I Can Only Look At You
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Queria poder dizer que a partir dessa semana terei mais tempo pra história. Mas infelizmente ainda continuo ocupado.
- Contudo, ainda estou me esforçando pra continuar postando aqui mais rápido possível! -
Quero agradecer a todos que estão deixando seus reviews, estão me deixando muito, mas muitos feliz mesmo. Thank you, everybody!
Enjoy!
Procuro ainda refletir se a principio senti-me mais envergonhado por ter sido pego nos braços de Naruto, ou mais enraivecido, pelo fato de estar sendo vigiado. De qualquer maneira, levantei-me ligeiramente do local onde estávamos sentados e dirigi-me para frente daquele ser irritante que nos estava a encarar com um sorriso abobalhado.
– Seu moleque atrevido! – Esbravejei, deferindo um cascudo naquela cabeça ruiva. – Quer me matar do coração, ou o quê?
– Ai! Pega leve, Sasuke. Eu só tava procurando vocês.
– Calma aí, Uchiha! – Corei de forma violenta ao sentir os braços de Naruto enlaçando meu abdômen por trás de mim. – Aliás, se não fosse o Hikaru, nós nem estávamos juntos assim.
– Nem tente dizer nada, Naruto. – Falou o ruivo. – Esse não tem consideração nem pela própria mãe.
– Humpf! – Apenas virei o rosto e ignorei aqueles dois, gargalhando as minhas custas.
No final das contas, cogitei até em perdoar aquele ruivo. Até por que, a justificativa que ele dera por ter nos importunado, seria pelo fato do almoço estar pronto. Não nos demoramos muito tempo então, partindo logo em seguida. Ao sentarmos a mesa, seus pais logo trataram de pronunciar algo que julgavam ser importante.
Durante o almoço, acabamos por chegar a um consenso que, teríamos de voltar à capital ainda amanhã pela manhã. Por uma necessidade familiar, os pais de Hikaru precisariam estar de volta a Tóquio no domingo à tarde. Óbvio que, não nos agradara em muito, já que uma viagem dessas não se repetiria tão cedo; mas não tínhamos outra escolha.
Logo após termos realizado a refeição, sentamo-nos em um canto qualquer da varanda, aproveitando um pouco as últimas horas que vislumbraríamos o mar de montanhas da serra. Enquanto conversávamos, o ruivo sugeriu que fossemos ao shopping , para ao menos aproveitar o resto da viajem. Assim que a noite caíra, concordamos todos em irmos ao centro das compras.
Não posso dizer que tudo tenha sido um tédio estremo. Até por que, ao estar próximo àquele loiro, sempre me sinto invulgar. Entretanto, ele escolhera justamente àquela noite para fomentar-me. O bastardo tratara-se de se produzir da melhor maneira possível. Imbecil! Aposto que fez de propósito.
Infelizmente, por mais que Naruto tenha ficado irresistivelmente sexy aquela noite, não obtivemos de chances para ficarmos juntos. O local estava com uma movimentação razoavelmente grande, o que deixou-me seriamente irritado. Optei para irmos embora logo, e assim fizemos.
– Sasuke? – Ouvi Naruto chamar-me, enquanto me dirigia para o meu quarto.
– Hum?
– Vem comigo. – Nem obtive de tempo para poder reagir naquele momento. Quando o senti puxando-me pelo pulso, apenas deixei-o me levar. Ao paramos em frente ao seu quarto, olhei-o com certo receio, imaginando do que se tratava.
– Naruto, eu não acho...
– Espere! – Falou, me cortando de maneira gentil. – Eu juro que não farei nada que você não queira. Eu só quero passar uma noite com você, e nada mais. Prometo.
A forma que ele falara essas palavras, simplesmente me hipnotizou. Aliás, como todas as vezes que as direcionava pra mim. Mais ainda sim estava nervoso. Não que eu não queira ter um momento mais íntimo com ele,mas não creio que seja o momento certo.
Entretanto, seu sorriso novamente tirou-me os vestígios de incerteza das suas palavras. Ao entrarmos no cômodo, nunca imaginei que fosse possível tamanha aceleração que se encontrava os meus batimentos cardíacos. Pensei que a qualquer momento, meu coração seria arremessado esôfago acima. Mas mostrei-me forte em apenas encará-lo seriamente.
– Sabe, não precisa ficar tão nervoso. – Tá tão na cara assim?! – Eu não mordo...
– Só se eu te pedir, certo? – Sorri de forma sarcástica.
– Se você pedir, aí talvez eu pense. Mas não será o caso de hoje. Venha.
Ao deitar na cama de casal – eis aí o motivo para eu não ter aceitado dormir aqui de início – senti-o se posicionando por trás mim, aninhando perfeitamente minhas costas ao seu abdômen. Aquele calor todo que vinha dos nossos corpos; suas mãos, envolvendo meu peito, e acariciando meus cabelos; sua respiração remansada em minha nuca. Todas aquelas sensações eram maravilhosas. Completamente indescritíveis.
