I Can Love You More Than This

13 Onde Estamos ? [ parte 3 ]


Notas iniciais
MAIS UM CAPITULO ;) ESPERO QUE GOSTEM .

– O quê? Eu sou tua irmã! — Disse, a minha voz falhou — Nós somos tão parecidos!

– Até podemos ser parecidos, mas nos não somos irmãos… — Ele respondeu, olhei-o nos olhos.

– Como? — Perguntei atordoada. Como era possível eu não ser irmã de Harry?

– Foste abandonada quando eras apenas uma recém-nascida. A minha mãe acolheu-te. — Ele disse tudo aquilo enquanto as minhas as lágrimas caiam em cascata pela face abaixo. — A mãe e o pai queriam-te dizer isso quando fizesses dezoito anos.

-- Harry pov —

Não sei se fiz bem em contar tudo a Emily, mas uma coisa eu tinha a certeza: eu sentia-me um pouco mais liberto depois de lhe ter contado a verdade.

– Emily? — Perguntei, ela soltou um pequeno soluçou e abracei-a com força — Desculpa Emily, por favor não fiques zangada comigo.

– Por… porque haveria de o fazer agora que… que me contaste a verdade? — Perguntou entre soluços contra a minha camisola enchendo-a de lágrimas.

– Porq… — Não quis falar daquele dia em que ela me avisou sobre Rachel e eu a tratei muito mal, sentia-me mal por isso — Ainda bem que não ficaste chateada.

Suspirei e beijei o cimo da sua cabeça cheirando os seus cabelos, Emily parou de soluçar e disse:

– Harry, nada disto vai mudar certo? — Perguntou-me — Quer dizer… Nós somos irmãos. Podemos não ser de sangue, mas é como se fossemos.

– Claro. — Assenti com mais um beijo na sua testa.

Ficamos a falar a fogueira pelo que me pareceu uma hora antes de a exaustão tomar conta de Emily. Assim que tive a certeza que ela estava a dormir levantei-me e fui procurar algo que nos pudesse ajudar a voltar para casa ou que nos levasse para o hospital.

Andei pelo parque de diversões todo.

Quando o sol começou a nascer eu encontrei um telefone bastante velho. Comecei a mexer pouco depois consegui pô-lo a funcionar.

Tentei lembrar-me do número de alguém, mas como iria explicar onde eu estava? Nem eu sequer tinha bem a certeza do sítio. Zayn era o único que sabia onde eu estava, mas eu continuava zangado com ele por ele ter dormido com Emily.

Depois de algum tempo decidi fazer o melhor para Emily, engoli o orgulho e liguei-lhe:

– ‘Tou? — A voz arrastada de Zayn falou depois de o telemóvel ter tocado algumas vezes.

– Meu, fala o Harry…

– Harry? — Ele pareceu acordar de um momento para o outro — Andam todos á tua procura e da Emily também!

– Eu imagino… — Pensei na minha mãe preocupada comigo e com Emily — preciso que me venhas buscar. Aconteceram umas coisas e os pontos da Emily rebentaram. estamos no parque de diversões antigo…

– O QUÊ?! — Perguntou aos gritos — Vou já para aí!

– Obrigado, por favor despacha-te! — Desliguei o telefone e voltei novamente para ao pé de Emily que continuava a dormir calmamente.

Olhei para o céu que começava a ficar cor-de-laranja e agradeci a Deus por nos estar a ajudar.

Algum tempo depois, que mais me pareceu uma eternidade, ouvi Zayn a chamar-nos.

– Aqui! — Disse não muito alto para não acordar Emily.

Ouvi-o correr pouco depois ele encontrou-nos.

– O que se passou? — Perguntou-me enquanto eu acordava Emily.

– Emily… — Bati-lhe com pouca força no ombro os olhos dela estremeceram e abriram-se logo, durante uns segundos ela ficou confusa, quando se lembrou de onde estava viu Zayn.

– Zayn… — Disse devagar, eles não se viam desde o dia do acidente porque eu fazia questão em não deixar que ele se aproximasse dela.

– Emily. — Ele correu para a abraçar.

– Zayn! Precisamos de ir para casa! — Disse separando-os.

– Pois… O que vos aconteceu?! — Exclamou enquanto me ajudava a pegar em Emily.

– Nós fomos raptados pela Rachel. — Zayn abriu a boca á medida que Emily dizia aquelas palavras — Fugimos com a ajuda de um dos seguranças dela.

– Como saíram de lá? — Perguntou Zayn, Emily mostrava que não aguentava mais.

– Leva-nos para casa rapidamente! — Ele olhou-me como se eu fosse maluco.

– Não é melhor leva-la para o hospital?

– Como é que tu explicas um rapaz todo cheio de pó, uma rapariga em pijama cheia de pó com pontos numa perna por sarar aparecerem num hospital como se viessem sei lá… da Arábia? — Respondi-lhe com ironia. Ele olhou para o chão e depois com um pouco de jeito ajudou-me a por Emily dentro do carro. Poucos minutos depois encontrávamo-nos a porta de minha casa. Sai do carro a correr abri a porta com a chave sobresselente que havia escondida no alpendre corri escada acima para encontrar os meus pais. Ambos estavam no quarto de Emily, assim que entrei e vi o caos instalado pelos homens de Rachel. Tinham destruído completamente o quarto de Emily.

– Mãe, pai! — Disse, corri para os abraçar.

– Oh Harry! — Disse a minha mãe afagando-me os cabelos cheios de terra pó.

– O que se passou rapaz? Onde está a Emily? — Perguntou-me o meu pai enquanto me abraçava.

– Porque estás todo cheio de pó Harry? — Perguntou a minha mãe.

– Mãe os pontos da Emily rebentaram, tens que a levar ao hospital urgentemente! — Ele arregalou os olhos eu virei-me para o meu pai — Queria apresentar uma queixa de rapto.

– Rapto? — A minha mãe gritou com a voz esganiçada.

– Tudo bem. — Respondeu o meu pai contente por eu estar a agir decentemente — Vamos embora rapaz.

Ele conduziu-me para o seu carro.

— Emily pov —

Vi a mãe de Harry a correr as escadas para me ver. Ela estava mesmo preocupada. Zayn levou-me para o carro dela e pouco depois eu estava no hospital. Eu não tinha muito a noção das coisas porque apenas fazia um enorme esforço para me manter acordada.

Assim que me puseram numa maca eu adormeci.

***

Sentei-me no sofá ao lado de Harry que estava a ver um filme.

– Já andas bem? — Perguntou-me com um sorriso eu sorri e encostei a minha cabeça no seu ombro.

– Parece que sim, também já passaram três semanas. — Disse tocando na minha perna — Na segunda vou voltar para a escola voltar a ver…

– O Niall. — Interrompeu Harry rapidamente.

– Pois… — Disse ficando desanimada, Harry tinha dito que eu tinha beijado Niall antes do acidente, mas eu não me lembro de nada.

– Olha… — Harry começou a falar, mas foi interrompido pela campainha.

– Vai lá. — Pedi sorrindo piscando os olhos tentando ser fofa, ele revirou os olhos levantou-se olhei para a televisão enquanto o ouvi-a a abrir a porta.

Quando olhei para quem estava a porta reconheci a peruca loura com o sorriso falso.

Notas finais
E agora quem será que está a porta ? Espero que tenham gostado deste capitulo ... por favor comentem ou marquem como favorito só para saber se eu tenho leitores :) E ja sabem qualquer coisa falem comigo no twitter @MarisaFerreriira