da minha vida. Enquanto nossos batimentos se acalmavam, repousei minha cabeça sobre seu peito, pedindo um afago; coisa que não hesitou em fazer, colaborando então para o sono viesse a crescer cada vez mais veloz.
– Te amo, Sasu. – Falou, beijando minha testa.
– Também te amo, Naruto. – Disse, ao adormecer.
Notas finais
Então, mereço mais reviews? ^^
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