Ficamos daquela mesma maneira, sem pronunciar sequer uma única palavra. O soneto dos nossos corações batendo de forma descompassada, e minha respiração vertiginosa, era o único som permitido ser ouvido naquele momento. O silêncio apenas acompanhava àquela melodia acintosa sem presteza.
Queria a qualquer custo permanecer acordado. Enorme era a vontade que ficássemos para a eternidade daquela forma. Mas a maneira como nos encontrávamos; o modo que ele me afagava; tudo isso contribuíra para que meu sono crescesse de forma assustadora. Quando menos dei-me conta, já havia caído em sonhos.
Acordei noutro dia um pouco assustado, diante da ausência de Naruto na cama. Apanhei-me ainda relembrando de instantes da noite passada, pensando no quanto tivera sido ótima. Entretanto, quando percebi que estava tarde, me apressei em voltar aos meus aposentos. Ao chegar, encontrei Hikaru ainda deitado.
– Então, posso saber onde o senhor passou a noite? – Perguntou-me sorridente, carregado de sarcasmo.
– Não enche! – Falei, ríspido.
– Calma Uchiha. Só me bateu uma curiosidade. – Disse, seguido de uma gargalhada. – Hein, quase me esqueci. Vá tomar seu café, e volte para arrumar suas malas. A gente não vai demorar para sair.
– Está bem.
– Hum... Só mais uma coisinha.
– Fala logo.
– Espero que tenham usado camisinha.
Maldito ruivo atrevido! Assim que avistei o primeiro objeto que aparecera em minha visão, agarrei-o e lhe acertei em cheio no meio da testa. E o desgraçado ainda ria estridentemente quando saí do cômodo, rumo à cozinha. Ainda mato esse moleque!
– Bom dia, meu bebê! – Novamente senti aquele loiro me agarrando pelas costas. Como eu adorava quando ele fazia aquilo.
– Bom dia. – Apenas por sentir sua presença, meu humor mudara de forma brutal. Por mais incrível que pareça, eu sorri.
– Hum, o sorriso logo pela manhã. É um sinal bom, não?
– Talvez. – Respondi, com um sorriso no canto dos lábios.
Sentamos ambos para tomar nossa refeição matinal. Volte e meia, trocávamos alguns sorrisos, recordando o ocorrido na noite passada. Mas ainda sim seu olhar continuava firme, explicitando a ausência de qualquer vergonha. Tornando-se assim, o completo oposto de como eu estava me sentindo em sua presença.
Após minha face ter enrubescido algumas dezenas de vezes, segui para o quarto, procurando arrumar minhas bagagens. Como não havia trazido muitas coisas, não demorei tanto tempo como presumira. Em poucos instantes, estávamos todos em frente a casa, onde os pais de Hikaru apenas se ocupavam com os toques finais.
Como a viagem de ida, essa também fora tranquila. Os pais do ruivo ainda fizeram questão de me deixar na porta de casa. Despedi-me deles, e deixei apenas um até logo para os outros dois.
Droga! Era uma tremenda injustiça. Queria ter passado mais algum tempo com Naruto. Mas também, não me ocorria naquele momento o direito de reclamar. Se não fosse o meu colossal e magnânimo orgulho, nós estaríamos juntos há mais tempo. Certo, mas também creio que ele tenha alguma culpa. Aliás, quem manda mexer com meu ego.
O resto da tarde fora calma, a não ser pelas típicas perguntas – que mais parecia um interrogatório – que minha mãe costumava fazer quando ficava algum tempo longe de casa. Sem falar também que tive de conter as duras penas a ansiedade de me encontrar com o loiro. Acreditei que ele talvez fosse ligar em algum momento, mas não ocorrera.
No dia seguinte, meu semblante adotava a costumeira face emburrada, típica de segundas de manhã. Entretanto, eu me encontrava quase eufórico por dentro, apenas por saber que logo encontraria aquele ser angelical. Podia sentir-me estremecer por inteiro, por cada simples passo que eu andejava.
Contudo, parte daquele nervosismo se dissipou por inteiro. Metade havia se transformado de súbito em raiva, ao avistar Naruto no pátio da escola. Mas não foi ele que me chamou atenção, e sim uma exuberante biscate pendurada em seu pescoço. Ao me aproximar, notei nos olhos profundos do loiro algum medo por ter sido pego em uma situação complicada.
Mas meu problema não era com ele; até por que, e garota tinha simplesmente o abraçado. Contudo, ao cumprimentar os dois, com uma gigantesca pitada de cinismo, lancei àquela menina um olhar mortal.
“É melhor você procurar outro quintal pra latir; esse aqui já tem dono!”
Notas finais
ENTÃO, MAIS REVIEWS?!
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