I Can Love You More Than This

12 Onde Estamos ? [ parte 2 ]


Notas iniciais
MAIS UM CAPITULO ;) ESPERO QUE GOSTEM .

Corri pelo escuro sussurrando o nome de Emily, até quase chocar contra ela que se encontrava a no chão.

– Anda, rápido. — Peguei nela e levei-a rapidamente para ao pé do armário humano.

– Ok. — Disse pondo Emily com muito cuidado no chão — Ela está aqui. Vais nos entregar?

Ele olhou-me e pegou num pequeno comando.

– Ouve-me bem rapaz! — Eu assenti não tirando os olhos do comando preto — Vais até ao portão grande, carregas no botão e pões-te a milhas com a Emily, ouviste?

Acenei e ele entregou-me o comando.

– Eu levo-a. — Disse-me pegando em Emily com uma facilidade que fazia enveja.

— Emily POV —

– Eu levo-a. — O homem enorme disse pegando em mim. As dores eram insuportáveis na minha perna fiz um esforço para não gritar, vendo a minha expressão de sofrimento o homem teve ainda mais cuidado a andar.

– Porque nos está a ajudar? — perguntei um pouco rouca.

– Porque… Fazes-me lembrar a minha filha. — Disse-me olhando para o céu escuro e sem estrelas.

– Ela também é loura com os olhos verdes e pequena? — Ele não respondeu e vi o brilho de uma lágrima na sua face.

– Ela já não é… — Disse com a sua voz arrastada, percebi que tinha dito asneira.

– Desculpe. — Sussurrei, Harry parou a uns metros de nos e disse:

– Então, já a pode largar…

– Obrigado... Hmm … — Disse com um sorriso enquanto o homem me punha no chão.

– Bob. — Sorriu-me e Harry carregou no botão do comando que abriu o portão automaticamente, a seguir deu o comando novamente a bob e ajudou-me a sair dali.

Á medida que ele caminhava eu tentava acompanhar, Harry sabia o caminho de cor, mas ainda assim parecia um pouco relutante em ir em frente.

– O que se passa? — Perguntei a Harry.

– Ainda estamos a quilómetros e a tua perna parece estar a piorar a cada passo que dás… — Ele parou e esperou por mim, quando o consegui alcançar ele ajudou-me a andar mais um pouco.

Andamos devagar e segundo Harry conseguimos andar dois quilómetros, mas ainda podíamos ver a enorme mansão de Rachel.

Por mais forte que eu tentasse ser sabia que a minha perna não iria aguentar muito mais.

– Harry, preciso de parar. — Disse apontando para a perna, as minhas mãos estavam a tremer, aliás toda eu estava a tremer por causa do frio.

– Estás com frio? — Perguntou-me aproximando-se rapidamente eu assenti com a cabeça dando uma resposta afirmativa.

Ele começou a despir o casaco, mas eu impedi-o dizendo:

– Nem penses! Preciso de alguém que me carregue. — Ele voltou a por o casaco no vido lugar pegou-me ao colo.

– Que tal irmos para o parque de diversões antigo? — Perguntou-me — Sempre temos sítio onde dormir e algo que nos aqueça.

– Ok… — Disse enquanto ele começava a andar pela erva saindo do caminho de terra batida. Na minha cabeça eu ia mais ou menos contando o tempo que caminhamos no meio da erva ate encontrar a rede já bastante danificada do parque de diversões.

Harry procurou um buraco na rede suficientemente grande para cabermos os dois assim que passamos ele levou-me para o centro daquele espaço sombrio e pôs-me no chão durante um bocado foi procurar alguma coisa que nos pudesse aquecer. Olhei a minha volta para as diversões, a montanha-russa onde eu e Harry uma vez andamos e este saiu de lá a chorar por ter muito medo, a casa assombrada onde eu o um ex-namorado tínhamos dado o nosso primeiro beijo ou ate mesmo a casa de espelhos onde uma vez Harry me tinha assustado. Todas estas memórias trouxeram-me um sentimento nostálgico.

Ouvia o barulho que Harry fazia enquanto procurava algo que nos pudesse aquecer durante o resto da noite que pelos meus cálculos não era muito longa.

Quando ele voltou trazia dois cobertores, alguns paus e o que parecia ser um isqueiro.

Juntou mais uns paus acendeu-os, passou-me um dos cobertores e sentou-se ao meu lado.

– Estás bem? — Perguntou-me sussurrando, eu assenti e dei-lhe um sorriso, não queria que ele ficasse preocupado comigo.

Encostei a minha cabeça ao ombro dele ouvindo apenas o crepitar das chamas da pequena fogueira. Ele passou a mão pelos meus cabelos algumas vezes e eu disse:

– Não acredito que pensei que estivesses a falar a serio quando disseste que eu não era tua irmã… — Olhei nos seus olhos ele parou de me massajar os cabelos.

– Emily, tu não és minha irmã. — Disse-me olhando-me nos olhos, os seus olhos pediam desculpa pelo que ele estava a dizer — Nunca foste.

Notas finais
E agora ? Afinal eles nao são mesmo irmãos , o que será que isso vai desencadear entre eles ? :o Espero que tenham gostado deste capitulo ... por favor comentem ou marquem como favorito só para saber se eu tenho leitores :) E ja sabem qualquer coisa falem comigo no twitter @MarisaFerreriira