Notas iniciais
MAIS UM CAPITULO ;) ESPERO QUE GOSTEM .

Um homem todo vestido de preto estava parado a porta. O homem era o que se podia chamar de armário humano. Fiquei durante uns segundos a olhar para os óculos escuros a tentar perceber se ele me olhava.

Depois de um pequeno tempo sem falar ou mexer o homem mexeu-se bastante rápido e tapou-me a boca o nariz com um pano que cheirava muito mal, cheiro esse que me deixav

a tonto. Depois de algum tempo a respirar aquilo comecei a perder os sentidos caí para a frente, o copo que eu estava a segurar foi parar ao meio do chão com um estrondo.

***

Abri os olhos lentamente sem me conseguir lembrar do que se tinha passado. A minha cabeça parecia que ia rebentar e isso fazia com que eu não me conseguisse movimentar. Levantei-me devagar apoiando-me nas mãos e nos joelhos. A sala onde eu estava era iluminada por uma pequena janela colada ao tecto, mas apenas a luz fraca da lua entrava o que não me ajudava a ver onde estava fechado. Olhei a minha volta e perguntei-me onde estava e o porque de estar preso. Estiquei as mãos e tacteei na parede até encontrar a maçaneta da porta, uma porta de aço que parecia que só se abria por fora. Comecei a ficar realmente assustado e em pânico, nunca me tinha acontecido nada assim.

– Abram! — Gritei, forçando a porta, mas a única coisa que aconteceu foi o meu próprio eco fazer-me tapar as orelhas — Abram por favor!

Comecei a bater a porta e depois de alguns minutos desisti e encostei-me a porta.

Acabei por voltar a dormir.

Acordei com o barulho de alguém a abrir a porta. Afastei-me um homem apareceu com uma lanterna e um tabuleiro de comida.

– Toma rapaz. — Pousou-o ao meu lado e desapareceu rapidamente deixando-me sozinho novamente com o tabuleiro de comida algures.

Pensei em ver se tinha o telemóvel, mas ninguém no seu prefeito juízo iria deixar uma pessoa sequestrada com telemóvel. E mesmo que até tivesse telemóvel não iria ter rede por isso apalpei o ar e o chão a procura do tabuleiro porque por mais irritado, zangado e assustado que estivesse eu era humano e tal como um humano normal eu tinha que comer.

Aquilo que estava no prato era um sandwich que eu identifiquei como do Subway e ao lado uma garrafa de coca-cola. Quem que fosse que me estivesse a fazer isto tinha bom gosto.

Quando acabei de comer afastei o tabuleiro e encostei-me a parede.

Assim que me encostei a parede e adormeci. Quando a luz alaranjada que provinha da pequena janela estava quase a desaparecer a porta foi aberta e alguém entrou carregando algo bastante grande. Não liguei e apenas comecei a fazer as perguntas do costume:

– Onde é que eu estou? Vou ficar por muito tempo aqui? Leva-me ao teu chefe! — Gritei as últimas palavras para o enorme homem e pela primeira vez ele virou-se para mim e pensei que me fosse matar, mas apenas me mandou uma caixa aos pés e deixou uma lanterna ao lado dessa caixa e foi embora.

Acendi a lanterna e olhei para quem tinha chegado e acendi a lanterna. Fiquei estarrecido com a visão do corpo frágil de Emily no chão, a sua perna engessada estava completamente esticada. Emily estava com pijama branco que agora estava cheio de pó.

– Emily! — Sussurrei aproximando-me dela gatinhando — Emily por favor acorda!

Peguei na malinha e liguei a lanterna e apontei para a sua perna estava bem, mas eu tinha que ver se estava tudo bem e para isso eu tinha que lhe tirar as calças.

– Vou ter que fazer isto? — Perguntei olhando para o tecto agora completamente escuro. Fechei os olhos, quando me estava a preparar para lhe tirar as calças ouvi Emily a gemer. Olhei para cima e agradeci — Muito obrigado, a serio!

– Mas o que é... O que é isto? — Murmurou Emily olhando a sua volta.

– Ainda não sei. — Respondi — Dói-te a perna?

Perguntei pegando na mala. Ela acenou afirmativamente e com muito cuidado despiu as calças de pijama ate ver a parte enfaixada com sangue.

– Oh não, os pontos rebentaram. — Exclamou olhando-me. Apenas peguei na mala abri-a e espalhei tudo pelo chão. Havia agulhas, desinfectantes, adesivos, as linhas para coser os pontos mais algumas coisas. Aquela pequena malinha estava preparada para uma situação como aquela.

– Emily… — Olhei para a mancha de sangue que parecia estar a crescer — Existem aqui agulhas e mais umas coisas para voltar a por isso mais ou menos mas… Tenho medo.

Ficamos em silêncio durante mais um bocado, a mancha parecia estar sempre a crescer.

– Tu não tens que fazer isto até porque eu acredito que mais cedo ou mais tarde eles irão fazer-nos qualquer coisa e… — Ela começou a dizer muito rápido, pus um dedo nos seus lábios.

– Emily… Por favor não digas isso! – Supliquei sentido os meus olhos a marejar.

– Harry? — Perguntou-me um pouco assustada, provavelmente era a primeira vez que me via a chorar ela estava desmaiado quando a levaram para o hospital no dia do acidente.

Não respondi apenas a abracei fortemente, desliguei a lanterna para não parecer ainda mais assustado, porque não verdade eu estava em pânico. Só de pensar no que quer fosse que aquela gente iria fazer a Emily dava-me algo no estomago.

Senti-a a passar as mãos no meu cabelo e isso fazia muito bem.

Algum tempo depois afastamo-nos porque ouvimos a porta a abrir-se. Esperamos que o armário humano voltasse com comida, mas a porta apenas se abriu e ficou assim. Levantei-me com um salto e devagar pus um pé de fora da sala escura.

– Harry tem cuidado! — Disse-me Emily que ainda estava sentada no chão.

Olhei para o enorme corredor vazio, nas paredes algumas obras de arte, no chão um longo tapete vermelho, as paredes era de um branco ofuscante.

Devagar pus um pé no corredor e andei mais alguns passos até ter a certeza que estava tudo bem e voltei a correr para trás para ajudar Emily a sair da sala.

Devagar fomos pelo longo corredor no final virámos para onde a luz era mais forte ou seja para a esquerda, continuamos a andar devagar ate começar-mos a ouvir vozes.

– Rachel, que foste fazer? — Um homem dizia com a sua voz trovejante.

– Ele disse Rachel? — Perguntou Emily ao meu lado mais preocupada a ouvir a conversa do que com a magnitude daquela voz.

– Disse… — Sussurrou. Lembrei-me que um dia tinha passado pela casa enorme de Rachel e que ficava ao lado do parque de diversões abandonado.

– Mas eles sabem da droga, a miúda descobriu. — Silencio e logo a seguir ouvimos um barulho e comecei a puxar Emily devagar pelo corredor.

Andamos pela enorme casa a evitar todos os armários humanos que nos apareciam a frente. Duas horas depois Emily pediu para parar porque tinha muitas dores, o sangue dos pontos abertos notava-se agora nas calças o que queria dizer que nos tínhamos de despachar.

Encontramos a cozinha e tive que pensar em algo para tirar todos aqueles seguranças e empregados.

Olhei para uma enorme jarra que parecia caríssima e atirei-a pela janela, tal como eu queria foram todos a correr ver o que se passava deixando-nos ir a vontade. Assim que nos encontramos cá fora respiramos um pouco antes de voltar a andar.

– Calma Harry. Eu não sou de ferro! — Queixou-se Emily, abrandei um pouco e com cuidado peguei nela ao colo e andei o mais que pude.

Paramos ao pé do portão alto e verde que não dava para escalar e tentei abri-lo, mas não dava.

– Harry, não tens ai o telemóvel? — Perguntou-me Emily.

– Não sei, nem vi. — Comecei a procurar o telemóvel, mas não tinha.

Em vez disse encontrei a lanterna liguei novamente e comecei a andar encostado a sebe alta para ver se havia algum buraco. Continuei a andar ate me esbarrar com algo enorme e preto e…

– Hey meu. — Disse para o armário humano começando a afastar-me dele devagar. Ele apenas me agarrou pelo colarinho da camisola e me levantou e disse com uma voz que me assustou:

– Onde está a tua irmã?

– Porque queres saber? — Perguntei tentando ser corajoso, ele apertou mais — Porque queres saber?

Ele largou-me e tirou os óculos.

– Ela não tinha sido operada há pouco tempo? — Perguntou, assenti com a cabeça e ele largou-me — Vai busca-la imediatamente!

Notas finais
O que vai fazer o homem ? :o Espero que tenham gostado deste capitulo ... por favor comentem ou marquem como favorito só para saber se eu tenho leitores :) E ja sabem qualquer coisa falem comigo no twitter @MarisaFerreriira